11 de abril de 2021
– Eu não como mais carne de porco – disse o sitiante de família italiana, pouco religioso, beirando seus 80 anos, preocupado com a saúde. – A Bíblia conta que Jesus enviou os espíritos imundos para os porcos – prosseguiu, surpreendendo os sobrinhos numa conversa à beira da mesa repleta de bebidas alcoólicas.
Após acalmar a tempestade e chegar em terra firme, Jesus enfrentou
a fúria de outra tempestade. O choque da água contra o navio e o rimbombar dos
trovões foram substituídos pelos gritos violentos de dois homens tomados de
demônios que moravam entre sepulcros em Gadara, localizada na fronteira oriental do Império Romano, separada de Cafarnaum pelas águas do mar. Ninguém passava por aquele caminho ameaçador, mas
Jesus enfrentara a força das ondas para desembarcar justamente ali onde ninguém
queria estar, porque Ele tem algo a nos dizer sobre Gadara. Escute.
– E eis que gritaram: Que temos nós contigo, ó Filho de
Deus! Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? – disseram os homens possuídos
pela fonte da tormenta. – Se nos expeles, manda-nos para a manada de porcos.
– Pois ide –, ordenou-lhes Jesus. Nesse instante, os
demônios saíram dos homens e entraram nos porcos que se precipitaram
despenhadeiro abaixo, caindo nas águas do Mar da Galileia. Os porqueiros fugiram e contaram
o que havia acontecido. Então, diz a Bíblia, “a cidade toda saiu para
encontrar-se com Jesus”.
“Para agradecê-Lo?”, você pode perguntar, pois Cristo os
livrara da violência dos homens. Mas não havia gratidão alguma, apenas
indignação, medo, horror pela ameaça das ameaças: os porcos eram o comércio
deles. Por isso, pelo amor ao dinheiro, rogaram a Jesus que se “retirasse da
terra deles”. Os porcos eram deles, o comércio era deles, a terra era deles. Dinheiro, dinheiro, dinheiro. A terra é de quem?
Jesus entrou num barco e partiu.
Proibição bíblica do
consumo de carne de porco
A história se repete. Recentemente, Larissa Mies Bombardi,
professora e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), teve de deixar o
país após perseguições, ameaças contra a vida e invasão da sua casa com o roubo
de seu computador (1).
Além de publicar pesquisas sobre o uso de agrotóxicos no Brasil,
Larissa fez um amplo estudo, em parceria com um pesquisador alemão, mostrando a
associação entre Coronavírus e criação de porcos. “Municípios com maior densidade
de porcos também são aqueles com o maior número de pessoas infectadas por
covid-19”, afirma um artigo (2).
O fato não é exclusividade do Brasil, em especial nos
estados do sul que respondem por 66% da criação nacional de porcos, embora
sejam pouco povoados, e acende um alerta importante: a China, onde surgiu o
coronavírus, é líder mundial em produção de carne de porco; no noroeste da
Alemanha, foram fechados frigoríficos desse setor por causa da alta taxa de
covid e, nos Estados Unidos, a processadora de carne de porco Smithfield “se
tornou grande foco da doença em Dakota do Sul, um dos estados menos povoados do
país” (3).
Larissa publicou a pesquisa “Hypothesising on the emergence
of SARS-CoV-2 through bats: Its relation to intensive pig-factory farming and
the agro-industrial complex” (Hipóteses sobre o surgimento do SARS-CoV-2
através dos morcegos: sua relação com a suinocultura intensiva e o complexo
agroindustrial), em parceria com o pesquisador Immo Fiebrig, da Universidade
Nottigham, e Pablo Nepomuceno, da USP (Veja aqui).
“Em dois artigos, eles mostram a correlação espacial entre o
aumento de infectados pelo covid-19 e a criação intensiva de porcos no Brasil,
nos Estados Unidos e na Alemanha. Levantam também a hipótese, ainda não
comprovada, de que o modelo atual de agropecuária, especificamente a criação
industrial de suínos, pode favorecer a propagação do vírus, tendo os porcos
como vetores da contaminação. ‘Trata-se de uma hipótese, mas a correlação
espacial é enorme’, diz Larissa Bombardi” (4).
