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domingo, 17 de março de 2013

Dieta antiestrogênica

17 de março de 2013

Quando estava com a endometriose se espalhando, fiz os exames de ultrassom com preparo intestinal, além de um Papanicolau em uma clínica especializada. Diferentemente de outras clínicas, quando recebi o resultado do Papanicolau, além das informações de costume, havia uma palavra que resumia muito bem minha condição: padrão hiperestrogênico. Este é o padrão da mulher com endometriose: mulheres hiperestrogênicas.
O hormônio feminino estrógeno em excesso é a causa de muitas doenças, entre elas a endometriose e cânceres ginecológicos. Mas qual é a causa do excesso de estrógeno no corpo? Será que a melhor forma de combater o estrógeno é lançando progesterona sintética ou a combinação de hormônios artificiais no corpo? Após esse controle forçado, via pílula ou outro método hormonal, como ficará nosso corpo? Medicação hormonal combate a causa da doença ou se torna ela mesma a causa de outros males que agridem o organismo?
Eu sabia que precisava combater o estrógeno em excesso. Mas combater as causas desse desequilíbrio está cada vez mais difícil. A Organização das Nações Unidas (ONU) publicou recentemente um relatório sobre o risco dos contaminantes químicos para a saúde hormonal e para a fertilidade (Vale a pena ler. Veja a matéria “ONU lança alerta sobre impactos dos produtos químicos do dia a dia”, publicada na BBC). Entre eles, estão os produtos de limpeza, cosmésticos, os agrotóxicos, os remédios, o plástico (vasilhas de plásticos liberam bisfenol que está entre os causadores de endo)... São todos desreguladores endócrinos, que provocam não só endometriose, mas outras doenças (Veja pesquisas aqui).
A poluição de nossa indústria tecnologicamente avançada está provocando um grave desequilíbrio ambiental, com o crescimento rápido de distúrbios hormonais, disfunção da tireoide, doenças autoimunes, esterilidade, cânceres, entre outras doenças. Um jornalista da Unicamp, que acompanha bem a questão da poluição ambiental, certa vez me disse: não estamos doentes, somos doentes.
Há como fugir dessa situação? Não. Conscientes ou não, estamos todos sujeitos à mesma realidade ambiental. Não há ninguém imune, por mais equilibrado emocionalmente que aparente ser, por mais naturalista que tenha conseguido se tornar. Por isso deveríamos viver sem buscar o melhor? De uma forma ou outra, dependendo da propensão genética, estamos sujeitos a uma doença ou outra, desencadeada por esse cenário de degradação do meio em que vivemos. Por isso, desistiríamos de um caminho de cura? A degradação do corpo reflete a degradação do ambiente. O padrão hiperestrogênico do corpo é reflexo da contaminação ambiental. A degradação está dentro e nos circunda. Mas apesar dos pesares, podemos buscar e conquistar a saúde. A meta é a cura, com seus significados diversos.
A mudança de estilo de vida esbarra em uma questão muito simples: como ser natural em um mundo antinatural? Se o ar é importante para a saúde, deveríamos respirar ar puro sempre. Mas se você mora em uma grande cidade, como muitas de nós moramos, sabe que isso é impossível. A qualidade do ar que respiramos é tão importante quanto o alimento que comemos. Por isso, se for possível, faça planos de se mudar para um lugar menos poluído. Se não for, mude o que pode ser mudado. Se for possível, compre água mineral para beber e fazer seus alimentos. Se não for, busque o melhor dentro das possibilidades. Precisamos viver a arte do possível. Mas a vida em arte é uma batalha ferrenha.
A vida em arte também reserva encontros únicos. Nesse percurso de luta contra a endometriose, conheci uma amiga chamada Débora. Ela me deu alguns livros. Entre eles, o livro “The Anti-Estrogenic Diet”, de Ori Hofmekler. O livro apresenta um verdadeiro arsenal para enfrentar um mundo cada vez mais estrogênico. Não é um livro de diagnósticos, é um livro de soluções. Por meio da alimentação e de mudanças de hábitos de vida, é possível diminuir a quantidade de estrógeno no corpo. A escolha está entre atitudes e alimentos que promovem o estrógeno e os que inibem o estrógeno.
De acordo com Hofmekler, os promotores de estrógeno são:
1.     Contaminantes ambientais – derivados de petróleo, plástico, medicamentos, produtos e subprodutos da sociedade industrializada. Essa realidade dificilmente conseguiremos alterar.
2.     A soja – Esse grão contém fitoestrógeno, a isoflavona, com estrutura e função similar ao hormônio humano estradiol. Apenas uma pequena quantidade de isoflavona da soja por dia pode contribuir para aumentar o estrógeno e nos predispor ao câncer. O autor não recomenda soja nem mesmo para quem faz reposição hormonal. É preciso tomar cuidado também com suplementos vitamínicos, pois muitos contêm soja. Embora alguns médicos naturalistas digam o contrário, a soja não me fez bem. Antes de descobrir a endometriose eu usava leite de soja em grande quantidade. Veja aqui os motivos pelos quais não utilizo soja.
 
