Sábado, 9 de outubro de 2021
Há um Deus que nos ama? Ele tem um plano especial para você?
Conhece as suas angústias e manifesta seu cuidado? A história de Patrícia
Romania é uma prova impressionante do imenso amor divino por nós.
Na madrugada de setembro, em uma viagem de Araraquara para
Campinas, Patrícia Romania, uma cantora cristã, sofreu um grave acidente
enquanto dirigia. O carro ficou inteiramente destruído, mas miraculosamente, assim
como Deus conserva com vida um bebê indefeso no útero de sua mãe, Patrícia, sua
Bíblia e cartas que havia escrito para Deus ficaram intactas. A notícia com as
fotos foram publicados no G1, da Globo, e em outros sites (Veja a notícia aqui). Ela desmaiou, mas
providencialmente foi socorrida por um pastor. No hospital, foi atendida por
sua prima que é médica e estava de plantão. Deus agiu nos mínimos detalhes para
realizar uma obra de salvamento espetacular. Deus colocou suas poderosas mãos em Patrícia e enviou a
todos nós uma poderosa mensagem de amor: Ele ama Patrícia, Ele me ama, Ele ama você
e pode realizar o impossível em nossa vida.
A história de Patrícia me fez lembrar do modo como Deus agiu em minha própria vida. Estávamos em 1994. Era inverno. Eu estava na casa de um dos meus tios no centro
de Campos de Jordão. Sábado à noite, os mais jovens saíram. Eu preferi ficar.
Não queria estar em lugares em que havia cigarro, bebida, barulho... Fiz minha
oração e fui dormir cedo.
No dia seguinte, voltei com meu pai, Israel, para Monte
Sião, a cidade onde cresci. Mas não foi uma viagem como outra qualquer. Já no
início, tive um forte pressentimento de que algo terrível aconteceria. Nem
antes nem depois eu sentiria algo semelhante. Tive a impressão de que estava
vivendo meu último dia. Pedi para que meu pai colocasse o cinto de segurança,
que à época não era obrigatório, e fiz o mesmo.
Comecei a orar. Orei e clamei pela minha vida. Havia uma
Meditação, um livro com reflexões diárias sobre o cristianismo prático, na
porta do carro. A leitura contínua de textos e versos bíblicos era entremeada
por orações durante toda a viagem.
Falei a Deus que se Ele me salvasse, dedicaria minha vida
para salvar outras pessoas. Não se tratava de uma troca simplesmente. Embora eu
amasse a igreja e fosse fiel à lei de Deus, sentia que não havia vivido o
melhor da vida com toda a intensidade. A consciência sobre a razão de se
estar no mundo veio sobre mim de maneira nítida e angustiante. A gente pensa que
tem a eternidade, mas a existência é como uma relva. Por vezes, é ainda mais
frágil. Cedo, o tempo se abrevia.
Conforme a viagem prosseguia, minha angústia aumentava. Até
que fechei os olhos e segurei firme no banco. Abri meus olhos apenas para ver
um carro velho saindo subitamente do acostamento e cruzando a pista na frente
do nosso carro. Não deu tempo de nada. Com o choque, o motorista do outro carro
foi lançado para o asfalto. Meu pai tinha um carro Ômega Suprema e toda a
lataria se dobrou até chegar aos meus pés, mas não nos atingiu. O carro ficou
destruído. Ninguém morreu. Fiquei imensamente grata a Cristo pelo livramento.
Promessa feita, promessa cumprida. Assim que entrei em uma
faculdade pública, coloquei em prática meu plano de evangelização. Eu queria
ser como aqueles jovens cristãos universitários de vários lugares do mundo que
davam seu testemunho na revista adventista Diálogo
– uma revista que eu sonhei em editorar e tive a alegria de, anos mais tarde,
receber o convite para fazer esse trabalho. “Agrada-te do Senhor, e Ele
satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia
nEle, e o mais Ele fará” (Salmo 37:4,5).