A Organização Mundial de Saúde (OMS) associou o surgimento
do vírus ao mercado de carnes imundas de Whuran, na China. O vírus H1N1 também está associado a
suinocultura, considerado, por Larissa Bombardi, um celeiro para futuras
pandemias em curto prazo de tempo.
Jesus disse, sim, que haveria pestes. Mas elas não surgem
sem motivo. São resultado da transgressão da lei. Há uma lei de saúde na Bíblia
que proíbe a ingestão de carnes imundas. O desrespeito ao que Deus diz acarreta
consequências coletivas e individuais.
“Larissa, também autora do atlas Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União
Europeia, fez a palestra ‘Vivendo Sob o Veneno’ na plataforma sobre
alimentação Fru.to (Assista aqui).
Na ocasião, ela citou a frase de Eduardo Galeano, escritor uruguaio: ‘A
soberania começa pela boca’, levando à reflexão de que as decisões acerca da
produção e consumo de alimento têm peso e consequência” (5).
Será que, como coletividade, estamos acolhendo pesquisas de ponta? “Não
deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça
que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem” (Mateus 7:6). Poderia ter
sido diferente. Nenhum pesquisador deveria ser obrigado a deixar o país por causa
de seu amor à Ciência. Como recebemos as mensagens que nos desafiam a repensar
a própria vida?
A história do pecado no planeta Terra também começa pela
boca. E Deus tem muito a dizer sobre o que comemos ou deixamos de comer. Pensar
o alimento é pensar na própria espiritualidade. O que a Bíblia diz sobre a
carne de porco? A carne de porco é considerada imunda na Bíblia? Há uma lei de
saúde nas Escrituras Sagradas. Vamos conhecer um pouco dessa lei? Vamos
pesquisá-la?
Começaremos por Gênesis. Como o pecado entrou na Terra? Por
que há sofrimento e morte? Deus fez Adão e Eva. Deu-lhes o Jardim do Éden.
Havia uma lei: eles não deveriam comer do fruto da árvore do conhecimento do
bem e do mal. Nesse ponto, eles demostrariam obediência ou rebelião. Conhecemos
a história. Eles queriam comer, comer e comer, e se fizeram surdos à Palavra de
Deus. Eles comeram. Comer foi transgredir, desobedecer, desconfiar do amor,
escolher outro governo – o governo de um pecado capital, o governo da gulodice,
dos instintos, dos prazeres sem restrições ou lei, o governo desgovernado do
mal. “Comer” parece algo inocente. Mas esse verbo está na gênese de toda
miséria que se abateu sobre o mundo porque “querer comer, em desprezo à lei” se
mostrou mais importante do que “querer obedecer por amor à lei”. A Lei que
provém de um Deus que ama. Seu amor infinito nos deu Jesus, o bebê de Maria, o
homem do deserto que passou 40 dias em jejum absoluto. O Homem que venceu o mal
na Cruz.
Adão e Eva não deveriam comer uma fruta proibida. Jesus não
deveria comer de um pão proibido – a pedra transformada em pão pela ordem do
inimigo. A Bíblia também nos fala daquilo que não devemos comer. “Leis sobre
animais limpos e imundos”, é o título do capítulo 11 do livro bíblico de
Levítico. Há várias carnes de animais e peixes consideradas imundas
biblicamente, entre elas está a carne de porco:
“Falou o Senhor a Moisés e Arão, dizendo-lhes: (...). Também
o porco, porque tem unhas fendidas e o casco dividido, mas não rumina; este vos
será imundo; da sua carne não comereis, nem tocareis no seu cadáver. Estes vos
serão imundos (...). Eu sou o Senhor, que vos faço subir da terra do Egito,
para que Eu seja vosso Deus; portanto, vós sereis santos, porque Eu sou santo.
