segunda-feira, 28 de março de 2011

Remédio de Liláceas

28 de março de 2011
Para diminuir os focos de endometriose, também utilizo cebola e alho. Ambos pertencem à família das liláceas. O nome é delicado como nome de flor, o tempero é irresistível, mas o remédio de liláceas exige estômago e convicção.


Se há milhares de anos a gastronomia tempera com liláceas picantes, aos poucos a medicina tem reconhecido, além do valor nutricional dessa família de plantas, seu grande valor medicinal. Cebola e alho também são remédios. Temperos de cura. Receitas simples e fortes contra a endometriose.


Cientista de Milão, do Instituto Farmacológico Mario Negri, publicaram uma pesquisa afirmando que o consumo de sete ou mais porções de 80 gramas de cebola e alho por semana reduz significativamente o risco de desenvolver câncer de vários tipos, como câncer no intestino, mama e ovário. Mesmo quem consome menos cebola por semana (três cebolas), reduz em 56% a chance de ter câncer no ovário. Uma cebola por dia reduziu em 88% o risco de câncer na boca.


Além de anticancerígena, a cebola diminui o colesterol, reduz os riscos de infarto, ajuda a regular a pressão arterial, combate fungos, bactérias, é um poderoso antigripal, é anti-inflamatória, antiúlcera, combate a candidíase, é utilizada para reduzir os níveis do diabetes e usada no tratamento do lúpus. A cebola possui, em geral, cálcio, fósforo, magnésio, ferro, potássio, zinco, cobre, manganês, vitaminas do complexo B (B1 e B2) e vitamina C. Apresenta flavonóides e quercetina, entre outros componentes. Muitas dessas propriedades e nutrientes estão presentes no alho.


Sempre fui de afastar os pedaços de cebola do meu prato. Agora, com a finalidade medicamentosa, tomo suco de cebola com melão ou maçã (o melão é indicado para a saúde dos ovários). Já me acostumei. Também faço uso do alho. Para fazer efeito, é preciso usá-los crus, pois o cozimento elimina suas propriedades medicinais. São anti-inflamatórios, imunoestimulantes, anticâncer e, por isso, alho e cebola são antidores e antiendometriose.


Contra a endometriose, faço uso do suco de liláceas – palavra que reúne muitas espécies além da cebola e do alho com um incrível poder preventivo e curativo. Nas liláceas, há plantas com gliconutrientes.


quinta-feira, 17 de março de 2011

Endometriose e fitoterapia




22/03/2011

Na semana passada, o jornal Folha de S. Paulo publicou um notícia muito interessante sobre tratamento fitoterápico para endometriose com a planta medicinal unha-de-gato. Fiz uso do chá por um bom tempo. Dois copos de chá de unha-de-gato de manhã, e dois copos à tarde de chá de uxi-amarelo. Cheguei a entrar em contato com um médico que utiliza com sucesso o composto para combater miomas. Mas ele me disse que não obtinha os mesmos resultados com a endometriose, e por isso receitava hormônios. Ainda assim, fiz a opção pelos chás.

No período em que utilizei os chás, os focos ficaram estabilizados. Mas após quase um ano de uso, eu já não conseguia tomá-los. Sentia-me terrivelmente mal. Assim, decidi procurar outras formas de tratamento. Agora, com o uso de gliconutrientes, que também são imunoestimulantes, a endometriose não só estabilizou como diminuiu significativamente. A lesões regrediram, diminuiram. A matéria da FSP fala sobre o uso de unha-de-gato em cápsulas. Achei os resultados bastante promissores. De fato, a unha-de-gato em cápsula é uma boa opção. Segue a matéria:


