domingo, 24 de abril de 2011

A luta de Marli

24 de abril de 2011

Acesse o texto: CORONAVÍRUS, sistema imunológico e endometriose



Há mais de um ano, passei por uma consulta particular com um médico pesquisador que também atende em um hospital universitário. Como ele não era credenciado a um plano de saúde e recomendou uma cirurgia cara e complexa, pedi informações sobre o atendimento gratuito. Sem dar espaço para insistências, o médico disse: não temos vagas nem na fila de espera. Em outras palavras: se quiser fazer a cirurgia, pague o preço.

Se há dinheiro, pagar não é o problema. Se o plano de saúde oferece um serviço mínimo, ainda que não inclua a consulta com um médico pesquisador, essa pode ser a solução. Mas se faltam condições financeiras ou o convênio não garante o tratamento especializado, resta ainda o serviço público. Mas, inaceitavelmente, na rede de saúde pública a conta final pode alcançar um valor repulsivo – o preço de uma vida.

Marli Fernandes Almeida, 37 anos, pagou o preço. Agora, pretende processar a Secretaria Municipal de Saúde. Há três anos, iniciou um tratamento para combater a endometriose. O médico receitou o medicamento Gonapeptyl Depot 3,75 mg. Segundo reportagem publicada no Diário da Franca, o remédio ocasionou um quadro grave de osteoporose, “elevando a idade óssea da paciente para 70 anos”. Com uma filha pra cuidar, Marli falou sobre sua luta:

"Passei e estou passando por muitas dificuldades. Imagina você ter 37 anos e uma estrutura óssea de uma pessoa de 70 anos. Não é fácil. Não quero que o que aconteceu comigo se repita com outras pessoas. Por isso, preciso que a justiça apure a prescrição do medicamento Gonapeptyl Depot 3,75 mg, que é fornecido na farmácia de alto custo da Diretoria Regional de Saúde-8, pois ele pode provocar uma série de celeumas aos usuários. Além disso, acho que houve falhas nos exames feitos na Secretaria de Saúde e isso pode ocorrer com outras pessoas", afirmou.
Não tenho condições de avaliar a eficácia do medicamento ou checar cada informação da matéria jornalística, mas essa notícia nos alerta sobre um drama vivenciado por mulheres portadoras de endometriose que dependem da rede pública de saúde. Diante da história de Marli, faço algumas perguntas.

1. Se é difícil encontrar o tratamento adequado para a mulher com endometriose tendo um plano de saúde, qual é a situação das que dependem do sistema público?
2. Quantas mulheres sofrem dores e apresentam os sintomas da endometriose, mas nem sequer são diagnosticadas devido à falta de capacitação de profissionais de saúde na rede pública?
3. Sendo a endometriose um problema de saúde pública, há uma política eficaz do governo federal voltada à doença?

Sobre o item 2, é importante acrescentar que a técnica de diagnóstico desenvolvida para detectar a endometriose profunda (ver o texto Exame para detecção de endometriose profunda) tem sido negociada como uma moeda valiosa entre médicos. Os planos de saúde, em geral, não cobrem o custo desse exame. (Tenho dois planos de saúde e preciso pagar pelo exame!) Já médicos que se especializam, por sua vez, acabam estimulando um mercado de exames, com preços diferenciados, mas igualmente altos. Tais exames especializados surgiram entre pesquisadores médicos vinculados a universidades públicas brasileiras ou que desenvolveram estudos de mestrado e doutorado. Não há nada de errado em ganhar dinheiro com a medicina. É uma profissão como todas as outras, embora devesse prevalecer o senso de missão conduzido por uma ética médica. Mas se há dinheiro público (ou funcionários públicos) nessas pesquisas, é importante saber o que tem sido feito para expandir o acesso ao exame específico, incluindo a transferência de conhecimento para profissionais do SUS (Sistema Único de Saúde). É bom enfatizar que não se trata de transferência de tecnologia, pois o exame para detecção de endometriose profunda é feito com aparelhos convencionais de ultrassom. O diferencial do exame é a interpretação da imagem (portanto, o conhecimento especializado) e o preparo que a mulheres devem fazer. Quem está disposto a repartir o conhecimento e abraçar a missão da saúde pública? Certamente, a relação saúde pública/endometriose envolve muitas outras questões que precisam ser discutidas abertamente.

