quarta-feira, 8 de abril de 2020

Endometriose e cistite: tratamento natural





Morando no sítio, longe de assistência médica, eu precisei ter respostas rápidas para urgências em saúde. Esses anos foram de muito aprendizado. 

Certo dia, o vizinho de sítio, um senhor que estava com 78 anos, adoeceu. Consultas, exames, remédios: 700 reais. O comprimido não teve efeito, a doença não passou. Depois de tomar sete doses de antibiótico na veia, melhorou. Pouco tempo depois, a cistite voltou. Não é um poema, é uma dor.

Ele sabia das curas aqui em casa. Sabe que lemos os escritos de saúde de Ellen White e procuramos colocá-los em prática. Papai teve hemorroida brava e se curou com chá de casca de jatobá, evitando uma cirurgia inevitável. Meu filho teve um problema de saúde e se curou com babosa, água de alho, rubim (uma planta medicinal) e leite materno, evitando 20 dias de internação. Mamãe teve endometriose profunda e infertilidade e se curou com mudança de estilo de vida e remédio caseiro fitoterápico. Nasceu o menino! Há tanto para dizer. Obrigada, Senhor!

O vizinho pediu ajuda. Prescrição: suco de maçãs com cebola; suco de pepino com cebola; peras; água de alho, com gengibre e cúrcuma. Nada de açúcar ou café. E plantas medicinais: casca de jatobá, quebra-pedra, maria-preta, folha de sabra... Tudo que nasce nas terras daqui. Além disso, ingestão de muita água. Por volta de 70% das infecções urinárias são curadas apenas com o aumento de ingestão de água. Mulheres com endometriose costumam ter infecções urinárias. Esses são recursos valiosos para elas também. 

Acho que gente de sítio tem mais chance de ser paciente exemplar, já que o olhar está para além das paredes de cimento. Pelas cercas, vê-se o infinito.

Ele já havia deixado o álcool e o cigarro, diminuído o consumo de carne vermelha e abandonado a carne de porco, trocado antiácido por folhas de bálsamo, experimentado os poderes da babosa. Mas precisava de frutas.

Ele acreditou novamente. A medicina virou pomar. Em uma semana, os piores sintomas desapareceram. Em três semanas, estava completamente curado. Seguiu com o tratamento por quatro semanas com a ajuda de sua dedicada esposa. Eles tiveram fé, eles tiveram esforço. Curou-se de uma cistite aguda dolorosa, confiante em Deus, em oração.

Lembro-me que por volta dessa época o Pelé foi internado na França por causa de uma cistite. O Michel Temer também precisou ir para o hospital. Mas meu vizinho acaba de completar 80 anos. Já faz mais ou menos dois anos que se livrou da cistite. Quando ele sente que ela pode voltar, recorre às frutas e à fitoterapia e tudo se estabiliza. E com mais um feito notável: venceu a insônia. Mas essa história eu conto depois.

-- Eu leio a Bíblia todo dia – disse seu Toninho, com misto de emoção e alegria. A alegria é nossa! No ano que passou, estudamos a Bíblia com muitas pessoas. Colhemos dois convertidos.

Quem salva uma vida salva o mundo inteiro.

A fé brota em terrenos improváveis de lugares distantes. Nas mãos do Senhor, o Médico dos médicos, o Grande Agricultor, o sertão se transforma em mar. Um sítio é o oceano. Remédios brotam da terra, como cebolas e maçãs. A natureza testifica de Deus.







No método de cura do Salvador, havia lições para os Seus discípulos. Somente o poder do grande Médico podia exercer a cura, mas Cristo fazia uso de remédios simples e naturais. Ele ensinava que a doença é resultado da violação das leis de Deus, tanto as naturais quanto as espirituais. [...] Para os doentes, devemos usar os remédios que Deus tem providenciado na natureza, os quais apontam para o único que pode restaurar. Devemos ensiná-los a crer no grande Médico e a recorrer à Sua Força. 
Ellen G. White. O Libertador. p. 473.





quinta-feira, 2 de abril de 2020

Um bebê da esperança






Em meio a tantos desafios que a vida nos impõe neste momento de grande aflição que sobreveio ao mundo, recebi uma notícia emocionante. No dia 23 de março, nasceu Samuel, um bebê da esperança, um filho do milagre.

