segunda-feira, 30 de julho de 2012

Ser mãe


31 de julho de 2012

Chegamos em casa e nos abraçamos. Queríamos um filho? Sem habituais listas de racionalizações e desobrigados, consentimos.

Tinha-me por infértil. Jamais pensei que nasci também para ser mãe. De certa forma, ainda sou a endometriose. Eu me imponho determinada contra o seu avanço, sem permitir que domine meu corpo. Mas quanto à ausência de uma filha ou filho, ela se agiganta, eu me resigno. Sonho um pouco, às vezes, como quando escrevi o texto sobre o dia do nascimento de Cristo (A Canção das Crianças) ou sobre a Terra Prometida.
 
No dia de Corpus Christis, desatenta a qualquer tradição, senti uma felicidade incontrolável. Nos dias que se sucederam, uma felicidade incontida. Meus seios estavam sensíveis. O inchaço abdominal começou a diminuir, como nunca havia ocorrido antes. A endometriose parecia retroceder sem eu ter que lutar titanicamente. Ela estaria se afastando? Assim como tem sido meu tratamento, o último golpe não viria por meio da incisão ou da química agressiva dos remédios, mas pelo maior de todos os milagres – um bebê que cresce e se forma dentro de mim? O espaço meu, agora seria dele?

Não, não estava grávida. A tentativa, um único não, dor intensa. Eu chorei. Recuperada do abalo à esperança, escrevo exatamente porque estou entregue a ela. É possível superar a endometriose. É possível ser mãe. Uma querida amiga me enviou uma matéria, escrita pela jornalista Cláudia Collucci, publicada no jornal Folha de S. Paulo, sobre a gravidez de uma mulher que tinha endometriose profunda, falência ovariana, aderências, aderências na trompa. Depois de muitas tentativas, engravidou. A segunda gravidez foi natural (Assinantes). “Quem dá a vida é Deus [...]. Tenho tido casos [de casais inférteis] tão esdrúxulos que engravidam e casos tão claros de que medicina vai resolver e não resolve, que cada vez mais acredito nisso”, diz o ginecologista Artur Dzik, diretor do Serviço de Esterilidade Conjugal do Hospital Pérola Byington. (Assinantes)

Sim, uma mulher com endometriose profunda pode gerar uma criança. Há duas semanas, fui a uma igreja num sábado. Encontrei uma amiga de 39 anos que tentou engravidar durante cinco anos. Agora está grávida de quatro meses. Ela tem miomas e ovário policístico. Ela me falou de Rose, que frequenta a mesma igreja. Ela tem endometriose profunda, trompas obstruídas. Há três meses, engravidou. Ela mora nesta cidade, é amiga de meus amigos, tem endometriose em estágio avançado e engravidou naturalmente.

Lembrei-me de dois casos interessantes. Duas professoras de importantes universidades públicas, inférteis devido à endometriose, engravidaram. Uma delas, eu conheço bem. A outra professora, conheci no intervalo de uma palestra há uns quatro meses. De maneira inusitada, a conversa tomou um rumo muito próximo para duas desconhecidas. Contei que tenho endometriose; ela me contou que teve também endometriose no intestino. Essas duas mulheres não se conhecem, apesar das semelhanças no nome, na carreira, na luta contra a endometriose, na superação da infertilidade, no número de filhos que tiveram (dois filhos), na personalidade – são mulheres determinadas. Por não haver rostos ou nomes e ser inusitado, o relato dessa história parece improvável. Mas, é real. A vida reserva surpresas, como disse minha amiga Michele. Histórias, com formas anônimas, que se conectam sem que suas protagonistas agraciadas sequer imaginem a amplitude do que as envolveu. Imensidade.  (Parágrafo inserido no dia 6 de agosto).

Superei a endometriose. Poderia superar a infertilidade, o terreno arenoso que ameaça me definir internamente? Na semana passada, a jornalista Ana Paula Padrão, que tem endometriose, deu uma entrevista e falou sobre suas tentativas para engravidar (Veja). Fez quatro fertilizações in vitro (FIV). Engravidou e perdeu o bebê com três meses de gestação. Posso imaginar um pouco dessa dor. Apesar de ter decidido com meu marido não recorrer à FIV, eu senti a dor de um desejo maternal não concretizado, e foi quase intolerável. Ninguém sabe ao certo o que pode acarretar a expectativa sucessiva e frustrada por uma gravidez, a dor da interrupção, a vida fragilizada nas mãos de mercadores da saúde, a esperança jogada num tabuleiro médico qualquer, a troca inacreditável entre dinheiro e um filho. Quanto custa para implantar um filho? Quanto custa para desimplantar a dor?

Não há desfechos felizes se felicidade significa apenas ter um filho. Mas certamente há felicidade nos enredos que fogem à definição única. É amplo e sem divisas, vai além dos vínculos de sangue. Recentemente, Ana Paula Padrão reuniu mulheres de todo mundo em um palco de relatos com desdobramentos imprevisíveis e libertários. Dezenas de mulheres contaram histórias até então silenciadas ou pouco conhecidas. Essas histórias encontraram outras escritas. Ampla luminosidade riscando a escuridão.

Em meio a atividades profissionais, conheci a história de Norma Nashed, uma palestina, cidadã do mundo. O pai morreu quando ela estava com oito anos. Para cuidar dos sete filhos, a mãe passou a costurar à noite. Ficou cega. Ela foi adotada por missionários. Estudou, formou-se e conseguiu um bom emprego. Trocou seu emprego por um trabalho em uma organização humanitária religiosa. Teve um câncer. Sem marido, sem filhos, na luta contra o câncer, decidiu abraçar um ideal. Largou novamente o emprego e, sem muitos recursos, fundou a Restore a Child. Hoje, a ONG atende a crianças em 13 países, com projetos de moradia, educação, saúde, agricultura e sustentabilidade ambiental. Em uma entrevista, ao lhe perguntarem onde encontra forças para fazer seu trabalho, Norma respondeu:

“Quando tive câncer e estava em tratamento, todos ao meu redor me perguntavam: ‘Como você pode estar tão feliz?’ Um ano antes, havia reconsagrado minha vida a Deus, e Ele me dera paz. O câncer acabou sendo uma bênção, porque me aproximou ainda mais de Deus. Coloquei minha confiança nEle. Eu não questionei a Deus ou chorei, nem mesmo uma vez. Sabia que se Ele estivesse comigo, tudo o que Ele havia posto em meu caminho seria para cumprir Seu plano. Eu não fazia ideia de qual era o propósito, mas agora sei: foi este ministério. Concentrei-me nestas crianças, e não em mim, e Deus me deu forças. A paz e a alegria que tenho é interna. Eu não posso expressá-la. Você tem que ter esse relacionamento com Deus para experimentá-la. Eu realmente acredito que ‘todas as coisas cooperam para o bem’”.

Sei que posso superar a endometriose, sei que você pode superar a endometriose. Sei que você pode ficar grávida, a despeito das sentenças médicas. Sei que eu poderia ficar grávida, mas não posso dizer que ficarei. Não posso afirmar que você realizará esse sonho. Há mulheres que não engravidam. Podemos e devemos fazer tudo que está ao nosso alcance para conquistar um sonho cuidadosamente projetado, mas o resultado final não deve nos fazer menores ou mais especiais aos olhos de ninguém. Principalmente, aos nossos olhos. Não é o que conquistamos que nos torna especiais, mas é a celebração da vida que nos diferencia, independentemente do que ela nos oferece.

A fertilidade é amplidão.


PS.: Este é o meu último texto para os próximos meses. Preciso finalizar um projeto profissional. Espero voltar a escrever o quanto antes.


Assista ao vídeo abaixo com definição superior no Vimeo: http://vimeo.com/40802206




Meu tratamento contra a endometriose, em linhas gerais:








Especialista em endometriose no Rio de Janeiro


 4 de setembro de 2012


Recebi a mensagem abaixo da Dri.  Se alguma leitora souber de um médico especialista em videolaparoscopia que atende pelo plano de saúde no Rio de Janeiro, por favor, envie um comentário para este blog. 


 Tenho 33 anos, não tenho filhos. Descobri que tenho endometriose profunda há 10 meses, depois de anos de sofrimento. Desde então vivo buscando especialistas. Gostaria de saber se tem algum especialista que faz videolaparoscopia pelo plano de saúde no Rio de Janeiro.

Recebi a mensagem abaixo, enviada por Jacqueline Rangel. Se alguma leitora souber de um médico especialista em endometriose no Rio de Janeiro (que faz o Doppler colorido com preparo para endometriose), por favor, envie um comentário para este blog.

