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domingo, 31 de março de 2013

Mulheres vegetarianas realmente estão protegidas da endometriose?

31/03/2013
 
Sei que existem casos que fogem às pesquisas. Talvez meu caso seja um, pois tive endometriose profunda no intestino e ovários, fiz a cirurgia e foram removidos todos os focos de endometriose. Dois anos depois, descobri que a doença havia voltado no intestino, ovários e terminações nervosas que vão para perna. Sou vegetariana, tenho uma alimentação a base de frutas, legumes, verduras e muita fibra e todos os médicos dizem que não posso ser submetida a mais nenhuma cirurgia, pois seria muito arriscado. Anônima.
 Obrigada por escrever. Sua mensagem é muito importante. Desde a infância, eu me considerava vegetariana na maior parte do tempo, mas ocasionalmente deixava de ser, e comia carne. Ainda hoje, às vezes, como peixe, embora esteja realmente pensado em não mais comer. Quando descobri a endometriose, decidi levar mais a sério meu regime vegetariano, mas os focos não diminuíam. A cada exame, estavam um pouco maiores. Eu comia um pouco de frutas, legumes, não comia carne. O que havia de errado?

Cheguei a um ponto crucial: ou aceitava a cirurgia (para retirada do segmento do intestino e limpeza do ovário) ou a endo tomaria conta. Sim, porque sem tratamento, a endo se espalha e se aprofunda, mesmo que não provoque dores. Ela pode agir silenciosamente também. Sabemos que com tratamento médico isso muitas vezes ocorre, por isso a medicina diz que não há cura para a doença, apenas controle. Por vezes, o controle custa caro, causa efeitos colaterais indesejáveis ou simplesmente não controla. Eu teria que seguir por esse caminho mesmo?