O pequeno Samuel é filho de Francielle, uma leitora deste blog. Francielle leu o blog, confiou em Deus e fez as mudanças em seu estilo de vida. A primeira mensagem que a Francielle me enviou foi em 18 de dezembro de 2018. Na época, ela escreveu:


Tenho descoberto tanta coisa com relação a endometriose e confesso que no início fiquei em pânico, chorei muito, fiquei deprimida, cheguei a me revoltar com Deus Descobri a endometriose na tentativa de engravidar. Hoje olhando pra trás vejo o quanto errei em me desesperar tanto. Achava que a cirurgia resolveria o meu problema e que por simplesmente não comer carne estaria livre da doença. Mas quanto engano. Hoje reconheço que tomei parte no agravamento de minha doença com meu estilo de vida. Sou conhecida da Jennifer e conversando com ela  há uns dois anos ou mais ela me falou do seu blog. Na época, dei uma rápida olhada e acabei me esquecendo dele. Tinha feito videolaparoscopia havia pouco tempo e estava em tratamento com zoladex, e depois com clomid e outras drogas na tentativa de engravidar (todas elas frustradas). Estava num ritmo de trabalho acelerado e estressante [...] No final do ano passado, em um momento de desespero, pedi socorro a Deus. Não poderia continuar como estava e as dores só piorando. Após falar com Deus, tomei a decisão de parar com os medicamentos e mudar algumas coisas na minha vida e alimentação [...] E passei a fazer coisas que me deixassem feliz tentando diminuir o estresse e em cinco meses senti uma diferença significativa. As dores diminuíram, mas não tinha feito nenhum exame pra saber como estava realmente. Então fiz e tive a certeza de que ela estava de volta, não em um grau tão intenso como antes da videolaparoscopia, mas estava de volta e só aumentaria se eu não fizesse nada. De la pra cá, comecei a me cuidar mais, mas ainda faltavam exercícios físicos, diminuição do estresse [...]. Nesse meio tempo, tomei a decisão de levar a sério os 8 remédios naturais dados por Deus. Então, começou mesmo minha luta por informações e conselhos sobre saúde. Após essa minha decisão, Deus fez um milagre em nossa vida [...].


Ao adotar hábitos saudáveis, Francielle venceu a endometriose. Ela buscou colocar em prática os oito remédios naturais, segundo orienta Ellen White. Além de mudar todo seu estilo de vida, ela também fez uso de recursos fitoterápicos, como o composto de babosa. Ao confiar sua vida inteiramente nas mãos de Deus, ela engravidou naturalmente do Samuel. Este é o e-mail que recebi no dia 28 de março de 2020, um sábado, dia do Senhor:


Feliz sábado. Passando por aqui pra apresentar pra você o nosso presentinho de Deus. Sou imensamente grata a Deus pela vida do meu pequeno Samuel, e pela oportunidade de conhecê-la. Sem dúvida, Deus colocou seu blog, sua história em meu caminho pra me fortalecer, pra me fazer lembrar de nossos princípios como cristãos, pra me ensinar a confiar mais em Deus, independentemente do resultado. Quero agradecer a você pelas orientações e carinho que fizeram toda a diferença em minha vida.  Samuel nasceu na segunda- feira, dia 23 de março [...]. Ele é super saudável e bonzinho.


A história de Francielle e Samuel é emocionante. Se você está, neste momento, enfrentando a dor de não ter um filho, as dores da endometriose, o medo diante dessa pandemia de coronavírus, não perca a esperança. Olhe para Cristo, olhe para o alto, fortaleça sua fé. Deus tem grandes planos para sua vida.

“Sou muito grata a Deus pelo presente e milagre que fez em nossas vidas. Somente a Ele toda glória honra e louvor. Pedi um filho a Deus pra que ele fosse uma bênção, um milagre por onde fosse, e Deus nos concedeu”, Francielle me disse.

Se é possível vencer uma doença tão complexa quanto a endometriose por meio de hábitos de vida saudáveis, é possível vencer este momento de aflição que o mundo todo está vivenciando.