Jacqueline, envie-me seu e-mail pelo espaço de comentários. Posso lhe passar um e-mail com o contato de alguém que, talvez, possa ajudá-la.

Estou com suspeita de endometriose, a história é bem longa, a dois anos venho tendo alterações, e a três anos tenatando engravidar e nada, fiz diversos exames todos ok,conforme a legião de ginecologistas que recorri, agora numa nova tentativa com Dr. Silvio Rios da clínica CEGIR, ele me informou que não aceita que eu não tenha nada, que ele vai investigar Endometriose, Fiz ressonância de pelve no ano passado, não apontou nada, agora numa Tomografia para pesquisar um cálculo renal apareceu um foco hipodenso na região anexial direita (Ovário), diante disso, ele me pediu exames para serem realizados no período da menstruação, ou seja ínicio de agosto, tenho muitas dúvidas, preciso fazer esses exames com um especialista, o problema é encontrá-lo. Onde posso fazer Ultrasom com doppler colorido com preparo para endometriose no Rj. Estou procurando na Net, e só vejo as meninas informando que fazem esse exame para detectar, mas não falam onde e com quem. Estou muito aflita, mas confiante.



Veja também o texto Exame para detecção de endometriose profunda, publicado neste blog. Muitas mulheres já enviaram sugestões de médicos especialistas em endometriose, em diferentes Estados. 



Conheça meu novo blog: Beith Lehem, A Casa do Pão.

Acesse neste blog: Eu venci a endometriose.



domingo, 15 de julho de 2012

Para Alessandra Onodera

15 de julho de 2012
Olá, Alessandra:


A leitora Sheila enviou um comentário para você. Se mais alguém tiver informações sobre a questão colocada por Sheila, envie um comentário para este blog. Esta é a mensagem de Sheila:

Olá Alessandra, li sua postagem e talvez possa me ajudar com uma informação...Em novembro 2011, operei de endo profunda mas tive várias complicações e uma delas é que minha bexiga ficou preguiçosa e preciso de sonda para urinar. Já faz 8 meses e não voltou a funcionar. Pergunte a opinião do seu marido se a bexiga voltará a funcionar...Abs sheila 





segunda-feira, 9 de julho de 2012

Respostas aos Comentários - II

9 de julho de 2012

Leia também o texto "Parasitose e endometriose" publicado neste blog.

Ola, tenho 35 anos e descobri a endometriose profunda ha 3 meses. Ha 3 anos tento engravidar, ja engravidei naturalmente 2 vezes mas abortei espontaneamente,isso ja faz 2 anos. Depois nao consegui mais engravidar aí fiz fertilizacao in vitro e nao deu certo, transferi embrios congelados tbm nao deu certo. Depois disto tudo fiz o transvaginal com preparo intestinal, no qual descobri a endometriose no intestino. Meu medico disse que eu teria que fazer uma cirurgia e tirar um pedaco do intestino, antes de fazer outro tratamento para engravidar. Achei a cirurgia muito complicada e decidi nao fazer e nao tentar mais engravidar. É muito sofrimento junto. Nao estou tomando nenhum remedio ate daqui a 3 meses, quando voltarei ao medico e ai comecarei um tratamento. Estou tentando mudar minha alimentacao e leio suas experiencias aqui. Gostaria de agradecer sua disposicao em compartilhar sua experiencia e suas pesquisas neste blog. Sinto voce como uma amiga, pq só quem tem a doenca sabe o que isto significa. Um grande abraco!  
Comentário enviado para o texto Nas noites frias de inverno
Anônimo
em 06/07/12

Tenho 35 anos também. Descobri a endometriose profunda há mais tempo. O médico também disse que eu teria de retirar um segmento do intestino. Talvez esse médico seja o mesmo que a atendeu. Sobre a experiência de tentar ser mãe, eu passei por essa expectativa recentemente. Foi apenas uma tentativa sem proteção, mas pensei que pudesse estar grávida. Desejei tanto estar grávida. Fiquei em função desse sentimento intenso. Criei expectativas, mesmo sabendo que uma mulher sem endometriose teria dificuldades para engravidar na primeira tentativa. Sei que não faz sentido minha expectativa, mas o fato de não ter engravidado se somou ao diagnóstico da endometriose profunda. Senti uma dor imensa. Não foi nada fácil. Isso coincidiu com o nascimento de um bebê na família, a gravidez de amigas e os comentários de quem não entende o que se passa com a gente. Depois de uma tempestade emocional, agora estou melhor.
Tenho absoluta certeza de que a mudança de estilo de vida é essencial para recuperar o organismo e nos dar saúde. É o ponto central de nossa recuperação. Mas não sei se com a mudança de estilo de vida eu ficaria grávida ou não, pois descobri a endometriose em estágio muito avançado. A endometriose diminuiu. A endometriose do intestino também diminuiu. Mas será que a mudança de estilo de vida além de combater a endometriose também possibilitaria uma gravidez? Não sei. Mas posso lhe dizer que minha nova alimentação tem feito muito bem para mim. Fazer exercícios físicos diariamente tem me ajudado muito. Essas mudanças têm sido fundamentais. Talvez eu consiga engravidar, talvez não. Decidimos não tentar, por enquanto. Talvez adotemos uma criança futuramente. A geração de uma criança é o maior de todos os milagres. Mas nós somos – você é – também esse milagre. Recebemos a vida e podemos doar vida de maneiras diversas, quem sabe gerando ainda um filho (conheço histórias de mulheres com endometriose profunda que engravidaram), quem sabe ajudando a quem não pode gerar uma criança (com a superação emocional e física da endometriose, mesmo que isso não resulte em uma gravidez, mas resulte em saúde, em superação, em alegria, sem sermos reféns de tempestades emocionais, como a que vivenciei esses dias), quem sabe acolhendo quem foi gerado, construindo uma nova história, com outros sonhos e muitas realizações.
Minha querida amiga, desejo um ótimo tratamento. Se tiver dúvidas, escreva quando precisar. Siga firme nas pesquisas sobre um novo estilo de vida. Com muito carinho.   



Boa noite. Gostaria de relatar, que faço controle da endometriose a vários anos, suspendendo com uso de contraceptivo. Desde janeiro de 2012, cortei radicalmente o consumo de alimentos açucarados da minha dieta. Em maio de 2012, suspendi o anti-concepcional e menstruei em junho. E quem diria foi inacreditável... Sem aquelas cólicas horríveis e sem inchaço abdominal, graças a deus. Agora creio que o açucar pode ser o mal pra muitas doenças. Abraço.fabiana
Comentário enviado para o texto Açúcar e endometriose
Em 02/07/12

Olá, Fabiana. Parabéns pela sua força de vontade! Deixar os doces é um desafio enorme. Eu sempre troquei refeições por doces. Era dependente do açúcar. Eu e meu marido fomos nos conscientizando aos poucos. O açúcar, no entanto, é um “alimento” para a endometriose, além de ser a causa de muitas outras doenças. Depois de várias substituições e novas receitas saborosas (mas saudáveis), eu não utilizo nem mesmo o açúcar mascavo. Apenas o mel, em pouca quantidade. No entanto, quando iniciei as mudanças, mesmo tendo tirado o açúcar de minha dieta, os focos ainda cresciam um pouco. Por isso, retirar o açúcar da alimentação é essencial, mas penso que pode não ser suficiente. Foi necessário incluir vegetais, frutas, legumes e muitos nutrientes no cardápio. Também comecei a fazer exercícios físicos diariamente e faço uso da fitoterapia. Além disso, combater o estresse é muito importante. Quanto ao anticoncepcional, ele também me fez muito, muito mal. Antes de descobrir a endometriose, eu utilizei por um ano o Yasmin. Um veneno para o meu organismo. Não utilizo mais anticoncepcionais.
Mas a endometriose nos engana. Podemos não sentir sintoma algum, mas os focos crescem rapidamente. Por isso, é importante ter acompanhamento médico constante, acompanhar o tamanho dos focos e fazer as mudanças na alimentação e no estilo de vida, em geral. Nesse contexto, retirar o açúcar da alimentação, como você fez de forma corajosa e convicta, é essencial.
Um grande abraço!  

