Arquivo do blog

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Anticoncepcional e endometriose

25 de fevereiro de 2013
 
Em minha história pessoal, da perda da saúde para a descoberta da doença, há um divisor de águas: o anticoncepcional. Antes de usá-lo, eu não tinha dor, nem menstruação excessiva, nem endometriose. Depois de um ano de uso, meu ciclo menstrual estava alterado. Algum tempo depois da interrupção do uso da pílula, descobri a endometriose.

Nenhuma das mulheres de minha família tem endometriose, nenhuma usa ou usou anticoncepcional, minhas irmãs não têm filhos. Apenas eu usei, apenas eu fui diagnosticada com a doença que pode apresentar ligações hereditárias. Embora minha realidade familiar ou a observação do meu corpo antes e depois do uso da pílula não tenham valor científico, pessoalmente, acredito que o anticoncepcional está relacionado com o aparecimento da endometriose em meu corpo. Não consta em bula, mas minha suspeita tem indícios que vão além de uma mera impressão pessoal.

Seria coincidência ter surgido uma epidemia de endometriose em apenas algumas décadas depois do uso maciço da pílula e da nova pílula (O Yasmin chegou ao Brasil em 2001)? A doença não é nova, mas seu caráter epidêmico sim. Enquanto a mulher está utilizando a pílula, dizem que a chance de ter endometriose é pequena – deve ser por isso que a medicina tem indicado repetidamente o anticoncepcional para “prevenir” ou “tratar” a endometriose –, mas após a interrupção do uso da pílula, para engravidar ou aliviar o organismo dos efeitos colaterais da droga, milhares de mulheres, cedo ou tarde, acabam sendo diagnosticadas com focos de endometriose no útero e no ovário. A ciência comprova o primeiro resultado – aparente proteção durante o uso –, mas não quer nem saber de investigar o que me parece o mais importante: o que acontece, de fato, com a mulher após a interrupção da pílula? Se a endometriose surge ou aumenta isso tem a ver com a falta da pílula ou, mais precisamente, com o fato de a mulher tê-la utilizado no passado. Eu acredito na segunda opção.

Se a pílula é tão boa assim, sendo tão extensivamente utilizada, por qual motivo uma multidão de mulheres em todo o mundo ocidental adoeceu dos hormônios (mulheres com endometriose têm padrão hiperestrogênico)? Por que elas usaram e deixaram de usar ou por que, simplesmente, elas usaram? Não são todas as mulheres, nem poucas as mulheres que recebem o diagnóstico de endometriose após o uso da pílula. Isso aconteceu com você? Aconteceu comigo. 

Não se trata de apontar uma causa única para a confusão hormonal que se instala no corpo da mulher com endometriose, mas alertar para os efeitos diretos e indiretos de uma droga amplamente comercializada, que impõe hormônios sintéticos na corrente sanguínea e modifica, sem pudores, o delicado equilíbrio hormonal do corpo feminino. Contra a pílula tem se acumulado, aos poucos, alertas médicos, resistente à forte maré da Big Pharma – expressão utilizada para designar a multimilionária indústria mundial dos fármacos. Você já leu alguma denúncia contra as pílulas na mídia ou teve acesso a pesquisas acadêmicas?

A droga que nos libera para o sexo sem filhos é responsável por outras doenças tão ou mais graves que a endometriose. Os hormônios artificiais das novas pílulas, semelhantemente aos caminhões nas estradas que cortam São Paulo, são capazes, embora nem sempre o façam, de obstruir o trânsito sanguíneo, deixando o sangue espesso, lançando sujeira na circulação corpórea, favorecendo “trombos”, “coágulos” ou “congestionamento de sangue”.

Veja o resumo de alguns artigos publicados por jornais sobre a relação entre trombose e anticoncepcional:
1.   Folha de S. Paulo: França investiga mortes causadas por pílula (Veja). A agência de regulação de medicamentos confirmou a relação direta entre a morte de quatro mulheres, por trombose venosa profunda, e o uso do Diane 35 e genéricos. A pílula está ligada a AVC (Acidente Vascular Cerebral) e outros problemas.
2.   New York Times: More Detail on Risk Urged for a Contraceptive Label (Veja) O artigo trata da discussão nos EUA sobre a necessidade de um rótulo alertando os riscos da pílula. Um Comitê Executivo disse que os benefícios ainda superam os riscos, mas a FDA afirmou que os riscos têm se mostrado elevados. Há mais de 10 mil ações judiciais movidas contra a Bayer, alegando que as mulheres têm sido prejudicadas pelo YAZ e o Yasmin. Além disso, a Bayer promoveu a pílula como um remédio para aliviar a tensão pré-menstrual, sendo que não é essa sua função, alertou um médico.
3.   The Guardian: France confirms Diane-35 drug deaths (Veja) 
4.   Folha de S. Paulo: Estudos apontam que anticoncepcionais aumentam o risco de trombose (Veja). Os novos anticoncepcionais como o YAZ e o Yasmin (a base de drospirenona) têm 75% de chance a mais de causar trombose do que os anticoncepcionais antigos (a base de levonorgestrel).
5.   Folha de S. Paulo: EUA avaliam risco de trombose por uso de anticoncepcional (Veja). A Bayer enfrentou ação judicial nos EUA por morte de adolescente devido a coágulo sanguíneo grave supostamente associado ao YAZ. Segundo a Bayer, a bula informa sobre os riscos.
6.   Folha de S. Paulo: Anvisa alerta sobre anticoncepcional com hormônio Drospirenona (Veja)
7.   Folha de S. Paulo: Anticoncepcional não oral aumenta risco de trombose (Veja) Adesivos, anéis vaginais, implantes subcutâneos podem parecer “inocentes”, mas também aumentam o risco de trombose. Há um excelente infográfico nesta matéria.
A indústria farmacêutica, aliada a setores da medicina, esclarece que o risco de trombose profunda é pequeno, por isso não haveria motivos para preocupações ou proibições. Apenas algumas mulheres, de fato, morreriam em decorrência direta do efeito do remédio. Mas o que dizer de outras doenças? Algum pesquisador já investigou a relação real entre anticoncepcional e endometriose? Depois que a mulher interrompe o uso do anticoncepcional, como seu corpo reorganiza a produção de hormônios? Haveria uma relação entre trombose e endometriose? Por que mulheres com endometriose apresentam também trombofilia? Qual a relação entre trombofilia e anticoncepcional? Há uma extensa agenda temática de pesquisas importantes. 
Quando meu marido viu o endometrioma de 15 cm retirado junto com meu ovário, o descreveu como um impressionante “congestionamento de sangue”. O sangue que deveria ter sido “bombeado” para fora de meu organismo ficou no ovário e se acumulou densamente, como um grande trombo a tomar o lugar de um bebê. Por pouco, o trânsito geral não para. Se a endometriose acumulada tivesse se rompido, haveria risco à vida.  
Anticoncepcional provoca endometriose? De acordo com a bula, não. Observando meu organismo, sim. Lendo a bula novamente e vendo a quantidade de mal que causa, essa relação se faz certa, ainda que indireta. A partir da minha experiência, falaria de relação direta. Boa parte da ciência, por enquanto, parece que nem mesmo fez a pergunta básica: qual a relação real entre anticoncepcional e endometriose? No meu caso, se a passagem da saúde para a doença foi definida pelo anticoncepcional, o caminho inverso, da doença para a saúde, foi construído com a mudança de meu estilo de vida, com a interrupção do uso de pílulas, para que o delicado e tênue equilíbrio hormonal seja, aos poucos, reestabelecido e o trânsito orgânico flua com liberdade, sem paralisias.
Sexo livre é sexo saudável. Se a endometriose invade todo o aparelho reprodutivo, com potencial de destruir a saúde dos ovários e útero, e aniquilar o prazer sexual – a penetração se transforma em dor – e se realmente houver uma relação direta e/ou indireta entre anticoncepcional e endo, como acredito que há, a indústria está nos vendendo uma falsa liberdade. A liberdade sexual não se faz tirando a liberdade reprodutiva. A liberdade sexual não existe se, no final, a doença avança e perde-se o sexo. A verdadeira revolução não se faz com a introdução de substâncias violentas no corpo feminino, causadoras de trombos, possivelmente causadoras de endometriose, que não respeitam a sensibilidade de nossos vasos sanguíneos e sua maneira complexa e bela de se comunicar e produzir hormônios.  
Não uso mais anticoncepcional. Amo o sexo demais para voltar a fazer isso. Jamais voltarei a usar o Yasmin ou colocar adesivo como o médico referência em endometriose me sugeriu que fizesse. Não uso anticoncepcional, menstruo todo mês, minha saúde está muito melhor. A endometriose diminuiu.
A doença aprisiona. A pílula não nos liberta.
 