Um médico disse: endo é como grama, corta e cresce, às vezes, cresce tão rápido quanto se corta. Minha primeira cirurgia, para a retirada de um endometrioma de 15 cm, foi necessária. Mas a endo continuou crescendo. Quantas cirurgias mais seriam necessárias para vencê-la? Será que se eu pagasse os 30 mil da época (que hoje deve estar beirando os 100 mil), finalmente compraria minha cura? Mas a cura não pode ser vendida, pois quem vende o tratamento diz, com razão, que cura não tem. Não tem no SUS, mas não teria com a equipe médica de multiespecialistas doutorados em endo? E se eu fosse operada pelos médicos certos? E seu pagasse o preço? Com razão e sinceridade, mesmo os especialistas dizem: não tem cura. Tem controle? Mas o que está controlado não está curado? Se tem controle então tem cura, mas se não tem cura, pode-se falar em controle?
Diante desse dilema que envolvia minha vida e minhas dores, eu orei. Pedi a Deus. Eu e meu marido lemos vários livros, repensamos, decidimos fazer mais uma tentativa. Eu era vegetariana, mas meu conceito de vegetarianismo estava errado. Não adianta tirar a carne se comemos açúcar, gordura e carboidratos em excesso. Se tiramos a carne, sentimos mais fome, o que nos leva a precisar do açúcar e das massas. O mais importante não é o que tiramos, embora comprovadamente a carne vermelha e suína estejam relacionadas a casos de endo (Veja esta pesquisa), mas é o que acrescentamos à alimentação. Ellen White, escritora que admiro, diz que se a dieta vegetariana é à base de massas e açúcar, melhor seria comer carne.
Não adianta nem mesmo banir o açúcar branco para sempre se não há nutrição. Por que tirar o açúcar branco? Uma das razões é que para o açúcar ser digerido o organismo retira cálcio dos ossos. O açúcar branco não tem nutriente e rouba o que temos. Mas apenas tirar o açúcar não resolve.
O ponto é: precisamos de nutrição, de nutrientes. Eles são os nossos remédios. No texto anterior, eu falo da noz-pecã que tem o aminoácido tirosina, um dos responsáveis pela produção do hormônio tiroxina na tireoide, tão importante para o funcionamento do corpo. Esse é apenas um exemplo do quanto o nutriente nos constitui. Se ele falta, adoecemos. Devido ao modo de produção industrial do alimento, geralmente o que compramos embalado atrativamente tem tanto nutriente quanto um papel, não importa se é uma lata de milho verde.
Como nos nutrir? Comer legumes, frutas, cereais, vitaminas A, B, C, D, E, aminoácidos... encontrados em alimentos, não em suplementos. Adianta ser vegano, não tomar leite, e ficar sem cálcio? Por isso, se alguém não tem certeza que está ingerindo a quantidade certa de cálcio em sua dieta vegana, será que não é melhor tomar leite, mesmo que não seja o orgânico? Um suco com duas folhas de couve pode fornecer no máximo de 5 a 10% de cálcio de que precisamos diariamente. E o resto, de onde vem? Se não há cálcio no corpo, adianta tomar Sol para ter vitamina D? Se a dieta tem cálcio suficiente, mas eu não tomo Sol, como vou sintetizar esse cálcio?
Adianta ser vegetariano e usar soja, castanhas e pão em excesso, além de adoçante na sobremesa? O vegetarianismo hoje está colado à moda da soja e do glúten, além do excesso de castanhas concentradas em receitas vistosas, que podem fazer muito mal para a mulher com endometriose. Eu era uma vegetariana a base de pão e soja.
Além disso, para não comer errado, muitas vezes deixei de me alimentar bem. Almoçar é sempre melhor que lanchar. Se você pode comer arroz, feijão e peixe em vez de um lanche de queijo, melhor a primeira opção. Precisamos fazer o melhor possível, e o melhor possível pode ser comer carne. Não recomendo que comamos carne, eu não como. Eu prefiro obter informações e avaliar os alimentos que suprem adequadamente a proteína, as vitaminas do complexo B (principalmente a vitamina B12), os nutrientes que preciso para não sentir falta da carne. Se faltar nutriente, a falta não será emocional, mas física. O corpo pede por comida. Mas se no lugar da carne lhe damos pão com queijo, ele não rejeita, mas adoece. Se for para ficar sem a nutrição adequada, melhor é comer carne, mas buscando as alternativas mais saudáveis.
Além de incorporar nutrientes, eu passei a fazer exercícios físicos diários. A comer em intervalos de 5 a 6 horas, tomar água pura (não sucos ou refrigerantes), respirar mais profundamente para oxigenar o corpo, cuidar melhor das emoções, buscar interações sociais que fortaleçam minhas escolhas, diminuir o ritmo do trabalho, dormir as horas certas, comer bem de manhã e jantar uma refeição leve, buscar a Deus em minha vida. Para mim, o último aspecto não é o último item, mas meu início. No entanto, com fé ou sem fé, celebrando ou não o real sentido da Páscoa, o corpo responde positivamente diante das mudanças que o favorecem.
Mais importante do que ser vegetariano ou vegano é adotar um estilo de vida natural possível. O problema é quando os significados sucumbem diante dos rótulos ou os nomes subvertem as ações. Alguém pode ser vegetariano e estar desnutrido. Pode ser vegetariano, e estar usando remédios que provocam efeitos colaterais indesejáveis e de longa duração, mesmo quando se deixa de tomá-los (Veja este texto). Pode ser vegetariano e estar estressado e sobrecarregado com as emoções. Além disso, pode ter um estilo de vida mais natural possível, mas não tem como evitar um mundo em que a contaminação ambiental atingiu índices incontroláveis. Mesmo os legumes e frutas, quando repletos de pesticidas e venenos de toda espécie, estão cada vez mais pobres em nutrientes. Mas como dizia o médico David Servan-Scheiber, melhor comer vegetais convencionais do que não comê-los. Não ficamos doentes por nós mesmas, pelo que fazemos com nosso corpo apenas, mas pelo que é externo também, por ação daquilo que não temos condições plenas de controlar. O meio ambiente está estrogênico, isso provoca endometriose e outras doenças. Mas para enfrentar as agressões externas, temos a opção de fortalecer nosso sistema imunológico.
Podemos ser vegetarianos, comer os alimentos certos, mas submetê-los a tanto cozimento e invenções culinárias que boa parte dos nutrientes não resistem. A regra é ser simples. Descomplicar. Cozinhar arroz integral, com lentilha ou feijões, acrescentar o tempero cru depois, legumes e ovos orgânicos. Reinventar as papilas gustativas. Apresentar a elas os frutos da terra, os sabores como eles são. E ter paciência, até que o simples se faça essencial, com gosto. Sem tempero pronto, sem depender do tempero com gastronomia de formas, ainda que pretensamente natural.
As mudanças de estilo de vida são suficientes para deter a endometriose na maioria das mulheres, como foi o caso de Jennifer (Veja aqui). Mas no meu caso, assim como no seu caso, eu estava muito mal. Magra, com dores terríveis, abatida, desfalecida, com a endometriose aprofundada. A doença já tinha ido longe demais. Melhor é prevenir, é curar o que está leve, mas o que fazer com uma doença que se enraíza por todos os lados? Só quem tem endometriose sabe do que estou falando. Procurei fazer todas essas mudanças, mudei minha própria forma de ser vegetariana, mas precisava de algo que suprisse mais rapidamente os nutrientes que faltavam, de alimentos que combatessem com força a inflamação instaurada no corpo. Foi nesse contexto que modifiquei meu estilo de vida e utilizei a fitoterapia: uma planta muito nutritiva da qual falarei em breve, além do alho e da cebola crus. A endometriose parou de crescer, os focos começaram a diminuir. Ela está sob controle, embora esteja aqui. Se há controle, há cura. Mas a cura da qual falo é tão perene quanto eu mesma permito que ela seja.
Minha querida amiga, em seu caso específico, feche os ouvidos ao que os médicos lhe disseram, desacredite e creia. Sim, é possível controlar a endometriose, mesmo em casos como o seu, mesmo em casos semelhantes ao meu. Não desista.
Escreva-me, se precisar.
Diante da alegria da libertação, da Páscoa que se deu em minha vida, eu não poderia deixar de falar. Estamos juntas.
 
