12/12/2013
Após fazer mudanças em meu estilo de vida, constatava, mês a mês, que a endometriose ainda crescia um pouco. Eu ainda precisava mudar muita coisa. A vitamina D, por exemplo, continuava baixa. O hábito de me exercitar não estava bem consolidado. A alimentação, embora bem melhor, não supria todas minhas necessidades nutricionais.
Após fazer mudanças em meu estilo de vida, constatava, mês a mês, que a endometriose ainda crescia um pouco. Eu ainda precisava mudar muita coisa. A vitamina D, por exemplo, continuava baixa. O hábito de me exercitar não estava bem consolidado. A alimentação, embora bem melhor, não supria todas minhas necessidades nutricionais.
Minha saúde já estava bem melhor, mas era preciso mais. A
endometriose é uma doença perigosa, que avança rápido. No meu caso, a situação
era ainda mais preocupante, pois a doença já estava alastrada pela cavidade
abdominal. Mesmo que seu ritmo de crescimento estivesse lento, devido às
mudanças que fiz, ela ainda crescia um pouco.
Diante da recomendação médica de que eu deveria fazer uma
cirurgia para retirar focos e um segmento do intestino, decidi ser mais rigorosa
com as mudanças. Afinal, já havia perdido o ovário direito. O esquerdo estava
com um endometrioma de 6 cm. Havia focos espalhados e profundos. Eu também
orei. Precisava de algo que me fortalecesse, desse ao meu corpo a nutrição de que
ele necessita. Se os focos não parassem de crescer, eu aceitaria a cirurgia.
Não havia saída. Foi nessa fase que obtive um conhecimento inesperado.
Certo dia, meu marido me disse que havia lido em um livro
a experiência de um médico norte-americano, chamado Ben Carson, que mudou seu
estilo de vida e utilizou um remédio para combater um câncer de próstata. Em
uma semana de uso, os sintomas do câncer desapareceram. O remédio continha em
sua fórmula gliconutrientes. Pesquisando, descobrimos que os gliconutrientes estão
presentes em uma planta bem conhecida aqui no Brasil, a babosa.
Eu já havia ouvido falar da planta, mas as referências
não eram boas. Eu a conhecia como uma planta venenosa, tóxica. Superei o
preconceito e mergulhei na pesquisa. Li dezenas de estudos científicos e
encontrei um livro especial “Câncer tem cura!”, do frei Romano Zago. Cura não é
precisamente algo que nos oferecem pronto. Não se espera passivamente por ela,
não se cobra simplesmente por ela. A cura é algo que se constrói, com leitura,
pesquisa fundamentada, respeito pela experiência de outras pessoas, esforço
pessoal, apoio médico, conhecimento-chave, preces.
Esse conceito tem mais a ver com controle eficiente que,
no meu caso, levou à diminuição significativa dos tumores de endometriose. É a
cura contínua, que chama a responsabilidade para os nossos hábitos e escolhas,
sem que nos confinemos ao lugar ao qual a endometriose, de fato, nos empurra,
um lugar de dor e imobilismo. Se queremos cura, precisamos buscá-la, refletindo
sobre seu significado.
Eu queria cura, eu quero cura, eu me entrego à construção
da cura e seu continuum. Renunciar o
paladar e movimentar-se rumo a novos conhecimentos e hábitos não é algo
simples. Desafia o que somos, o que aprendemos, o que pensamos. Desafia a
descrença e a confiança cega. O efeito dessa mudança no corpo também não é
simples. É curativo. A endometriose, embora se comporte como um câncer benigno,
não tem força suficiente para avançar em um corpo fortalecido por uma nova
vida. Vida reconstruída com soluções tão simples quanto a água, o sono, o
alimento, o ar, o movimento, as emoções, a fé. Essa foi a única saída efetiva
que encontrei para uma doença que apesar de crônica, infiltrativa e perigosa
está agora totalmente sob controle e vencida.
Li a receita do frei, fomos atrás da babosa que ele
indica, fizemos o composto e usei. Após 20 dias de uso, repeti o exame e já
havia uma pequena redução dos focos. Depois de seis meses utilizando o
composto, com intervalos, refiz os exames. À época, já havia corrigido a
vitamina D (que passara de 15 para mais de 30), estava me exercitando com mais
regularidade, mais atenta à alimentação etc. Para nossa surpresa, os focos
haviam reduzido, ao todo, 7 cm. Houve redução do cisto no ovário (veja abaixo o
link dos exames), do foco no intestino, das aderências... O CA-125 voltou a
níveis normais e o FAN, que estava com padrão 320, passou para 80. Eu me sentia
forte, animada e nutrida.
De 2010, quando comecei a utilizar o composto e
intensifiquei as mudanças, os focos continuaram diminuindo. Nunca deixei de
utilizar o composto, mas com intervalos maiores. Este ano, engravidei
naturalmente.
Eu não estava absolutamente segura se deveria ou não
relatar minha experiência com a babosa. E se a planta fosse tóxica? O que
aconteceria, de fato, comigo após um uso mais prolongado? Havia muitas dúvidas
e eu não queria indicar algo que não sabia se era realmente seguro.
Pessoalmente, eu não tinha medo. Estava decidida a correr o risco, pois havia
lido pesquisas científicas o suficiente para ter segurança no uso da planta,
mesmo com a casca que dizem ser perigosa. A maior evidência de todas veio com
os exames, com a restauração de minha saúde.