Para quem tem endometriose, a luta contra a doença é exaustiva e pode se tornar autocentrada. A dor atrai a atenção para o próprio corpo. Pode nos imobilizar para mudanças, pode nos calcificar em frustrações. No caso do sistema médico, a dor pode gerar fortunas. Mas há outros caminhos possíveis e necessários. A dor própria também nos coloca dentro da dor alheia. O sofrimento pode despertar o melhor de cada um, médico ou paciente. Marli cedeu sua foto, compartilhou sua perda, expôs sua indignação. Entre dores, ela encontrou forças. Ao se deparar com suas perdas, se envolveu em uma luta contra um grave problema de saúde pública – que é também um problema moral. E mesmo com a própria estrutura fragilizada, Marli olhou para longe de si. Ela abraçou uma causa mais ampla que pertence a todas nós, ao dizer: “Não quero que o que aconteceu comigo se repita com outras pessoas.”

sábado, 16 de abril de 2011

Mais poderoso que o Zoladex? Mais eficiente que o Mirena?




16 de abril de 2011

Acesse neste blog: Qual é o melhor remédio para endometriose?

No texto Remédio de Liláceas, falei mais sobre a cebola. Apesar de haver outra espécie da família das liláceas mais efetiva e surpreendentemente eficaz sobre a qual planejo falar, agora vou escrever sobre uma terceira lilácea: o alho. Em plena era da tecnologia e dos mais sofisticados laboratórios farmacêuticos, quem se dedicaria a falar de temperos que curam? De plantas capazes de alterar a química intracelular e renovar a vitalidade das células, beneficiando o organismo como um todo e aniquilando doenças? Para muitos, isso é conversa de curandeiro. Vendido a preço irrisório e impossível de ser patenteado, que cientista defenderia o poder medicinal do alho? Que acadêmico teria a coragem de provar que o alho é tão poderoso quanto um dos mais eficientes antibióticos?

No início do mês, um pesquisador de uma das mais importantes universidades do Brasil tornou público o resultado de sua investigação científica com duas espécies de alho. Paulo César Venâncio, professor de química do Colégio Técnico de Campinas (Cotil) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pesquisou as atividades antimicrobianas do alho comparando-o com o antibiótico amoxicilina. Em tempos de bactérias resistentes, quem é mais efetivo no combate a uma infecção – o alho ou o antibiótico? Em sua tese de doutorado defendida na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Unicamp e orientada pelo professor Francisco Carlos Groppo, Venâncio chegou a seguinte conclusão:

Os resultados mostraram que, depois de 24 horas, os dois alhos levaram a resultados muito parecidos aos da amoxicilina. [...] Os dois alhos, além da atividade direta sobre os microorganismos, ativariam o sistema imunológico. [...]

Para Venâncio, os médicos podem receitar o alho, mesmo que ainda queiram manter a prescrição do antibiótico para dimensionar os resultados. Diante das infecções hospitalares e resistências cada vez maiores ao antibiótico, o alho é apontado como um remédio barato e comprovadamente eficaz. E o mais importante: ativa o sistema imunológico e não tem os efeitos colaterais do antibiótico. Basta acrescentar que depois que se usa o antibiótico, mesmo por pouco tempo, a flora intestinal leva anos para se recompor, segundo pesquisa conduzida no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center de Nova York (Link) e outra feita na Suécia, publicada na revista Microbiology (Link).