No início, eu falava de Jesus sempre que possível para os
colegas, mas não surtia resultado. Eu saía do apartamento com pressa e nem
sempre fazia meu culto pessoal. Quando passei a orar e estudar a Bíblia, tudo
mudou. Tive várias oportunidades de falar sobre o amor de Deus.
Certo dia, eu estava no “orelhão” falando com minha mãe
quando passou uma colega. Tive a impressão de ouvir alguém dizendo: “Vá até ela
e diga que Deus existe, que Ele a ama.” Desliguei o telefone rapidamente. Corri
até ela e lhe disse: “Deus existe. Ele ama muito você!” Ela me olhou com os
olhos tristes, pois havia passado recentemente por uma situação traumática, e
respondeu: “Neste exato momento, eu estava dizendo para Deus: ‘Se Você existe,
por favor, mostre isso para mim.’”
De outra vez, passei no apartamento de colegas da faculdade.
Como de costume, convidei-as para ir à igreja comigo. Neste dia, elas aceitaram.
Eu vi meninas que usavam drogas entrando na igreja comigo naquela noite. O
culto foi emocionante. Deus falou ao coração delas. “Graças te rendemos, ó
Deus, graças te rendemos! Invocamos o teu nome, e declaramos as tuas maravilhas”
(Salmo 75:1).
Lembro-me de um colega que precisou deixar a faculdade por
algum tempo para resolver problemas familiares. Eu disse que oraria por ele.
Mais tarde, ele retornou ao curso e perguntou: “Você fez o que disse que faria
por mim?”. “Sim, eu orei por você”, respondi. “Muito obrigado”, ele respondeu
emocionado. Você sabe o quanto é incomum alguém jovem que vive uma realidade
totalmente secularizada falar em oração? Uma montanha mudou de lugar naquele
simples diálogo.
Em uma manhã de sábado, vi uma moça entrando sozinha na
igreja. Sentei-me ao seu lado, conversamos e eu ofereci estudos bíblicos. Ela
foi ao meu apartamento e começamos a estudar a Bíblia. Na verdade, nosso estudo
consistia em uma longa e emocionante conversa sobre o poder de Deus. Ela havia
entrado na igreja aleatoriamente. Algum tempo depois, ela aceitou o batismo.
Anos mais tarde, ela me escreveu contando que seu namorado
com quem ela se casou também se uniu à Igreja Adventista do Sétimo Dia. E o
mais emocionante foi saber que o seu pai, um fazendeiro paranaense, que era
alcoólatra aceitou a Cristo por meio da filha e deixou a bebida. Ela me falou
que havia estudado em seu mestrado em Farmacologia, cursado em universidade
pública, sobre o tratamento medicamentoso para o alcoolismo, mas a resposta que
salvou seu pai veio da fé. O Senhor é o Médico dos médicos. Para Ele, não há
nada impossível.
Sabe, naquela noite em Campos do Jordão, eu poderia ter
“aproveitado” o festival, ido dormir bem tarde e voltado para casa dormindo no
carro. Eu poderia ter dormido para sempre. A vida se define em momentos. A vida
é feita de escolhas.
Eu fiquei apenas um ano nessa faculdade, mas foi tempo suficiente para viver muitas experiências cristãs. Foi tempo suficiente para ver que a partir de mim, eu não poderia ter feito nada. Só a oração tem poder. Só Deus pode salvar. Você tem algum desafio em sua vida? Ore. A oração abre as portas do Céu e nos leva da Babilônia para os caminhos de Sião. Temos um Pai que salva.
“Mas Deus é meu Rei desde a antiguidade; ele é quem opera
feitos salvadores no meio da terra” (Salmo 74:12).
Aqui está Patrícia e seu pai juntos, louvando a Deus, em um lindo
hino que ela publicou pouco antes de acontecer o acidente: https://www.youtube.com/watch?v=GPLQKWY8N-k
