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domingo, 31 de março de 2013

Noz de outono

31/03/2013
Anteontem, na caminhada, tivemos uma feliz surpresa: encontrei uma noz no chão. Pelo condomínio, há enormes árvores de nogueira, mas tinham nos falado que elas não frutificam mais, que a noz-pecã não se desenvolve, deixando a casca oca. Isso é verdade para boa parte das nogueiras, por motivo que desconheço, mas encontramos quatro grandes árvores carregadas de nozes e maritacas. Onde há maritacas fazendo a festa, há nogueiras produzindo. O som estrondoso nos leva à proteína em cápsula viva. Fui até os galhos mais baixos de uma árvore e colhi nozes do pé. A páscoa de sexta teve nozes recém-colhidas.
A noz-pecã tem, entre tantos nutrientes, o aminoácido tirosina. A tirosina é matéria-prima para a produção de tiroglobulina que, por sua vez, produz tiroxina, o hormônio da tireoide. A tireoide regula todo o funcionamento do corpo, seu metabolismo, os carboidratos, gorduras e proteínas, a dança complexa e bela dos hormônios, relacionando-se com a saúde reprodutiva. Ao pedir exames para avaliar minha tireoide, um médico especialista me explicou que há indícios de relação entre a endometriose e a glândula (Veja este estudo).
 
A essência da pequena noz saborosa atrai o bando de aves com seu canto selvagem, acaricia meus desejos por sabores, une-se à glândula regente no comando da orquestra que levamos por dentro. Que as nozes continuem caindo vivas do céu, como dádivas, após o alvoroço guloso das pequenas e nervosas aves verdes.

 





 

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