Eu reaprendi a ser livre.



39 comentários:

  1. Boa-noite, minha amiga!

    A sua linha de raciocínio tem que ser considerada. Afinal, depois de cinco meses que havia interrompido o uso do anticoncepcional, comecei a apresentar os sintomas da endometriose. Minha ginecologista me disse que, na verdade, foi o uso do anticoncepcional que retardou os efeitos da endometriose, e, por isso, ao interromper o uso dele, a endometriose se manifestou. Fiquei encucada. Ora bolas, pelo o que eu saiba, antes de iniciar o uso dele, eu não tinha problema algum. Pelo menos não neste ponto de ter ardor ao urinar e maiores complicações. Para a minha doutora, o anticoncepcional impediu o avanço da doença em meu corpo. Mas e se não foi isso? E se de fato foi o uso dele que deixou o meu corpo mais fraco, carente de alguma vitamina e de um sistema imunológico fortalecido apto a combater qualquer ameaça ao meu organismo? E se foi o uso dele que provocou essa desorganização hormonal em meu organismo a ponto de desenvolver um quadro de dor e ardor que antes eu não tinha? É como você colocou. Há que considerarmos essa possibilidade. Até porque, você é a prova viva de que não se precisa de anticoncepcional para “domar” a endometriose. Com uma alimentação adequada, prática de exercícios físicos, fitoterapia, mente equilibrada e muita determinação, os nossos hormônios entram em harmonia. E o que é melhor, sem sermos atormentadas pelo risco de uma trombose.

    Diante de tantos relatos feitos por importantes pesquisadores em torno dos possíveis efeitos maléficos do uso de anticoncepcionais e da alternativa de um tratamento natural apresentado por você, optei também por não os usar mais. Mas, confesso que esse é um caminho seguido por poucos pares, afinal, chamar para si mesma a responsabilidade, colocar nas próprias mãos o compromisso de ter que controlar os hormônios através de um novo estilo de vida, a despeito de todas as opções apresentadas pelos médicos e de todos os obstáculos que temos que transpor, é mesmo um ato corajoso.

    Só sigo em frente porque tenho o seu exemplo. Isso me fortalece. Enche-me de esperança e entusiasmo. Sou imensamente agradecida a sua bravura por ela ter me trazido esse caminho.

    Obrigada!
    Fique com Deus,
    Michele.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Michele, amiga querida:

      Fizemos a escolha certa, pois a trilha é racional e a força vem do alto. Se temos fé, temos também certeza, ciência. Veja só: fui em busca de pesquisa científica que pudesse oferecer alguma evidência para minha suspeita-certeza – o anticoncepcional tem sido a causa dessa epidemia de endometriose; o algoz, não o remédio. Ontem à noite, estava quase desistindo de ler as pesquisas (todas dizem que a pílula é a prevenção ou o remédio para a endo, para TPM, para acne...), quando vi um título que me deu esperanças. Ainda cética, comecei a ler a pesquisa intitulada “Oral contraceptives and risk of endometriosis: a systematic review and meta-analysis” (Contraceptivos orais e risco de endometriose: uma meta-análise e revisão sistemática), escrita por um conjunto de pesquisadores da Universidade de Milão, na Itália, e publicada recentemente, em 2011.

      Os pesquisadores analisaram pesquisas médicas publicadas entre 1970 e 2010 que indicam uma relação entre o uso de anticoncepcional oral e endometriose. Ao todo foram analisados 608 estudos. Eles concluíram que o risco de endometriose “parece” reduzido durante o uso do anticoncepcional oral. Os pesquisadores oferecem uma conclusão inquietante: há um aumento do risco de endometriose observado após a interrupção do uso de anticoncepcional oral. Os pesquisadores concluem: “Até o momento, a hipótese de recomendar OCs [contraceptivos orais] para a prevenção primária da endometriose não parece suficientemente fundamentada.”

      Um resumo do estudo pode ser encontrado no link: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20833638. Se o leitor tem acesso a um computador de universidades públicas, poderá acessar o conteúdo gratuitamente na íntegra.

      Os pesquisadores não são contra o uso do anticoncepcional, mas essa pesquisa em particular revela algo interessante: o anticoncepcional não previne endometriose. Mais: com a interrupção do uso do anticoncepcional, a endometriose aumenta. Eles não chegam a fazer a pergunta essencial: aumenta por que estão sem anticoncepcional ou por que o anticoncepcional afetou drasticamente sua saúde? De qualquer forma, a conclusão deles nos traz uma evidência muito séria a ser considerada. No entanto, o mais importante continua sendo as perguntas que fazemos para nós mesmas, em nossa consulta particular: o que faremos com as evidências? Qual será a nossa decisão? Vamos esperar pacientemente ou agir com ciência, fazer pesquisa, transformar nossos hábitos e observar o corpo, em vez de submetê-lo cegamente às pílulas e aos donos das pílulas?

      Minha querida amiga, a quem tanto admiro, vamos em frente, porque a realidade se define pela palavra libertadora – sua escrita liberta Michele –, pela ação convicta.

      Beijos.

      Excluir
  2. Minha querida amiga!

    Antes de eu ser diagnosticada com endometriose, nunca havia tomado nenhum anticoncepcional (fui diagnosticada em 2005 e tinha apenas 22 anos).

    Após a primeira cirurgia, em Janeiro de 2006, tomei durante 1 ano um medicamento chamado Dimetrose. É um medicamento forte que te faz praticamente entrar em menopausa. Logo em seguida passei a tomar o Cerazette, de uso continuo, indicado para mulheres com endometriose por não conter altos niveis de hormônios, cujo objetivo, segundo os médicos, é não "deixar a endometriose se alastrar" para que ela não seja "alimentada" pela menstruação.
    Tomei durante 5 anos ininterruptos, ou seja, 5 anos sem menstruar. Em outubro de 2011 o remédio passou a não fazer mais efeito no meu organismo. Decidimos que queríamos um bebê. Conversei com minha médica, refiz todos os exames (fazia todos os anos) e fui encaminhada novamente para uma outra cirurgia em Fevereiro de 2012.
    Resultado: a endometriose continuava profunda, com mais focos e mais aderências do que na cirurgia anterior.
    Não adiantou nada eu ter tomado anticoncepcional durante 5 anos. Não adiantou eu ter refeito a cirurgia, pois continuei com dores insuportáveis e até piores.