Sinto dores fortíssimas na menstruação e tenho cada vez mais dores na relação e não consigo engravidar. Finalmente encontrei um médico disposto a me ajudar, já fiz vários exames de sangue e nada foi detectado agora ele e me passou este exame: ultrassom transvaginal com doppler. Gostaria de saber se o exame é eficaz em diagnosticar endometriose? Estou desesperada ..Obrigada
Comentário enviado para o texto A luta de Marli
em 01/07/12

Olá! Muitos médicos dizem que o único método de diagnóstico confiável é a laparoscopia. Outros também indicam a ressonância magnética. Há médicos que pedem a tomografia, um exame que por si só pode contribuir com o desenvolvimento da endometriose (Veja o texto). No entanto, médicos da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um exame que detecta a endometriose (inclusive a profunda) utilizando o ultrassom transvaginal com Doppler. Essa equipe, inclusive, treina outros médicos para fazer esse exame. Por isso, o diagnóstico eficaz por meio desse exame vai depender de um ponto fundamental: se o médico tem treinamento ou não. Se ele tem essa especialização, fique tranquila, ele vai conseguir diagnosticar a endometriose com esse método não invasivo. Fiz esse exame, com um médico especializado, e tive o diagnóstico de endometriose profunda. Basta citar que antes, mesmo tendo sido submetida a uma cirurgia aberta para retirada do ovário direito, a médica sem treinamento não tinha visto a endometriose no intestino. Quando fiz o transvaginal com Doppler, recebi o diagnóstico correto. Portanto, certifique-se se de que seu médico tem essa especialização. Se não tiver, ele pode não conseguir identificar os focos. É importante mencionar também que os planos de saúde não cobrem esse exame (tenho dois planos de saúde). O exame é particular, caro, oferecido por diferentes médicos a um custo diferente. Como já escrevi, creio que se o exame foi desenvolvido por pesquisadores de uma universidade pública, imagino que médicos do serviço público estejam recebendo treinamento gratuito. Imagino também que esses médicos têm lutado muito para estender esse exame para o maior número possível de mulheres, compartilhando a técnica com outros médicos comprometidos com a saúde pública, atuantes em outras universidades e hospitais universitários brasileiros. Sendo assim, talvez muitas mulheres estejam sendo beneficiadas gratuitamente por um exame que não requer uma tecnologia avançada, mas um conhecimento de interpretação de imagens e preparo intestinal específico. Quero crer que isso esteja sendo feito, pois trata-se de um exame que requer informação especializada, não uma tecnologia inacessível. Quanto custa a informação? O que é necessário para que ela se torne acessível e ajude a combater a dor que a endometriose nos traz? O verdadeiro conhecimento não beneficia a poucos, mas revoluciona a vida de muitos. O verdadeiro conhecimento é acessível e se faz com generosidade e missão.
Obrigada pela sua pergunta. Se tiver alguma dúvida, me escreva.
Um abraço!

Olá, minha amiga! Torço para que esteja muito bem. Que texto mais lindo o seu sobre sopa, aliás, a sopa. Sem dúvida, ela não pode faltar à mesa. Aproveito a oportunidade para lhe perguntar se você tem alguma informação sobre o aipim (mandioca), o cara e o inhame. Gosto muito de introduzi-los nas minhas refeições. Será que estou correndo algum risco? Já li algo sobre eles, mas não consigo mais encontrar o texto. São tantas informações que, mesmo apesar das minhas anotações, sempre escapa algo. Mais uma vez, obrigada pela sua enorme atenção e respeito. E pelos textos cheios de vida. Um beijo carinhoso! Michele.
Comentário enviado para o texto Nas noites frias de inverno
Anônimo
em 29/06/12

Oi, Michele! Que alegria receber sua mensagem. Se você pudesse conhecer quem fez a sopa, perceberia que meu texto apenas tenta retratar a atitude afetuosa única. A gente se nutre com a admiração, mas como expressá-la em palavras? Você expressa muito bem e me sinto muito feliz em ler o que escreve.   
Sobre sua pergunta, eu utilizo os alimentos que você citou, mas não faço uso com muita frequência. Como procuro variar bem a alimentação, acabo não comendo muito de um mesmo alimento (com exceção do alho, limão etc). Li sobre pesquisas que afirmam que o cara e o inhame fazem bem para a saúde da mulher. O cará japonês, inclusive, é utilizado para obtenção do hormônio progesterona, que serve de um tratamento alternativo para mulheres com endometriose (tratamento proposto pelo médico John Lee. Eu até procurei uma médica que me receitou essa progesterona, mas eu não utilizei, pois apesar da oferta de um produto supostamente menos agressivo, ele era feito a base de parabeno. Uma substância que contribui com o avanço da endometriose). O que eu procuro evitar mesmo é o consumo de batatas, devido ao acúmulo de agrotóxico (quando consumo, prefiro as orgânicas), excesso de amido (por esse motivo, os tubérculos, como a mandioca e outros, devem ser consumidos com moderação) e baixa composição nutricional (Além disso, antes, eu comia muita batata – frita, na forma de purê – e acabava não comendo outras variedades de nutrientes importantes, presente em legumes e verduras).
Um grande abraço, minha amiga!

Olá, parabéns pelo blog e as informações importantes que você compartilha. Estou na luta com os sintomas da endometriose a quase 5 anos e agora está profunda. Comecei a ter os sintomas 1 ano após o nascimento do meu filho mais novo e me submeti a uma laqueadura e muito me leva a crer que foi um dos fatores que desencadeou esse processo. Já passei por 3 médicos e agora acho que encontrei o caminho certo. Sei que vou necessitar de uma ou mais cirugias pela viodelaparoscopia, por estar com a bexiga repleta da focos e o ureter também com foco. Fiz a minha primeira cirurgia a dois anos pois estava com o ovário direito colado no útero e sentia dores horríveis. Realmente após mudar muitas coisas na minha vida como alimentação e inclusão de tratamento de acupuntura, que tenho o privilégio do meu marido ser acupunturista e assim pude melhor as dores em uns 60%. Mas ainda sofro com dores no período pós mestruação para fazer xixi e sofro de recorrentes infecções na bexiga. Realmente o caminho não é fácil, pois muita gente não conhece essa doença e muitas vezes até duvida da dor que sentimos, essa que não é nada fácil sentir e ainda ser mãe, mulher, funcionária, tudo que a sociedade acaba cobrando e muitas vezes não temos nem vontade de acordar e muito menos fazer qualquer coisa. Minha vida mudou muito depois da endometriose, mas aos poucos estou superando, e a acupuntura e a alimentação acho que foram fundamentais. Hoje vendo seu blog acho que só está me faltando arrumar um pouco mais de tempo para as atividades físicas e que resolvi encarar hoje como a próxima meta nessa luta. Estou no processo de fazer exames para cirurgia e confiante que as coisas irão melhorar, por indicação do meu segundo médico fui até o HC-SP, que agora atende a convênios e lá conheci um médico que atende no HU-USP no setor de endometriose e consegui um encaminhamento para o tratamento e cirurgia lá mesmo. Não sei se é fácil conseguir atendimento lá sem encaminhamento, mas até o momento estou confiante que agora estou nas mãos certas. Fica aqui a minha dica para quem tiver a possibilidade de fazer acupuntura, pode te proporcionar uma grande melhora e qualidade de vida.
Agradeço a sua dedicação e informações super úteis e com certeza agora vou sempre acessar para ver se temos mais informações e poder ajudar de alguma forma.
Comentário enviado para o texto Como superei a endometriose – Parte III 
Alessandra Onodera
em 28/06/12

Olá, Andressa:
Obrigada por compartilhar sua experiência. É uma experiência de superação, pois você tem vencido a dor por meio da transformação de seu estilo de vida. Sua história serve de estímulo para todas nós. A cada dia, com suas mudanças, você ficará ainda melhor. Eu não tenho endometriose na bexiga, segundo os exames. Mas às vezes sinto queimações. Isso ocorre principalmente quando tomo pouca água e como refeições com muito sódio (com tempero pronto em ocasiões em que tenho de comer em restaurante ou com um pouco mais de sal em receitas que eu mesma preparo). Uma das coisas que faço é tomar muita água. Não tomo líquido junto com as refeições, mas se sinto que iniciou a queimação, eu tomo água. De manhã, eu tomo dois copos de água e um limão espremido. Durante o dia, eu tomo vários copos de água. Suco de maçã (sem açúcar, na centrífuga ou no liquidificador com água) também ajuda. Além disso, o uso de alho e cebola funciona como um antibiótico diário, sem efeitos colaterais. Também conheço uma pessoa que utiliza, com sucesso, a planta panaceia (Solanum cernuum) para combater as infecções, pois tem uma importante ação diurética.
Os exercícios físicos são um remédio muito valioso. Eles combatem o excesso de estrógeno de maneira imediata, além de combater a glicose, melhorar as emoções, entre tantos outros benefícios. Obrigada por compartilhar também como está sendo seu tratamento. Isso beneficiará muitas mulheres. Escreva para contar os benefícios que você tem sentido com os exercícios físicos.
Agradeço suas palavras carinhosas. Desejo sucesso em seu tratamento!!