Ainda é tempo. Mude sua alimentação, tire o açúcar do cardápio, coma frutas, legumes, hortaliças. Deixe o ar entrar em sua casa. Abra as janelas. A renovação do oxigênio em nosso corpo e dentro de casa é essencial para combater as doenças. Tome sol e deixe os raios solares entrarem em sua casa. Faça exercícios físicos. Ainda que você esteja dentro de casa sem poder sair, caminhe vigorosamente por uma hora, duas vezes ao dia, dentro de casa mesmo. Tome água. Hidrate-se. Deixe imediatamente o cigarro, a bebida alcoólica, a cafeína (isso inclui o chocolate, pois o cacau tem cafeína). Valorize o sono. Cultive a alegria de viver, mesmo em meio a tanto caos. Tudo isso é possível somente em Deus. “Tudo posso nAquele que me fortalece” (Filipenses 4:13). Leia o meu texto Eu venci a endometriose.

Foi assim que o Samuel nasceu. Foi fazendo essas mudanças que o João, meu filho, nasceu. Foi confiando em Deus, que nasceram lindos bebês, filhos de mães corajosas e sábias. Foi confiando nos remédios simples da natureza, providos por um Deus amoroso que se interessa por nós, que eu e a Francielle e centenas de mulheres que entraram neste blog um dia recuperaram a saúde. O pão nosso de cada dia é um remédio. O Pão é Jesus.

Eu não sei que planos Deus tem para sua vida. Talvez não seja ter um filho. Como disse a Francielle, precisamos confiar “independentemente do resultado”. Mas com toda a certeza, ao fazer as mudanças em sua vida, sua saúde será outra. Ao confiar em Deus, você poderá olhar para Seu convite de salvação, para um novo mundo, para a vida eterna, onde não haverá dor nem sofrimento. A vida eterna é a nossa esperança.

Obrigada, Francielle, por testemunhar do amor de Deus. Seu filho nasceu neste momento para nos dar a esperança que vem de Cristo.









domingo, 29 de julho de 2018

Eu venci a endometriose


8 de agosto de 2018


Conheça meu novo blog: Beith Lehem, A Casa do Pão.

Eu era infértil, mas agora sou mãe. Sou mãe do João e esposa do Guilherme. Tenho endometriose. Venci a endometriose, mas não pela minha própria força.

Há exatamente dez anos, em 8/8/2008, eu estava em uma mesa cirúrgica para remoção de um tumor de 15 cm no meu ovário direito. Havia recebido o diagnóstico de câncer. Após a biópsia, descobri que não estava com câncer, mas com uma doença complexa, mutiladora e dolorida: endometriose.

Endometriose profunda, grau IV, infiltrativa, espalhada pela cavidade abdominal. Recebi  indicação para remoção de um segmento do intestino, sob o risco de ficar colostomizada (usando uma bolsa externa coletora de fezes). Mesmo com a cirurgia e tratamento hormonal, não havia promessas de cura. Custaria caro, com equipe médica altamente especializada, ainda assim, não havia promessa de cura. Qual é o preço de uma vida?

Eu já não vivia. Cheguei a desmaiar de dor. Além da dor física, havia dor emocional. Os médicos me disseram que eu tinha apenas “3% de chance” de engravidar naturalmente. Eu estava com 31 anos, emagrecida, com dores e fraqueza, infértil, diagnosticada também com doença autoimune, com dois resultados reagentes no exame de Fator Antinuclear (FAN). A vida não estava em mim.

Hoje, 8/8/2018, este blog completa dez anos. Estou morando em um sítio no alto da serra. Sou mãe em tempo integral de um lindo menino. Não tenho mais dores. O FAN voltou ao normal. Engravidei naturalmente. Eu venci a endometriose, mas não pelas minhas próprias forças. Neste blog, eu conto, passo-a-passo, como superei a endometriose sem drogas hormonais ou cirurgias mutiladoras (Veja aqui um resumo do meu tratamento ou do meu novo modo de viver).