    Como eu poderia engravidar ou tentar engravidar estando com tantas dores? Não tinha mais prazer no sexo, não tinha mais prazer em nada, pois passava três semanas do mês com dor.
    A única coisa que não se abalou foi a minha fé.

    Comecei a procurar outros médicos enquanto também fazia pesquisas na internet para ver se encontrava algo alternativo, algo que realmente fizesse efeito, algo que realmente me fizesse viver novamente sem dores.

    Os médicos (ao todo 5 - todos especialistas), indicaram novamente cirurgia. Em outubro comecei a tomar o anticoncepcional de novo (por indicação médica) para não menstruar (novamente) e ficar sem dores até a próxima cirurgia que seria em Março deste ano.
    Decidi que não faria a cirurgia. Decidi que ia parar de tomar o anticoncepcional no início do ano. Parei no comecinho de Janeiro.

    Quanto às minhas buscas e mudança de estilo de vida, essas sim estão fazendo efeito.
    Encontrar esse blog, poder ver suas experiências e resultados, minha amiga, como sempre digo, isso foi um divisor de águas na minha vida.
    Há 2 ciclos (Janeiro e Fevereiro) não tenho mais dores. Tive bem pouca que apenas um analgésico em apenas 1 dia do ciclo fez efeito. Para quem tomava no mínimo 6 por dia e ainda assim não fazia muito efeito, é uma grande vitória!
    No primeiro ciclo tive intenso fluxo de sangue com muitos pedaços coagulados, bem grandes. Para me animar e não me deixar preocupada, meu marido dizia que era uma limpeza que estava acontecendo em meu organismo, que era a endometriose indo embora (rsrs). Acreditei.
    O segundo ciclo foi um pouco intenso, porém com quase nenhum coágulo e também sem dores.
    Os ciclos ainda estão desregulados (vindo em menos de 20 dias entre um e outro) mas creio que logo vai regular. Querendo ou não foram quase 7 anos sem ter um ciclo.

    A cada dia fico com mais saúde e mais feliz. A cada dia agradeço a Deus por ter me mostrado um caminho diferente e que proporciona resultados. A cada dia agradeço por sua vida, minha querida, por compartilhar sua vida conosco e através dela poder abrir nossa mente e nossos olhos para uma nova caminhada.

    Pretendo daqui a 2 ou 3 meses fazer novos exames e constatar que a endometriose está diminuindo. Já sinto isso em meu corpo.

    Que você minha amiga, continue escrevendo e compartilhando suas experiências e descobertas e que através desse blog possa alcançar muitas outras mulheres.

    Um grande abraço. Com carinho.

    Gabriela

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, amiga Gabriela:

      O anticoncepcional não é a causa única, mas mesmo em casos em que não foi utilizado pode ter sua parcela de culpa. Está em curso uma contaminação ambiental sem precedentes. A água que bebemos e abastece nossa casa está tomada de fármacos. O sistema de limpeza da água urbana pode até ser minimamente eficiente para contaminantes biológicos, mas não remove os contaminantes químicos, como os fármacos. Milhares de mulheres tomam o anticoncepcional ou outros remédios hormonais que depois são eliminados pela urina e despejados nas águas.

      A Organização das Nações Unidas (ONU) publicou recentemente um relatório sobre o risco dos contaminantes químicos para a saúde hormonal e para a fertilidade (Vale a pena ler. Veja a matéria “ONU lança alerta sobre impactos dos produtos químicos do dia a dia”, publicada na BBC: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/02/130219_quimicos_onu_pai.shtml). Entre eles, estão os produtos de limpeza, os agrotóxicos, os remédios, o plástico (vasilhas de plásticos liberam bisfenol que está entre os causadores de endo)... São todos desreguladores endócrinos, que provocam não só endometriose, mas outras doenças (Veja pesquisas aqui: http://scholar.google.com.br/scholar?start=0&q=estr%C3%B3geno+contamina%C3%A7%C3%A3o+%C3%A1gua&hl=pt-BR&as_sdt=0). Como não ficar doente? Não ficamos doentes, estamos doentes. Por isso, não faz sentido em falar em causas únicas, embora haja causas principais e secundárias.

      Mas ainda assim é possível fortalecer nosso sistema imunológico e recuperar a saúde. Com uma vida saudável, alimentação natural, prática de atividades físicas, sol, água pura, respiração correta, abstenção de substâncias viciantes ou contaminantes (álcool, cigarro, cafeína, remédios que fazem mal, drogas), interação social, cuidado com as emoções e confiança em Deus, estaremos muito mais preparados para enfrentar um meio ambiente cada vez mais contaminado. Nesse contexto, é mais fácil prevenir, mas também acredito em recuperação da saúde, embora exija uma vontade determinada, uma dedicação integral, um compromisso permanente. Minha endo é profunda e estou a cada dia melhor, mas estou sempre atenta. Além da mudança de estilo de vida, eu adoto algumas medidas para minimizar essa situação. Não bebo água da rua limpa por “purificadores”. Bebo apenas água mineral (que também pode ter seu grau de contaminação). Uso potes de vidro. Evito usar cosméticos, a não ser que tenham uma proposta mais natural (sem parabeno, por exemplo). Não tomo os remédios hormonais, pois sua ação no meio ambiente e no corpo humano é direta e agressiva.

      Fico muito feliz por você ao saber dessa conquista maravilhosa em relação à sua saúde. Você está melhor, sim. Como é possível uma mulher deixar o anticoncepcional, os remédios hormonais, passar a menstruar, tendo endometriose, não usar analgésicos e vencer a dor? Com mudança de estilo de vida. Mas os resultados são gradativos. Quando comecei minha mudança, a endometriose ainda crescia um pouco. Depois passou a crescer menos. Parou de crescer e, então, começou a diminuir. É um processo que requer paciência, mas os primeiros efeitos, como mais disposição e diminuição da dor, já podem ser sentidos. Além disso, o corpo precisa de tempo para se recuperar. Por exemplo, quando tomamos antibiótico por apenas sete dias, ele mata as bactérias benéficas do intestino, que produzem vitaminas B12, ácido fólico, vitamina K. Essa flora intestinal, que está ligada à imunidade do corpo, só volta ao normal após dois anos de uso do antibiótico (Veja a matéria “Efeito de antibiótico dura dois anos no corpo” publicada no jornal Folha de S. Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd0811201002.htm).
      Como você disse, é muito importante fazer os exames médicos. Eles dirão se você está no caminho certo, ajudarão a fazer reajustes, se necessário. Seu corpo, sem dor, já está dizendo isso.

      Gabriela, envie-me seu e-mail. Não vou publicá-lo. Gostaria de conversar com você.

      Um grande abraço, minha amiga.
      Fique com Deus.

      Excluir
  3. Obrigado pelo seu relato. Imagino que não tenha sido nada fácil não fazer uso de pílula, em função das dores da endometriose. No meu caso, a pílula me ajudou com as dores e cólicas incapacitantes e não sei se a deixaria de tomar pensando em uma futura gravidez. Admiro sua tentativa, mas temo tudo o que deixaria de fazer se tirasse a pílula e, mais ainda, penso na péssima mãe que seria caso a endometriose voltasse depois do parto. Começo a questionar a maternidade e tudo o que me faria sentir-me realizada de verdade. Acho que tudo vem por um motivo e parece que até mesmo uma doença como a endometriose tem lá o seu sentido. Espero que tudo tenha corrido bem com sua gravidez. Bjs e não pare de escrever.

