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sábado, 21 de agosto de 2021

Livro: Do Sábado para o Domingo

 



Escrevi um texto sobre a importância do sétimo dia, o sábado, para a saúde física, mental e espiritual (Veja aqui). É uma síntese sobre o sábado na Bíblia.

Para saber mais sobre o sábado e ter certeza de que ele é o sétimo dia mencionado na Bíblia como dia de descanso e santificação, é preciso, no entanto, um estudo atento dos textos bíblicos, em oração. Sempre ore antes de estudar a Bíblia. "O Reino do Céu é como um tesouro escondido no campo", diz Jesus, em Mateus 13:44. Precisamos nos dedicar ao estudo completo da mensagem bíblica. Ao amarmos a verdade bíblica, alcançaremos a pérola de grande valor.

Como diz João (1:1-3), Jesus estava na Criação e tudo que foi feito, inclusive o sábado (Gênesis 2:3), foi feito por Ele também. Será que mesmo após ter instituído o sábado antes do pecado, Jesus teria mudado o sábado para o domingo quando esteve na Terra? Jesus mesmo responde, em Mateus 5:17, que não veio para mudar a Lei – ele está se referindo aos Dez Mandamentos –, mas veio para cumpri-la. Como Paulo diz, em Romanos 3:31, a fé jamais, de maneira alguma, anula a Lei.

O sábado é, portanto, o memorial da Criação e também da salvação (Ezequiel 20:12). Mas milhares não têm desejado entrar no “descanso” de Deus (Hebreus 4:9-13). Esta passagem se refere ao sétimo dia, que é o sábado, o santo dia do Senhor, não a uma instituição sabática que possa ser transferida de um dia para o outro de acordo com a vontade dos homens. Afinal, Êxodo 20:8-11 diz que o sábado é um dia, o sétimo dia, no qual o Senhor “descansou”. Rest, o dia do descanso.       

Mas como, por que e quando o sábado foi mudado para o domingo? Por que as igrejas protestantes de maneira geral aceitaram essa mudança? No livro “Do Sábado para o Domingo: A mudança indevida do dia da adoração”, Carlyle B. Haynes oferece o contexto histórico dessa mudança e, ao mesmo tempo, demonstra de maneira bastante didática e precisa as bases bíblicas, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, sobre a guarda do sábado.  

Para você que não é sabatista, acompanha este blog e se interessa também por conhecer a Bíblia, eu gostaria de enviar este livro gratuitamente, como um presente. Tenho apenas alguns exemplares. Se você tiver interesse, posso enviá-los pelo correio. Basta me enviar seu endereço para o seguinte e-mail: endometrioma.blog@gmail.com.

Hoje, neste momento que escrevo, é sábado, o Dia do Senhor. Eu estava justamente estudando o livro de Haynes. Senti-me motivada a compartilhar aquilo que me faz feliz, pois conhecer a vontade de Deus para nossa vida é a razão da verdadeira felicidade, a chave da vida eterna, ainda que neste mundo tenhamos aflições.

Um dia, na eternidade, todos estaremos reunidos para adorar a Deus aos sábados de maneira especial, pois o sábado é eterno (Isaías 66:23). Por que não começar a ter essa experiência de renovação e paz já neste mundo? Obedecer é melhor do que sacrificar (1 Samuel 15:22). O sábado não é um sacrifício, um esforço, mas a demonstração de obediência, de amor. Um dia para celebrar a liberdade!

O sábado não é só para uma religião ou um povo, ele é para toda a humanidade, um presente de Deus para todos nós, pois está escrito: “O sábado foi estabelecido por causa do homem” (Marcos 2:23). Por causa da humanidade e para toda a eternidade, pois "seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a Palavra de Deus permanece eternamente" (Isaías 40:8). 

O sábado é uma pausa sagrada, um vislumbre do Céu, um presente de amor. Você aceita esse presente?


sábado, 8 de maio de 2021

Sábado ou domingo: que dia é melhor para descansar e ter saúde? O que a Bíblia diz?

 Sábado, 8 de maio de 2021


Você precisa de um dia da semana para descansar. Seu corpo pede uma pausa, um dia inteiro para se reconectar e repor as energias, estar em meio à natureza e se voltar inteiramente a Deus. Um dia de descanso. Para o meio ambiente, um lockdown por semana seria, na visão de ambientalistas, um sopro de esperança diante de tanta poluição e destruição sem precedentes.