Meus pais me criaram em conexão com a natureza, valorizando remédios naturais. Minha casa ficava do lado de um grande sítio numa cidadezinha. Nasci na pequena e bela Águas de Lindoia, interior de São Paulo. Tudo de que eu precisava era olhar para trás. Sol, água, caminhadas na natureza, respiração, alimentação saudável, a alegria de viver, conexão com Deus. Eu olhei para minha infância.

A infância do ser humano é bela. Belas mãos lhe fizeram. Minha bisavó já sabia disso. Em 1930, ela conheceu uma igreja e os livros de Ellen G. White, uma escritora norte-americana do século 19 e início do século 20, que fala dos oito remédios para manter e recuperar a saúde. Uma herança familiar. Uma mensagem para o mundo.

Por um pouco de tempo, eu desprezei essa mensagem. Mas ao adoecer gravemente, eu voltei. Um dos primeiros textos que escrevi neste blog foi sobre Jesus e uma mulher com fluxo menstrual que toca suas vestes e recebe a cura (Leia aqui). Eu toquei as vestes de Cristo. Ele me apontou o caminho. Era um caminho de volta. Eu adorei o Sol da Justiça, que é Cristo. A bíblia da vida é a Bíblia.

Na Ciência, encontrei os princípios de Ellen. Para o meu tratamento, li excelentes pesquisas realizadas na Unicamp, USP e universidades norte-americanas e europeias. Cada vez mais, a Ciência comprova o que Ellen White em livros como Conselhos sobre Regime Alimentar ou Conselhos sobre Saúde, entre tantos outros, escreveu sobre saúde e suas várias conexões: corpo, mente e espírito. Medicina avançada.

Mudei minha alimentação, passei a me exercitar com frequência, comecei a respirar profundamente e a valorizar o ar puro, apostei em algo tão simples como a água pura, fiz uso da fitoterapia, mudei completamente meus hábitos de vida. Guilherme, meu marido, antes resistente à minha decisão de não usar drogas hormonais, passou a me apoiar e a me incentivar com seu doce amor. Eu li os livros de Ellen White, dos quais um dos mais lindos é o livro Caminho a Cristo. Eu li a Bíblia. Eu orei.

Acompanhei as mudanças com exames médicos. No início, os focos de endometriose cresciam menos. Então, passaram a se manter do mesmo tamanho. Até que diminuíram. Os focos de endometriose foram se reduzindo sem qualquer remédio ou cirurgia! Nunca mais senti dores! Em 2013, engravidei naturalmente do João, um menino forte, que nunca precisou de qualquer droga farmacêutica. A minha farmácia está no sítio.

Mas minha busca não era por ficar grávida, mas por ficar bem. Para ser feliz, a mulher não precisa ser mãe. Podemos ser plenamente realizadas sem gerar um filho. Imprescindível, é ter o Filho. Abraçar uma missão é gerar vida. Qual é a sua missão?

Nesses dez anos, fiz Self Health. Da fraqueza, encontrei forças, em Cristo. Não há energia, há vida. A vida está em Cristo e a vida é a luz das mulheres. Não há evolução, há recriação. O milagre existe tanto quanto nós existimos, tanto quanto existe Deus.  

Deus me criou, mas eu havia me feito em cacos. Eu não reconhecia a Cristo em minha vida, embora nunca tenha deixado de falar sobre Ele. Muitos que levam o nome de Deus são como igrejas mortas. Terra deserta, sem cultivo. Eu era uma igreja morta. Não cuidava do meu corpo, vivia em oposição à lei.

Que lei? A semana da Criação, nos escritos judaico-cristãos, retrata do surgimento da luz; da atmosfera; da terra e vegetação; do sol, lua e estrelas; dos animais; do ser humano e do sétimo dia, o sábado. O ser humano foi criado em conexão com a natureza.

Mas eu passava meus dias dentro de um carro, viajando para cumprir a agenda de pesquisadora e professora universitária, ou dentro de salas minúsculas e mal iluminadas. A gente mesmo se adoece. A Bíblia diz que a alma não é imortal e só temos essa vida aqui na terra. Eu estava perdendo o que há de mais precioso. Eu passava meus dias no asfalto e no cimento, endurecida. Por dentro, eu também me endureci. A pelve congelou, petrificou. Quantas de nós que temos endometriose já não ouvimos essa expressão em consultório médico ou no laudo de um exame?

