8 de agosto de 2018
Conheça meu novo blog: Beith Lehem, A Casa do Pão.
Eu era infértil, mas agora sou mãe. Sou mãe do João e esposa do Guilherme. Tenho endometriose. Venci a endometriose, mas não pela minha própria força.
Há exatamente dez anos, em 8/8/2008, eu estava em uma mesa cirúrgica para remoção de um tumor de 15 cm no meu ovário direito. Havia recebido o diagnóstico de câncer. Após a biópsia, descobri que não estava com câncer, mas com uma doença complexa, mutiladora e dolorida: endometriose.
Endometriose profunda, grau IV, infiltrativa, espalhada pela cavidade abdominal. Recebi indicação para remoção de um segmento do intestino, sob o risco de ficar colostomizada (usando uma bolsa externa coletora de fezes). Mesmo com a cirurgia e tratamento hormonal, não havia promessas de cura. Custaria caro, com equipe médica altamente especializada, ainda assim, não havia promessa de cura. Qual é o preço de uma vida?
Eu já não vivia. Cheguei a desmaiar de dor. Além da dor física, havia dor emocional. Os médicos me disseram que eu tinha apenas “3% de chance” de engravidar naturalmente. Eu estava com 31 anos, emagrecida, com dores e fraqueza, infértil, diagnosticada também com doença autoimune, com dois resultados reagentes no exame de Fator Antinuclear (FAN). A vida não estava em mim.
Hoje, 8/8/2018, este blog completa dez anos. Estou morando em um sítio no alto da serra. Sou mãe em tempo integral de um lindo menino. Não tenho mais dores. O FAN voltou ao normal. Engravidei naturalmente. Eu venci a endometriose, mas não pelas minhas próprias forças. Neste blog, eu conto, passo-a-passo, como superei a endometriose sem drogas hormonais ou cirurgias mutiladoras (Veja aqui um resumo do meu tratamento ou do meu novo modo de viver).
Meus pais me criaram em conexão com a natureza, valorizando remédios naturais. Minha casa ficava do lado de um grande sítio numa cidadezinha. Nasci na pequena e bela Águas de Lindoia, interior de São Paulo. Tudo de que eu precisava era olhar para trás. Sol, água, caminhadas na natureza, respiração, alimentação saudável, a alegria de viver, conexão com Deus. Eu olhei para minha infância.
A infância do ser humano é bela. Belas mãos lhe fizeram. Minha bisavó já sabia disso. Em 1930, ela conheceu uma igreja e os livros de Ellen G. White, uma escritora norte-americana do século 19 e início do século 20, que fala dos oito remédios para manter e recuperar a saúde. Uma herança familiar. Uma mensagem para o mundo.
Por um pouco de tempo, eu desprezei essa mensagem. Mas ao adoecer gravemente, eu voltei. Um dos primeiros textos que escrevi neste blog foi sobre Jesus e uma mulher com fluxo menstrual que toca suas vestes e recebe a cura (Leia aqui). Eu toquei as vestes de Cristo. Ele me apontou o caminho. Era um caminho de volta. Eu adorei o Sol da Justiça, que é Cristo. A bíblia da vida é a Bíblia.
Na Ciência, encontrei os princípios de Ellen. Para o meu tratamento, li excelentes pesquisas realizadas na Unicamp, USP e universidades norte-americanas e europeias. Cada vez mais, a Ciência comprova o que Ellen White em livros como Conselhos sobre Regime Alimentar ou Conselhos sobre Saúde, entre tantos outros, escreveu sobre saúde e suas várias conexões: corpo, mente e espírito. Medicina avançada.
Mudei minha alimentação, passei a me exercitar com frequência, comecei a respirar profundamente e a valorizar o ar puro, apostei em algo tão simples como a água pura, fiz uso da fitoterapia, mudei completamente meus hábitos de vida. Guilherme, meu marido, antes resistente à minha decisão de não usar drogas hormonais, passou a me apoiar e a me incentivar com seu doce amor. Eu li os livros de Ellen White, dos quais um dos mais lindos é o livro Caminho a Cristo. Eu li a Bíblia. Eu orei.
Acompanhei as mudanças com exames médicos. No início, os focos de endometriose cresciam menos. Então, passaram a se manter do mesmo tamanho. Até que diminuíram. Os focos de endometriose foram se reduzindo sem qualquer remédio ou cirurgia! Nunca mais senti dores! Em 2013, engravidei naturalmente do João, um menino forte, que nunca precisou de qualquer droga farmacêutica. A minha farmácia está no sítio.