Esta é a lei dos animais, e das aves, e de toda alma vivente que se move nas
águas, e de toda criatura que povoa a terra, para fazer diferença entre o
imundo e o limpo e entre os animais que se pode comer e os animais que se não
podem comer” (Levítico 11: 1, 7, 8, 45-47).
“Falou o Senhor”, é assim que começa o capítulo. Essa lei é
repetida em Deuteronômio 14: 3, 8:
“Não comereis coisa alguma abominável (...). Nem o porco,
porque tem unha fendida, mas não rumina; imundo vos será. Destes não comereis a
carne e não tocareis no seu cadáver.”
Sobre os porcos, Ellen White dizia, já no século 19: “Porcos
têm sido preparados para o mercado mesmo quando atacados de pragas, e sua carne
tóxica espalhou doenças contagiosas, seguindo-se grande mortandade” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar).
A carne de porco no
Novo Testamento
Certa vez, ao conversar com uma professora da Unicamp, onde
fiz meu estágio docente durante meu doutorado, acabamos entrando no assunto
sobre o consumo de carne suína, pois o marido dela tem ascendência judaica. Eu
falei sobre o que Levítico e Deuteronômio dizem da carne de porco.
– Ah, mas agora os
porcos são criados em ambientes limpos, controlados –, disse a professora. Mas
nenhuma diferença faz se os porcos estão limpos ou sujos. A carne é imunda
porque Deus disse. Nossa tentativa humana de “limpar”, de “retirar” obrigações,
de “reescrever gramatica ou geneticamente”, de “controlar”, de “apagar”, de
fazer uma limpeza histórica na lei ao bel-prazer de nosso paladar físico ou
espiritual não transforma em limpo o que Deus falou que é imundo. Em nenhum
lugar da Bíblia, de capa a capa, está escrito que a carne de porco agora deixou
e ser imunda para se tornar limpa. E como não podemos reescrever a Bíblia, o
imundo continua sendo imundo. Os porcos continuam sendo porcos.
Mas Jesus também disse: “Ouvi entendei: não é o que entra
pela boca que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o
homem” (Mateus 15: 11). Jesus está, nesse momento, dizendo que podemos comer de
tudo? Ele está dizendo que a própria proibição do consumo do fruto da árvore do
Éden era sem cabimento? Ele está dizendo que comer ou não comer carne de porco
é algo desimportante? Se levarmos essa declaração para o sentido daquilo que
comemos, então poderíamos ingerir veneno,
afinal “o que entra pela boca” não oferece perigo. Precisamos entender o
contexto. Os judeus criticaram os discípulos por estarem comendo sem antes ter
lavado as mãos, em rituais
exaustivos de abluções (não por estarem comendo carne de porco, pois não
há sequer uma menção de que os discípulos ou Jesus tenham comido carne de
porco). Então, Jesus diz aos judeus que eles não respeitavam a Lei, pois
transgrediam o quinto mandamento sobre honrar pais e mães, colocando seus
interesses mercantis em primeiro lugar. A boca deles parecia limpa, pois
honravam a Deus com os lábios, mas o coração estava sujo, imundo.
Lembram-se do homem de quase 80 anos, mencionado no início
desse texto, que decidiu não comer carne de porco? Ele faz tudo para ter mais
saúde, se ver livre das doenças e viver mais. Contudo, esse mesmo homem se
recusou a dividir a herança, ainda em vida, para uma filha adotiva, dissipando
os bens a fim de que ela não receba sua parte, apesar de ter pedido perdão
pelos terríveis erros que cometeu contra ela na infância. Não comer carne de
porco faz alguma diferença na vida desse homem? Ter pedido perdão, mas não ter
mudado seu coração, faz alguma diferença na vida desse pai? Louva com os lábios
e tem a boca limpa, mas o coração sujo, imundo. Ninguém vai se salvar por não
comer carne de porco. Mas isso não significa que a lei está abolida.