A força não está dentro de mim. Eu clamei a Cristo e Ele me ouviu. Na verdade, era Ele que clamava a mim, mas eu não queria olhar. Até que me voltei à Sua doce e poderosa voz. Ele carregou a minha enfermidade e, pelas Suas pisaduras, eu fui sarada (Isaías 53). Cristo chama você também. Se hoje você ouviu a voz de Cristo, responda. Abra seus olhos. Vá ao Seu encontro.

A endometriose é uma doença perigosa. Sem tratamento, ela avança. Há, sempre, o risco de câncer. Por isso, o tratamento exige entrega total. A cura existe tanto quanto eu continuo firme em meu estilo de vida saudável. Exige renúncia, mas é libertador. É o preço de uma vida.

Encontrei forças em Cristo para superar uma doença insuperável. O caminho de Deus é alegre. Pela fé, ruíram as muralhas da endometriose depois de rodeada por novos hábitos de saúde. Então, nasceu nova vida em mim e meu filho veio à existência. Não apenas em mim.

Nesses dez anos, nasceram também outros nove bebês de mulheres com endometriose que entraram neste blog, fizeram as mudanças necessárias e creram em Deus. Essas mulheres não sabiam nem mesmo meu nome. A maioria ainda não sabe, mas creram. Apenas duas leitoras, em um total de meio milhão de acessos, me conhecem pessoalmente.

Sinto que chegou a hora de me identificar porque eu desejo que você, que está me lendo agora, acredite: é real. Minha história é real. A história dessas mulheres valentes e fervorosas, com seus bebês do milagre, é real. Acredite.

Mas a história de uma vida é mais do que ser curada de uma doença incurável. Há começos e recomeços, e há um fim. Sabemos que, um dia, todos nós vamos morrer. Então, ainda mais importante do que a breve vida aqui nesta Terra, é poder viver para sempre. A vida não é isso que vemos. A Breve História da Terra está no final. Em breve, Jesus voltará. Deus quer nos dar uma vida de verdade agora, mas Ele quer nos dar mais. Deus quer nos dar a vida eterna.

Olhe mais além. Cristo está ao seu lado.

A cura existe. Você aceita? Ela é de graça, mas exige tudo de nós.   

“Dizei à filha de Sião: Eis aí te vem o teu Rei, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de animal de carga” (Mateus 21:5). Quem é Este? Quem creu em Sua pregação?






                                 


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Acreditar


6 de janeiro de 2016


Conheça meu novo blog: Beith Lehem, A Casa do Pão.




No ano passado, encontrei na internet, por acaso, uma história de persistência e vitória. Uma leitora de Portugal, que tem endometriose profunda, entrou neste blog, mudou seu estilo de vida e engravidou naturalmente. Fiquei emocionada com o lindo texto que ela escreveu, com sua força de vontade e fé. Não importa a minha identidade, nem importa a identidade desta leitora. O que realmente é importante é que a mensagem de saúde, por meio de uma mudança de estilo de vida, existe e funciona. Não sou a autora disso. Ter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos, valorizar a natureza (ar, água etc.), interagir, buscar a espiritualidade, fazer uma prece, avançar mais e mais no conhecimento, é o que Deus deseja para todas nós. Tão simples e tão poderoso. Basta acreditar.


 Acreditar...
por Ângela Costa em Qua Abr 09, 2014 

Tenho endometriose grau IV e fui até à data em que fui tratada pelo Dr. Setúbal o único caso que não conseguiu resolver totalmente. Se deixasse a pílula, a endo iria desenvolver-se rapidamente porque ainda existiam focos por remover.

Para além disso, todo o meu aparelho reprodutor está comprometido, os ovários atrofiados, o útero cheio de adenomiose, só uma trompa permeável...

Gravidez natural seria praticamente impossível, deu-me uma hipótese de talvez 1% e, se tentássemos a FIV, achava que iríamos apenas gastar dinheiro.

Desde que descobri que tenho endo há 3 anos atrás, comecei a ler este blogue:

E segui os conselhos desta senhora, tentei mudar o meu estilo de vida, muito gradualmente, pois se não o stress ainda seria maior. 