Ainda não encontrei pesquisas que relacionam o alho à endometriose. Mas eu uso o alho para diminuir a inflamação, afastar a dor e fortalecer meu sistema imunológico. Funciona. Como disse, uma das hipóteses é que a endometriose seja resultado de uma falha do sistema imunológico. Não estou dizendo que o alho substitui o remédio convencional para endometriose. Mas que a pesquisa científica voltada à mulher deve buscar mais caminhos de investigação. Quem sabe um dia surgirá um cientista como esses da Unicamp para comprovar cientificamente que o alho (e um conjunto de mudanças no estilo de vida) é igual ao Zoladex, ou mais potente que o Mirena, mas sem seus terríveis efeitos colaterais.

Talvez a vida seja simples, mas talvez não estejamos mais prontos para aceitá-la na sua simplicidade. Isso exigiria muito de nós. Estamos tomados pela cegueira branca tecnologizada ou pelo autismo tecnicista, como bem nos alertou José Saramago e como nos adverte Jesús Martin-Barbero na sua proposta de uma cartografia libertadora. Quem escreverá no seu consultório essa nova cartografia da saúde? Acostumado com o mundo das pílulas mágicas, que paciente construirá um diálogo ativo com a vida, seu médico, a ciência e a fé para encontrar os caminhos que o levarão à cura? Caminhos, no plural.

Enquanto não há pesquisas científicas sobre alho e endometriose, não custa, com entusiasmo, acrescentar no cardápio um “suquinho” sugerido pelo doutor Venâncio:

Entusiasmado com os efeitos benéficos do alho, o autor enfatiza que qualquer pessoa pode fazer um extrato de alho, como inclusive mostra o site da Anvisa. Basta pegar um dente de alho que pesa cerca de 500mg (meio grama) triturá-lo, colocar a massa macerada em meia xícara de água e deixar por 20 minutos. Segundo ele, ao tomar o suco nas refeições, a pessoa está ingerindo um excelente antimicrobiano. “Fizemos um estudo que pudesse resultar em algo útil e com resultados práticos que podem prontamente ser utilizados pela população”, concluiu.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Para Ângela, de Portugal


13 de abril de 2011

Descobri hoje o seu blogue. Descobri à pouco tempo que tenho endometriose. Sempre tive dores no período, achava que eram normais (preparação para o parto, sinceramente penso que as do parto não serão muito diferentes), mas tomava a pílula e isso atenuava os efeitos, até porque é essa também uma forma de evitar a expansão da doença e mantê-la controlada. Como estou a pensar ter filhos, segui as recomendações médicas, seis meses antes de tentar engravidar! O problema foi que sem a pílula as dores foram piorando, não só pelo período, bem como durante todo o mês, que estou cheia de cólicas e gases! (poderá também ser stress) Penso que não estarei num estado tão avançado porque já fiz uma análise aos ovários e útero. Mas de facto, ninguém me sabe dizer mais nada, e cá ando eu a gemer, a fazer o que empricamente acho que devo fazer, ginástica, boa alimentação (como é talvez pouco) e algumas coisas erradas (tenho de pesquisar mais) e ouvir mais opiniões de quem realmente sofre, porque os médicos, não é nada com eles, ou é só quando estamos num estado lamentável! Não sabia do sol, sei a sua importância, mas sou tão caseirinha... vou hoje mesmo para a praia às 17h30 e 20minutos pelo menos lá estarei. Vou pedir exames aos factores que recomenda e continuar a ler os seus depoimentos. Não sou muito stressada, tento ser sempre calma, mas de facto tenho a mania de querer tudo direito, não necessariamente perfeito. Fico alarmada é com a relação com doenças auto-imunes, a minha mãe tinha e morreu com lúpus sistémico eritematoso. Nunca se queixava de dores no período, mas tinha grandes corrimentos (eu não, período normal, apenas o "muco" nos dias posteriores é castanho). Tenho medo de engravidar e desta forma se manifestar a doença. Tenho medo de não conseguir engravidar, sempre foi um sonho ser mãe... tive uma mãe exemplar, como não podia quer ser mãe? E por último fé :) Obrigada. Serei a sua mais fiel leitora. As melhoras. Ângela

