sábado, 24 de outubro de 2009

Açúcar e endometriose


Estive afastada por um bom tempo do blog. A vida está corrida. Por isso, deixei o blog, e também a trilha da vida saudável. Em agosto, depois de quase um ano sem comer açúcar, comi novamente. E muito. Resultado: pela primeira vez, senti dores horríveis no primeiro dia de menstruação. Jamais tive dor. Em setembro, após melhorar um pouco meu estilo de vida, não tive dor alguma.

Parei de comer açúcar novamente. Nada de chocolate ou sobremesas. Em setembro, a revista Veja publicou uma matéria sobre os perigos do açúcar, associando-o ao câncer (
Edição 2131 / 23 de setembro de 2009). O açúcar é um dos principais alimentos do câncer. Eu sabia há muito tempo disso. Li livros de Ellen G. White, uma escritora norte-americana que no século 19 e início do século 20 escreveu contra o açúcar, entre uma variedade de temas (Conselhos sobre Regime Alimentar. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira). Mas saber é uma coisa. Praticar é outra.

Hoje, li um artigo que associa a endometriose ao açúcar. Na ausência do açúcar, é possível vencer a endometriose. Na ausência do açúcar, pode nascer um filho. Em 31 de março de 2005, o jornal FSP publicou no caderno Equilíbrio a história de Márcia do Carmo Flores, 32, portadora de uma endometriose grave. Ao longo de oito anos, ela tentou vários tratamentos com altas dosagens de hormônios, cirurgias, inseminação artificial e fertilização in vitro. Queria ter um filho. Mas nada funcionava. Até que um médico suspendeu todos os medicamentos e deu orientações nutricionais, e de estilo de vida.

Márcia conta: “Eu nunca tinha feito nada disso e estava com ‘os dois pés atrás’. Ele cortou o açúcar e a gordura, receitou arroz integral, iogurte natural e coalhada” (
Para assinantes). Em seis meses, ficou grávida. Em minha experiência de quase um ano sem açúcar, posso dizer: não senti dor alguma. Em um mês de muito açúcar, tive uma crise de dor que até aquele momento jamais havia sentido.

O psiquiatra francês David Servan-Schreiber, professor da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, que foi curado de um câncer mas não mudou seu estilo de vida, afirmou após o diagnóstico de um segundo câncer:

“A alimentação é um elemento-chave na luta contra o câncer – o mais essencial deles, na minha opinião. Pode-se atribuir à dieta a razão principal para a expansão da doença. Nos últimos cinqüenta anos, houve três mudanças muito significativas em nossa alimentação: o aumento do consumo de açúcar refinado, a utilização de produtos químicos na fabricação dos alimentos, como corantes e conservantes, e a mudança do padrão alimentar de animais como vacas e frangos. O consumo de açúcar refinado, que em 1830 era de 5 quilos por pessoa, no ano 2000 chegou a inacreditáveis 70 quilos per capita. Atualmente, os ovos têm vinte vezes mais ômega-6 do que nos anos 70. Em excesso, esse tipo de gordura, usado na ração das aves, facilita o acúmulo exagerado de células adiposas” (http://veja.abril.com.br/160708/p_143.shtml).

Sei que a endometriose não é câncer, mas há semelhanças. É um tumor benigno que também se alimenta de açúcar. O que é mais fácil: tomar hormônios ou largar o açúcar? Foi muito difícil parar de comer chocolates. Minha alimentação era a base de doces. Mas convicta de que o açúcar representa um risco enorme à saúde, tomei minha decisão. Posso afirmar com toda certeza, estou melhor.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Os oito remédios




No dia 30 de dezembro de 2008 chegou o resultado do exame para medir o CA 125 II. Antes da cirurgia, eu estava com mais de 130 U/mL. Após a cirurgia, caiu para 80 U/mL – ainda muito alto. Decidi fazer uma reforma completa nos meus hábitos, na minha vida, como já disse. O primeiro resultado dessa mudança chegou agora: 29 U/ml para o CA 125 II, cujo valor de referência é até 32 U/mL. Ainda está alto, mas dentro do valor máximo. Como fiquei feliz!

Tenho dúvidas, que vou expor ao médico na próxima consulta. Pergunto-me: isso significa que a endometriose está menos agressiva? Li em um artigo científico que mulheres com endometriose podem ter o CA 125 baixo. Ele não é um exame definitivo. É comum que esteja acima de 100 U/mL, em casos mais avançados. E, no meu caso, como deu muito alto e foi baixando gradativamente, creio que esse último valor indique que a endometriose, se não retrocedeu, ao menos não avançou. Ótima notícia, que confirmarei em fevereiro ou março quando devo fazer um novo exame de ultrassom.

Estou, de fato, me sentindo melhor. Não tenho dores, a barriga tem inchado menos, embora ainda apresente inchaço. Creio que o motivo para estar melhor foi minha decisão de mudança. Que mudança? Qual é o segredo? Pensei em repartir meu segredo quando, de fato, fizer o ultrassom e tiver a confirmação de que não houve avanço da endometriose. Mas o que tenho feito já está me ajudando tanto que desejo contar.

Após a cirurgia, adotei oito remédios. São eles: alimentação saudável, exercício físico, água, luz do sol, ar puro, descanso, eliminação de substâncias nocivas e confiança em Deus. Quero, aos poucos, falar sobre cada item, mas vou comentá-los minimamente agora. Resumindo: 1. Estou comendo frutas, legumes, castanhas, pão integral etc; 2. Tenho feito exercícios físicos ao ar livre, para respirar melhor e me expor mais ao sol, nos horários adequados; 3. Tenho dormido no mínimo oito horas por noite e descansado uma vez por semana, aos sábados; 4. Optei por não fumar, não beber álcool ou usar outros tipos de drogas. E o mais importante: tenho me aproximado de Deus e decidido ser feliz.

Após cinco meses da cirurgia, sinto-me melhor. Bem melhor.

PS.: Sobre esses oito remédios, li um livro editado em 1996, que deve ter edições mais recentes: Saúde – Novo Estilo de Vida (A melhor maneira de fortalecer o organismo e livrar-se das doenças), da autoria do médico Sang Lee, publicado pela editora Casa Publicadora Brasileira. É uma obra revolucionária, embora apresente soluções simples. Tem feito a diferença em minha vida. Esse livro faz parte de um projeto da revista Vida e Saúde, que é publicada desde a década de 1930 e muitos já a conhecem.