    ResponderExcluir
    Respostas

    1. Obrigada por escrever. Não deixei de usar a pílula para engravidar, mas porque acredito que os hormônios sintéticos, embora possam controlar artificialmente a endometriose e seus sintomas durante o uso (o que nem sempre acontece), são responsáveis pelo desequilíbrio hormonal que se instala no corpo da mulher, entre outros fatores. Desequilíbrio que, por vezes, se manifesta após a interrupção do uso da droga. Como escrevi, decidi parar de usar o anticoncepcional e não fazer uso de qualquer medicamento hormonal como parte do meu tratamento para restabelecer a saúde. Não desejava ficar dependente dos remédios e de cirurgias, caso houvesse uma possibilidade. Com as mudanças que fiz, descobri que isso é plenamente possível.

      Uma boa saúde é essencial para a vida, inclusive para a gestação e a maternidade, caso essa seja a escolha da mulher. A gravidez, inclusive, como você bem coloca, não é garantia de cura para a endometriose, embora esse argumento seja utilizado por alguns médicos ao oferecer a FIV, entre outros tratamentos para a infertilidade.

      Como você bem colocou, não podemos ficar sem tratamento de forma alguma. Se uma mulher não está disposta a mudar seu estilo de vida de forma abrangente, levando a sério cada aspecto de uma vida saudável, é melhor que utilize métodos artificiais, ainda que não levem à cura ou mesmo ao controle eficaz da doença, pois a endometriose é uma doença progressiva que pode afetar seriamente não só o futuro reprodutivo da mulher, mas comprometer sua qualidade de vida.

      São caminhos de tratamento, são escolhas que implicam em diversos fatores, tais como dependência/liberdade, controle artificial/saúde integral, gastos financeiros/economia etc. É importante ter sempre um eficaz acompanhamento médico, com a realização de exames periódicos. Desejo sucesso em seu tratamento.

      Abraços,

      Excluir
  4. Olá! Queria agradecer pelo blog. É um espaço incrível que proporciona não só informação, mas sobretudo alento e muito carinho.
    Peço desculpas antecipadamente pelo comentário um pouco grande, mas acho que o meu exemplo fornece mais um elemento para corroborar sua teoria de que pílula anticoncepcional e endometriose caminham juntas.
    Tenho 32 anos e sempre tive problemas hormonais. Só menstruei aos 16 anos após usar o Diane 35. Nunca havia sentido uma dor tão profunda. Passei minha primeira menstruação de cama, morrendo de cólicas. Depois disso, houve períodos em que não menstruava, mas também vezes em que passei um mês inteiro menstruando intensamente. Fui diagnosticada como portadora da síndrome dos ovários micropolicísticos e desde os 19 anos as pílulas são uma constante na minha vida: Diane 35 e Diclin. Até que há quase quatro anos atrás resolvi "dar um tempo" na pílula. Havia me tornado vegana e não queria utilizar medicamentos, afinal, são todos testados em animais ( e a pílula, em particular, usa lactose como veículo). Os sintomas dos ovários policísticos, incluindo cólicas, voltaram imediatamente e me senti obrigada a retomar a pílula. Só que algo estava diferente: minhas cólicas não diminuíram, mas aumentavam a cada ciclo. Falei diversas vezes com minha médica, e ela me receitava algo pra dor. A coisa foi muito rápida. Em poucos meses já não conseguia mais manter relações com meu marido. Na última vez em que havíamos tentado a dor foi insuportável e ele me disse que eu cheguei a ficar desacordada por alguns instantes.
    Só após esse episódio a médica cogitou a possibilidade de se tratar de endometriose. Fiz vários exames e nada. A ressonância magnética indicou um inchaço no ligamento útero-sacro direito. O diagnóstico só seria comprovado com uma video-laparoscopia, mas eu não tinha tempo para isso, pois havia conseguido uma bolsa de estudos para realizar uma parte do meu doutorado no exterior. A "solução" encontrada foi o Allurene, que havia sido recentemente lançado. Foi com muito custo que comprei de uma só vez 6 caixas para o tratamento. O preço é elevadíssimo e era muito difícil encontrá-lo nas farmácias do Rio de Janeiro. Passei os dois primeiros meses enjoada, mas no terceiro mês, parecia que estava finalmente livre das dores e do desânimo. Tive medo de que tudo voltasse quando acabasse o tratamento, mas passei muito bem pelo primeiro mês sem remédios. Contudo, como voltei a apresentar os sintomas da síndrome dos ovários policísticos. A médica considerou que o tratamento tivesse funcionado e receitou a pílula anticoncepcional. Não pode ter sido coincidência: exatos 14 dias depois a dor voltou! Interrompi a cartela imediatamente. Antecipei minha volta ao Brasil e cá estou, com menos dores do que antes, mas de novo com dores. Mas foi importante perceber que com o anticoncepcional as dores eram muuuito piores. Na semana passada, dando uma olhada na bula da pílula (Diclin), ví que há uma recomendação de que mulheres que já tenham sido diagnosticadas com endometriose não a tomem.

    Minha impressão é de que ninguém se importa realmente conosco! Seja um foco único ou múltiplo, grande ou pequeno, a endometriose sempre causa algum dano em nossas vidas e nas vidas de nossos parceiros, familiares ou amigos. Pagamos caro por uma medicina que virou comércio. Decidi que nunca mais tomo anticoncepcional e tive apoio do meu marido. Todavia, fico pensando em quantas de nós são pressionadas por seus parceiros ou médicos a continuar prejudicando a própria saúde. Eu mesma já ouvi de uma ginecologista que, dada a síndrome dos ovários policísticos, eu só poderia ter filhos se fizesse o tratamento com o anticoncepcional.... Não seria isso uma espécie de chantagem?

    Abraços,

    Fernanda



    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Fernanda:

      Agradeço muito o carinho. Obrigada por compartilhar sua história, pois a interação possibilita que outras mulheres tenham condições de analisar a própria realidade e buscar caminhos de cura, caminhos de saúde que nos tornem livres, para que outros se fortaleçam por meio de nossa experiência de superação.

      Em suas palavras há coragem e lucidez. Você é uma pesquisadora, com uma carreira admirável. Você levanta perguntas muito importantes. Sua reflexão nos faz uma alerta sobre nossa saúde individual e sobre as condições do sistema de saúde de forma mais ampla. A farmacologia é importante, mas o lucro colocado acima da saúde pode ser muito perigoso. Deveria haver mais aulas de farmacologia nas faculdades, mais pesquisas comprometidas com o bem-estar dos pacientes. No que diz respeito à endometriose, nem o anticoncepcional nem os fortes e caros remédios hormonais indicados para o tratamento são efetivos. Na verdade, parece ser o contrário. Por isso, minha opção pessoal tem sido ler, pesquisar, fazer mudanças abrangentes, comprometer-se com um novo estilo de vida que me desafiou a mudar quase tudo que sou (ritmo de trabalho, hábitos alimentares, sedentarismo, emoções etc). É um preço alto, mas esse preço oferece economia de vida.