Ângela, antes de tudo, muito obrigada por sua linda mensagem! Em meio à correria desses dias, pensei muito sobre que caminho profissional seguir. Seu e-mail me ajudou a ter uma certeza: preciso compartilhar o que tem acontecido comigo. Preciso falar. Não tenho dores, a endometriose está diminuindo, sinto-me bem. Tudo isso diante de um quadro de endometriose profunda.

Sei que não é fácil encontrar alternativas de tratamento. Mas posso dizer: é possível vencer a endometriose com uma vida saudável. Essa afirmação vem das experiências pessoais e das pesquisas científicas que tenho divulgado no blog. Por isso, faço questão de colocar os links para as pesquisas e artigos que divulgo. Mas pelo fato de eu manter meu anonimato, sei que a força do blog diminui. Colocar meu nome tornaria a realidade mais concreta.

Já tenho um caminho profissional definido, e gosto dele. Mas depois da endometriose tudo adquiriu outro significado. Junto de meu marido, tomei uma decisão. Quero fazer Medicina. Unir ideais de vida a um projeto profissional. Precisamos cultivar os sonhos e as missões pessoais. David Servan-Chreiber, o médico francês autor do livro Anticâncer, falou que para vencer a doença, entregou-se ao projeto do livro. Entregou-se com alegria a um sonho. Não teve medo de sonhar. Isso o ajudou a viver. Sonhar resignifica a vida!

O fato de minha saúde estar melhor é resultado da fé. Dizem que orar é abrir o coração a um Amigo. Sim, Ele nos ouve e nos dirige. Ele também une pessoas. Fico feliz por encontrar você nesse caminho de lutas, sonhos e conquistas que é a vida. Ore a Ele a cada dia.

O estilo de vida é determinante. É preciso mudar. Você tem uma conquista muito importante em sua vida: a calma. É preciso cultivar bons sentimentos e bons hábitos. Decidir ser feliz, decidir vivenciar a paz. É um aprendizado.

Ângela, se não foi detectada a endometriose avançada, os focos não devem estar grandes. Os exames falham para detectá-la. Mas depois do diagnóstico, a probabilidade de erro diminui. A endometriose nos coloca o desafio de equilibrar a vigilância com a tranquilidade. Esteja alerta, mas confie em Deus. Se seu médico não lhe dá a atenção necessária, troque de médico. Há bons médicos. Ao buscar informações e colocá-las em prática, compartilhe suas conquistas. Será muito bom pra todas nós! Você vai vencer e conquistar seus sonhos.


PS.: 1. É lindo o que disse: "tive uma mãe exemplar, como não podia quer ser mãe?"

2. Você mora perto da praia. Que delícia! O sol lhe fará muito bem.

sábado, 2 de abril de 2011

Clínicas de saúde

2 de abril de 2011
Há sete anos, minha mãe ficou doente. Antes de eu me envolver com minha luta pessoal contra a endometriose, precisei lutar por ela, minha mãe. Muitas consultas e exames, até que chegaram a um diagnóstico mais preciso. Foi uma grande luta pela sobrevivência. Hoje, ela está bem.

Naquela época, meu marido ganhou um prêmio num sorteio: quinze dias em uma clínica natural. Minha mãe estava se recuperando, e conseguimos transferir esse prêmio para ela. Nas duas semanas em que ficou na clínica, ela renovou a saúde e aprendeu mais sobre um estilo de vida saudável. Após dois anos, uma de minhas tias que teve câncer também ficou em outra clínica de saúde, depois do tratamento convencional.