Fiz minha cirurgia de endometriose com o Dr. Ricardo Pereira há mais ou menos 4 anos e ele foi o anjo que devolveu a minha vida. Alé de um excelente profissional é extremamente humano e além de me livrar das muitas dores que sentia antes da cirurgia ele me deu a coisa que mais amo nessa vida, minha linda filha que hoje tem 1 ano e 8 meses e que não existiria se não fosse por ele e sua equipe, pois muitos médicos, inclusive de renome, me desenganaram, só ele aceitou me operar. Foi uma cirurgia dif[icil, durou 9 horas e cinco dias de recuperação no hospital, mais 30 dias em casa, mas hoje me sinto ótima. Também busquei uma grande mudança em meu estilo de vida e em meu psicológico, e acho que isso contribuiu muito para o sucesso da cura alcançada.
Anônimo
em 28/06/12
Agradeço por compartilhar sua história e muitos desafios e de grande superação! Fico feliz por você ter mudado seu estilo de vida. Também acho de fundamental importância o que você destacou – o psicológico. As mudanças precisam ser físicas, mas também devem ser emocionais. A mente impacta o corpo. O estresse e outros sentimentos alteram a química do organismo e desencadeiam processos inflamatórios. A endometriose é uma inflamação. Por isso, é importante refazer as emoções. Mesmo para fazer as mudanças na alimentação e no estilo de vida, estar psicologicamente bem é fundamental. Se estivermos tristes e desanimadas, nervosas e enfraquecidas, como teremos forças suficientes para mudar o cardápio e acreditar nos benefícios de uma vida saudável? O desânimo precisa ser vencido. Precisamos ter ideais, esperança, fazer planos, sonhar e colocar em ação novos objetivos, descobrir e construir uma vida com significado. Com certeza, como você disse, sua “grande mudança no estilo de vida e no psicológico” foram fundamentais. Obrigada por escrever! Um grande abraço.

Olá! Meu nome é Márcia e sou portadora de endometriose profunda. Tenho 44 anos. Retirei o útero em maio de 2010 e após a cirurgia tive sangramento durante 21 dias. Operei com uma médica ginecologista. Que arrependimento!!! Tive várias complicações. Após ressonância magnética, descobri que tenho endometriose profunda. Meu intestino está comprometido, como consta também na colonoscopia que fiz, parte do reto, bexiga e etc. Fiz tratamento com a vacina zoladex 3.6 durante 6 meses e confesso que a dor sumiu. Tenho muito gases, estou inchada (estou pesando 90 quilos), tenho uma barriga enorme (vive inchada) e o transtorno do humor. Mudo com muita facilidade. Faço uso contínuo do anticoncepcional cerazette a mais de 10 anos e continuo usando mesmo após a cirurgia, pois permaneci com meus ovários. O médico que me acompanha não quer me operar. Procurei opinião de outros e permanecem com a mesma ideia. Vou levar meu diagnóstico para médicos cirurgiões avaliarem. Graças a Deus estou viva e superando dia a dia esse problema. Estou disposta a mudar minha alimentação e praticar esporte (depois que meu pé fraturado melhorar). Não desistam!!! Vocês não são as únicas. Deus tem um plano na vida de cada um. Abraços!!!!
Comentário enviado para o texto Como superei a endometriose – Parte II

Oi, Márcia. Também sinto que não deveria ter perdido meu ovário direito. Outro médico me disse que talvez não precisaria ter retirado o ovário. Mas eu tinha tão pouco conhecimento e estava tão assustada, que aceitei a cirurgia. Quando me lembro disso, também me lembro do que já foi falado – “mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo [...]” (Filipenses 3:13). Foi escrito por um judeu romano, que possivelmente tinha uma doença crônica, há milhares de anos, num contexto religioso, com um objetivo diferente, pois ele buscava a soberana vocação de Deus e de modo surpreendente a tinha encontrado. Mas me serve de força, a força que preciso para prosseguir. Graças a Deus você está viva! Há tanto tempo você está lutando contra essa doença, mas tem procurado a cura. Você é uma vitoriosa. Com as mudanças que fiz na alimentação e com os exercícios físicos, eu melhorei muito mesmo. A endometriose diminuiu. Mesmo que seja difícil no início, busque fazer exercícios físicos diariamente. Isso é um grande remédio e ajudará muito na sua recuperação. Tem um médico Paulo Farber, com doutorado pela USP, que conseguiu emagrecer com mudança de estilo de vida. Embora eu faça uma dieta diferente da dele (ele come carne, eu não como mais; entre outras diferenças), acho a convicção que ele adquiriu sobre estilo de vida impressionante (Veja o texto). Além disso, se você tiver condições, veja se interessa ir a uma clínica de saúde (Veja o texto). Nem sempre é fácil fazer as mudanças, e eles podem ajudá-la nesse começo.
Márcia, o organismo tem uma capacidade de recuperação extraordinária. Com a mudança de estilo de vida, você ficará realmente melhor, será possível vencer a endometriose (apesar de ela ser uma doença crônica) e viver uma vida normal, mesmo com a endometriose profunda.
Estarei pensando em você! Desejo sucesso nas consultas e no seu caminho de cura. Você trouxe uma mensagem de força e confiança para todas nós! Obrigada!!
Com carinho!

Minha receita contra a endometriose, em linhas gerais:








Parasitose e endometriose

9 de julho de 2012
Existe uma associação entre câncer e parasitose. Embora a medicina aliada à indústria farmacêutica não esteja muito interessada nesse fato, sabe-se que combatendo os vermes – o que requer pouco dinheiro –, combate-se doenças crônicas que demandam tratamentos caros.

A endometriose poderia apresentar também uma associação com parasitas? No meu caso, quando fui diagnosticada com endometriose, descobri que estava com vermes. O exame de fezes detectou a verminose e o de sangue apontou eosinofilia alta. Os eosinófilos são detectados pelo exame de sangue normal. Em geral, quando estão altos, os médicos pensam em alergia. Mas nem sempre mencionam que é sinal sugestivo de verminose.

Li um texto escrito pela jornalista Sônia Hirsch que cita de passagem uma pesquisa de uma médica canadense, Hulda Clark, que associa a endometriose à verminose. É verdade que somos compostos por milhões de micro-organismos, mas a associação entre parasitose e endometriose consistiria realmente em uma hipótese provável?

Um dos maiores especialistas em endometriose no Brasil, com grande destaque internacional, o médico pesquisador Maurício Abrão, da Universidade de São Paulo (USP), certa vez operou uma de suas pacientes para retirar a endometriose do intestino. Além de endometriose, ele e sua equipe encontraram vermes. Dentro da lesão de endometriose no sigmóide havia ovos de Schistosoma mansoni. Embora descrevam o fato como sendo raro, a conclusão que os médicos chegaram foi: “Endometriose e esquistossomose podem estar presente simultaneamente em pacientes com sintomas intestinais e dor pélvica.” O estudo foi publicado na revista Fertility and Sterility (Volume 85, n. 4 , p. 1060. 2006). 

O Dr. Abrão não foi o único a relatar a associação entre endometriose e parasitose. Pesquisadores chineses encontram ovos de schistosoma mansoni no ovário, em focos de endometriose. No local, havia inflamação com a produção de eosinófilos (KAMFAI, Lee; SWEI, Hsueh; MINGHWA, Tang. Schistosomiasis of the ovary with endometriosis and corpus hemorrhagicum: a case report. In: Chang Gung Medical Journal, Vol. 23 No. 7, p. 438-441. 2000). Outro relato médico registra o caso de uma mulher com 40 anos que foi hospitalizada devido a uma obstrução no cólon. A mulher era portadora de endometriose intestinal. Além da endometriose, o exame anatomopatológico detectou esquistossomose. De acordo com os pesquisadores, a literatura médica indica “endometriose combinada com esquistossomose como uma possível etiologia da obstrução colônica mecânica”. (ESTLEIN, D.; SIEGAL, Um.; WOLLOCH, Y. Colonic obstruction due to endometriosis and schistosomiasis. In: Harefuah, jun 2;130(11):737-9, 800, 799. 1996)  Há outros estudos que indicam a associação entre helmintos e endometriose (POLINESS, Anne; LEE, Anna; WEIN, Peter; MOSS, Sharon. Pelvic helminthic disease masquerading as endometriosis. In: Australian and New Zealand Journal of Obstetrics and Gynaecology, vol. 44, n. 1, p. 72–74. 2004). 