 

 

10 comentários:

  1. Minha querida amiga, quantos textos interessantes você escreveu nesses últimos dias. São tantas informações que, certamente, terei material para me ocupar por um bom tempo. Afinal, o que você posta daí é procurado por aqui. Eu, por exemplo, não fazia a menor ideia do poder das conchas do mar. Sinceramente, para mim, elas não passavam de enfeites coloridos nas areias vibrantes das praias por onde andei. Na minha infância, as conchinhas me rodeavam quando eu ia a uma praia na Urca e à praia de Grumari, ambas no Rio. Porém, quando já na adolescência morei por cinco anos na Praia de Icaraí (Niterói- RJ) não me lembro de ter visto conchas na areia dessa praia que fica do outro lado da baía da Guanabara. Nessa época, só encontrava conchas, e de todos os tipos, na Região dos Lagos e em Angra dos Reis- RJ. Quando fui morar em Manaus- AM levei um monte de conchas comigo para assim ficar perto do mar. Três anos depois disso, quando eu vim morar em Brasília, pedi à minha mãe que devolvesse as conchas ao mar. Hoje, graças a Deus, elas estão lá na Lagoa Azul (Angra -RJ) enfeitando e interagindo com aquele belíssimo sistema.
    Gostei muito da dica da padaria Integrale, do restaurante Green´s, das suas pesquisas sobre a dieta antiestrogênica, da noz divina (as fotos ficaram ótimas!) e, por fim, do texto acalentador que você nos presenteou sobre o ser ou não ser vegetariano eis a questão. Sua mensagem foi certeira. Dentro do contexto que vivemos, do que é possível ser feito, devemos buscar a melhor opção para nós. Optando sempre pelo o mais saudável possível. Não adianta rotular um único alimento como o grande vilão e abonar todos os outros. Há que se tomar cuidado. Tudo tem que fluir com harmonia, com a mesma atenção. O equilíbrio é melhor do que o exagero. O meio-termo, quando não temos muitas escolhas, é o caminho mais seguro.
    A alimentação é uma ciência que mexe muito com a gente. Muda o nosso corpo, muda a nossa cor, a textura da nossa pele, o fio do nosso cabelo. Mexe com o emocional, com as doenças que, por vezes, nos acometem. Por isso, a vontade de acertar na melhor alimentação é tão grande que, por vezes, pode nos paralisar. Outro dia desses, no supermercado, fiquei meio perdida. Olhava desconfiada para todos os alimentos. Já não sabia mais o que comer. É tudo tão manipulado que fica difícil escolher. Mas, acalmei-me e segui em frente, fiz o que pude dentro do possível. Estou adaptando o meu cardápio. Não sou vegetaria e, talvez, pague um preço por isso. Não sei. Vou arriscar. Optar por ficar alerta. Já que não posso fiscalizar diretamente quem produz os meus alimentos, vou fiscalizar o meu corpo. Se estiver no caminho errado, eu mudo a direção sem pestanejar. E, assim, como você e as meninas daqui, vou fazendo as minhas escolhas, tecendo o meu caminho, introduzindo ou excluindo o que for necessário. Minha amiga você é um poderoso balizador. O seu caminho é certo, seguro, cuidadosamente pesquisado, examinado. Está publicado, divulgado, mastigado. Qualquer coisa, é só recorrer. Obrigada!

