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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A resposta simples para a endometriose

6 de outubro de 2011

Incrível, como atitudes e hábitos aparentemente simples podem significar a resposta para problemas espinhosos. Na Tailândia, o número de mulheres com câncer no colo do útero despencou devido a um exame alternativo, barato e muito eficaz, feito à base de vinagre. O papanicolau, que leva dias para ficar pronto e apresenta um custo muito elevado para mulheres pobres, é substituído pelo toque do vinagre em lesões suspeitas. Queima, mas se houver riscos para células cancerosas, a pele apresenta uma coloração branca. Com a detecção precoce de células doentes, enfermeiros treinados para essa tecnologia simples fazem um procedimento curativo bem-sucedido. Ao substituir exames laboratoriais pelo vinagre, mulheres tailandesas se veem livres de uma doença que mata.

A lista do simples, em geral, circula em espaços invisíveis. Não interessa que se torne pública. Tornar-se pública é mais do que ser conhecida ou estar na internet. É ser aceita, vista como crível, resposta eficaz, escolha inteligente e curativa, a melhor opção, embora não passe de uma atitude absolutamente simples. Não é uma resposta banal ou periférica, mas um tratamento central, poderoso e simples. Trocar exames dispendiosos por vinagre ou antibióticos agressivos por alho são dois exemplos. Substituir os caros stentes em pacientes cardiopatas por mudanças na dieta e no estilo de vida é outro exemplo poderoso. Laparoscopias seguidas, cirurgias no intestino, remédios e tratamentos caros também têm seu substituto simples. Mas respostas simples não surgem sem vontade acirrada. É preciso querer muito. Tem que acreditar, investir, entregar-se a experimentações e colher o fruto da ousadia. Tem que amar a vida e as pessoas para fazer o melhor por si mesmo e pelos outros. Num cenário de desamor, amar é verbo dissonante. Não combina com ganância nem com verdade. Parece inocente demais, simples ao extremo. Funciona mesmo?

Os métodos simples surgem com os valentes. O vinagre da Tailândia é resultado de uma pesquisa médica feita em Harvard e divulgada pelo jornal New York Times. O uso de alho no lugar de antibióticos é resultado de uma pesquisa feita na Universidade de Campinas (Unicamp), que inclusive ajuda a diminuir a inflamação da endometriose (Veja aqui
). A comida que reverte graves doenças do coração foi adotada com sucesso por celebridades norte-americanas. Houve quem sonhou em salvar, antes de lucrar. Quero acrescentar nessa lista uma história admirável: a do frei brasileiro que se dedica a curar pessoas com uma planta medicinal – aloe vera ou babosa. História incrível, com resultados reais. Experimentação que tem levado pesquisadores em todo mundo a dedicar horas em laboratórios para comprovar o que o corajoso frei Romano Zago atestou na vida. Encontrada na rua, misturada num composto sem grandes mistérios, a planta cura. Simples, assim.

Não são quaisquer pessoas falando quaisquer coisas. Afinal, se é verdade, por que não se divulga para todos os cantos em megafones ultrapotentes? Por que a solução não pode ser simples? Porque se for, muitos vão perder a galinha tecnológica dos ovos de ouro high tech. Contudo, ao menos por um curto espaço de tempo, a lista simples se lança ao cenário público, se torna conhecida, desfila credibilidade, mas não ultrapassa por completo o corredor polonês. A todo momento, está ameaçada de exclusão. Quantos têm acesso a essa informação? E quem tem acesso à notícia, saberá colocá-la em prática? Onde é possível encontrar alguém que acredite nesses ideais para conduzir a mudança? Se alguém ousar dar ouvidos à ideia simples terá forças para seguir adiante com ela, sem fraquejar? A massa de pessoas envoltas por publicidades embaladas a neon gritará em coro uníssono: não pode ser tão simples assim, isso é loucura. Agenciados para manter as pessoas no padrão da "normalidade" e do consumo, os próprios médicos – muitos, mas não todos – serão os primeiros a lançar ao abismo sua boa vontade em seguir na direção correta. Seremos vigiados, seremos punidos, diria Foucault.

Mas graças a Deus, há a internet, os livros, a informação, os corajosos, os sem medo, os tsiwari. Temos o New York Times, o google acadêmico, mulheres que se encontram na rede digital, nosso corpo. A vontade determinada em assumir o controle da própria vida. Para enfrentar a endometriose, superar laparoscopias e remédios, há respostas simples. Porém, exigentes. Não é fácil não. Continua, no entanto, sendo imensamente melhor do que não fazer nada ou fazer tudo que não funciona. Feito vinagre, a mudança queima, mas cura.