Pesquisadores do departamento de patologia da Rush University Medical Center, Chicago, Illinois, investigaram as causas de fezes amolecidas e perda de peso em uma mulher de 46 anos, portadora de endometriose, fibromialgia e síndrome de intestino irritável. Outros médicos teriam, provavelmente, encerrado o caso ali mesmo. Se a paciente tinha endometriose e síndrome do intestino irritável, a alteração nas fezes e no peso seriam sintomas esperados. Mas esses médicos pediram endoscopia digestiva alta, colonoscopia, biópsia e análise histológica. Após uma investigação minuciosa, encontram numerosas giárdias no íleo terminal, um lugar incomum para esse parasita. O artigo com o relato do caso foi publicado em fevereiro deste ano (HEAGLEY, Dawn E.; JAKATE, Shriram. Giardiasis confined to the terminal ileum. In: Clinical Gastroenterology and Hepatology, Volume 10, Issue 2 , Page A28, fev. 2012). A giárdia é uma infecção muito comum causada por protozoários. Como disse, quando descobri a endometriose, eu também fui diagnosticada com vermes – giárdia lamblia. 

Um relato de caso é particularmente interessante. Uma mulher que estava com sintomas sugestivos de endometriose, na realidade, tinha esquistossomose. A aparência dos focos, observados por laparoscopia, indicava endometriose, mas só a biópsia foi capaz de revelar que se tratava de parasitose (JONES, Kevin D.; OKARO, Emeka O., SUTTON, Christopher. In: EuropeanJournal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology, vol. 106, n. 2 , P. 227-229. 2003.)    
   
Não sei qual é a relação estatística entre endometriose e vermes. Provavelmente, nem a ciência sabe. Não posso afirmar que seja comum nem raro. Creio que os médicos também não podem fazer essa afirmação. Mas todas as mulheres, com endometriose ou não, deveriam considerar mais atentamente a questão da parasitose, um fator desencadeador de muitas doenças complexas. Fazer o exame de sangue e avaliar se há ou não eosinofilia é um bom começo, além dos exames de fezes repetidos (Em geral, os médicos pedem apenas uma amostra). De acordo com Sônia Hirsch, os exames para detecção de verminoses estão menos eficientes do que no passado. Além disso, os médicos não foram treinados para priorizar o diagnóstico da parasitose como garantia para a saúde integral do paciente. E, por fim, o tratamento oferecido pode eliminar também nossas defesas naturais, como as bactérias benéficas que colonizam nosso intestino. O que fazer?

É necessário aprender mais sobre parasitose. Usar diariamente alimentos que combatem vermes e deixar de usar aqueles que os fazem proliferar, como o açúcar, por exemplo – o doce que já consegui eliminar da minha alimentação. O ideal é fortalecer o organismo e a imunidade e não simplesmente focar na eliminação do verme. De qualquer forma, independentemente de um diagnóstico de parasitose, uma dieta antivermes também é eficaz para o combate à endometriose.



Dicas para combater a parasitose:

1. Veja as dicas de chá do site da Fiocruz.
Sônia Hirsch, quando percebe algum sintoma, usa chá de losna por três dias.

2. Eu utilizo alho diariamente (um dente moído de alho cru com água, além do uso na alimentação). Sônia Hirsch tem outras dicas sobre o uso do alho em seu site. 

3. Higienizar o alimento. Usar uma colher de sopa de peróxido de hidrogênio (água oxigenada) a 3% ou mais, em 3,5 litros de água. Usar 1 colher de sopa de vinagre de cidra, maçã ou vinho para 3,5 litros de água (não elimina todos os parasitas). Usar Clorox(TM), durante 10 minutos, depois mais 10 minutos lavando em água limpa. Fonte: http://www.soniahirsch.com/2009/03/vermes-melhor-nao-te-los.html

4. Outras dicas: coco ralado; leite de coco natural; semente de abóbora sem casca; chá de hortelã diariamente; eliminar açúcar; açúcar com leite serve de alimento para vermes; diminuir o sal; beber muita água (de manhã, eu bebo dois copos de água e um limão e faço atividade física.). Alimentar-se de maneira saudável.

5. Higiene: o costume de comprar algo, colocar a mão no dinheiro e comer algo, sem lavar as mãos deve ser corrigido; lavar as mãos sempre.

6. Consulte um médico. O ideal seria encontrar um médico que ofereça um tratamento mais natural. Mas se não há, melhor tratar com remédios do que não tratar.

7. Se for tomar um remédio que ataque o fígado, use também cardo-mariano, um protetor hepático ou outros remédios que protegem o fígado (hepatoprotetores).

Saiba mais sobre os sintomas de verminose:



Minha receita contra a endometriose, em linhas gerais:





quarta-feira, 20 de junho de 2012

Nas noites frias de inverno

20 de junho de 2012

Às vezes, é necessário não comer. Esforçar-se para deixar de lado. Mas só tira quem acrescenta. Um sabor agressivo não pode ser simplesmente eliminado. Ele vive em nós, vive na memória das papilas, vive reascendendo-se no cérebro, colado a lembranças delicadas, ainda que termine pesado e indigesto. Sabores doces e salgados não apenas definem receitas, são também emoções alimentares e eventos gustativos. Cheiros de açúcar. As memórias são geridas pelos acontecimentos sob o vinho da digestão, aromas, desenhos de comida. O alimento fermenta a vida. O corpo pede, a memória pede, as emoções suplicam e as melhores coisas que vivemos parecem estar ligadas ao que agora ouvimos dizer que não devemos comer.

Nenhum sabor pode ser eliminado. O sabor é aquilo que somos, além da maquinaria física. Retirar um prazer por decreto é aprisionar-se ao gosto insosso, celebrar a estética gastronômica triste em jantares austeros. Assusta.  

Sabores precisam ser trocados por outros, por ingredientes suaves, adocicados e fortes ligados e ligando-se a novas histórias, repletas de doces e salgados recém-colhidos. Assim como fez um amiga com endometriose. Contou-me que ao transformar sua alimentação, convidou os pais e sogros para jantar em casa. Ela reuniu os produtos orgânicos e fez uma sopa.

Minha querida amiga, a quem tanto admiro, peço licença a você para reproduzir suas palavras: “Trata-se de uma experiência que vai alcançando todos à nossa volta. Ontem à noite fiz uma sopa com todos os legumes e vegetais orgânicos que tinha em casa. Com muito alho, cebola e cheiro verde e pouco sal. Meus sogros e meus pais foram em casa comer e amaram. Eles se sentiram animados a comer mais saudável também. É muito gratificante tudo isso; é como uma corrente que vai se disseminando.”

Nada expressa melhor do que essas palavras.

O frio com sopa, memórias da culinária da estética alegre. Uma sopa sem tantos ingredientes – temperos prontos, tabletes, leite, parmesão, cremes industriais... –, com tantos outros, com muito a dizer em seus legumes e verduras orgânicas de cores variadas, temperos naturais, combustível de sonhos realizáveis. A transformação nutre a possibilidade até o ponto de lhe dar uma forma, um novo trajeto neuronal, redesenhando suavemente a trilha gastronômica da memória, re-ensinando as papilas, com criatividade e convicção. A sopa reúne a família, se faz comida-ensinamento, se fez cuidado, finaliza-se com leveza e ânimo. A sopa aquece a longevidade, agrega-se aos enredos, faz-se prazer e cura, enquanto passamos pelas noites frias de inverno rumo à estação seguinte.



Minha receita contra a endometriose, em linhas gerais:




Leia sobre o Pão da Vida

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Soja e endometriose


13 de junho


Antes de descobrir a endometriose, usei muita soja: grãos, tofú, lei em pó industrializado. Logo após a cirurgia de urgência, a qual fui submetida para retirar o endometrioma de quase 15 cm, quando perdi meu ovário direito, bebia muito leite em pó de soja (Marcas Soy), enriquecido com vitamina B12. Eu usava porque parecia uma oferta muito saudável, tamanho o marketing que a indústria alimentícia faz do produto. Na época, não me preocupava com minha alimentação. Não pensava que o alimento tivesse influência tão grande na minha saúde ou no surgimento de doenças. Usava a soja porque parecia ser uma oferta saudável e fácil. Nutrição instantânea.  