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    1. Parte I
      Olá, querida amiga Michele!

      Que alegria receber sua mensagem. É muito bom ouvi-la e saber de suas praias do Rio e de Niteroi. Eu não desconfiava do sumiço das conchas, pois não havia mais voltado às praias da infância. Pensava que aquelas novas praias sem conchas que conhecia eram uma variedade natural da orla. Pode ser que fossem. O fato é que ao pisar novamente em areias bem conhecidas, me espantei com as ausências. Naquela praia, as fotos de ontem não são mais as de hoje, e isso é termômetro do que ocorre no oceano.

      Eu sou vegetariana, salvo os peixes que volta e meia comia. Nada contra os peixes, mas contra os cativeiros, os hormônios, as rações e as águas de onde vêm. Estava escutando a Rádio Senado e ouvi uma informação que uma amiga já havia me adiantado: os peixes vendidos nesse país de orla extensa estão sendo importados da China (um dos países mais poluídos do mundo) e do Japão (!). Uma curiosidade: o salmão da Argentina tem a pele rosada por efeito de corantes. Em cativeiro, o peixe não tem cor. É a globalização do peixe artificial.

      Sobre bois, galinhas, leite e ovos, o alerta é o mesmo: os animais estão doentes, a forma de produção é degradante. Além do texto que fala da relação entre carne e endometriose, publiquei uma entrevista sobre a relação entre carne e doenças.

      Mas a decisão de não comer carne, por exemplo, envolve a decisão de aprender quais são os nutrientes que substituem a nutrição que a carne oferece. Substituir a carne por queijo, massas e açúcar não é uma boa troca. Substituir a carne pela soja e pelo glúten também não é indicado, segundo minha experiência individual.

      Embora exija pesquisa, a substituição não é difícil. Um prato de arroz e feijão fornece a proteína que a carne oferece. A vitamina B12 pode ser conseguida mantendo uma dieta ovo lacto-vegetariana, que em termos de saúde pública me parece a melhor dieta. Os veganos tiram a carne, leite e ovos, e depois ficam a base de suplementos e injeções de B12 sintética, feita com pitadas de cianeto, para repor a vitamina. Não seria melhor ingerir ovos e leite orgânicos, com moderação? Eu uso ovos de procedência conhecida.

      Um parágrafo apenas não é suficiente para explicar as formas de substituir a carne, mas escrevo para dizer que é possível e que, a meu ver, é a melhor opção. No entanto, essa substituição deve ser acompanhada de muitos acréscimos. Variedades de legumes, frutas, cereais, com refeições simples, mas que se diferenciam entre elas, oferecendo novos nutrientes a cada dia.

      O vegetarianismo, contudo, não é mais importante que o estilo de vida natural: exercícios físicos, sol, ar, água, abstenção de produtos viciantes, interação social benéfica, sono, cuidado com as emoções. Nessa sequência, um dos itens mais importantes é o exercício físico. Exercitar-se é fundamental. Entre não comer carne, tendo refeições com poucos nutrientes, focando em eliminar em vez de acrescentar, e comer carne com moderação, ingerindo muitos nutrientes e praticando exercícios físicos, melhor, muito melhor, a segunda opção. Sou vegetariana, mas o vegetarianismo, sem ciência, restrito nele mesmo, pode ser muito, muito pior do que comer carne (com exceção da carne suína, a mais prejudicial de todas, para qual não considero, nem teoricamente, a possibilidade de uso).

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    2. Parte II

      Minha receita pessoal para superar a endometriose inclui não comer carne. Sou vegetariana, com exceção de quando comia peixe, algo a cada dois meses ou mais. Não posso dizer que os mesmos resultados que alcancei poderiam ser possíveis com o uso diário da carne. Mas posso afirmar, com toda certeza, que a endometriose diminuiu em uma dieta sem carne, inserida dentro de uma ampla mudança de estilo de vida.

