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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Um novo caminho


Hoje, faz um mês que fui operada. Milhões de mulheres brasileiras têm endometriose. Muitas já descobriram, outras vão receber a notícia. Devido ao desconhecimento dos médicos e das pacientes sobre o assunto, a maioria das mulheres ficará sabendo quando a doença estiver em estágio avançado, como aconteceu comigo. Mas ainda assim não há motivos para desespero. Nem tristeza. Nem desânimo.

Faço parte de um novo grupo que talvez seja também o seu. Não estamos sozinhas. Cerca de 10% a 15% da população feminina enfrenta a doença. Não estamos sozinhas apenas pela quantidade de mulheres que vivem esse drama. Deus conhece a história de cada pessoa individualmente. Não é por acaso que estou aqui, que você agora está lendo meu blog, que a vida tomou um rumo inesperado. Vivo agora em uma nova fase. Renasci há um mês para experiências que desconheço. A despeito dos enigmas - e eles são muitos -, desejo aprender as lições necessárias. Lições emocionais, espirituais e físicas.

No livro Crepúsculo dos ídolos está escrito: "O que não me mata me torna mais forte" (Nietzsche, 1995, p. 46). A mesma idéia encontramos no Ecce homo (Nietzsche, 1995a, p. 25). Já a Bíblia diz que devemos temer aquilo que mata a alma e não o corpo. Diz também que o coração alegre dá formosura ao corpo. A endometriose não precisa nos tornar fracas. Pode, sim, se você quiser - e eu, particularmente, quero muito - torná-la forte. É sobre isso que desejo escrever. Sobre como e onde encontrarei a força necessária para proseguir com qualidade de vida, em estado de felicidade.

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