Esse pai rejeitou a carne de porco e a filha. O que você acha
de uma pessoa que não come carnes imundas, mas despreza as outras pessoas que
são diferentes dela, seja uma filha, nora ou o próprio filho? O que você acha
de alguém que não come carne de porco, mas tem preconceito racial?
Pedro era esse homem. O apóstolo Pedro ainda mantinha em seu
coração o preconceito contra não-judeus. Mas um dia, Deus lhe deu uma visão, um
pouco antes do almoço, quando a fome era maior. Do Céu, desceu três vezes um
lençol com animais imundos, entre eles, certamente o porco. E Deus lhe disse
para matá-los e comê-los. Pedro se recusou, dizendo: “De modo nenhum, Senhor!
Porque jamais comi coisa alguma comum e imunda” (Atos 10: 14). Enquanto Pedro
“estava perplexo sobre qual seria o significado da visão”, alguns homens
chegaram à casa em que ele estava e o chamaram para visitar Cornélio, um romano
convertido que deseja ouvir mais de Cristo. Deus manda Pedro ir até Cornélio.
Pedro descobre o significado da visão, aprende uma lição. Que lição é essa? A
lição de que deve comer carne de porco? Depois, da visão o que Pedro faz? Ele
aparece comendo carnes imundas? Não, porque na própria visão, ele não come
essas carnes. Elas são retiradas. O Senhor retira as carnes imundas, mas deixa
uma ordem: “Ao que Deus purificou não consideres comum.” Onde reina o Evangelho
de Cristo, não há preconceito racial. Deus é absolutamente contra qualquer
forma de preconceito racial. Uma mensagem importantíssima para os tempos
violentos em que estamos vivendo.
O pecado é degradante. Em Lucas 15, Jesus conta a história
do Filho Pródigo, que abandona o pai, dissipa suas riquezas e acaba no
fundo do poço. “Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande
fome, e ele começou a passar necessidade. Então, ele foi e se agregou a um dos
cidadãos daquela terra, e este mandou para os seus campos a guardar os porcos”
(Lucas 15: 14, 15). Estar longe do Pai é degradante.
Pouco importa se o que eu como é salada ou carnes gordurosas, se estou longe do Pai. Não importa se eu como frutas ou pães integrais, se há ódio e mentira em meu viver e não estou disposto a obedecer. Não importa se faço uso de fitoterápicos para aplacar a consciência em vez de usar tarja preta, se pratico a mentira e a difamação. Sim, você pode viver mais se lutar por uma vida saudável. Obedecer às leis da saúde lhe dará uma proteção maior em relação a doenças e pestilências que se multiplicam rapidamente por todo o mundo devido às transgressões contra o meio ambiente, saúde animal e humana. Todas as nossas decisões têm consequências. A vida não é mágica. Deus faz o sol brilhar sobre bons e maus. Graça misericordiosa. Você pode viver mais, mas não pode alcançar a vida eterna só porque vive de maneira saudável aqui na Terra. Ninguém pode viver eternamente sem amar.
O território dos
porcos
O amor é a palavra-chave da lei. Sem amor, a lei é morta.
Mas o amor de Cristo na cruz não matou a lei. "
O que Deus diz na Escrituras é muito importante. Se amamos a
Jesus, estudaremos a Bíblia para aprender mais e mais. É por amor a nós que
Deus nos deixou a Lei, para nos proteger. Não comer carne de porco e outras
carnes imundas é uma lei bíblica, dada porque o Senhor quer o nosso bem. Ao
mesmo tempo, a ordem “não coma” é o mesmo teste dado ao primeiro casal que
reverbera do Éden para os dias de hoje. Quem ouviremos? O mundo tem,
rapidamente, seguido em sentido contrário à Palavra de Deus.