3.     Álcool – Bebidas alcoolicas aumentam o estrógeno no corpo. “Apesar da sensação de relaxamento ou satisfação, o álcool não apresenta um efeito positivo real para o corpo. O baixo consumo de álcool altera o metabolismo e causa toxicidade por etanol, incluindo alta dos triglicérides, resistência à insulina e aumento da pressão arterial. O álcool, promove o aumento de estrógeno no corpo” (p. 82,83). O autor sugere a diminuição do consumo do álcool ou o uso de bebidas menos prejudiciais. Eu pessoalmente optei pela abstinência total.
4.     Açúcar e óleo de soja promovem o estrógeno no corpo – Eu não utilizo mais açúcar, nem mesmo o mascavo ou adoçantes. Utilizo um pouco de mel. O autor sugere a substituição do óleo pelo azeite de oliva. Faço minha comida sem óleo e depois coloco azeite. Não como frituras e evito produtos industrializados.
5.     Plantas que promovem o estrógeno – Além da soja, ele cita alcaçuz, lúpulo, trevo, damiana, verbena, dong gui, leonurus cardiaca (motherwort), lúpulo, black cohosh (Cimicifuga racemosa).
6.     O autor recomenda a abstenção temporária de alimentos de origem animal, grãos processados e carne. Eu não como mais carne.  
O livro dá ênfase especial ao que devemos utilizar para diminuir o estrógeno. Vamos às sugestões:
1.     Plantas que combatem o estrógeno – certas plantas têm a capacidade de antagonizar os receptores de estrógeno ou inibir o estrógeno no corpo. São elas: frutas vermelhas (amora, cereja, uva etc... Estou plantando árvore de Goji, em casa. Uma fruta vermelha incrível), camomila, mandrágora, zimbro ou junípero, mistetoe ou erva-de-passarinho (Struthanthus marginatus), dente-de-leão (taraxacum), cardo mariano (Silybum marianum), shilajit, centela asiática (gotukola), Emblica officinalis Gaertn, .
2.     Alho e cebola – Alho e cebola contêm polifenois e quercetinas. São antiestrógeno. Eu utilizo cebolas e alhos crus. São ótimos alimentos, são ótimos remédios. Combatem a endometriose com sucesso. O autor afirma: “Dois outros importantes alimentos antiestrogênicos são a cebola e o alho. Em ambos, o ingrediente ativo é o flavonoide quercetina antioxidante. Conhecida por suas propriedades imunoestimulantes e desintoxicante hepático, a quercetina também mostrou a capacidade de inibir as enzimas que sintetizam estrogénio quando aplicadas em concentrações elevadas. Além disso, a quercetina funciona em sinergia com outros estrogénios [...] para acelerar o seu efeito antiestrogénico em geral no corpo” (p.42).
3.     Especiarias – Orégano, cúrcuma, tomilho, alecrim. “Tomilho e orégano são usados desde os tempos bíblicos como especiarias e remédios. [São] antivirais, antibacterianos, têm propriedades desintoxicantes”. Todos inibem o estrógeno e são anticancerígenos. A cúrcuma inibe o efeito de pesticidas. Vou começar um canteiro de temperos e ervas medicinais em casa. Mesmo morando em apartamento, é possível fazer o mesmo. Quero escrever sobre sugestões de hortas urbanas e pequenos canteiros. Minha sogra fez um incrível.
4.     Alimentos antiestrógenos – Vegetais (brócolis, couve-flor, couve-de-bruxelas, repolho), frutas cítricas (eu uso limão todos os dias, sem falhar), alimentos orgânicos, maracujá, abacaxi (uso muito abacaxi), abacate (uso bastante também), óleo de germe de arroz, óleo de germe de trigo, nozes, castanhas, sementes, tahine (tenho usado com frequência. Excelente).
5.     O autor recomenda o uso de ovos caipiras ou orgânicos. Eu utilizo ovos. Uso no máximo três, cozidos ou na frigideira, sem óleo. Quando passei a utilizá-los com mais frequência, refiz os exames e a endometriose continua diminuindo.   
6.     Exercícios físicos – “Uma parte crítica de ser proativo na guerra contra o excesso de estrógenos é o exercício. Sabe-se agora que o exercício reduz os níveis de estrogênio em mulheres e homens. Os pesquisadores descobriram que o exercício e perda de gordura são, na verdade, antiestrogênicos. Segundo o Dr. Mark Mattson (2005), professor de neurociência na Universidade Johns Hopkins, mulheres que perdem gordura tendem a ser mais ativas fisicamente [...]. Devido ao aumento da atividade física, elas também mostram uma diminuição dramática nos níveis de estrogênio. [...] Aparentemente, nutrição e exercício que mais baixos de estrogênio e de gordura corporal queimada também estão associados com maiores capacidades de sobrevivência.”
 