      Desejo muita força e sucesso em seu tratamento. Sempre faça os exames médicos. A partir de minha experiência posso dizer que com a mudança de estilo de vida é possível sim vencer essa doença e ter qualidade de vida. Também fui diagnosticada com ovário policístico e agora estou grávida naturalmente. Fico feliz em saber do apoio de seu marido, das decisões que vocês tomam conjuntamente.

      Desejo muita, muita força. Eu acredito que é possível sim ter uma vida normal, sem dor. Obrigada por escrever, obrigada por dedicar seu tempo para compartilhar sua experiência, suas reflexões. Fique com Deus. Com muito carinho,

      Excluir
  5. Apesar de confusa com a sua postagem, começo a acreditar e PENSAR nessas considerações. Eu tomava diane 35 por anos, pq fui diagnosticada com ovários policísticos aos 18 anos, aos 28, depois de dez anos tomando o anti, parei de tomar por que havia sentido a necessidade de engravidar. após 6 meses a menstruação não veio e achei que estava grávida, quando na verdade eram os ovários policísticos... meu endócrino me receitou a metformina e essa fez a menstruação voltar ao normal... continuei tentando e tentando e nada... recentemente, nas vésperas de completar 30 anos, em agosto, senti fortes dores e fui diagnosticada com 2 mega cistos, um e cada ovário, e aeh minha gineco voltou a me receitar o diane.... disse p eu tomar por 6 meses p ver se os cistos sumiriam.... e n é que após 3 meses de uso contínuo, quando faço a pausa normal do medicamento, sinto fortes dores e um sangramento excessivo e a médica avalia como endometriose??? E agora, ela me passou o diane e mais o allurene, mesmo a bula do allurene dizendo para n tomar nenhum contraceptivo hormonal... eu estou na maior dúvida, sem entender direito o que acontece... e sem saber o que fazer... as dores são insuportáveis... passei por duas emergências e fui diagnosticada com infecção intestinal, quando na verdade n era nada disso.... nesse momento estou num misto de medo e preocupação... n sei se terei o resultado esperado, tenho medo dos efeitos colaterais... de qq forma foi bom ler o seu post e saber que alguns pensamentos que tive não foram tão alucinados assim, e que em algum lugar existe alguém com pensamentos parecidos... pq nesses dois anos sem tomar anticoncepcional, tudo fluia bem... até os cistos aparecerem.... estou confusa.... muito confusa...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Fernanda:

      Ao compartilhar nossa experiência e percepção, temos a oportunidade de refletir sobre os rumos do tratamento e o que realmente é melhor para nossa saúde. Foi observado experiências e lendo o relato de outras mulheres, além daquilo mesmo que vivenciei que tomei a decisão de construir um caminho que me possibilitasse a superação real da endometriose, sem hormônios, sem cirurgias seguidas. Com a mudança de estilo de vida minha saúde voltou ao normal, embora eu já tivesse perdido um ovário por causa de um cisto gigante de endometriose (ela avança rápido) e houvesse outro cisto em crescimento no ovário que restou. Hoje, não só superei as dores, como estou no final de uma gestação que ocorreu naturalmente. Minha saúde se refez, mas tenho consciência de que as mudanças que fiz são para a vida toda.

      Quanto a sua percepção sobre a relação entre hormônios sintéticos e endometriose ela é mais do que uma hipótese, já é uma certeza científica. Ao escrever o texto mais recente do blog, encontrei o resultado de uma pesquisa interessante. Veja:

      Uma importante pesquisa publicada na "Human Reproduction" conclui: “Uso anterior de contracepção oral foi associado com um risco quase duplicado para endometriose. Além disso, [...] o tempo de uso foi maior em mulheres com endometriose, em comparação com mulheres sem endometriose” (http://humrep.oxfordjournals.org/content/19/9/2126.full).

      Há evidentes associações entre o uso de hormônios artificiais e o surgimento da endometriose, conforme escrevi acima e você conclui no comentário que enviou.

      Excluir
  6. Eu fui diagnosticada em 2009 com um cisto e tomei 3 cartelas de selene. As dores aumentaram mais e mais e fui ao medico em 2010 que viu o cisto e depois em 2011 tomei mais 3 cartelas de selene. logo apos fui diagnosticada com outro cisto no outro ovario e endometriose. tomei 2 doses de zoladex 10.8 e depois mais 3 cartelas de tamisa 30. Agora estou com algo do tamanho de uma cabeça de um bebe. Estou com muito medo pois a menstruação vem em excesso e muito irregular. Não entendo mais nada sobre essa relação: Anticoncepcional x endometriose.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Gorete:

      Obrigada por compartilhar sua experiência. Assim, podemos avaliar conjuntamente a eficácia do tratamento proposto. É importante fazer um histórico dos tratamento, sintomas, efeitos colaterais e resultados. Pelo que estamos vivenciando, parece não haver uma relação positiva entre endometriose e hormônios sintéticos. Se houvesse, não haveria hoje tantas mulheres sofrendo com a doença e tendo que ser submetidas a procedimentos cirúrgicos seguidos.

      Mas, pela minha experiência, é possível recuperar a saúde e restabelecer o equilíbrio hormonal de modo que a endometriose pare de crescer ou comece a diminuir.

      Excluir
  7. Nunca sofri com dores na menstruação e nunca tomei anticoncepcional. Descobri que estava com um tumor atraves de uma ultrassom. Fui operada e estava com um endometrioma de 7,0cm, com cistos de 3,0cm. Antes meu CA-125 era de 2.700!!! Graças a Deus não foi CA. E agora vou ter que tomar anticoncepcional, sinceramente não gosto da ideia porque sei que é um tratamento hormonal. Estou pesquisando pra saber se existe outra forma de tratar a endometriose?????

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada por escrever. Que bom que você recebeu o diagnóstico e fez a cirurgia. Seus questionamentos são muito importantes. Quais são as causas da endometriose? A medicina lida com hipóteses. Há também algumas comprovações científicas. Por exemplo, alguns contaminantes químicos (como o bisfenol, presente no plástico) estão relacionados com o surgimento da doença. Segundo as pesquisas científicas que cito, o uso do anticoncepcional duplicam as chances de uma mulher ter endometriose. Mas isso não significa que todas as mulheres que utilizam o anticoncepcional vão ter a doença. Também não significa que mulheres que têm a endometriose necessariamente usaram o anticoncepcional. Há outros fatores envolvidos no surgimento e desenvolvimento da doença, tais como estilo de vida, contaminante ambientais (que nos fornecem hormônios indiretamente), fatores genéticos etc. Não se pode falar de um fator único, mas de multifatores, alguns mais determinantes que outros.

      A cirurgia, embora às vezes seja necessária, não resolve a doença. É preciso fazer um tratamento. Minha decisão pessoal foi não utilizar métodos hormonais e mudar completamente meu estilo de vida, com acompanhamento médico. Como relato no blog, os benefícios foram enormes. Mas se uma mulher não tem condições de fazer essa mudança, devem sempre aderir ao tratamento médico indicado, pois a endometriose é uma doença complexa e perigosa. Ela avança rápido.

      Excluir
    2. Obrigada por responder. Gostaria de saber se você teve que trocar de médico quando decidiu abolir o tratamento hormonal? Porque eu fui em duas ginecologistas e elas passaram apenas anticoncepcional, sem nenhuma outra recomendação, como se isso fosse suficiente.