Sobre os porcos, a norte-americana fundadora da Igreja
Adventista do Sétimo Dia, Ellen White diz:
“[...] Deste disse Deus: ‘Imundo vos será; não comereis da
carne deste e não tocareis no seu cadáver’ Deut. 14:8. Esta ordem foi dada
porque a carne do porco é imprópria para alimentação. Os porcos são limpadores
públicos, e é este o único emprego que lhes foi destinado. Nunca, sob nenhuma
circunstância, devia sua carne ser ingerida por criaturas humanas. O porco, se
bem que um dos mais comuns artigos de alimentação, é um dos mais prejudiciais.
Deus não proibiu os hebreus de comerem carne de porco apenas para mostrar Sua
autoridade, mas por não ser ela apropriada à alimentação do homem” (Leia o
texto na íntegra aqui: Conselho sobre o Regime Alimentar).
Nem mesmo a nação judaica tem guardado a lei da saúde. Desde
que se tornou um Estado, Israel proíbe a criação de porcos, mas, em 1963, aprovou
uma lei que permite a criação de porcos destinados a pesquisas médicas. Assim
surgiu o Kibutz Lahav, um projeto altamente lucrativo, para criação de porcos
destinados à pesquisa de ponta no Instituto Lahav CRO (http://www.animalresearch.co.il/).
O país se tornou um dos maiores centros de pesquisa médica do mundo, com
biotecnologia e bioengenharia desenvolvidas a partir de pesquisas com suínos. As
pesquisas feitas ali seguem em cuidadoso sigilo. Válvulas cardíacas,
medicamentos e diversos materiais de uso cirúrgico, além de testes
pré-clínicos, são feitos a partir do porco. Por quê? Os pesquisadores alegam
que o porco é o animal que apresenta mais similaridades com o organismo humano.
Todo seu sistema respiratório, por exemplo, é muito semelhante ao nosso o que
pode explicar a maior prevalência de coronavírus em lugares de processamento da
carne suína, conforme apontou a pesquisa realizada pela USP.
Entre judeus ortodoxos e outros grupos religiosos têm
surgido discussões sobre o uso de medicamentos e biotecnologia médica à base de
carne suína. Seria ou não permitido? Esses líderes, em geral, têm chegado à
conclusão de que, sim, o uso de estabilizante de gordura de porco em uma droga
farmacêutica, por exemplo, não é a mesma coisa que ingerir a carne.
Não é a mesma coisa? No que consiste o processo de digestão? A digestão
transforma a carne de porco em partículas hidro ou lipossolúveis e absorvíveis que vão para o
sangue. O remédio inoculado tem partículas que passaram por um processo de
“digestão” em laboratório a fim de que estejam prontas para ir direto ao sangue
sem ter que passar pelo sistema digestório. Não muda a natureza do que foi
colocado no corpo, mas apenas altera o processamento. Processada pelo sistema
digestivo ou pelo laboratório, a carne de porco continua sendo carne de porco.
Como somos capazes de negar? Contudo, os judeus não apenas têm se permitido
usar biotecnologia médica a partir de material suíno – pesquisas que se destacam internacionalmente,
pois a indústria médica mundial tem, predominantemente, optado por esse
paradigma –, como também estão alterando seu cardápio. O consumo de carne de
porco está disseminado no país.
“Embora o governo israelense esteja sob pressão renovada
para proibir a criação de porcos desde os anos 1990, a indústria de suínos tem
crescido continuamente devido ao aumento do apetite por produtos suínos em todo
o país. Até o Kibutz Lahav usa seus porcos em excesso (aqueles que foram
criados para fornecer órgãos apenas para pesquisa) para consumo. Carne de porco
no menu para o Shabat e feriados no kibutz. Quer sejam criados, servidos ou
comidos, os porcos são, sem dúvida, parte do legado deste kibutz” (6).
A pesquisa médica abriu as portas para alguns porcos passarem. Agora, todos
estão passando. Por que via o consumo de
porcos está entrando em sua vida?
A quem ouvirei?