      A pequena noz é uma carne vegetal. Ajuda na substituição da carne animal. Meu marido quebrou a casca e deixou metade dela. Quando tirei as fotos e coloquei-as no blog também me surpreendi com o resultado. Tão linda quanto nutritiva e saborosa.

      Obrigada minha querida amiga pelas palavras de reflexão e carinho. Compreendo seu estranhamento no supermercado, nesse vasto espaço de tantas coisas que se resumem a poucos nutrientes e variados antinutrientes. Mas o jeito é fazer como você faz, seguir firme, buscar o melhor e fiscalizar o corpo. Assumir o comando, com tranquilidade, determinação e poesia. É ótimo ler o que escreve!

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  2. Obrigada, minha amiga, por me trazer esse texto cheio de musicalidade e informações importantes. Sempre muito ponderada e delicada, você me envolve na sua leitura. Poder vir até o seu blog e ficar a par de tudo isso que você coloca é mesmo um grande privilégio. Suas informações quentinhas, embasadas em horas de pesquisa e dedicação, me levam a refletir sobre como conseguir uma alimentação mais saudável ou menos perigosa para saúde. São tantos os aspectos a ser pensados, é toda uma cadeia produtiva envolvida até o alimento final chegar à nossa mesa.

    De uma forma ou de outra, vi que a sua preocupação não é a de que sejamos radicais, muito menos bitolados a uma única verdade, mas sim pessoas em busca de alternativas saudáveis e viáveis ao nosso contexto, este que envolve múltiplos aspectos, tais como a renda das famílias, a viabilidade de acesso a produtos cuja origem nos possa ser conhecida, o apoio familiar, o tempo disponível , o conhecimento acerca do assunto, além de outras variáveis não menos importantes.

    Assim, as nossas escolhas devem ser focadas, sobretudo no equilíbrio e na compensação das forças nutritivas dos melhores alimentos possíveis ao nosso contexto. Se retirarmos um alimento, ele deverá ser substituído por outra fonte alimentar mais segura que nos proporcione os nutrientes do alimento retirado. Sem reposição, sem a preocupação de manter a compensação, nossa dieta enfraquece e peca por ficar incompleta. Por isso, você tão bem nos alerta para a necessidade dessas compensações.

    A carne é a mais difícil de ser retirada para mim. Os doces foram fáceis. Diminuí bastante o sal. Mas, a bendita da carne continua a ser um calo no pé rs. Opto mais por peixes. Carne vermelha e carne de frango, eu tento não comê-las, principalmente a de frango (já soube de histórias paralisantes sobre a produção dos franguinhos). Ouvi bem o que você disse sobre o risco do consumo dessas carnes (e da suína também), levo tudo em consideração. Na medida em que for aprendendo a compensá-las, poderei adotar melhor o seu caminho certeiro.

    Obrigada por me responder, minha amiga. Cada informação sua tem um valor imensurável. Apesar de ter ficado mais policiada e criteriosa com a minha alimentação, o que ganho é libertador. A compensação é liberdade.

    Um beijo grande e bom fim de semana!
    Michele.

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    1. Minha querida amiga:

      É da forma como você colocou com tanta propriedade, ao enumerar diversos fatores que influem na alimentação.

      Não há mandamentos únicos devido a nossa própria unicidade, à condição humana. A palavra mesmo nos ensina isso. Eu escrevo aquilo que vivo, na escrita se perde metade. Quem lê, faz a leitura a partir de si, desconhece-me, não o vejo. O desafio pra mim é contar, ler novos textos e sentidos, contar sem omitir os mandamentos, que por medos diversos, em época de folhas em branco, eu tenderia a não enumerá-los, esmiuçá-los, revelá-los como se faz ao negar a receita toda de um pão aromático que salva. Mas o pão é único porque é vivência, e a vivência é intransferível. Imutável, o mandamento sempre se faz novo.

      Olha como são as coisas, nessa procura por nutrientes, conheci a Moringa. Tem mais proteína que a carne, mais cálcio que o leite, mais vitaminada C que muita fruta, todos os aminoácidos essenciais e praticamente não há antinutrientes, como os que encontramos na soja e no espinafre, por exemplo. Germinei sementes e agora as mudas estão prontas para ser transplantadas. Vão se tornar árvores nesse jardim de poucos metros. Vou escrever sobre isso, pois a árvore de Moringa representa uma, entre tantas, resposta para os desafios de tempo, dinheiro, aquisição de nutrientes que o dia a dia nos impõe. Não é fantástico? Não é resposta única. Certamente, há inúmeras outras plantas alimentares e medicinais que representariam soluções para a questão da saúde individual e pública. Mas tem que haver gente disposta a plantar e gente disposta a comer.

