11 de agosto de 2013
Fomos ouvir uma orquestra jovem em uma igreja. A música
instrumental do repertório religioso atraiu crianças para os primeiros bancos,
impressionou alguns e pareceu não exercer efeito em muitos. Havia muitos bancos
vazios, pessoas conversavam e circulavam pelos corredores. A música existe
quando existe o outro. Uma menina, de uns quatro ou cinco anos, inesperadamente pulou do banco e acariciou por alguns instantes o braço da violonista durante a apresentação. Mais do que ouvi-la, a criança completamente entregue ao momento se apropriou da música com seus dedinhos ávidos, seu sorriso de fascínio.
No final da apresentação, na porta da igreja, uma mulher me deu os parabéns pela gravidez e perguntou quando eu terei o bebê. Minha barriga está grande para quatro meses. Após esse contato inicial, ela me contou que tem dois filhos, uma moça de 21 anos e um menino de 10. Falou que o nascimento do menino foi um milagre, pois ela tinha acabado de fazer um tratamento quimioterápico e engravidou. Descobriu a gestação com cinco meses. Os médicos lhe disseram que o bebê não seria saudável, que provavelmente teria déficits cognitivos. Ela me mostrou o lindo garoto e contou que ele é o primeiro da classe e, recentemente, foi aprovado em um teste concorrido para um conservatório musical de referência. História de milagres e superação em meio à dor que persiste nela.
No final da apresentação, na porta da igreja, uma mulher me deu os parabéns pela gravidez e perguntou quando eu terei o bebê. Minha barriga está grande para quatro meses. Após esse contato inicial, ela me contou que tem dois filhos, uma moça de 21 anos e um menino de 10. Falou que o nascimento do menino foi um milagre, pois ela tinha acabado de fazer um tratamento quimioterápico e engravidou. Descobriu a gestação com cinco meses. Os médicos lhe disseram que o bebê não seria saudável, que provavelmente teria déficits cognitivos. Ela me mostrou o lindo garoto e contou que ele é o primeiro da classe e, recentemente, foi aprovado em um teste concorrido para um conservatório musical de referência. História de milagres e superação em meio à dor que persiste nela.
Depois de ouvi-la, disse que eu também não esperava
engravidar e que a gestação contrariou as estatísticas médicas. Eu tinha apenas
3% de chances. Quando mencionei a endometriose, ela falou que tem a doença. Por
causa dela, levou quase dez anos para engravidar da menina, que hoje sofre com
endometriose profunda e tem cólicas insuportáveis. Por causa dessa doença, essa mãe
teve de fazer cirurgias, limpeza dos focos, tomar injeções de hormônios... A
via sacra de um mal que ainda sangra após décadas. No final desse tratamento
medicamentoso e cirúrgico contra a endometriose, ela descobriu um câncer
agressivo. Hoje, superado o câncer, continua heroicamente lutando contra a
endometriose. Ainda há cicatrizes e dores.
Contei rapidamente sobre meu diagnóstico, tratamento e
resultados: endometriose profunda com indicação de cirurgia para retirada de
segmento intestinal, dores com desmaios, mudança de alimentação, prática de
exercícios físicos, sol, fitoterapia, um conjunto de hábitos saudáveis, o não
uso de remédios agressivos, de anticoncepcionais, a regressão efetivas dos
focos, o fim da dor, uma vida normal... o último resultado ela via em mim. Ela
ouviu e se despediu.
No passado, em um templo, no princípio era o som. Aquela
ordem firme, os ruídos, o silêncio produziram sons que só as crianças ouviram. O
som se fez músicas nelas, que efusivamente cantaram em alta voz infantil (Escrevi A canção das crianças no blog). A sensibilidade das crianças lhes garante sua entrada no céu, ainda na terra. Depois, ouviu-se uma voz do alto que ecoa agora (João
12: 28-30). Alguns escutaram um barulho, outros percebem letras soltas, sem
sentido, com sentido distante e confuso para se crer, um deus morto.
Anoitecera, o vento frio sacudia as árvores próximas, eu queria dizer que é possível, disse, mas foi apenas um som nessa via sacra de audições reais e imaginárias.
Conheça meu novo blog: Beith Lehem, A Casa do Pão.
também descobri que tinha endometriose, há dois meses e já perdi o ovário esquerdo, com endometriose de 10 cm, iniciei tratamento, mas sei pouco sobre a doença, tenho vários blogs , mas um deles é mais dedicado a mim, gostaria muito de trocar experiencia sobe a doença, mas não só claro, nós não somos só ensometriose.
ResponderExcluirbjx
Olá, Tânia:
ExcluirObrigada por escrever! Sua experiência é muito parecida com a minha. Tive de administrar a doença e a cirurgia, em que perdi meu ovário direito. Tudo junto. A partir daí iniciei um novo caminho para conhecer essa doença e escolher as formas de tratamento. Optei por mudar meu estilo de vida, minha alimentação, conforme conto no blog. Foi gradativo, mas teve ótimos resultados. Com o corpo curado, eu me libertei da doença, da escravidão da dor e voltei a ter uma vida normal. Mas para isso, foi necessário pensar na endometriose e refletir sobre os tratamentos disponíveis. Escrevi um texto sobre isso: http://endometrioma.blogspot.com.br/2013/02/pensar-demais-na-endometriose-faz-mal.html
Desejo muita força e muito sucesso em seu tratamento. Seja bem-vinda para trocar experiências. Escreva sempre.
Um grande abraço,