Mas eu mudei. Isso aconteceu, principalmente, quando percebi que não haveria respostas fáceis para a endometriose. Após passar por várias consultas com médicos de referência, aceitei que estou diante de uma doença enigmática, dolorida e cara. Apesar do preço das consultas particulares, não havia promessas certas de cura. Eu precisava encontrar um caminho que tratasse a causa da doença e não apenas seus sintomas. Embora possa ser necessário, cortar o tecido doente de endometriose não impede que ela continue crescendo. Eu precisava reequilibrar meu organismo.

A ciência, no entanto, diz que a causa da endometriose é indefinida. Os médicos lidam com hipóteses, mas o tratamento parece estar direcionado aos sintomas e a uma regulação artificial dos hormônios, além da eliminação de focos por diferentes técnicas cirúrgicas. Sem remédios, o corpo se desestrutura. Com remédios, ele avança, mas a que custo e por quanto tempo?

Decidi mudar meu estilo de vida. Entre as mudanças que fiz, retirei a soja de minha alimentação, mesmo contrariando a recomendação de alguns médicos. Concluí que se ela fosse tão boa assim para o meu organismo, a endometriose não deveria ter avançado tanto, pois eu usava soja diariamente. Após retirar a soja e fazer muitas outras mudanças, os focos de endometriose diminuíram. Apenas tirar a soja não fará os focos diminuírem, mas colocá-la na alimentação poderá fazer os focos de endometriose crescerem. A soja não é a única vilã responsável pelo crescimento dos focos, nem tê-la tirado do cardápio é a razão pela qual os focos diminuíram, mas pela minha experiência, acredito que ela tem um papel importante no avanço da endometriose e de outras doenças. Alguns cientistas também acham a mesma coisa, conforme indicam as pesquisas a seguir:

1.         NOEL, Jean-Christophe et al. Ureteral mullerian carcinosarcoma (mixed mullerian tumor) associated with endometriosis occurring in a patient with a concentrated soy isoflavones supplementation. 
O artigo relata o caso de uma mulher de 75 anos, com endometriose. A endometriose se transformou em câncer, após o uso de suplementação de soja concentrada. A transformação maligna dos focos foi associada ao uso da soja, nas condições apontadas.

2.         CHANDRAREDDY, Ashadeep et al. Adverse effects of phytoestrogens on reproductive health: a report of three cases. 
Sangramento uterino anormal com patologia endometrial em três mulheres foi relacionado a uma alta ingestão de produtos de soja. A primeira mulher tinha sangramento pós-menopausa com pólipo uterino, endométrio proliferativo e um mioma. A segunda mulher apresentou dismenorréia severa, sangramento uterino anormal, endometriose sem responder ao tratamento. A terceira mulher com dismenorréia severa, sangramento uterino anormal, endometriose e miomas uterinos com infertilidade secundária. Todas as três mulheres melhoraram após a retirada da soja da dieta.

3.         MENDES, J.J. Amaral. The endocrine disrupters: a major medical challenge (2002). In: Food and Chemical Toxicology.
O artigo fala sobre os desreguladores endócrinos (DE) que são responsáveis por efeitos patológicos no sistema reprodutor masculino e feminino, função da tireóide, sistema nervoso central e fertilidade. Entre esses DÊS, está a soja, apontada como um alimento que aumenta o estrógeno no organismo.

4.         ALLRED, Clinton D. et al. Soy diets containing varying amounts of genistein stimulate growth of estrogen-dependent (MCF-7) tumors in a dose-dependent manner. Disponível em: http://cancerres.aacrjournals.org/content/61/13/5045.full
A pesquisa considera os pontos controversos, mostrando efeitos positivos e negativos do uso da soja. Contudo, alerta para os riscos da utilização de soja por mulheres com câncer.

5.         MODARESI, Mehrdad et al. Effect of soybean on male reproductive physiology in mice. Disponível em: http://www.ipcbee.com/vol3/5-L014.pdf
Embora realizada em uma instituição de pesquisa sem representatividade, a pesquisa traz resultados desfavoráveis sobre o uso da soja pelos homens, com impactos negativos no seu sistema reprodutivo.

6. HSIEH, Ching-Yi et al. Estrogenic effects of genistein on the growth of estrogen receptor-positive human breast cancer (MCF-7) cells in vitro and in vivo. Disponível em: http://cancerres.aacrjournals.org/content/58/17/3833.full.pdf
Muito interessante. Fala da associação da genisteína (encontrada na soja) com o câncer.

7. RIMOLDI, Guillermo et al. Effects of chronic genistein treatment in mammary gland, uterus, and vagina. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2174401/

A maioria das pesquisas sobre o assunto defende o uso da soja, inclusive para o tratamento da endometriose. Mas há algumas pesquisas que apontam para os riscos relacionados também ao câncer (como sabemos, a endometriose é muito semelhante ao câncer). Ao ler as pesquisas mais recentes, tenho me convencido dos riscos da soja. Um de seus efeitos é elevar os níveis de estrógeno no corpo (O estrógeno alto aumenta a endometriose). Uma hipótese: talvez esses riscos tenham a ver com a soja transgênica e/ou produtos industrializados, e não com o uso moderado de grãos orgânicos, que pode ser saudável para mulheres que fazem reposição hormonal e não têm endometriose, por exemplo.

Sem dúvida, são necessárias mais pesquisas, com a discussão sobre os resultados de diferentes investigações acadêmicas sobre o assunto, para avaliar os possíveis benefícios e riscos envolvidos com o uso desses produtos, mesmo entre as pessoas consideradas saudáveis. De qualquer forma, eu não utilizo mais leite de soja em pó, suplementos que levam soja, creme de leite de soja, leite condensado de soja etc. Pode agradar o paladar, ser doce, semelhante aos produtos com leite, cada vez mais similares às guloseimas do mercado, destaque de matérias jornalísticas, acima de qualquer suspeita, embalados pelo marketing da vida saudável e pela promessa promocional de um corpo com saúde, mas esses produtos industrializados à base de soja não me fizeram bem.

A alimentação correta transforma o organismo. A alimentação errada traz doenças. Para uma parcela de cientistas, a soja não é tão inocente quanto parece ser.


PS.: Na produção de soja transgênica, estão utilizando o herbicida 2,4-D, um dos componentes do agente laranja, além do glifosato, por exemplo. Produtos químicos altamente prejudiciais à saúde.

Conheça meu novo blog: Beith Lehem, A Casa do Pão.

Acesse neste blog: Eu venci a endometriose.

sábado, 26 de maio de 2012

Respostas aos Comentários

26 de maio de 2012

Minhas amigas, agradeço muito a interação. Peço desculpas pela grande demora em responder. Estou finalizando uma etapa profissional, e preciso atender às exigências. Quero expressar minha gratidão pela troca de informações e compartilhar minha experiência em relação às questões colocadas. Agradeço muito o carinho!  


olá, acabei de descobrir seu blog e me animei muito em saber de pessoas reais com esse "probleminha"...tenho o diagnóstico de endometriose grau 4 há 7 anos mais ou menos, já passei por 2 viedolaparoscopias, já tomei elani, gestinol, cerazetti, os quais nunca cortaram minha mesntruação, engordei 10 quilos em 3 meses com algum desses q tomei logo após a cirurgia. em 2008 coloquei o Mirena que tive q tirar antes de completar 11 meses, pois a reincidiva de cândida era constante e engordei mais uns 8 quilos...tomo o diane 35 há anos ele é unico que "corta' a mesntruação, além de ser ótimo pra pele e pro cabelo!!! alguma coisa tem q fazer de bom né!!! rsrs vi seu texto sobre candida e me senti aliviada por alguem tb compreender o q é ter candida...principalmente qdo fico meses e meses tomando a pilula sem pausa, ai é insuportável...em 2009 li alguns artigos, livros sobre candida e vi que batiam sempre na mesma tecla, sobre a mudança de alimentação, principalmente laticinios, eu na verdade 
em O gigante adormecido
Ana Tereza3
em 21/05/12

Olá, Ana Tereza!
Quanta luta! Tenho o diagnóstico de endometriose grau 4 há 4 anos. A cândida parece acompanhar a endometriose em muitos casos. Parece simples, mas é importante tomar cuidado. A coceira intensa, por exemplo, pode levar a lesões na parte externa da vagina. Essas lesões podem se agravar. Minha opção para enfrentar a endometriose e a cândida tem sido a mudança de estilo de vida (alimentação, exercícios físicos, luz solar, ar puro, água, combate ao estresse), conforme conto nos textos. O alho é simplesmente fantástico. Todos os dias, eu tomo um alho cru amassado, com água, além do que utilizo na alimentação. Mesmo usando levedo de cerveja em pó (que em tese, pode desencadear a cândida), o organismo segue regulado. Há algum tempo, penso em escrever um texto sobre o assunto. Motivada pelo seu comentário, vou procurar fazer isso. Mas tente fazer as mudanças no seu estilo de vida. Os benefícios para o corpo todo são surpreendentes! 
Um grande abraço!