      Será que a busca é pelo caminho único ou pelo caminho que salva? Estamos em busca do pão e do vinho. Amiga, feliz demais pelo diálogo que você nos proporciona. Pão e vinho de boa qualidade.

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  3. Olá, minha amiga pesquisadora! Mais uma vez, como a boa mentora que é, você vem com uma novidade-cura. Apressei-me para saber mais sobre a Moringa. Fiquei empolgada com o que li. Agora, vou aguardar ansiosa pelo seu texto.

    Com certeza, você é a uma força motivadora. Mais do que isso, é uma precursora deste caminho de cura natural para endometriose. Você insere-se em nosso contexto sempre nos trazendo uma boa-nova que se soma ao caminho já traçado. Caminho esse que, a despeito de não conhecer minúcias pessoais, aceita adaptações para se aplicar a todas nós. Apresenta-nos, sim, um caminho que salva, uma trilha confiável a seguir. Felizes as pessoas que o aproveitam e que nele se inspiram. Seu modelo de cura é um porto seguro para me acalmar e superar as minhas inseguranças. Aqui encontro paz e norte, além da vontade ir à luta.

    Fique com Deus e tenha uma excelente semana!
    Com carinho,
    Michele.

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  4. Se eu não tivesse encontrado o seu blog e vislumbrado a possibilidade da cura sem perder tudo aquilo que é muito caro, nem sei...
    Obrigada!

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    1. Olá, Jenni:

      Que palavras bonitas que dizem tanto e me falam de perto. Delicadeza, vida. Sim, é possível, é real. Obrigada por escrever, escreva sempre. Carinho,

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  5. Olá, gostei muito do seu blog!
    Gostaria de passar uma dica sobre um suplemento que estou usando o PYCNOGENOL, no começo comecei a usa-lo por indicação da dermatologista pois é ótimo para a pele amenizando o melasma, manchas que tenho na face.
    Ao pesquisar mais sobre este nutriente descobri vários estudos que afirmam que o mesmo é um dos nutrientes mais potentes que existem sendo utilizado para curar e controlar várias doenças.
    "Endometriose
    Um relatório publicado no Journal of Reproductive Medicine revela que Pycnogenol reduz os sintomas da endometriose. O estudo, realizado em Kanazawa University School of Medicine, Ishokawa, Japão, amostrados 58 mulheres com idades entre 21-38, que foram submetidos a operações de endometriose nos seis meses anteriores ao estudo. O
    As pacientes foram randomizados em dois grupos: Pycnogenol e Gn-CCA. As pacientes que suplementaram com o Pycnogenol tomou cápsulas de 30 mg por via oral duas vezes ao dia durante 48 semanas imediatamente após as refeições da manhã e à noite. As pacientes que receberam a terapia Gn-Rha recebidos injectado leuprorelina depot acetato, 3,75 mg intracutaneamente, seis vezes a cada quatro semanas durante 24 semanas. (Tratamento leuprorrelina bloqueia completamente o estrogênio no corpo e deve ser interrompida após 24 semanas por causa de efeitos colaterais). Após quatro semanas, a suplementação com Pycnogenol reduziu lentamente todos os sintomas de grave a moderada. O tratamento com Gn-Rha reduziu os escores de forma mais eficiente, mas após 24 semanas pós-tratamento uma recaída dos sintomas ocorreu. Gn-Rha suprimida a menstruação durante o tratamento, ao passo que nenhuma influência sobre ciclos menstruais foi observada no grupo Pycnogenol. "Além disso, cinco mulheres nesta pesquisa realmente engrávidaram," Dr. Takafumi Kohama, pesquisador líder do estudo.

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    1. Olá! Obrigada pela contribuição. Considero a nutrição condição essencial para superar a endometriose. Contudo, em meu tratamento, o foco tem sido na mudança de estilo de vida como um todo (atividade física, sol, água e ar puros, alimentação adequada, confiança em Deus). Essa mudança permanente é um caminho seguro para restauração e manutenção da saúde.

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