Não importa se é uma fruta, como foi no Éden, ou carne de
porco, como está estabelecido na Bíblica no livro de Levítico, se Deus proibiu,
devemos ouvir Sua voz, confiar em Sua Palavra, ter a certeza de que Ele faz
isso por amor. Precisamos confiar em Seu amor, seu poder que oferece cura e
salvação, porque Ele é santo e quer nossa santidade. Mas os nossos pais desconfiaram
do amor divino.
Ao falar sobre a Nova Terra, sobre Jerusalém restaurada –
portanto, sobre um tempo futuro –, Isaías 66: 17 diz o que Deus acha da carne
de porco. Leia.
Isaías também diz:
“Fui buscado pelos que não perguntavam por Mim; fui achado
por aqueles que não Me buscavam; a um povo que não se chamava do Meu nome, Eu
disse: Eis-Me aqui, eis-Me aqui. Estendi as mãos todo dia a um povo rebelde,
que anda por caminho que não é bom, seguindo os seus próprios pensamentos; povo
que de contínuo me irrita abertamente (...), que mora entre sepulturas e passa
as noites em lugares misteriosos; come carne de porco e tem no seu prato
ensopado de carne abominável; povo que diz: Fica onde estás, não te chegues a Mim,
porque sou mais santo do que tu” (Isaías 65; 4, 5).
Os habitantes de Gadara mandaram Jesus embora porque
preferiam os porcos. “Este o resultado que Satanás intentava obter. Lançando
sobre Jesus a culpa de seu prejuízo, suscitou os temores egoístas do povo,
impedindo-o de escutar Suas palavras. Satanás acusa constantemente os cristãos
como causa de prejuízo, desgraça e sofrimento, em vez de consentir que a
censura recaia onde compete: sobre si mesmo e seus anjos. Os propósitos de
Cristo não foram, porém, subvertidos. Permitiu que os espíritos maus
destruíssem a manada de porcos, como reprovação àqueles judeus que, por amor do
ganho, estavam a criar tais animais imundos. Demais, foi permitido que esse
acontecimento ocorresse a fim de que os discípulos pudessem testemunhar o poder
cruel de Satanás, tanto sobre o homem quanto sobre os animais (O Grande Conflito. Ellen White).
Mas para aqueles dois
homens, livres dos demônios e das sepulturas, se Jesus não podia ficar, eles
iriam embora com seu querido Mestre. Jamais haviam sido amados como foram por Ele.
“Não”, disse-lhes Jesus. Eles deveriam ficar e falar sobre a história da sua
libertação. A partir daquele pedido amoroso, o relato dos porcos submergidos no
mar era contado e recontado diariamente por dois homens trazidos à vida pela
Palavra do Senhor. Aos poucos, as pessoas redirecionaram o seu olhar para o
autor do maior acontecimento ocorrido naquela vila proscrita – o convite para a
salvação eterna. Gadara deixou de ser o território dos porcos para se tornar o
palco de um grande milagre operado pelo médico dos Médicos – Jesus.
8 de maio de 2021
PS.: Paulo e o consumo de carne de porco
Paulo jamais mencionou que a carne de porco é apropriada
para o consumo humano. Em nenhum lugar na Bíblia, de capa a capa, há essa
autorização. No entanto, há muitos versos bíblicos contrários ao consumo de
carne de porco. Apesar dessa evidência, há quem diga que podemos comer carne de
porco tão-somente porque Paulo disse aos coríntios: “Comei de tudo quanto se
vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência” (1 Coríntios
10:25). Precisamos entender o contexto. Naquela época e naquela localidade, sacrificavam animais aos ídolos. Paulo está falando especificamente
dessas carnes sacrificadas aos ídolos. Ele disse que a carne sacrificada ao
ídolo podia ser consumida, pois os ídolos não significam nada. Era uma questão
local. Ao estudar a Bíblia, precisamos sempre considerar o contexto das
passagens. Lembre-se: a Palavra de Deus é como um tesouro que precisa ser
encontrado com dedicação e entrega. A verdade bíblica é como o Reino dos Céus. “O
Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o
encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o
que tinha e comprou aquele campo” (Mateus 13:44).