A poluição ambiental é uma condição permanente. Os alimentos e substâncias que promovem o estrógeno estão disseminados. Mas, nem por isso, precisamos nos fazer reféns deles. Para encontrar a cura, não basta uma dieta ocasional. Por isso, a dieta antiestrógeno não é uma pílula que substitui outra pílula, um remédio amargo necessário, uma moda alimentar de estação. Se for, é dieta do autoengano.
 
A dieta antiestrógeno é um estilo de vida. Uma decisão tão permanente quanto permanente são as ameaças à saúde. Um caminho de leituras, descobertas, experimentações, preces, sabores. Ao paladar mais exigente e refinado, essa é a dieta que cura e alimenta continuamente, até a restauração de nosso corpo. A escolha diz respeito à vida que queremos ter. Se desejamos nos render, se preferimos acreditar sem refletir, se aceitamos refletir e mudar, se resistimos aos percalços em um caminho que não vem pronto. É um novo nascimento. A chance que se renova a cada manhã.
 
PS.: Não deixem de ler o artigo “Açúcar, sal e gordura: as engrenagens da ‘junk food’”, de Eliane Brum, publicado há duas semanas na revista Época. Veja aqui. É o melhor artigo que já li sobre o assunto.

15 comentários:

  1. Olá, gostaria de divulgar essa pesquisa (Mudanças no volume e histologia do foco de endometriose em ratas tratadas com óleo de Copaíba): http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-86502011000800005&script=sci_arttext

    Gostaria de saber também como faz uso do alho e cebola, mas agridem meu estômago.

    Obrigada

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  2. Olá,

    Obrigada pela informação sobre a pesquisa. Muito interessante.
    Quanto ao desconforto que sente no estômago, não deixe de procurar um médico e fazer os exames médicos necessários. Pode ser uma gastrite. Alho e cebola são alimentos milenares. Normalmente, não fazem mal. No meu caso, os utilizo como alimento e remédio. Vou escrever um texto sobre o assunto.

    É importante saber que não há receita única, embora eu considere o alho e a cebola grandes aliados contra a endometriose. Além disso, mesmo alimentos naturais podem ser contraindicados. Por exemplo, há médicos naturalistas que indicam a Equinácea (Echinacea spp.), mas deixam de considerar que em alguns pacientes a planta pode aumentar os níveis de cafeína, provocando dor de cabeça, tremor e inquietação. Nesses casos, deve-se suspender o uso da planta. Pesquisadores suspeitam que a equinácea pode interferir na eficácia de imunossupressores. Por isso, é desaconselhável o uso concomitante de equinácea e imunossupressores, como ciclosporina e metotrexato. Há mais pesquisas sobre outras interações medicamentosas.

    Isso nos mostra que o caminho natural requer pesquisa, leituras, ciência. Requer conhecimento do próprio corpo, conhecimento personalizado dos pacientes, ação médica criativa, evidências clínicas e experimentais. Felizmente, há médicos naturalistas que estão atentos a isso, que sabem avaliar quando é necessário mudar o estilo de vida, quando é necessário mudar o estilo de vida e inserir recursos medicinais fitoterápicos, quando é necessário usar um fitoterápico e deixar de usar outro, quando realmente é preciso buscar a alopatia. É um desafio e tanto para um médico, pois o tratamento não vem pronto. Além disso, é indispensável escutar o paciente e respeitar seu conhecimento, sua vivência e saber que ali, em seu consultório, pode existir um aprendizado que ele ainda não adquiriu. Isso requer disponibilidade para o diálogo. Ser um médico alternativo não é apenas receitar um estilo de vida natural, mas vivenciá-lo em um relacionamento transformador com a pessoa que o procura. Nesse consultório, não há imposições ou verdades absolutas ou pacientes. Há pessoas.