Fitoterápico melhora os sintomas da endometriose Em estudo controlado, remédio à base de "unha-de-gato" reduziu dor e lesões Agora, pesquisadores investigam a ação da planta e as doses ideais para tratar a doença, que causa infertilidade CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO Um fitoterápico à base de uma planta conhecida como "unha-de-gato" tem melhorado os sintomas da endometriose, doença que causa infertilidade feminina e dor nos períodos menstruais. Intrigados com o grande número de pacientes que tomam o remédio por conta própria e relatam melhora, pesquisadores começaram a testá-lo cientificamente.Os resultados do primeiro estudo controlado, feito pelas universidades federais de São Paulo (Unifesp) e do Maranhão (Ufma), em ratas, mostraram que a unha-de-gato conseguiu reduzir em 60% as lesões causadas pela endometriose.
Na doença, o tecido que reveste o útero (endométrio) sai fora dele e atinge outros órgãos da pelve, como intestinos e bexiga. Estima-se que 6 milhões de brasileiras sofram da doença.Agora, na fase clínica do estudo, o fitoterápico será dado a mulheres e comparado com placebo ou medicamentos hormonais usados no tratamento tradicional da doença. A hipótese é que a planta possua propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras (que melhoram o sistema imunológico). Antes mesmo dos resultados do estudo clínico, a unha-de-gato tem sido prescrita a pacientes da Unifesp que já usaram, sem sucesso, drogas hormonais ou para aquelas que não podem usar esse tipo de medicamento.
"Os relatos de melhora dos sintomas, principalmente da dor, surpreendem. Eu dei para a minha mulher tomar. Ela tem endometriose e a medicação hormonal não estava funcionando", diz Eduardo Schor, coordenador do ambulatório de endometriose e dor pélvica da Unifesp e um dos autores do estudo.Segundo ele, a unha-de-gato parece diminuir o processo inflamatório causado pela endometriose na região pélvica. Os pesquisadores ainda não sabem se a planta pode ser usada para ajudar mulheres com dificuldade para engravidar."Não não se sabe, por exemplo, se ela altera a espessura de endométrio ou dos mecanismos de ovulação", explica Schor.Também ainda deverá ser definida a dose ideal do fitoterápico para cada paciente.
No comércio, existem cápsulas de 150 mg, feitas a partir da casca da planta. O ginecologista Carlos Alberto Petta, professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), diz que, do ponto de vista conceitual, a unha-de-gato pode melhorar a dor de qualquer processo inflamatório."O problema é que, em se tratando de dor, o efeito placebo é muito grande. O ato de escutar essa mulher também melhora a dor."Para ele, só será possível dizer que a unha-de-gato funciona depois de testá-la em mais estudos.TERAPIA GÊNICA Uma outra linha de pesquisa desenvolvida na Unifesp aponta que há mutações genéticas envolvidas na endometriose. Uma delas, chamada de P27, foi descoberta pela equipe de Schor.A presença dessa mutação aumenta duas vezes as chances de a mulher ter a doença. "O P27 faz com que as células fiquem mais "nervosas" e proliferem mais do que o normal", diz Schor.
A partir dessas descobertas, o grupo trabalha no desenvolvimento de instrumentos de terapia gênica para tratar a endometriose."O uso de adenovírus [vírus modificados] carregando genes que restabelecem a normalidade genética já foi testado em cultura de células de endometriose e os resultados foram promissores", conta Schor.



Conheça meu novo blog: Beith Lehem, A Casa do Pão.

Acesse neste blog: Eu venci a endometriose.



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terça-feira, 15 de março de 2011

Exame para detecção de endometriose profunda



15/03/2011



Oi. Qual exame vc fez para constatar endometriose no intestino? Pela ultrassom abdominal dá pra saber? Obrigada pela atenção. Renata.
Por Anônimo em Vitória possível em 14/03/11

Renata, o exame é o ultrassom transvaginal com Doppler colorido para detecção de endometriose profunda. Não é o ultrassom transvaginal normal nem o abdominal. Um das diferenças, é que você deve fazer um preparo intestinal. No dia anterior ao exame, deve tomar laxante (recomendam Dulcolax). O almoço e a janta devem ser leves. Sem laticínios e gorduras. No dia do exame, pode até comer uma refeição leve. Eu prefiro ficar em jejum. Na clínica, é feita uma espécie de lavagem intestinal final.

Outra diferença importante: o médico deve ter especialização em detecção de endometriose profunda. Procurei na internet nomes de médicos especializados e encontrei esses que atendem no Estado de São Paulo: Maurício de Souza Arruda, Márcia Martos Amâncio Camargo, Manoel O. Gonçalves, Hélio Sebastião Amâncio Camargo Jr., Sandra Regina Campos Teixeira e Leandro Accardo de Mattos.


Se você souber de outros médicos, não deixe de me falar. Podemos publicar uma lista com nome de médicos com esse treinamento específico que atuem também em outros estados. Antes de descorir esse exame, eu passava por exames de ultrassom anuais. Nunca detectaram nada. Por isso, procure médicos especializados, treinados. Faça uma pesquisa de médicos e preços, pois os planos de saúde, em geral, não cobrem esse procedimento. O preço desse procedimento pode variar bastante, indo de 400 a quase mil reais. Podemos publicar uma lista, inclusive, com informações sobre preços e locais.

Esse exame também é oferecido em hospitais públicos como da Universidade de São Paulo (USP) e da Unesp de Botucatu. Se alguma leitora deste blog já fez o exame em um hospital público, mande-nos um e-mail para compartilhar sua experiência.