      Fiquei curiosa para saber de quanto foi o seu CA-125? Também recebi o falso diagnostico de câncer e quando pesquisei encontrei esse blog acolhedor, mas não pude me acalmar porque não sabia o seu nivel de CA-125 e na net todos os casos que havia encontrado acima de 300 eram câncer, lembrando que o meu era 2.700. Fiquei desesperada na época.

      Também não falei que o meu endometrioma foi atípico (comportamento anormal que poderia virar câncer) e depois da operação o médico falou que minha endometriose é grave, mas não disse em que sentido (espessura, atipia, estádio ou espalhada). Você pode comentar sobre isso?

      Excluir
    3. Eu sempre tive acompanhamento médico e informei sobre minhas escolhas, que incluía não usar anticoncepcional. Minha médica, à época, apoiou minhas escolhas e reconheceu os benefícios dela. Acho difícil encontrar um ginecologista que não receite um tratamento hormonal, pois esse tratamento é parte das diretrizes estabelecidas no caso da endometriose, inclusive por consulta pública realizada pelo Ministério da Saúde. Um médico de vertente mais naturalista, um clínico geral, por exemplo, poderia ter outra recomendação. Mas no meu caso assumi meu tratamento, sempre buscando acompanhamento médico e fazendo exames.

      Meu CA-125 chegou a 150. E depois das mudanças que fiz no meu estilo de vida regrediu para menos de 30.

      Todo endometrioma pode se transformar em câncer. Endometriose no intestino tem um risco bem maior de transformação maligna. Não se sabe se esse risco está relacionado com o próprio tratamento que inclui medicação hormonal. Provavelmente, sim.

      Minha endometriose é grave, mas com a mudança que fiz em meu estilo de vida, os focos diminuíram, minha saúde voltou ao normal. Mas é preciso se comprometer com as mudanças, pois a endometriose é uma doença complexa e pode, sim, se transformar em câncer. Porém, como disse, regride se adotamos um novo estilo de vida. O organismo se recupera. a vida volta ao normal.

      Sugiro que você procure outro médico para ter um diagnóstico preciso. É essencial. Para mim, o melhor especialista nessa área é o doutor Manoel Orlando, de São Paulo. No seu caso, devido ao CA alto (o que pode ser normal, dentro de um quadro de endometriose. Mas só um especialista poderá esclarecer), e um diagnóstico ainda não bem estabelecido, eu procuraria esse especialista que indiquei. No entanto, é preciso pagar pelo exame, e o preço é alto. Apesar disso, ter feito um exame com esse especialista, me deu a real dimensão de meu caso e me acalmou de fato, ao afastar a dúvida de estar ou não com câncer.

      Investi no diagnóstico de qualidade e economizei no tratamento, ao adotar as mudanças de estilo de vida. Valeu a pena. Não tenha medo, busque conhecer sua real situação e faça as mudanças necessárias. Mesmo doenças desafiadoras, como as autoimunes e o câncer, podem ser vencidas com um novo estilo de vida. O mesmo se aplica à endometriose. Neste link, há uma síntese de meu tratamento: http://www.endometrioma.blogspot.com.br/2014/01/meu-tratamento-contra-endometriose.html

      Excluir
  8. Meu caso foi o contrário. Desde sempre tive dores ao menstruar e pesquisando na internet os sintomas desconfiava que era endometriose. Tive o diagnóstico há 3 anos, através de uma ultrassonografia. Como era muito leve, não tendo nenhuma aderência, me indicaram o uso do anticoncepcional yaz (eu estava com cistos medianos no ovário também). Fiz no início do ano novas ultrassonografias e está tudo ok. Os cistos menores sumiram, os outros diminuíram bastante. Depois do anticoncepcional minhas dores diminuíram muito (eu desmaiava de dor frequentemente), hoje faço uso do buscofen no primeiro dia e já basta, e minha médica disse que aparentemente não terei dificuldades para engravidar quando quiser. Ainda sinto um pouco de incômodo nas relações sexuais, mas nada que atrapalhe. Não sei se o meu caso foi assim por minha endometriose ser muito, muito leve, mas o anticoncepcional me ajudou. De qualquer forma, fico feliz que você tenha encontrado a maneira adequada para dissipar os sintomas! Minha mãe também tinha dores quando jovem, provavelmente também causada por endometriose. Fez uso de anticoncepcionais e não teve dificuldades pra engravidar depois. Realmente não sei o que pensar sobre a relação endometriose x anticoncepcional. Comigo deu tudo certo.

    Abraços e tudo de bom!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Mariana:

      Obrigada por escrever! É muito importante refletir sobre as causas da endometriose e os tratamentos disponíveis. Agradeço por você contar sua experiência.

      Enquanto eu utilizei o anticoncepcional, não tive focos de endometriose. Isso aconteceu após a interrupção do uso. Podemos ter, pelo menos, duas interpretações: 1) O anticoncepcional protege a mulher da endometriose; 2) O anticoncepcional desregula o organismo feminino e após sua interrupção há uma possibilidade do surgimento ou agravamento da endometriose. O que as pesquisas que estou lendo dizem não é que todas as mulheres que utilizam métodos hormonais sintéticos terão endometriose, mas que as chances de elas terem a doença é muito maior. Isso não é uma hipótese, é uma comprovação científica. Quem usa métodos hormonais artificiais têm uma chance aumentada de desenvolver ou piorar o quadro de endometriose. E isso pode sim ocorrer após a interrupção do uso do medicamento, como centenas de mulheres têm relatado.

      Por que há mulheres que utilizam o anticoncepcional e não desenvolvem a doença? Porque há outros fatores envolvidos, além do anticoncepcional, como estilo de vida, exposição a contaminantes ambientais, histórico de saúde individual, fatores genéticos etc. Além disso, durante o uso do medicamento, os focos podem realmente diminuir; assim como mulheres com endometriose podem engravidar naturalmente. São fatos. Mas o que pode ocorrer com a interrupção do uso do hormônio? Quais os outros efeitos colaterais provocados pelo remédio? Depois de ter utilizado a pílula por um ano, não apenas descobri a endometriose, mas um hemangioma e cistos no fígado, que o médico disse que foram provocados pelo tratamento hormonal. Além disso, há um risco aumentado para trombose, entre outras doenças.

      A partir da leitura de pesquisas científicas, da observação de meu corpo e do conhecimento de experiência de outras mulheres, fica evidente para mim que o anticoncepcional é um fator importante no surgimento ou agravamento da endometriose. A mesma conclusão pode ser estendida para todo método hormonal utilizado tanto para o tratamento da endometriose quanto para procedimentos de fertilização, como os indutores de ovulação. Nesse caso, a própria bula dos medicamentos faz o alerta.

      A endometriose é uma doença complexa, perigosa. Fiz meu tratamento sempre com acompanhamento de exames médicos. Seja qual for nossa opção, precisamos sempre ter, assim como você tem feito, um acompanhamento médico eficiente, especializado. Contudo, é importante refletir sobre nossa saúde e buscar fazer as melhores escolhas. Abraços.

      Excluir
  9. É a primeira vez que leio algo que faz sentido. Não vou contar a minha história por enquanto, pois estou evitando o assunto. Está muito difícil, mas estou pensando seriamente em deixar o anticoncepcional. Em breve, contarei minha história. Muito obrigada e "boa sorte" pra todas nós!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu tbm acabo de conhecer esse blog, e achei bem interessante, enfim em todos os aspectos se mostraram bem relevantes ao assunto, to com muita dor nesse momento , voltarei depois, tenho pesquisado bastante e quero continuar as pesquisas e leituras inclusive aqui, abçs a todas.