    Procure um bom médico que a oriente em suas mudanças e não deixe de obter informações para conversar sobre seu tratamento, como já tem feito, pois você é uma pesquisadora, pode-se notar.

    Um grande abraço,

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  3. Adorei seu blog eu tenho endometriose a 2 anos e ja retirei o útero e as trompas e continuo com dores mas depois de ver seus relatos e ídeias fiquei mas fortalecida e mitivada a mudar meus abitos e procurar viver sem dores muito obrigada você é ótima muita saúde e paz pra você ...

    Janinne.itj_11@hotmail.com

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  4. Há mais de quinze anos, convivo com desequilíbrios hormonais fortes, que me causam problemas como ovários policísticos e endometriose. Os tratamentos foram inúmeros ao longo de todo esse tempo, incluindo videolaparoscopia e cauterizacao/remocao de tecidos, porém sem resultados definitivos e duradouros. Por acaso, comecei a fazer uma dieta de baixo teor de carboidratos, apenas com o objetivo de perder alguns poucos quilinhos. Incrível foi perceber que, conforme meu organismo se adaptava à minha nova alimentação, meus hormônios foram se regularizando naturalmente!
    Dessa maneira, descobri que possuo uma condição de resistência à insulina, que uma vez normalizada pelo baixo consumo de carboidratos, fez com que minhas dores, causadas pela endometriose e cistos ovarianos, praticamente desaparecessem, pois meus hormonios que eram super desregulados, com alta producao de estrogeno, cortisol e androgenicos, ficaram super regulados pela primeira vez em minha vida! E sem medicacao!
    Para que eu continue com os efeitos positivos causados pela dieta Low Carb em minha saúde, a restrição aos carboidratos deverá ser permanente. Só que chega uma hora em que fica muito difícil ter criatividade para inovar no cardápio e se segurar para não cair na tentação dos doces. Esse é o principal objetivo desse site: disponibilizar receitas fáceis, saborosas, criativas, testadas e adaptadas por mim, sempre de acordo com o estilo de vida LowCarbing.

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    1. Obrigada por escrever! Respondi ao comentário no texto: http://endometrioma.blogspot.com.br/2013/06/resposta-aos-comentarios.html

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  5. Parabéns! Gostei muito do seu blog.
    Também tenho endometriose e apenas tomo Cerazette, pois como você falou o tratamento pela rede pública é quase impossivel, principalmente no interior do Nordeste e para pessoas de classe baixa. Descobri o problema pesquisando e a partir daí fui buscar ajuda nos ginecologistas comuns, pois não tenho acesso a especialistas.Uma videolaparoscopia ou ultrassonografia especíca é muto difícil aqui. Tomo esse medicamento mas sei que não é o ideal; sinto muitas dores na bacia e no femur e o cisto do ovário aumentou.
    Gostaria que me esclarecesse uma dúvida...Para deixar de beber leite e comer carne, você substitui essas fontes de proteínas por quais alimentos?

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    1. Eu tenho acesso a médicos especialistas, um bom plano de saúde, mas não foi isso que me ajudou. O caminho que segui é acessível a todas nós.

      Parabéns pelo seu empenho. Você conseguiu o diagnóstico e tem procurado o tratamento. Se o remédio não está ajudando, o cisto continua crescendo, por que usá-lo? Não tenha medo de seguir outro caminho. Busque fazer as mudanças em seu estilo de vida. E continue avaliando os resultados. Escrevi um texto com o resumo das mudanças que fiz: http://endometrioma.blogspot.com.br/2014/01/meu-tratamento-contra-endometriose.html

      Você pode substituir o leite por leite de amêndoas, leite de semente de girassol, de castanhas etc. Mas nem sempre é possível, devido ao preço e à disponibilidade desses alimentos altamente nutritivos. Outra opção é substituir o leite por plantas com alto conteúdo de cálcio. Por exemplo: ora-pro-nobis e moringa oleífera. Busque informações sobre essas plantas. Se possível, cultive-as. Quanto à proteína, castanhas, essas plantas indicadas também são altamente proteicas. Mas o simples arroz e feijão fornecem toda proteína necessária. Faça uma pesquisa sobre os alimentos saudáveis. Há muitas fontes vegetais de proteína e cálcio.