Sobre o exame de endometriose profunda, leia também o texto deste blog: A luta de Marli.
Seguem links com informações sobre o exame:

http://www.istoe.com.br/reportagens/2679_A+INIMIGA+SILENCIOSA+DA+FERTILIDADE

http://www.gineco.com.br/endometriose/diagnostico-endometriose.html

http://files.bvs.br/upload/S/0100-7254/2010/v38n7/a1525.pdf



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quarta-feira, 9 de março de 2011

Sem culpa


9 de março de 2011

O mundo é hiperestrogênico. Estrógeno provoca endometriose. Por isso, não quero carregar a culpa pela doença. Nem por meio da culpa, buscar a saúde. Rejeitar a culpa não é negar mudanças. Mudar é, sobretudo, decidir que a vida pode ser leve e feliz. Que a alimentação natural é fonte de prazer. “Tu não deves” passa a ser: “eu quero, porque quero. E ponto.” É um bater o pé para selar amizade – a autoamizade.

No último exame, pensei: fiz mudanças, mas também falhei tanto. Não amei as pessoas como deveria, não segui o conselho de Renato Russo – é preciso amar as pessoas... Quero o nome mais bonito pra mim, mas jamais será um nome santo. É preciso amar a si mesmo, como se não houvesse o amanhã – sem o peso do futuro, sem o peso do passado. Somos reais e falhos. Mas como é difícil aceitar isso.

Na sala de espera, fazia promessas: perdoar mais, amar mais, relevar mais. As horas foram passando. O médico das imagens atrasou, simplesmente, quase três horas. Normalmente, demora uma hora para começar a ultrassonografar meu abdômen. Naquele dia, teve uma urgência. Precisou atender a uma mulher com dor, devido à torção no ovário. Teve dificuldades em deslocar o sangue velho e preso sem que se perdesse o órgão ou espalhasse as células endometriais. Explicou-me depois.

A última hora de espera foi na maca, na penumbra, entre máquinas de alta tecnologia. Ali, reconheci que errei: não amei como se ama em Monte Castelo, de Russo – o roqueiro genial que buscou no capítulo 13 de I Coríntios, livro da Bíblia, a letra de sua música. Ainda que eu falasse a língua de homens e anjos, sem amor, eu nada seria... Sofri com a indiferença da minha família. E não perdoei por algum tempo. Ressenti-me com o sucesso profissional de uma amiga, porque lamentei por desejos meus não realizados... Ali, na sala do exame, disse-me, na retrospectiva de seis meses, que pesavam na consciência: errei, erros, não perdoei...

Sem internet ou revista em mãos, na posição de espera, esticada na maca, ainda não perdoava, ainda errava. A culpa é pesada, ela dói, arraiga-se e espalha-se, prejudicando-nos. Aos poucos, como diálogo em prece, no tempo de silêncio, repensei outras coisas... Primeiro, é preciso amar a mim mesma. Se errei, devo me amar. Se amo, não há culpas, nem me culpo, nem há culpados. O fogo da consciência pode estar presente, mas ele não arde. A ferida dói, no reconhecimento do erro, mas não se sente. A dor tem que desatinar sem doer. Depois da face agredida, é expor a outra ao perdão, sem estapiar-se, protegendo-me de mim mesma, para ser possível me proteger do mundo e também recebê-lo sem receios. Para ser possível estar só e inserida na multidão. Para protestar pelo erro, num contentamento descontente. Ressurgir como em Ressurreição, de Tolstói – o livro, de todos os livros, que me atravessou, intensamente.

Fechei os olhos, e sorri. Estava em paz. Pouco depois chegou o médico transtornado com a urgência que teve de atender. Pela primeira vez, eu pensava em me amar primeiro, sem o peso da autocrítica habitual. “Amar como a mim mesma”, Ele disse. O resultado do exame foi maravilhoso, pelos motivos que já contei no texto anterior. A endometriose diminuiu!