Eu não sei se apenas um dia de pausa na semana pode mudar o planeta, mas com certeza pode redimensionar sua saúde e transformar sua vida, dando-lhe um novo significado. Vamos viver essa experiência? Se você aceitar esse convite especial, vai descobrir o incrível valor de um dia exclusivo só para você ser saudável e feliz. É uma vivência única!

Mas que dia é melhor para descansar e ter saúde? Sábado ou domingo? Provavelmente, muitos dirão que é o primeiro dia da semana, o domingo, porque trabalham no sábado, porque a igreja abre aos domingos... Mas alguns responderão que o melhor dia de descanso é o sétimo dia, o sábado. Por quê? Porque o sábado é o Dia do Senhor. Vamos ver o que a Bíblia diz sobre o sábado?


A origem do sábado

A ideia de um dia de descanso não é nova. Remonta à história da humanidade. Essa ideia está grafada no quarto mandamento, mas começa muito antes dos Dez Mandamentos. A ideia de um dia de descanso surgiu com Deus, no Éden, em um mundo perfeito, logo após Ele ter finalizado a Criação. O homem e a mulher foram criados no sexto dia. No sétimo dia, ao finalizar sua belíssima obra, Deus instituiu o sábado como dia de guarda. “Assim foram concluídos os céus e a terra, e tudo o que neles há. No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou. Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação.” (Gênesis 2:1-3).

O sábado, portanto, é o dia do nascimento da Terra! O aniversário do nosso planeta! Alguém já viu um filho olhar para os pais e dizer: “mudei a data do meu nascimento, vou comemorar o dia que eu escolhi para ser feliz”? Soa como um desprezo. Uma decisão que coloca em risco a memória mais importante: o dia do nascimento é também o dia dos pais. Se Deus nos criou e escolheu o sábado para que nos lembrássemos dEle, ao mudar esse dia sagrado para um outro dia qualquer, mudamos também a autoridade que rege nossa vida. Quem está regendo minha vida?

Se depois de você ler em Gênesis que Deus fez o sábado, santificando-o, antes mesmo de a Terra cair em pecado, você ainda tem dúvidas da santidade desse dia, vamos prosseguir estudando a Bíblia para saber por meio das Escrituras qual é, de fato, o dia de descanso, o dia sagrado.


O sábado no deserto

A vida, por vezes, é um deserto. Doença, desemprego, abandono, dores emocionais, cansaço, dia a dia exaustivo são marcas do deserto que vivemos. Mas não espere sair desse deserto para ouvir a voz de Deus. Ele fala com você antes que surja a terra prometida. Ele faz nascer um lugar de descanso, um oásis, em meio ao deserto. Que lugar é esse?

Quando o povo de Deus saiu do Egito após quatrocentos anos de escravidão teve de enfrentar o deserto antes de chegar à terra que mana leite e mel. E o que Deus fez por eles logo nos primeiros dias de uma viagem que duraria mais de 40 anos? Antes mesmo de dar os Dez Mandamentos, Deus lhes deu um pão e um dia; o maná e o sábado – alimentos do corpo e da alma.

O maná era um pão com gosto de mel que caía do céu todos os dias sobre a terra, como um orvalho branco nutritivo. Deus avisara ao povo que não guardasse o maná para o outro dia. Os que desobedeceram logo descobriram que o maná guardado para o dia seguinte estragava rapidamente. Contudo, Deus disse que o maná de sexta-feira deveria ser recolhido em dobro e guardado para o sábado. Surpreendentemente, o pão doce continuava doce no sétimo dia, o sábado do Senhor.

Eu escrevi no meu blog Beith Lehem: “[...] o maná guardado de sexta para sábado se mantinha perfeito. Aquele delicioso bolo de mel se manteve apropriado ao consumo por mais de dois mil sábados, durante 40 anos. O maná fala de sabores, nutrição e louvor. O sétimo dia de Gênesis é o sagrado sábado do Senhor.”

Foi com um pão de mel, enviado do Céu, que Deus despertou a memória de um povo para o dia do seu nascimento, o aniversário do mundo: o doce sábado do Senhor.

Conforme a viagem prosseguia, novas informações surgiam. Chegou o grande dia em que Deus chamou Moisés ao cume do monte e lhe deu duas tábuas de pedras, escritas pelas Suas próprias mãos. É importante dizer que a única lei bíblica escrita pelo próprio Deus são os Dez Mandamentos. Deus não ditou os mandamentos para Moisés, Deus escreveu com Seu próprio dedo a Lei eterna na pedra.