      A babosa é uma boa fonte de nutrientes também. Veja o texto que escrevi: http://endometrioma.blogspot.com.br/2013/12/endometriose-e-fitoterapia-minha.html

      Há uma vitamina que encontramos, principalmente, em fontes de origem animal: a vitamina B12. Essa vitamina também é naturalmente produzida em nosso organismo. Mas ao deixar de comer produtos de origem animal, pode haver uma carência. A vitamina é essencial para a saúde. A carência pode ocasionar problemas sérios. Para obter vitamina B12, eu utilizo ovos orgânicos (ou caipiras, de galinhas criadas soltas, sem o uso de medicações etc.). Veja o texto que escrevi sobre B12: http://endometrioma.blogspot.com.br/2013/07/vitamina-b12.html

      Continue sua pesquisa. É muito importante nutrir o organismo. Por isso, suas indagações são de importância central. Fiz um blog sobre alimentação. Aos poucos, estou colocando algumas receitas. Veja: http://saborcomsaude.blogspot.com.br/

      Não desanime. Caso algum alimento não esteja disponível ou seja caro, procure outras opções. Valorize as plantas, busque fazer uma horta caseira, ter um pomar. A saúde vem da natureza também. Com meu tratamento, eu fiz uma grande economia. Nenhum tratamento, por mais sofisticado que fosse, teria surtido tanto resultado. Eu poderia ter pago por uma cirurgia com um grande especialista, mas ter mudado meu estilo de vida foi a melhor coisa que fiz. Desejo sucesso em seu tratamento!

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    2. Apesar de morar no interior da Bahia, alimentos orgânicos não são tão fáceis por aqui.Os agricultores daqui optam pelo uso de agrotóxicos por causa do resultado mais rápido. Eles não sabem o que estão perdendo em qualidade de vida. Mas vou tentar seguir os teus conselhos.
      É por isso que você conseguiu bons resultados, porque vai além do esforço de cuidar da própria saúde. Impressionante a tua boa vontade e generosidade pra ajudar outras mulheres. Deus te abençoe!

      Um forte abraço.

      PS.: Você tem um e-mail que possa me dar?

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    3. Eu também gostaria de usar sempre orgânicos. No entanto, na maioria das vezes, eu uso os alimentos disponíveis. Mesmo com agrotóxico, ainda é melhor comer frutas e verduras do que não comer esses alimentos.

      Obrigada pelas palavras de incentivo! Após orar e pedir a Deus que me orientasse quanto ao caminho de cura, tive minha oração respondida. É maravilhoso superar uma doença que provoca dores e nos faz perder tantas coisas. Como deixar de compartilhar essa grande bênção que recebi de graça? Como deixar de falar após ver a endometriose diminuindo, após superar a dor e engravidar naturalmente? Como manteria isso apenas comigo após ter meu filho em meus braços sem ter sido preciso realizar tratamentos caros e com efeitos colaterais indesejáveis?

      Busque fazer as mudanças. Você terá a comprovação em seu próprio organismo, pela sua própria experiência e poderá compartilhar com muitas outras mulheres na Bahia, levando esperança para quem não a tem mais. Deus estará com você.

      PS.: E-mail: endometrioma@gmail.com.

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    4. Enviei um e-mail para ti neste endereço, mas não obtive resposta. Será que este endereço de e-mail está correto?

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    5. Eu informei errado. O e-mail é: endometrioma.blog@gmail.com

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    6. Então, você recebeu? Será que agora enviei para o e-mail correto?
      Estela

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    7. Oi, Estela. Recebi seu e-mail. Desculpe-me por não ter respondido ainda. Estou em um momento mais corrido, com os cuidados com o bebê e mudanças. Seu e-mail merece atenção e quero responder com mais tempo. Logo responderei. Fique com Deus. Carinho,

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  6. Este blog é um alento para nossa alma. Ao ler o que você posta sinto esperança! Obrigada por compartilhar tanta informação boa.

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    1. Olá, querida Nayara! Obrigada pelas palavras carinhosas. Deus me acolheu em minhas dores e desesperança. Um novo caminho surgiu. Com tão bons resultados, eu não poderia me silenciar. Minha experiência é real. Outras mulheres também tiveram resultados semelhantes ao mudar seu estilo de vida. Veja aqui um resumo de meu tratamento ou novo estilo de vida: http://endometrioma.blogspot.com.br/2014/01/meu-tratamento-contra-endometriose.html

      Desejo muito sucesso em seu tratamento. Com carinho,

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