Mudar a vida – hábitos, alimentação, emoções – por causa da endometriose, mas mudar com prazer, para celebrar a vida pela vida, não movidos por culpa. Como disse Russo, é um estar-se preso por vontade. Nessa prisão libertadora da vida reescrita e musicalizada, com amor.

domingo, 6 de março de 2011

Vitória possível



Fiz o exame tão esperado. Depois de mudanças no meu estilo de vida, refiz o ultrassom para detecção da endometriose profunda. Havia dois focos preocupantes: um endometrioma com mais de 90 m3 de volume no ovário restante e um foco no intestino, com comprometimento da serosa ou invasão da submucosa. No primeiro caso, o aumento do endometioma significaria um risco considerável para o meu ovário esquerdo, já que há mais de dois anos perdi o direito, por causa da endometriose. Sobre a endometriose intestinal, o médico foi claro: eu precisaria passar por uma cirurgia para remoção de um segmento do intestino. O alto custo da cirurgia – à época, 30 mil reais – e os detalhes do procedimento cirúrgico me causaram angústia. Não tenho sintomas, não tenho dor, mas o médico alertou para o risco maior de cancerização em focos de endometriose intestinal se comparado à endometriose em outros órgãos (Há um artigo que fala sobre isso: “Endometriose intestinal: doença benigna? Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ramb/v55n5/29.pdf. O título é um tanto sugestivo. Embora haja mais casos, em números gerais, de cancerização de focos de endometriose no ovário; a chance de um foco de endometriose no intestino se malignizar é muito maior).

Pouco se fala sobre a transformação maligna da endometriose. Creio que essa seja uma preocupação dos médicos pesquisadores, principalmente. No entanto, como já disse, isso não deve ser motivo de ansiedade. O acesso a essa informação precisa se revestir de outro significado: mudança do estilo de vida. Para mim, confesso: foi um balde de água fria. Senti medo, ansiedade, preocupação. Mas passado o susto inicial, decidi buscar mudanças. O resultado chegou nesse exame.

O foco de endometriose intestinal tinha em torno de 2 cm de profundidade. Em termos médicos, destacava-se um espessamento da serosa que se estendia por aproximadamente 2 cm logo abaixo da lesão de retossigmóide. Agora, o foco de endometriose não está mais invadindo a submucosa. Isso é uma ótima notícia. Significa que, caso a cirurgia fosse feita hoje, no máximo seria retirado o foco superficial e não mais um segmento do intestino. Quanto ao ovário, o volume do endometrioma diminui de mais de 90 m3 para 49 m3. Em medidas, no total, perdi quase 7 cm de endometriose, tendo em vista a diminuição de focos na região retrocervical (o maior media 2,4 cm e agora mede milímetros).

Sim, é a alimentação, são os exercícios físicos. É a busca do controle das emoções e o cultivo da fé, a confiança em Deus. Mas a fé não é algo místico, mágico, inculto. A fé precisa ter forte base racional, em respeito às leis da natureza, em conexão à verdadeira ciência. Tenho lido livros de medicina, artigos científicos, relatos que comprovam, estatisticamente, os benefícios da mudança do estilo de vida. Qualquer um que buscar essas mudanças, tendo fé ou não, vai sentir melhoras significativas. Foram mais de dois anos de luta, e agora essa notícia maravilhosa!

Sobre a alimentação, algo fez muita diferença: os gliconutrientes. Li a história do neurocirurgião norte-americano Ben Carson, um médico cristão, premiado internacionalmente por revolucionar a medicina em sua especialidade. Atualmente, ele é diretor do Departamento de Neurocirugia Pediátrica do Hospital Johns Hopkins (Há um filme muito bem produzido sobre sua história, com Cuba Gooding Jr.: “Mãos Talentosas.” Pode ser encontrado em locadoras). No livro “Take the Risk”, ainda não publicado no Brasil, Ben Carson conta que enfrentou, e venceu, o câncer por duas vezes. Além dos tratamentos usuais, ele fez uso de gliconutrientes. Disse que em uma semana de uso, os sintomas do câncer na próstata haviam desaparecido. O livro não é um compêndio médico sobre gliconutrientes, mas a reunião de relatos incríveis sobre um médico pouco conhecido no Brasil que tem uma história de vida extraordinária (Assistam ao filme! Leiam o livro: http://www.amazon.com/Take-Risk-Learning-Identify-Acceptable/dp/0310259738). A partir dessa leitura, pesquisei muito sobre gliconutrientes. Eles estão presentes em vários alimentos. Fiz uso deles, e a melhora foi incrível.

Neste sábado, dia 5 de março de 2011, depois de dois anos e sete meses de pesquisas, mudanças e confiança em Deus, posso dizer: tenho endometriose profunda, não tenho dor e a endometriose diminuiu consideravelmente. Nesse caso, estar curada depende, a cada momento, de vigilância constante. Não existe pílula mágica, o caminho é difícil, mas o resultado compensa: sim, a cura da endometriose é possível. Acredite.

PS.: Embora se autointitule Diário da Endometriose, esse blog não é atualizado com frequência. Mas vou colocar detalhes de como tem sido minha alimentação e meu estilo de vida. Não será com a atualização que gostaria, e por isso peço desculpas a quem lê. Mas farei o possível.