Eu não optei por usar compostos prontos e
industrializados. Não acho que teriam o mesmo efeito. Também não acredito que a
babosa, apenas, teria o mesmo efeito em meu corpo se eu não tivesse mudado meu
estilo de vida. Acho que, na verdade, a mudança de estilo de vida tem um
impacto muito mais efetivo na saúde do que o simples uso de uma planta
medicinal. Não considero a babosa uma pílula mágica que oferece saúde sem que
haja esforço de nossa parte, a exemplo do que muitas vezes buscamos com o uso
de remédios. Para mim, a babosa é um alimento poderoso que, em conjunto com
todas as mudanças realizadas, me trouxe a vida de volta.
Conheço pessoas que utilizaram apenas a babosa e não
tiveram o mesmo resultado que obtive, embora tenham sido beneficiadas. Também
há a experiência de Jennifer que não precisou utilizar a babosa para superar a
endometriose, conforme ela contou neste blog (Veja a história dela). Outras
usaram uma vez, algumas recorreram ao composto industrializado por acreditarem
que é mais seguro ou não quiseram usar a planta, sentiram medo. Na internet, há todo tipo
de informação. Precisamos saber buscar fontes seguras de conhecimento
científico. É uma trilha pessoal. Talvez a babosa cure tanto quanto nós mesmos
estejamos dispostos a assumir a responsabilidade pela própria saúde, conhecendo
a fisiologia do corpo e suas leis de funcionamento. Conhecendo, sempre.
Não vou expor uma lista de estudos científicos sobre a
babosa. Considero que a decisão de usar ou não o composto deve ser construída a
partir da própria experiência de leitura e da observação do organismo. É
preciso ler e buscar informações sobre toxicidade, formas de uso, teste para
saber se somos alérgicos ou não, composição da planta, interação com outros
medicamentos... Esse é um desafio pessoal de pesquisa.
Não sei quais serão os efeitos colaterais do uso desse
composto a longo prazo. Por enquanto, ao fazer exames para avaliar o fígado e
os rins, tudo está normal. Essa não é uma escolha de fuga, mas de confrontação.
Por isso, fiz tudo com acompanhamento de exames médicos periódicos. O que posso dizer agora é que essa planta poderosa,
aliada ao estilo de vida, mudou minha vida. Mas cada um deve seguir seu próprio
caminho, submetê-lo a constante avaliação e buscar fundamentos científicos para
suas escolhas.
Compartilho
a receita que fiz e o modo como utilizei a babosa:
Ingredientes:
250 ml de mel puro (de preferência mel de laranjeira,
assa-peixe, mel fino)
1 folhas de babosa (da espécie aloe arborescens. Veja a foto abaixo e pesquise sobre a espécie),
com casca, de tamanho médio ou grande, sem os espinhos laterais. As folhas de
cima, não muito novas, são as melhores.
1 pote de vidro pequeno, com boca mais larga.
Modo
de fazer:
Esterilizar o pote de vidro com água fervente (Busque
informações sobre métodos de esterilização). Encapar com plástico preto.
Colocar o mel no liquidificador. Limpar a folha da babosa com um pano úmido. A babosa tem que estar cinco dias sem ser
molhada. Coletar a folha com o mínimo de claridade (a luz
oxida o princípio ativo). Retirar os espinhos e cortar em pedaços. Colocar no
liquidificador. Bater. Colocar nos recipientes de vidro esterilizados. Conservar na
geladeira.
Modo
de usar:
Tomar uma colher rasa de sobremesa três vezes ao dia, 30
a 20 minutos antes das refeições. Tomar no escuro, para os princípios ativos
não oxidarem. Tomar toda a receita e repetir, sem intervalos. Fazer um intervalo de 10 dias ou mais para
tomar a terceira receita, se necessário.
Leia o meu texto: Eu venci a endometriose
Leia o meu texto: Eu venci a endometriose
Obs.: 1. Usar folhas de plantas sem flor; 2. Colher
depois de 5 dias sem chuvas; 3. Buscar plantas que não estejam expostas a
fumaças, poluição etc.; 4. Usar mel de procedência certificada, pois muitos são
à base de açúcar. Eu utilizo mel orgânico; 5. Não utilizar carnes ou
produtos de origem animal durante o uso do composto. Adotar uma alimentação
natural; 6. Fazer exercícios físicos diariamente, expor-se ao sol e beber
bastante água pura.
Exames médicos:
Exames médicos:
1. Data: 28/08/2010. Medidas do endometrioma: 6.19 x 4.66 x 5.97 cm Veja os exames aqui:http://exames1.wordpress.com/
2. Data: 26/02/2011. Medidas do endometrioma: 4.30 x 3.11 x 3.98 cm .Veja os exames aqui:http://exames2.wordpress.com/
3. Data: 05/10/2012. Medidas do endometrioma: 3.47 x 2.87 x 3.47 cm. Veja os exames aqui:http://exames3.wordpress.com/
3. Data: 05/10/2012. Medidas do endometrioma: 3.47 x 2.87 x 3.47 cm. Veja os exames aqui:http://exames3.wordpress.com/
Conheça meu novo blog: Beith Lehem, A Casa do Pão.
Acesse neste blog: Eu venci a endometriose.
Também escrevi estes textos para o blog:
Sábado ou domingo: que dia é melhor para descansar e tersaúde? O que a Bíblia diz?
O que a Bíblia diz sobre a carne de porco?