Naquela pedra, estava escrito o quarto mandamento: "Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais, nem os estrangeiros que morarem em tuas cidades. Pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles existe, mas no sétimo dia descansou. Portanto, o Senhor abençoou o sétimo dia e o santificou” (Êxodo 20:8-11).

Ao descer no monte com as pedras nas mãos, Moisés as quebrou ao ver que o povo adorava um bezerro de ouro, um ídolo. Deus chamou Moisés novamente, e novamente escreveu com Sua mão os Dez Mandamentos, dizendo-nos: se a lei está quebrada em seu coração, permita que Eu a reescreva para você. Nessa reescrita, uma ordem não será substituída por outra, um dia não tomará o lugar de outro.

Deus escreveu “sábado, o sétimo dia” na primeira vez; Deus escreveu “sábado, o sétimo dia” na segunda vez. Deus escreveu o sábado no coração dos hebreus por 2.080 sábados (52 semanas multiplicadas por 40 anos), com pães de mel preservados aos sábados que refaziam as forças em meio ao deserto abrasador. O sábado é um maná que nutre e salva. Experimente-o. Tem gosto de pão do Céu. Esse pão sagrado lhe dará saúde física e espiritual.


Jesus aboliu o sábado? Quem trocou o sábado para o domingo?

Jesus guardou o sábado unindo a lei ao amor. Ele afirmou: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mateus 5:17). Em nenhuma parte da Bíblia, do começo ao fim, você vai encontrar a palavra “domingo”. Simplesmente, não existe.

A Bíblia menciona o “primeiro dia da semana”, mas nunca faz qualquer alegação de que seja um dia santo. Em Atos 20:7, os discípulos se reuniram com Paulo para comer antes que ele saísse de viagem, à noite. Não era um culto religioso, mas uma reunião de despedida no sábado à noite (para os judeus, o dia começa ao pôr-do-sol). Em 1 Coríntios 16:10, há referência a guardar dinheiro em casa, não há qualquer serviço religioso mencionado nesse verso. Em João 20:19, os discípulos estão reunidos e Jesus aparece. Não foi uma reunião de adoração, pois os discípulos estavam escondidos, com medo. Aliás, se Jesus tivesse mudado o dia de adoração, teria sido uma ocasião perfeita para realizar essa mudança, mas não houve mudança. Jesus não mudou o dia de adoração.

Alguns dizem que o “sétimo dia” é o domingo. Mas a Bíblia enfatiza que o “sétimo dia” é o sábado, basta ler os Dez Mandamentos. Também não há sequer uma referência nas Escrituras de que Jesus trocou o dia de guarda para o domingo. Jesus “descansou” no sábado e ressuscitou no domingo, mas nunca disse nada sobre ter eleito um novo dia sagrado. Não há qualquer referência bíblica sobre a troca do sábado por outro dia.

Na verdade, a mudança do sábado para o domingo foi feita pelo homem e ocorreu no início da era cristã quando a igreja se uniu ao Império Romano e passou a aceitar a adoração a divindades pagãs. Foi em 7 de março em 321 d. C que o imperador romano Constantino, ao supostamente se converter ao cristianismo, trocou o sábado pelo domingo como dia de descanso, e instituiu o culto ao “Deus sol”, uma divindade pagã que perpassa as culturas pagãs, como o deus Rá, no Egito; Marduque, na Babilônia, entre outros.

Em vez do "deus pagão sol", devemos adorar o Sol da Justiça, Jesus, e obedecê-Lo. Acho interessante que o último livro do Antigo Testamento na Bíblia, Malaquias, termine enaltecendo os Dez Mandamentos ao mesmo tempo em que se refere a um tempo futuro quando João Batista nasceria a fim de preparar o caminho para Cristo. É um elo fortíssimo de ligação entre o Primeiro e o Segundo Testamento, mostrando a conexão direta entre a Lei antes e depois do ministério de Cristo. A Lei permanece. Malaquias nos exorta: 

Lembrai-vos da Lei de Moisés, meu servo, a qual lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a qual são os estatutos e juízos. Eis que eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor [...]” (Malaquias 4:4,5). 

Outro fato que me chama muito a atenção sobre a permanência do sábado como dia sagrado é quando Jesus diz, em Mateus 24, que deveríamos orar para que nossa fuga não ocorresse no sábado, no tempo da perseguição. Veja, Jesus disse: “Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno nem no sábado” (Mateus 24:20). Nesse verso, é interessante notar que Jesus está falando de um tempo após sua morte e ressurreição. E ao falar sobre esse futuro distante, Jesus reafirma o sábado como um dia a ser guardado e reverenciado.