Comecei alterações na alimentação, muito lentamente. Alimentos importantes e crus: alho, cebola, limão.

Reduzi drasticamente o consumo de laticínios, mas não aboli.

Chás com cafeína e café retirei. Doces de pastelaria não como, faço os meus próprios doces com açúcar amarelo ou mascavo, e com 1/3 do recomendado na receita. Não significa que não prove se me oferecerem. 

Mas houve alturas em que abusei nos doces e no dia a seguir perdi sangue...

Acho importantíssimo regular o intestino e limpar o organismo. Tomei durante 4 meses sumos detox, chá quente às refeições e água com limão. Há também uma água no Eclerc - Hépar que é muito boa para quem tem prisão de ventre. Já não faço isto há mais de 2 meses, o intestino não está completamente regulado, mas vou ao WC todos os dias ou pelo menos dia sim dia não. 

Faço exercício físico que acelere o ritmo cardíaco ou caminhada e yoga, pelo menos 3 vezes por semana.

Vitamina D, tenho carência, já tomei suplementos e tento apanhar sol sempre que posso, mas no Inverno voltou a descer para níveis insuficientes.

Tomei suplementos, nestes últimos anos: unha de gato, onagra, multi vitaminas, vitamina B6 e Vitamina D.

Quando deixei a pílula para regular a menstruação e ovular tomei Vitex Agnus Castus, não sei se foi ou não deste suplemento, mas logo na 1ª menstruação ovulei, coisa que o Dr. Setúbal achava que nunca mais iria acontecer.

Ovulei sempre em todas as menstruações que tive. 
Desde Setembro que estamos a tentar engravidar naturalmente, contra as indicações do Doutor, achava que eu iria apenas prejudicar a minha saúde com a minha teimosia. Mas eu tinha de tentar.

Nas 1ªs 4 menstruações as dores foram aumentando, estive para desistir pois numa eco que fiz já tinha um novo tumor com 2 cm e o CA125 a 184. 

Deus fez-me não desistir e surpreendentemente na menstruação seguinte as dores reduziram drasticamente, ora mesmo que não conseguisse engravidar, pelo menos dava-me esperança para não ter que tomar a pílula até esta me fazer outros males. 

E as dores continuaram a diminuir... o CA125 veio para 77.

Fiz acupuntura alguns meses desde que tento engravidar e descobri o Xarope de Aloé [composto de babosa] perto da menstruação mais dolorosa.

Tomei eu e o meu marido, terá sido o Xarope de Aloé que reduziu o tumor e as dores???
Rezei muito, pedi ao Pai do Céu, Acreditei e tive um grande suporte e apoio que foi o meu marido e o milagre aconteceu.

Engravidei naturalmente em 6 meses. Dei a melhor prenda de aniversário que o meu marido podia receber, e ele mais do que eu o merece.

Estamos muito, mas muito felizes. Vamos fazer a primeira eco na sexta para ver se está tudo bem e rezar para que se estiver tudo bem, o nosso bebé seja saudável e perfeito.
Enquanto houver 1% de probabilidades há 99% de esperança.

Desculpem o texto longo, mas pode ajudar alguém. Se quiserem mais informações do que fiz, receitas, etc podem "chatear-me", com todo gosto e dever partilharei convosco a minha experiência.

Re: Acreditar...
por Ângela Costa em Ter Fev 24, 2015 
O nosso presente de Deus chegou no dia 18 de Dezembro. É a nossa maior riqueza.
Às vezes de noite quando estou à espera que arrote abraço-o e penso que é mesmo verdade, está aqui nos meus braços...
Estamos apaixonados, ver o seu desenvolvimento é magnífico.
Espero que quem ainda não conseguiu, consiga também um dia viver este sentimento e dádiva maravilhosa.

Esse texto foi publicado no seguinte endereço: http://forum.mulherendo.pt/t518-acreditar?highlight=acreditar








sábado, 2 de janeiro de 2016

Os Céus



Estou morando no alto de uma montanha. Ganhamos nosso filho. Vendemos o que tínhamos e compramos um sítio na cuesta, nos altos da terra. Meu filho está com 1 ano e 11 meses.