      Excluir
    2. Obrigada por escrever. Continue lendo, busque mudar seu estilo de vida. É possível superar a dor, superar essa doença, acredite. Com carinho,

      Excluir
  10. Boa noite! Tomei anticoncepcional Yasmin por 8 anos, iniciei por causa de ovario policistico, neste periodo fiquei bem, nao tinha colica.
    Ha 4 anos meu ginecologista achou mehor eu trocar o anticoncepcional por um de dosagem mais baixa, pois reclamei de diminuição da libido, ele me receitou Siblima e desde a primeira menstruação tomando este anti estou tendo colicas mto forte q duram o ciclo todo e a minha barriga desd entao muito distendiada e dura, no exame de urina o resultado é hematuria, no ultrason transvaginal e na ressonancia da pelve nao deu nenhuma alteração, mas meu gineco diz q provavelment é endometriose, pelo exame ginecologico ele percebeu um pouco de aderencia no ovario direito e ele quer fazer a laparoscopia.
    Mas estou na duvida, vc descobriu a endometriose atraves de algum exame?
    Sei q tenho dores fortes na pelve desde a mudanca desse anticoncepcinal e vontade de urinar com mais frequencia.
    Aguardo sua resposta.....
    Obrigada

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá! Eu recebi diagnóstico de câncer e fui submetida a uma cirurgia aberta (tipo cesárea) para retirada do ovário. Com a biópsia, descobri que era endometriose. Mas para detectar outros focos, fui submetida a um exame não invasivo. Veja aqui no blog: http://endometrioma.blogspot.com.br/2011/03/exame-para-deteccao-de-endometriose.html
      Assista também ao vídeo sobre endometriose do Fantástico. Lá, há mais explicações sobre o exame, que fiz em São Paulo com os especialistas citados no programa. É melhor do que fazer uma laparoscopia, em minha opinião. Desejo muito sucesso em seu tratamento. Não tenha medo do diagnóstico. Caso seja endometriose, saiba que é possível superar essa doença. Abraços.

      Excluir
  11. Estou com alguns sintomas da Endometriose, busquei alguns ginecologistas que olharam meus exames rotineiros e disseram que eu estou normal, mas de um ano pra cá tenho estado com muitas dores no primeiro e segundo dia do ciclo, na região anal é a principal, vezes não consigo nem sentar.
    Na semana passada passei com uma nova profissional que solicitou o exame transvaginal (já havia realizado em agosto passado e não deu nada anormal), exame de sangue específico e me passou o cerazette pra tomar sem intervalo.
    Tomei anticoncepcional Tamisa 20 durante uns 3 anos de minha vida, há mais de 5 anos não faço uso de anticoncepcional, me converti e hoje vivo a Castidade. Estou sempre em busca do discernimento do que é vontade de Deus em minha vida. Vim hoje pesquisar sobre o uso do anticoncepcional para a melhora dos sintomas da endometriose, encontrei seu blog com a Graça de Deus, e hoje se confirma o que Deus me diz sobre o anticoncepcional. Ele age como muito medicamentos para dor, pessoas têm dor de cabeça tomam um remédio e passa, têm dores na coluna tomam um remédio e passa, mas não percebem que passa a dor durante o efeito do remédio, depois as dores continuam, ou seja, esses remédios na maioria dos casos camuflam doenças. Não sou a favor de tomar remédios assim, tomo se for o caso para fazer um tratamento quando já se sabe o diagnóstico de alguma patologia, e assim que deviria ser todas as pessoas.

    Hoje decidi, pela confirmação em seu blog, não tomarei o anticoncepcional!!!!

    Muito obrigada por dividir sua vida conosco!
    Que Deus a abençoe imensamente, e que você continue a ser instrumento d'Ele para tantas outras pessoas!

    Muito obrigada!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada pela suas palavras de carinho e fé. Deus está com você. Ele a conduzirá para obter um diagnóstico correto e fazer o tratamento necessário e mais adequado à saúde. Obrigada por escrever. Abraços, com carinho,

      Excluir
    2. Eu que agradeço!
      Amém! A todas nós! ;)

      Abraços! x)

      Excluir
  12. p.s: NUNCA tinha tido cólicas, lembro de minha irmã e uma amiga rolarem na cama de dor quando éramos adolescentes, e eu nem sabia o que era cólica.
    Tenho certeza de que tudo o que escreveu é verdadeiro, tenho a mesma linha de pensamento que você e tantos outros que li aqui, tenho certeza que o uso do anticoncepcional que reverteu minha saúde e hoje sofro com todos esses sintomas. E com a Graça de Deus, tudo isso irá passar!

    Deus abençoe!

    ResponderExcluir
  13. Olá! Estou meio perdida,quase desesperada.Você me ajudaria muito com uma resposta.
    Vou tentar resumir.Faz seis meses uma dor no lado direito da barriga,sabe ela melhora e piora repetidamente,as vezes é fraca as vezes média as vezes forte e tenho que tomar remédio.E nunca some está sempre lá.Tem época não passa de um encomodozinho.
    Cheguei a ficar internada três dias (no começo desses seis meses acho que porque nunca tomava remédio para dor evito e a dor foi piorando )e me davam todo tipo de remédio pra dor e ela não passava e não estava menstruada.Chegaram ao cúmulo de me fazerem uma lavagem intestinal dizendo que eu tenho intestino ressecado(mesmo eu falando que tava com a barriga solta dias antes é dificil dialogar com medico aiai).Depois disso fui para casa e foi algumas horas para a dor ficar insuportável dai voltei pro hospital e me internaram.Melhorou com antiflamatorio mas depois voltou.Eu sempre fiz exercícios físicos desde quando era adolescente,sempre me preocupei em me alimentar bem.Agora não consigo fazer exercícios porque piora a dor. Procuro praticar meditação e técnicas de relaxamento.Apenas uma vez tomei pílula por três meses e decidi que nunca mais tomaria foi horrível ficar toda inchada e meio louca rsrsrs..Só tenho cólica no primeiro dia mas com remédio passa.Fiz muitos exames ultrassom abdomen total,transvaginal,colonoscopia e outros e tudo normal.Exame de toque também normal. Fiz esse exame CA 125 e o valor estava alterado 50ml e a médica me passou cerazette para tomar sem interrupção.Ela me disse varias vezes que minha dor não era típica.Outra coisa antes se apertasse minha barriga não sentia nada,agora em volta do umbigo e abaixo dele doi se apertar.Dois médicos diferentes que fizeram ultrassom de abdomen disse que a região que sinto dor é região do apendice é bem em cima.Até considerei uma apendicite aguda mas com seis meses não é com certeza.Eu falei sobre apendicite cronica e recorrente e muitos médicos disseram que isso não existe(embora tenha lido na net sobre isso e é a minha desconfiança) .E tem outro detalhe meu marido teve apendicite crônica ficou dois meses com dor(ninguém acredita quando falo mas me lembro de cada dia que eu acordava de manhã e perguntava para ele se ela ainda estava doendo ,eu não estou louca!!)
    A minha grande dúvida é a médica não deveria passar outro exame para confirmar antes de passar tratamento?Se eu tiver isso meu caso (acho) seria grave afinal tenho dor todos os dias.Não seria o caso de fazer uma laparoscopia?
    Eu não quero tomar pílula!!Não de novo !!!Por favor me ajude!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Nana. Sim, você tem razão. Um tratamento só faz sentido se há um diagnóstico definido. Anticoncepcional ou remédios hormonais são medicamentos com efeitos colaterais sérios. Droga medicamentosa não é um recurso paliativo. Não deveria ser receitada da forma como vem acontecendo.