Jesus não guardava o sábado só porque era judeu, mas porque sua vida era uma manifestação de amor a Deus (Veja aqui), pois Ele mesmo disse: “Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos.” (João 14:15).

“Mas precisamos guardar a lei?”, muitos dizem. Ninguém nega que precisamos guardar a lei (não matar, não adulterar, não roubar etc). Mas quando se trata do sábado, muitos indagam se a lei não foi pregada na cruz. O sábado foi pregado na cruz?

Em Colossenses 2:16, 17, ao dizer “ninguém vos julgue por causa de luas novas ou sábados”, Paulo fala de “sábados” no plural, mencionando especificamente as festividades judaicas que eram os feriados nacionais de Israel, não o sétimo dia dos Dez Mandamentos. A lei cerimonial de Moisés – com esses feriados sabáticos que podiam cair em qualquer dia da semana, como a Páscoa – é temporária e está relacionada aos sacrifícios que simbolizavam o sacrifício único de Cristo na cruz. Quando Jesus disse “está consumado”, ocorreu algo que demonstra o fim dessas cerimônias. Uma mão poderosa e invisível rasgou o véu do templo judaico de cima a baixo. Aquelas cerimônias e sua legislação ritual não têm mais sentido. Cristo, o Cordeiro de Deus, já morreu por nós e exaltou a Lei de Deus em sua vida. Portanto, precisamos fazer uma distinção entre a Lei moral (Dez Mandamentos) e as leis cerimoniais.

Se os Dez Mandamentos ou o sábado não foi pregado na cruz, anulado por Cristo, o que foi pregado na cruz? Foi o “escrito de dívida” (Colossenses 2:14), nossos delitos, a condenação pelo pecado trazida pela lei, não a lei. Quando Paulo diz que a lei foi pregada na cruz (Colossenses 2:14), ele não está se referindo aos Dez Mandamentos, que é a lei moral, eterna. Jamais ele diria que agora, depois da morte de Cristo na cruz, nós podemos matar ou adulterar ou cobiçar. A graça nos salvou, mas não anulou a Lei.

 Alguém diria que o mandamento “não matarás” não vale mais? Mas por que queremos tirar “apenas” o mandamento do sábado? Não poderíamos deixar “apenas” esse mandamento de lado? Quais as consequências? A Bíblia diz: “Pois quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente. Pois aquele que disse: ‘Não adulterarás’, também disse: ‘Não matarás’. Se você não comete adultério, mas comete assassinato, torna-se transgressor da Lei” (Tiago 2:10,11). Se eu não guardo o mandamento do sábado me torno transgressora dessa mesma lei mencionada por Tiago, a Lei de Deus, pois o sábado está incluso nos Dez Mandamentos. Não há como deslocar um único mandamento segundo nossa vontade ou autoridade humana, pois Deus não autorizou a mudança, basta ler a Bíblia de capa a capa.

Jesus morreu na cruz em nosso lugar, mas também nos deixou um exemplo de como viver. Está escrito: “Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos.” (1 Pedro 2:21).  


Como Jesus guardou o sábado?

A Bíblia não diz que Jesus guardou o domingo, mas diz muito claramente que Jesus ia à igreja aos sábados, conforme seu costume: “Ele foi a Nazaré, onde havia sido criado, e no dia de sábado entrou na sinagoga, como era seu costume. E levantou-se para ler.” (Lucas 4:16). Veja também Marcos 6:2.

Há quem acredite que Jesus desautorizou a guarda do sábado ao dizer que o sábado foi feito por causa do homem e não o homem foi feito por causa do sábado (Lucas 6). O que Jesus fez foi nos ensinar a guardar o sábado, pois o povo judeu havia transformado esse dia sagrado em um dia muito pesado de inúmeras exigências ritualísticas que tornavam o sétimo dia em um dia de tristeza em vez de um dia de alegria e comemorações, como deve ser o dia de aniversário.

O sétimo dia é o sábado - palavra que surpreendentemente tem a mesma raiz em centenas de idiomas, como shabat em hebraico ou armênio, saturday, em inglês; sabet, em árabe ou sabato, em italiano. Esse fato extraordinário da linguística mundial não ocorre com o domingo, cujo nome sequer é citado na Bíblia.   