Mas minha busca não era por ficar grávida, mas por ficar bem. Para ser feliz, a mulher não precisa ser mãe. Podemos ser plenamente realizadas sem gerar um filho. Imprescindível, é ter o Filho. Abraçar uma missão é gerar vida. Qual é a sua missão?
Nesses dez anos, fiz Self Health. Da fraqueza, encontrei forças, em Cristo. Não há energia, há vida. A vida está em Cristo e a vida é a luz das mulheres. Não há evolução, há recriação. O milagre existe tanto quanto nós existimos, tanto quanto existe Deus.
Deus me criou, mas eu havia me feito em cacos. Eu não reconhecia a Cristo em minha vida, embora nunca tenha deixado de falar sobre Ele. Muitos que levam o nome de Deus são como igrejas mortas. Terra deserta, sem cultivo. Eu era uma igreja morta. Não cuidava do meu corpo, vivia em oposição à lei.
Que lei? A semana da Criação, nos escritos judaico-cristãos, retrata do surgimento da luz; da atmosfera; da terra e vegetação; do sol, lua e estrelas; dos animais; do ser humano e do sétimo dia, o sábado. O ser humano foi criado em conexão com a natureza.
Mas eu passava meus dias dentro de um carro, viajando para cumprir a agenda de pesquisadora e professora universitária, ou dentro de salas minúsculas e mal iluminadas. A gente mesmo se adoece. A Bíblia diz que a alma não é imortal e só temos essa vida aqui na terra. Eu estava perdendo o que há de mais precioso. Eu passava meus dias no asfalto e no cimento, endurecida. Por dentro, eu também me endureci. A pelve congelou, petrificou. Quantas de nós que temos endometriose já não ouvimos essa expressão em consultório médico ou no laudo de um exame?
A força não está dentro de mim. Eu clamei a Cristo e Ele me ouviu. Na verdade, era Ele que clamava a mim, mas eu não queria olhar. Até que me voltei à Sua doce e poderosa voz. Ele carregou a minha enfermidade e, pelas Suas pisaduras, eu fui sarada (Isaías 53). Cristo chama você também. Se hoje você ouviu a voz de Cristo, responda. Abra seus olhos. Vá ao Seu encontro.
A endometriose é uma doença perigosa. Sem tratamento, ela avança. Há, sempre, o risco de câncer. Por isso, o tratamento exige entrega total. A cura existe tanto quanto eu continuo firme em meu estilo de vida saudável. Exige renúncia, mas é libertador. É o preço de uma vida.
Encontrei forças em Cristo para superar uma doença insuperável. O caminho de Deus é alegre. Pela fé, ruíram as muralhas da endometriose depois de rodeada por novos hábitos de saúde. Então, nasceu nova vida em mim e meu filho veio à existência. Não apenas em mim.
Nesses dez anos, nasceram também outros nove bebês de mulheres com endometriose que entraram neste blog, fizeram as mudanças necessárias e creram em Deus. Essas mulheres não sabiam nem mesmo meu nome. A maioria ainda não sabe, mas creram. Apenas duas leitoras, em um total de meio milhão de acessos, me conhecem pessoalmente.
Sinto que chegou a hora de me identificar porque eu desejo que você, que está me lendo agora, acredite: é real. Minha história é real. A história dessas mulheres valentes e fervorosas, com seus bebês do milagre, é real. Acredite.
Mas a história de uma vida é mais do que ser curada de uma doença incurável. Há começos e recomeços, e há um fim. Sabemos que, um dia, todos nós vamos morrer. Então, ainda mais importante do que a breve vida aqui nesta Terra, é poder viver para sempre. A vida não é isso que vemos. A Breve História da Terra está no final. Em breve, Jesus voltará. Deus quer nos dar uma vida de verdade agora, mas Ele quer nos dar mais. Deus quer nos dar a vida eterna.
Olhe mais além. Cristo está ao seu lado.
A cura existe. Você aceita? Ela é de graça, mas exige tudo de nós.
“Dizei à filha de Sião: Eis aí te vem o teu Rei, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de animal de carga” (Mateus 21:5). Quem é Este? Quem creu em Sua pregação?