Ola tenho 24 anos e varias duvidas.Sofro muito com a menstruação.Tenho períodos longos e sofridos.Muitas dores nas costas,no ombro,dores insuportáveis para urinar e para fazer coco é horrível a maioria das vezes não faço. Cólicas intermináveis,cansaço.E vontade de comer doce,quando estou menstruada passo o dia comendo doces.São tantas dores que sempre procuro cortar a menstruação porque só neste período me sinto assim.Sempre quando ia ao ginecologista me receitavam mais anticoncepcional e antiflamatoria e até antidepressivo,porque fico extremamente extressada.Mudei para Portugal faz 1 ano e aqui ainda não fui no ginecologista,mas tenho medo que me receitem tudo de novo,que na verdade não muda em nada as dores são iguais só aumenta as dores no estômago.Acha que devo exigir um exame de endomentriose ?Porque procurei na internet sobre meus sintomas e só chego nesta conclusão.Se puder me responder ficarei muito feliz,preciso acabar com esse sofrimento mensal.Obrigada.Meu msn:lolih-@ 
em Um poderoso remédio para a endometriose e o combate à candidíase
Lolih
em 21/05/12
Olá, Lolih!
De fato, os seus sintomas podem indicar endometriose. É muito importante que você tenha um diagnóstico. É importante procurar um ginecologista especializado em endometriose, pois há médicos que não conhecem adequadamente a doença. Às vezes, embora a dor seja intensa, os focos da endometriose podem ser pequenos. Por isso, tente manter-se tranquila, mas não deixe de procurar um médico que saiba fazer o diagnóstico. Há um site de mulheres com endometriose em Portugal, com nome de médicos (Veja o Fórum, com informações específicas sobre médicos especialistas: http://mulherendo.forumeiros.com/t263-especialistas-em-endometriose-portugal) Além disso, faça mudanças em seu estilo de vida. O açúcar desencadeia inflamações. Assim como eu e você, muitas mulheres com endometriose sentem muita vontade de comer doce (O que é realmente uma delícia). Mas é preciso resistir ao açúcar. Posso dizer, que atualmente, eu não sinto mais vontade de comer doces com açúcar (branco ou mascavo). Por isso, é possível modificar o paladar e substituir o açúcar por outros alimentos deliciosos, mas saudáveis. Substituí-lo por outros alimentos que são doces naturalmente (frutas, um pouco de mel). Procure informações sobre culinária vegetariana e natural. Depois que fiz as mudanças, nunca mais senti dor. Há tantas informações e descobertas interessantes! Tudo isso acaba revolucionando nossa visão de mundo e de saúde! Não desanime. Siga firme para ter um diagnóstico e a cura. E mesmo que não seja endometriose, procure fazer as mudanças no seu estilo de vida. Busque informações sobre aulas de culinária natural. Na internet e em sua cidade, procure pessoas que falam sobre esse assunto. Você fará boas descobertas! Se quiser, compartilhe neste blog suas pesquisas.
Carinho!

Tive diagnóstico de endometriose entestinal,pelvica e ovariana,há 4 meses,depois de tentar provar para os médicos que meu problema era esse,durante 5anos seguidos,foi na net em foruns e blogs como esse que descobri só oque realmente tinha,procurei médicos fora do meu convenio até que encontrei um que entedia do assunto,comprovei com exames especificos,não fiz cirugia pois o convenio ainda queria tentar que seus médicos sem experiencia no assunto fizessem,mas diante da negação deles,resolverm que vão pagar,mas estou com muitas dúvidas,fui em outro que quer que eu tome o Zoladex primeiro pra ver se resolve,mas tenho problemas com medicamentos,sou alérgica a vários,meu ureter está desviado,tenho medo de perder os rins,meu intesino está fechando,e meu xixi quase não sai,outro médico quer que eu retire tudo(útero ovários e trompas e colo do útero e parte do intestino)já outro quer que que eu tome serazeti,mas não tenho idade para começar a tomar o anti-concepcional e tenho cistos no ceio e 
em Como superei a endometriose – Parte II
Anônimo
em 16/05/12
Olá!
Fico feliz por você ter sido diagnosticada corretamente, apesar de todo esse tempo de sofrimento. Por isso, é importante buscar médicos especializados, que nem sempre atendem pelo convênio. Seria muito importante que médicos do SUS e muitos médicos conveniados fossem bem treinados para diagnosticar a endometriose. Mas essa ainda não é a realidade. O diagnóstico é a primeira luta a ser enfrentada. Depois, vem o grande desafio: que remédio tomar? Que tratamento seguir? Quais os benefícios e riscos de cada tratamento? Seria importante também que o serviço médico tivesse uma base de dados digitalizada sobre o resultado estatístico de cada tratamento utilizado. Se cada médico inserisse essas informações num banco de dados centralizado, de acesso público, teríamos uma visão geral sobre a eficácia de cada remédio e técnica cirúrgica utilizados. Mas não existe isso e provavelmente jamais existirá. Mas do relato das mulheres na internet, é possível ter uma ideia do que está dando certo ou não.
Não sou médica. Não poderia indicar nenhum tratamento medicamentoso ou cirúrgico. Tenho uma experiência muito pessoal com a endometriose. Passei por muitas consultas, leio pesquisas, fiz mudanças no meu estilo de vida. Conforme conto no blog, a endometriose diminuiu. Também tinha dores na evacuação, pois tenho endometriose no intestino. Embora os exames nunca tenham apontado endometriose na bexiga ou rins, eu sentia também sintomas relacionados à endometriose nesses lugares. Além das dores habituais, tive um quadro de dor insuportável. Mas nunca mais se repetiu.
Posso lhe dizer com toda certeza: a mudança no estilo de vida faz muito bem ao organismo. Busque informações sobre isso. Não desista! Somos aquilo que comemos. Essas mudanças exigem muita força de vontade, pois não são práticas como as pílulas e comprimidos. Mas valem à pena! 
Quanto à cirurgia, busque acompanhamento médico. Eu precisei fazer uma cirurgia, pois minha vida estava em risco. Quando descobri a endometriose, eu tinha um endometrioma de quase 15 cm no ovário direito. Foi necessário retirar o ovário. Por isso, devemos sempre ter acompanhamento médico, fazer os exames. 
Sei que fazer todas essas mudanças no estilo de vida parecem um grande desafio. Como fazer? O que comer? O que devemos mudar? Tento colocar no blog o máximo que consigo, mas sei que muitas vezes não é suficiente. Para quem não conhece nada sobre tratamentos alternativos e naturais, uma opção pode ser ir a uma clínica de saúde (Veja no texto Clínicas de Saúde http://endometrioma.blogspot.com.br/2011/04/clinicas-de-saude.html. Se você tiver condições financeiras, pode ser uma alternativa. Há também médicos e nutricionistas que poderiam orientá-la). Mas mesmo que você siga um tratamento medicamentoso específico ou opta pela cirurgia, não deixe de fazer as mudanças na sua alimentação. Faça exercícios físicos. Tente mudar seu estilo de vida. Isso com toda certeza a ajudará muito. 
Desejo melhoras. Desejo que você encontre o tratamento correto. Escreva sempre que precisar.
Carinho.