O sábado é uma grande festa, estava ensinando Jesus. Nesse dia de festa, é permitido sorrir, andar pela natureza, pregar a Palavra de Deus, curar, ajudar os necessitados, descansar, apreciar as obras do Senhor, amparar com palavras e atos os que estão sofrendo, estar entre amigos, ir à igreja! O sábado é um dia de trabalho para Deus, não para nós. Ao trabalhar para Deus, temos mais lucro do que podemos imaginar – alegria, satisfação em ver a alegria de quem recebeu nosso amparo! O sábado é um delicioso pão doce, o maná do Senhor.


O sábado em minha vida

No texto “O sétimo dia da semana, ou da vida”, o psiquiatra Oliver Sacks rememora o sábado em sua história familiar e pessoal. O sábado ou o shabat do quarto mandamento (Êxodo 20) “era completamente diferente do resto da semana”. Sacks fala que em sua infância o sábado era um dia especial, reservado para se estar em família e na sinagoga.

“A observância do shabat é muito bela e é impossível sem ser religioso. Não se trata sequer de melhorar a sociedade – é uma questão de melhorar nossa própria qualidade de vida”, disse Robert John, um matemático ganhador do Prêmio Nobel, cuja fala Sacks reproduz, lembrando que John o visitou no hospital quando ele foi diagnosticado com câncer no olho e lhe falou que se tivesse que viajar no sábado para receber o Nobel teria recusado. “Seu compromisso com o shabat, com sua paz e distância absoluta das questões mundanas, teria pesado mais até que um Prêmio Nobel”, concluiu Sacks em suas memórias face à morte iminente. 

Há um prêmio superior aos que ouvem a voz de Cristo e ousam guardar Sua palavra ainda que familiares, amigos e o mundo inteiro sigam em outra direção. Somos e seremos provados em nossa fé. Em breve, haverá uma lei que instituirá mundialmente um outro dia para guardar e reverenciar. Ao som da música envolvente, quem não se dobrará à estátua de poder, à semelhança do que ocorreu em Babilônia (ver Daniel 3)?

O sábado é o selo de Deus

Ellen G. White afirma que “o sábado foi inserido no decálogo como o selo do Deus vivo, identificando o Legislador, e tornando conhecido o Seu direito de governar. Era o sinal entre Deus e Seu povo, um teste de sua obediência a Ele. Moisés foi ordenado a lhes dizer da parte do Senhor: ‘Certamente, guardareis os Meus sábados; pois é sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica’ [Êxodo 31:13]. E quando alguns do povo saíram no sábado a recolher o maná, o Senhor indagou: ‘Até quando recusareis guardar os Meus mandamentos e as Minhas leis?’ [Êxodo 16:28].” (Veja aqui).

À semelhança de nossos primeiros pais, dos hebreus, dos discípulos e do próprio Cristo, eu considero o sábado um tempo sagrado de renovação do corpo e da mente. “Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidares dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares o sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, [...] eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse” (Isaías 58).

No sétimo dia da semana, eu descanso. Vou à igreja, ensino lições bíblicas para meu filho, passeio pela natureza com meu marido, encontro-me com pessoas que amam o sábado e com aqueles que desejam conhecer mais sobre a santidade desse dia, atendo a pedidos de ajuda e amparo, seguindo o exemplo do Senhor. O sábado está na minha família há quatro gerações. Mas tenho aprendido mais sobre ele a cada semana.

A guarda do sábado tem a ver com a renovação da minha saúde e com a superação da endometriose. Se uma noite de sono bem dormida tem tantos benefícios, imagine as bênçãos de santificar e guardar um dia ao qual Deus escolheu para se encontrar com cada um de seus filhos e filhas. O sábado é saúde e promessa divina de felicidade. O sábado é um dia belo e feliz. Um presente de Deus para a humanidade. Além de seus benefícios físicos e emocionais, o sábado é o dia em que me encontro com Cristo, o autor de minha fé.   

O sábado é o sinal de uma aliança eterna. Foi estabelecido no mundo perfeito criado por Deus e será celebrado durante toda a eternidade. “‘De uma lua nova a outra e de um sábado a outro, toda a humanidade virá e se inclinará diante de mim’, diz o Senhor” (Isaías 66:23).


PS.: Escrevi também sobre a Bíblia e o consumo de carne deporco. Leia o artigo aqui. Hoje, acrescentei um comentário sobre Paulo e os coríntios. Está no final do texto.