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sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Patrícia Romania: salva da morte

 Sábado, 9 de outubro de 2021

Há um Deus que nos ama? Ele tem um plano especial para você? Conhece as suas angústias e manifesta seu cuidado? A história de Patrícia Romania é uma prova impressionante do imenso amor divino por nós.

Na madrugada de setembro, em uma viagem de Araraquara para Campinas, Patrícia Romania, uma cantora cristã, sofreu um grave acidente enquanto dirigia. O carro ficou inteiramente destruído, mas miraculosamente, assim como Deus conserva com vida um bebê indefeso no útero de sua mãe, Patrícia, sua Bíblia e cartas que havia escrito para Deus ficaram intactas. A notícia com as fotos foram publicados no G1, da Globo, e em outros sites (Veja a notícia aqui). Ela desmaiou, mas providencialmente foi socorrida por um pastor. No hospital, foi atendida por sua prima que é médica e estava de plantão. Deus agiu nos mínimos detalhes para realizar uma obra de salvamento espetacular.  Deus colocou suas poderosas mãos em Patrícia e enviou a todos nós uma poderosa mensagem de amor: Ele ama Patrícia, Ele me ama, Ele ama você e pode realizar o impossível em nossa vida.

A história de Patrícia me fez lembrar do modo como Deus agiu em minha própria vida. Estávamos em 1994. Era inverno. Eu estava na casa de um dos meus tios no centro de Campos de Jordão. Sábado à noite, os mais jovens saíram. Eu preferi ficar. Não queria estar em lugares em que havia cigarro, bebida, barulho... Fiz minha oração e fui dormir cedo.

No dia seguinte, voltei com meu pai, Israel, para Monte Sião, a cidade onde cresci. Mas não foi uma viagem como outra qualquer. Já no início, tive um forte pressentimento de que algo terrível aconteceria. Nem antes nem depois eu sentiria algo semelhante. Tive a impressão de que estava vivendo meu último dia. Pedi para que meu pai colocasse o cinto de segurança, que à época não era obrigatório, e fiz o mesmo.

Comecei a orar. Orei e clamei pela minha vida. Havia uma Meditação, um livro com reflexões diárias sobre o cristianismo prático, na porta do carro. A leitura contínua de textos e versos bíblicos era entremeada por orações durante toda a viagem.

Falei a Deus que se Ele me salvasse, dedicaria minha vida para salvar outras pessoas. Não se tratava de uma troca simplesmente. Embora eu amasse a igreja e fosse fiel à lei de Deus, sentia que não havia vivido o melhor da vida com toda a intensidade.  A consciência sobre a razão de se estar no mundo veio sobre mim de maneira nítida e angustiante. A gente pensa que tem a eternidade, mas a existência é como uma relva. Por vezes, é ainda mais frágil. Cedo, o tempo se abrevia.

Conforme a viagem prosseguia, minha angústia aumentava. Até que fechei os olhos e segurei firme no banco. Abri meus olhos apenas para ver um carro velho saindo subitamente do acostamento e cruzando a pista na frente do nosso carro. Não deu tempo de nada. Com o choque, o motorista do outro carro foi lançado para o asfalto. Meu pai tinha um carro Ômega Suprema e toda a lataria se dobrou até chegar aos meus pés, mas não nos atingiu. O carro ficou destruído. Ninguém morreu. Fiquei imensamente grata a Cristo pelo livramento.

 Meu Deus, minha vida

Promessa feita, promessa cumprida. Assim que entrei em uma faculdade pública, coloquei em prática meu plano de evangelização. Eu queria ser como aqueles jovens cristãos universitários de vários lugares do mundo que davam seu testemunho na revista adventista Diálogo – uma revista que eu sonhei em editorar e tive a alegria de, anos mais tarde, receber o convite para fazer esse trabalho. “Agrada-te do Senhor, e Ele satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará” (Salmo 37:4,5).

No início, eu falava de Jesus sempre que possível para os colegas, mas não surtia resultado. Eu saía do apartamento com pressa e nem sempre fazia meu culto pessoal. Quando passei a orar e estudar a Bíblia, tudo mudou. Tive várias oportunidades de falar sobre o amor de Deus.

Certo dia, eu estava no “orelhão” falando com minha mãe quando passou uma colega. Tive a impressão de ouvir alguém dizendo: “Vá até ela e diga que Deus existe, que Ele a ama.” Desliguei o telefone rapidamente. Corri até ela e lhe disse: “Deus existe. Ele ama muito você!” Ela me olhou com os olhos tristes, pois havia passado recentemente por uma situação traumática, e respondeu: “Neste exato momento, eu estava dizendo para Deus: ‘Se Você existe, por favor, mostre isso para mim.’”

De outra vez, passei no apartamento de colegas da faculdade. Como de costume, convidei-as para ir à igreja comigo. Neste dia, elas aceitaram. Eu vi meninas que usavam drogas entrando na igreja comigo naquela noite. O culto foi emocionante. Deus falou ao coração delas. “Graças te rendemos, ó Deus, graças te rendemos! Invocamos o teu nome, e declaramos as tuas maravilhas” (Salmo 75:1).

Lembro-me de um colega que precisou deixar a faculdade por algum tempo para resolver problemas familiares. Eu disse que oraria por ele. Mais tarde, ele retornou ao curso e perguntou: “Você fez o que disse que faria por mim?”. “Sim, eu orei por você”, respondi. “Muito obrigado”, ele respondeu emocionado. Você sabe o quanto é incomum alguém jovem que vive uma realidade totalmente secularizada falar em oração? Uma montanha mudou de lugar naquele simples diálogo.

Em uma manhã de sábado, vi uma moça entrando sozinha na igreja. Sentei-me ao seu lado, conversamos e eu ofereci estudos bíblicos. Ela foi ao meu apartamento e começamos a estudar a Bíblia. Na verdade, nosso estudo consistia em uma longa e emocionante conversa sobre o poder de Deus. Ela havia entrado na igreja aleatoriamente. Algum tempo depois, ela aceitou o batismo.

Anos mais tarde, ela me escreveu contando que seu namorado com quem ela se casou também se uniu à Igreja Adventista do Sétimo Dia. E o mais emocionante foi saber que o seu pai, um fazendeiro paranaense, que era alcoólatra aceitou a Cristo por meio da filha e deixou a bebida. Ela me falou que havia estudado em seu mestrado em Farmacologia, cursado em universidade pública, sobre o tratamento medicamentoso para o alcoolismo, mas a resposta que salvou seu pai veio da fé. O Senhor é o Médico dos médicos. Para Ele, não há nada impossível.

Sabe, naquela noite em Campos do Jordão, eu poderia ter “aproveitado” o festival, ido dormir bem tarde e voltado para casa dormindo no carro. Eu poderia ter dormido para sempre. A vida se define em momentos. A vida é feita de escolhas.

Eu fiquei apenas um ano nessa faculdade, mas foi tempo suficiente para viver muitas experiências cristãs. Foi tempo suficiente para ver que a partir de mim, eu não poderia ter feito nada. Só a oração tem poder. Só Deus pode salvar. Você tem algum desafio em sua vida? Ore. A oração abre as portas do Céu e nos leva da Babilônia para os caminhos de Sião.  Temos um Pai que salva.

“Mas Deus é meu Rei desde a antiguidade; ele é quem opera feitos salvadores no meio da terra” (Salmo 74:12).



Aqui está Patrícia e seu pai juntos, louvando a Deus, em um lindo hino que ela publicou pouco antes de acontecer o acidente: https://www.youtube.com/watch?v=GPLQKWY8N-k





Post publicado pelo pai de Patrícia.

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