Olá,fiz ultra-son trans vaginal com preparo intesninal com protocolo para endometriose,não é o melhor exame a ser feito,pois nescessita tomar laxante(é melhor não comer nada no dia para deixar bem limpo o intestino,quanto mais limpo melhor o resultado do exame),é um pouco dolorido,mas suportavel,coloca-se um gel dentro do útero,e o exame é complementado pelo abdomem,o meu demorou 50 minutos,e dá para visualizar bem o problema,fiz em S.P (capital) na clinica Cura,com a Dra.Ana Luisa Alencar De Nicola.Ela é ótima e muito delicada e atenciosa,pagueiR$720,00. 
em Exame para detecção de endometriose profunda
Anônimo
em 16/05/12
Obrigada por compartilhar com detalhes sua experiência! Ajuda bastante, pois orienta mulheres que ainda não fizeram o exame. O exame que faço para controlar a endometriose é exatamente esse. Se tiver endometriose no intestino, pode ser um pouco dolorido. Mas nada que assuste. No meu caso, sempre é bem tranquilo. Esse exame também apresenta boa eficácia diagnóstica. Sugiro que a leitoras procurem também médicos conveniados que façam esse exame específico (Seria muito bom se compartilhássemos essa informação) ou hospitais públicos de saúde (Sei que tem na USP, Unifesp, Unesp-Botucatu. Se alguém souber de outros lugares ou teve experiência nesses hospitais, compartilhe suas sugestões e opinião). Apesar de ter dois convênios, paguei pelos exames. Isso está bem longe de ser a situação ideal. Mas se onde você reside não há hospitais públicos (Viajar até outro Estado pode ficar muito caro) que realizam esse exames e se você tem condições financeiras, pagar pelo exame é a opção que resta. Diferentes médicos cobram diferentes valores. É preciso avaliar os preços. No texto Exame para detecção de endometriose profunda, muitas leitoras têm compartilhado sugestões sobre médicos e exames.

Amiga estou a cada dia lendo um pouco da sua historia, descobri a um mes que tenho endometriose, estou como vc pesquisando muito sobre o assunto, e estou tentando engravidar, e acredito que a dificuldade esta na endometriose, meu medico pediu pra continuar tentando pq ele acredita que seja leve meu CA 125 deu 53, mas caso eu não consiga engravidar até o final do ano ele vai fazer a laparascopia, estou a seguir alguns conselhos que vi aqui.. caminhadas, sem cafeina ou chocolates, mas tenho fé em Deus que ele vai me abençoar, e quem sabe eu nem precise fazer a laparascopia, mas caso preciso só peço a Deus coragem e tranquilidade. Parabéns pelo blog... Beijos 
em Endometriose e exercícios físicos
Anônimo
em 13/05/12
Obrigada por escrever! Continue fazendo as mudanças, realmente elas dão resultado! Minha experiência com o CA-125 II foi a seguinte: quando descobri a endometriose, meu CA-125 estava bem alto. Ele é um marcador tumoral que pode indicar câncer e outras doenças, como endometriose. Depois que fiz as mudanças no estilo de vida, os índices começaram a baixar: 130, 79 até chegar em 29 U/mL (Um índice dentro da normalidade). À época que o CA baixou, meu médico (um especialista, pesquisador) disse que o CA nem sempre é confiável. Às vezes, pode estar baixo, mesmo com endometriose profunda. Da minha experiência, tenho a seguinte opinião: quando meu CA foi para 29, minha endometriose continuou sendo de grau IV. E por que se apresentou tão baixo? Apesar de ser grau IV, a endometriose estava sem crescer, o estrógeno estava baixo, os focos sob controle e diminuindo, o organismo estava respondendo bem às mudanças que fiz. Essa é minha percepção. Por isso, considero que o CA é importante não simplesmente para saber se a endometriose é Grau I ou IV, mas para detectar sua atividade no organismo, a forma como está ou não avançando. Mas isso não é uma opinião médica, é uma opinião pessoal. De qualquer forma, mudar o estilo de vida pode realmente baixar o índice do CA-125 para níveis normais. Aconteceu comigo! 
Que Deus lhe dê forças para fazer as mudanças necessárias. Continue fazendo os exames médicos e acredite na importância do estilo de vida. 
Carinho! Força sempre!  

Este exame de endometriose profunda dói ? em Exame para detecção de endometriose profunda
Anônimo
em 04/05/12
Como disse na resposta acima, não dói não. Às vezes, sente-se um incômodo. Essa é minha experiência. Mas se houver muita inflamação, penso que a sensibilidade pode ser maior. Se outras mulheres fizeram o exame e quiserem contar como foi, mande um comentário com sua experiência. Isso pode ajudar quem ainda não fez o exame.

Ah... Fiquei curiosa! Qual a decisão importante??!!! 
em O gigante adormecido
Anônimo
em 28/04/12
Desculpe-me por demorar tanto para escrever minha amiga, que ainda não conheço, mas que admiro muito... Preciso sair logo dessa fase de muitas correrias. Uma de minhas decisões foi pedir demissão (de um dos empregos, que exigiria muitas viagens. Além disso, estou finalizando outra etapa profissional que tem exigido bastante de mim). Fiz isso porque minha vida tem tomado outro rumo, tem ganhado outras dimensões, sem que eu planejasse tantas mudanças. Mas as mudanças vieram, foram necessárias, precisam ser consolidadas a cada momento. Com elas, novas alegrias, sensações, descobertas, amigas com quem tenho tanta identificação... Quero me dedicar profissionalmente à área da saúde. Não sei bem ainda o caminho específico, se sigo a área de pesquisa, se redimensiono minha própria atuação profissional, se recomeço totalmente. Mas a decisão de seguir a área de saúde, eu já tomei. E suas palavras me ajudaram muito a fazer essa escolha num momento-chave. 
Obrigada. 
Com muito carinho.

Olá, Vivo no interior da Bahia e em janeiro passado foi detectado que tenho endometriose. Já fiz ressonância magnéica da pelve, uma colonoscopia e agora o médico quer que eu faça um estudo ultrassonográfico com preparo intestinal... Mas, o médico ultrassonografista indicado por ele, só faz o exame particular e , ao meu ver, é extremamente fora da minha realidade,pois custa 580 reais... Gostaria de saber se em salvador-bahia há outros médicos que fazem esta ultrassonografia com preço mais acessível... Aguardo uma resposta...
Alzira de Oliveira
em Exame para detecção de endometriose profunda
em 15/04/12

Olá, Alzira:
Que bom que teve acesso a todos esses exames. Realmente, o exame específico é muito caro. É muito fora da realidade da maioria das mulheres. Por que cobrar tão caro? Talvez, no Hospital Universitário da Universidade Federal da Bahia seja oferecido esse exame. Mas não tenho essa informação.
Este é o link do site da Faculdade de Medicina da Bahia: http://www.fameb.ufba.br/
O telefone do Departamento de Ginecologia, Obstetrícia e Reprodução Humana é 3283- 8861.
No e-mail abaixo, a Maria El cita o Dr. Kleber Chagas.
Se alguém tiver outra informação sobre atendimento em Salvador, envie um comentário para este blog.

Boa-tarde, minha amiga! Antes de mais nada, adorei o escritora! Se minhas poucas palavras puderem fazer por você só um décimo de tudo que as suas fizeram e fazem por mim, então, ganhei o ano! Sempre me lembro, quando caminho aqui na minha quadra, em Brasília, da sua frase que diz que o mundo desconhece seu lugar de cura. Perfeita!Isso me dá força para continuar caminhando. Estarei, ansiosa, torcendo e esperando pelos resultados da sua decisão. E, que, saiba desde já, que só a coragem de tomá-la é a própria conquista. Sucesso, menina! Você e o seu marido realmente merecem tudo de bom! Um exemplo! Beijão e bom fim de semana! 
em O gigante adormecido
Anônimo
em 13/04/12
Minha amiga, obrigada pelo grande carinho. Você escreve muito bem!!! Saber de suas impressões me dá forças também. Vamos persistir. Tudo de bom para você! PS.: Também já caminhei em uma das quadras de Brasília, com uma grande amiga que mora aí. Por causa dessa amiga, Brasília tem um significado especial pra mim.

Olá meu bem, Meu nome é Maria El e como todas nos interessadas no assunto, estou passando pela mesma situação em Salvador/Ba. O médico aqui é Dr. Kleber Chagas (So tem esse). Estou com medo de fazer e não dar nada no resultado e eu nao descobrir de fato o que tenho. PODERIAM TODAS que tiverem lendo relatar os sintomas que passarm. Um beijo estarei a disposição pra qq ajuda. 
em Exame para detecção de endometriose profunda

Oi, Maria:
Obrigada por escrever. Desculpe-me a grande demora em responder. Os sintomas que tive foram: inchaço abdominal, dor na evacuação (devido à endometriose no intestino), dor muito forte no abdômen (em uma ocasião, cheguei a desmaiar de dor), fluxo menstrual intenso, coágulos na menstruação, cansaço, emagrecimento, palidez. Mas em grande parte os sintomas diminuíram ou desaparecerão devido às mudanças que fiz. Nos comentários acima, outros sintomas são relatados. Conforme pede a Maria, se alguém puder compartilhar seus sintomas, envie um comentário.
Um abraço! Desejo que tudo dê certo!  


Conheça meu novo blog: Beith Lehem, A Casa do Pão.

Acesse neste blog: Eu venci a endometriose.