      Procure um diagnóstico. Minha sugestão é que faça um exame específico de endometriose (Veja o link:http://endometrioma.blogspot.com.br/2011/03/exame-para-deteccao-de-endometriose.html). Procure um especialista. Infelizmente, os melhores cobram pelo exame. Embora eu não seja favorável a esse comércio cada vez mais lucrativo, considero que, se há condições, é importante pagar pelo diagnóstico. Tendo um bom diagnóstico, podemos economizar no tratamento. Eu paguei por exames com o melhor médico da área. Só assim tive o diagnóstico correto. Nem mesmo com uma cirurgia aberta, a médica que me atendia antes "viu" a endometriose. Portanto, eu não fiz e não faria a laparoscopia. É também um procedimento cirúrgico que envolve riscos. Não desistia de procurar o diagnóstico correto, com um médico especialista. Desejo sucesso em sua busca. Tudo vai dar certo. A dor é o corpo avisando que precisa de mudanças, que algo não está bem. Procure mudar seu estilo de vida também. Leia o texto sobre isso no blog:http://endometrioma.blogspot.com.br/2014/01/meu-tratamento-contra-endometriose.html
      Desejo sucesso em seu diagnóstico e tratamento.

      Excluir
    2. Muito obrigado por responder!Acho que você tem razão por mais chato que seja essa procura pelo medico "certo" não se pode desistir.Difícil é combater o meu comodismo e mais o do marido.

      Essa coisa de mudar e melhorar a alimentação e exercícios físicos eu já comprovei.Aconteceu de muitas vezes eu me alimentar direitinho e fazer uma quantidade boa de exercícios e não sentir cólica nenhuma,nada de TPM quase não ficar inchada,intestino em dia também é muito bom!
      Já mudei muita coisa na minha alimentação não tomo refrigerante nem bebidas industrializadas faz quase três anos,não como carne faz uns dois (só como peixe de vez em quando),diminuir o sal(esse faz tempo porque qualquer coisa e fico toda inchada) açucar raramente.

      Parabéns pelo blog!Já li quase todos os seus textos.Tenho certeza que você ajudou muita gente contando sua experiência aqui.Seria muito bom se mais pessoas tivessem essa iniciativa,porque muitas pessoas como eu buscam informações na internet que talvez de outra forma não teríamos.

      Excluir
    3. Obrigada, Nana, por contar sua experiência, por compartilhar. Com toda certeza, suas palavras, suas ações em prol da saúde, vão ajudar outras mulheres. Escreva sempre! Abraços.

      Excluir
  14. Gostei muito de ler seu depoimento. Há 3 meses recebi o diagnóstico de endometriose e suspeitava que o anticoncepcional teria uma parcela de culpa pelo aparecimento da doença. Fiz uso de diane 35, yasmim e outros por mais de 10 anos e acredito que o estrogênio presente nesses medicamentos tenha causado a doença. Hj faço uso de allurene para diminuir os focos e conseguir engravidar.

    ResponderExcluir
  15. Obrigada por escrever. É possível, sim, engravidar mesmo tendo endometriose. Após mudar meu estilo de vida, os focos diminuíram significativamente. Em janeiro, nasceu meu filho. Engravidei sem a necessidade de tratamentos hormonais, apenas com mudança de estilo de vida. Veja aqui minha experiência: http://endometrioma.blogspot.com.br/2014/01/meu-tratamento-contra-endometriose.html
    Desejo sucesso em seu tratamento.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tenho lido a matéria do seu tratamento contra endometriose e tenho aprendido muito. Já mudei bastante a minha alimentação e tenho procurado desenvolver minha fé, a qual é muito importante para vencer desafios. Que Deus abençoe vc pra que continue ajudando mulheres, que como eu, sofrem com endometriose. Espero voltar e dar o testemunho do meu grande sonho, ser mãe. Obrigada!

      Excluir
    2. Obrigada por escrever! Tenho certeza de que você vai nos contar sobre a maneira maravilhosa que Deus atuou em sua vida! Prossiga confiante, pois Ele está ao seu lado. Carinho,

      Excluir
  16. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada por escrever. Seu relato é muito importante. Antes de usar o anticoncepcional, você não tinha nada. Após o uso, a doença surgiu, como tem ocorrido com muitas mulheres, como ocorreu comigo. Além disso, sua irmã gêmea, que não usa anticoncepcional, não tem cistos ou endometriose. Minhas irmãs não usam anticoncepcional, não tem filhos, e nunca tiveram cistos ou endometriose. Além de toda essa associação, que nos faz refletir, o anticoncepcional e outras drogas hormonais têm efeitos colaterais muito preocupantes. Por outro lado, a mudança de estilo de vida oferece saúde, sem efeitos colaterais, pois favorece o funcionamento do organismo. Está de acordo com as leis de funcionamento do organismo, sem agredi-lo. Desejo muito sucesso em seu tratamento. Esse caminho não é fácil, mas é recompensador. É importante acompanhar com exames médicos. Escreva sempre. Fique com Deus. Carinho,

      Excluir
  17. Por algum motivo, o comentário de Leirner Vilar foi apagado do blog. Não consigo republicá-lo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Segue o comentário que foi apagado:

      Achei seu blog pesquisando sobre o melhor anticoncepcional para tratamento de endometriose.
      Uso Diane 35 desde o dia em q fui diagnosticada com endometriose... Há 5 anos.
      No entanto, estou me sentindo muito mal com este medicamento... Engordei 20kg neste período, minhas pernas ficam inchadas, tenho muita dor de cabeça... Por conta disso estava buscando outro anti.
      Mas ao ler seu blog muitos estalos na minha mente se deram, eu não tomava anticoncepcional até os 21 anos (hj tenho 32) e nunca tive nada, Fui ao médico e comecei a tomar diminut para evitar a gravidez pois estava iniciando minha vida sexual...desde essa época comecei a ter cólicas insuportáveis. Após uns 5 anos, por questões espirituais parei a pílula e minhas cólicas pioraram...já estava com 26 anos, após 1 ano da interrupção um cisto em meu ovário se formou e mês a mês o tamanho crescia...fui em outro médico q me diagnosticou ser endometriose, receitou-me Diane 35...após 2 anos tomando esse remédio o cisto sumiu...Porém meu peso só aumentava sem nenhuma alteração na alimentação...continuei a tomar o Diane por medo do cisto voltar.
      Separei-me do meu ex-esposo obviamente por vários motivos mais principalmente por conta de traições q acredito ter sido por conta do peso q ganhei...enfim...hj, após 1 ano e meio da minha separação, tinha me determinado a parar de tomar o Diane pelos efeitos q estou tendo e buscar por outro...já q acabei de fazer uma US transvaginal e não apareceu cisto nenhum.
      Mas ao ler seu testemunho vou parar hj de tomar o anticoncepcional e fazer uma alteração no meu estilo de vida...vou dizer ao médico minha decisão (minha consulta é nesta próxima segunda)...acompanhando mês a mês as alterações.
      Detalhe q tenho uma irmã gêmea univitelina q não toma anticoncepcional e não tem nenhum foco de endometriose...
      Mês a mês passarei por aqui pra contar o q for acontecendo... Um grande abraço e que Deus te abençoe.

      Excluir