PS.: 1. Meu marido viajou para o norte do país, passando pelo Amazonas e Pará. Trouxe-me de presente um vírus resistente. Senti os primeiros sinais da gripe forte. Iniciei o tratamento. De manhã e no final do dia, em jejum, regado a dois copos de água, tomei um dente de alho moído, colocado na colher, e ingerido com bastante água. No meio do dia, 30 minutos antes do almoço, tomei o suco puro de um, dois ou três limões. À tarde, na última refeição, um suco, feito no liquidificador: duas poncãs ou laranjas, uma maçã e uma cebola. A gripe forte durou um dia, mas sem me vencer por completo. No dia seguinte, já estava bem. Nos demais dias, senti o vírus tentando avançar, especialmente quando acordava ou no final do dia, antes do remédio-alho. Mas em uma semana, nenhum sinal da gripe. Mais do que vencê-la, esse tratamento me trouxe muitos outros benefícios, enquanto se eu tivesse tomado antibióticos, arcaria com seus malefícios, como a destruição das bactérias do intestino, responsáveis pela imunidade. Meu tratamento teve um efeito colateral positivo: no final da semana, eu já não tinha inchaço abdominal. Esse é o sintoma mais persistente no meu corpo, devido à endometriose. Mas com o mix-tempero, fiquei leve, bem, saudável. Portanto, se você quiser avaliar a eficácia dessa receita antigripe e antiendometriose para sua saúde, não tenha medo. Alho, limão e cebola são remédios simples, mas extremamente eficazes. Entretanto, esses são remédios antissociais devido ao odor. Quando estiver de férias e puder ficar uma semana reclusa, tente este caminho. Não deixe de tomar o alho com bastante água. Espere no mínimo 30 minutos para comer. Coe bem o suco indicado. Além disso, evite, pelo menos, o açúcar. Feito vinagre; o alho, cebola e limão também incomodam, mas são potentes agentes naturais de cura.

2. Indico um site muito interessante de uma mulher da Nova Zelândia com endometriose que se chama Melissa:
http://www.cureendometriosis.com. Ela descobriu a endometriose com 19 anos. Grau 4, com dores horríveis. Sob a promessa médica de manter a endometriose e a dor sob controle, foi submetida a sete cirurgias, além de incontáveis medicamentos e drogas. Sem sucesso. Na verdade, ficou ainda pior, devido aos efeitos colaterais dos tratamentos. Após 15 anos de lutas, ela encontrou a resposta: mudança no estilo de vida. Alimentação natural. Exercícios físicos. Hoje, ela afirma que reduziu 90% da dor. E tem esperança de ficar livre da endometriose, que está sob controle. Eu também superei a endometriose. Não tenho dor alguma. E os focos reduziram muito de tamanho. Do ovário, reduziu pela metade. Meu tratamento: mudança de estilo de vida. Não li toda a proposta de Melissa ainda. Mas vi que ela não usa açúcar, carne, gorduras e glúten (um médico ginecologista, da Universidade de São Paulo pediu que eu fizesse um exame para saber se eu tinha alergia a glúten. Não tenho. De qualquer forma, reduzi muito o consumo de glúten, massas, mas não tirei da minha alimentação. Toda mulher com endometriose deveria fazer esse exame). Portanto, a receita de Melissa é diferente da minha em alguns pontos. Também não fiz as mudanças com base na medicina chinesa, como já disse. Reconhecendo que a espiritualidade é essencial para a cura, minha fé e minhas orações estão voltadas a Cristo, quem me dá forças para fazer as mudanças necessárias. Mas eu e Melissa temos algo muito importante em comum: mudança de estilo de vida. Tratamento natural. E resultados incríveis. Funciona, sim. É real. Em um dos post, Taking that first step to Healing Endometriosis through what you eat!, ela fala da importância da alimentação para superar a endo. Fala das dificuldades e das possibilidades da mudança. Embora no Brasil, essa abordagem seja pouquíssimo considerada pelos médicos, tem avançado em outros países. Tem avançado porque funciona, com a incrível vantagem de não estar patenteada nem depender de um conhecimento especializado caro e inacessível.

Minha receita contra a endometriose, em linhas gerais: Um caminho, entre tantos e








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