Sabemos que precisamos mudar a alimentação, mas como mudar? O que comer? Como incorporar novos hábitos saudáveis? A leitura ajuda muito a adquirir o conhecimento correto. Essa tem sido a minha opção: ler. Mudar não é simples. Perseverar não é mágico. Saber que precisamos de mudança não é a mesma coisa que saber como e de que forma faremos a mudança. Adotar um novo estilo de vida saudável é uma ciência.

Nunca fiz tratamentos nessas clínicas de saúde, mas usei o serviço de hotelaria de uma delas por conta de um trabalho que estava realizando na região. Nessa ocasião, conversei com uma jovem jornalista do jornal o Estado de S. Paulo que estava, junto de sua mãe, fazendo os tratamentos de saúde. Ela falou sobre o stress de sua atividade jornalística. No café da manhã, em meio a um cardápio totalmente diferenciado, saudável e delicioso, conversei com um médico pediatra aposentado pela Universidade de São Paulo (USP) e sua esposa, uma enfermeira. Todos estavam ali em busca da renovação da saúde.

Não são spas, são clínicas de saúde. Para quem deseja iniciar uma nova vida, refazer as forças, fortalecer o organismo e aprender sobre a ciência da saúde no dia a dia, é uma ótima opção. A filosofia de saúde dessas clínicas vem dos Estados Unidos. Um dos maiores centros de inspiração é a Universidade de Loma Linda, na Califórnia, a meio caminho entre Palm Spring e Los Angeles. Segundo a revista National Geographic Brasil (Ano 6, Nº 68, Novembro de 2005, p.70-75), a reforma de saúde desenvolvida ali começou no século 19 com pesquisas empreendidas por John Harvey Kellogg (que mais tarde fundou a fábrica de cereais) e Ellen G. White, entre outros. Um estudo concluiu que as pessoas que adotam o estilo de vida de Loma Linda vivem em média quatro a dez anos mais que o californiano médio. Entre os entrevistados está Marge Jetton, uma adventista super bem-humorada, que aos 101 anos, dirigia seu Cadillac Seville lilás para fazer trabalhos voluntários em um asilo de “velhinhos”. A National Geograph relata: “Deus talvez tenha a ver com a vitalidade de Marge e talvez não tenha; mas a religião [que propaga hábitos saudáveis] dela decerto tem.” Há uma reportagem feita por Ana Paula Padrão em Loma Linda (http://www.youtube.com/watch?v=2PYfrvaQ36w). Muito interessante.

No Brasil, as clínicas de saúde que seguem a filosofia de Loma Linda estão localizadas no estado de São Paulo. Há sites dessas clínicas que também oferecem alguma informação sobre saúde. As clínicas que conheço são: 1. Clínica Vida Natural – Fica em São Roque, SP. Tem horta orgânica, canteiro de ervas medicinais, vários tratamentos. 2. Centro de Vida Saudável (Cevisa) – Fica em Engenheiro Coelho, SP. 3. Retiro de Recuperação da Saúde – Fica em Jarinú, SP. É mais simples, mas falam muito bem dessa clínica. 4. Clínica Retiro - Centro de tratamentos naturais – Fica em Itapecerica da Serra, em São Paulo. É um lugar muito simples. Mas para quem mora em São Paulo capital, pode ser uma alternativa.

A única observação que faço sobre essas clínicas é a respeito do preço. Em 2008, quando mandei um e-mail para uma das clínicas, fui informada que um pacote individual de 21 dias estava por volta de $ 5.000 reais. Concordo que há gastos altos para manter o serviço diferenciado, mas acho que deveriam oferecer também alternativas para pessoas sem poder aquisitivo. Deveriam se empenhar em ampliar o acesso da população aos tratamentos que oferecem e à informação de saúde. Quantas pessoas conhecem essas clínicas? Quantas já tiveram acesso a esses tratamentos tão revolucionários para a saúde? Quantas têm, ao menos, informações sobre elas e os princípios de saúde que defendem? Mais do que um conceito ou uma ciência, saúde é missão - uma missão sagrada.