A endometriose é apenas um gigante adormecido. Tanto quanto subimos, mais distante ela parece estar. Subir é tocar o Céu e se deixar modificar por ele. Há tantas coisas que só o olhar para cima pode me ensinar. Não precisamos de uma montanha para fazer isso. O Céu está sobre todos.

Desejo um 2016 de esperança e força.



Conheça meu novo blog: Beith Lehem, A Casa do Pão.

Acesse neste blog: Eu venci a endometriose.




terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Um bebê




23 de dezembro de 2014

“Ao ponderar sobre a encarnação de Cristo na humanidade, ficamos estupefatos diante de um mistério insondável, que a mente humana não pode compreender. Quanto mais meditamos nele, mais estupendo parece ser. Quão amplo é o contraste entre a divindade de Cristo e o indefeso bebê na manjedoura de Belém! Como podemos transpor a distância entre o poderoso Deus e uma criança indefesa? E, no entanto, o Criador dos mundos, Aquele em quem habitava corporalmente a plenitude da Divindade, Se manifestou no indefeso bebê na manjedoura. Muito mais elevado do que qualquer dos anjos, igual ao Pai em dignidade e glória, e, contudo, revestido da humanidade! A divindade e a humanidade combinaram-se misteriosamente, e o homem e Deus tornaram-se um. É nessa união que encontramos a esperança de nossa raça decaída” (Ellen G. White. Signs of the Times, 30 de julho de 1896).






sábado, 10 de maio de 2014

Ela está grávida



10 de maio de 2014

Meu filho nasceu em janeiro. Ele é um bebê saudável e querido.Vou escrever sobre o nascimento e o renascimento de João. Mas neste Dia das Mães, quero compartilhar a mensagem que recebi pelo blog, enviada para o texto Endometriose e fitoterapia: minha experiência com a babosa. Assim como Carol (A gravidez de Carol) e Alessandra (Oração de Lorenzo), ela tem endometriose, era quase impossível que engravidasse, mas engravidou naturalmente. Eu não fiz uso de acupuntura nem homeopatia, mas nossos tratamento tem semelhanças, pois está fundamentado na mudança de estilo de vida. Embora o objetivo de ter hábitos saudáveis não seja, necessariamente, engravidar, o fato é que ao fazer essas mudanças, aumentam as chances de uma gravidez. Não podemos perder a esperança, ao mesmo tempo em que podemos aceitar novos caminhos, além daqueles que desejamos muito. A fertilidade é amplidão.



Já nasceu o seu menino? Correu tudo bem? Agora o tempo é dirigido ao seu bem mais precioso :)

Eu não desisti apesar da 4ª menstruação ter sido muito dolorosa e já ter um novo tumor de 2 cm. O meu marido com amor por mim sugeriu que eu não continuasse a tentar pois era a minha saúde que estava a ser comprometida, mas Deus lá interviu e incrivelmente as dores diminuíram nas 2 menstruações seguintes e não houve mais... fiquei grávida :)


Engravidei naturalmente apesar do meu médico achar que isso seria praticamente impossível... devo ao meu marido que sempre me apoiou, devo muito a si, segui muitos dos seus conselhos, deve-se à acupunctura e ao xarope de aloé.
Deus pôs a mão em mim, sou muito abençoada. 
Em breve farei uma eco para saber se está tudo direitinho e agora é rezar para que a gravidez vá até ao fim :)

Muito obrigada e muitas felicidades. 


Conheça meu novo blog: Beith Lehem, A Casa do Pão.

Acesse neste blog: Eu venci a endometriose.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A gravidez de Carol

9 de janeiro de 2014

Hoje, em um momento tão delicado de minha vida, recebi a mensagem sublime de Carol. O João está para nascer, mas à espera dele fui contemplada com o milagre da vida. Deixarei que suas palavras, tão belas e inspiradas, transformadoras e fortes, alcancem a quem precisam alcançar, levem esperança e certeza a quem procura pelo caminho não só de superação da endometriose, mas de renovação do próprio sentido da existência. Obrigada, Carol, por compartilhar, por voltar aqui, neste momento. Suas palavras são como incenso, ouro e mirra enviados do alto para suavizar a alma e preparar o corpo para o nascimento de um bebê muito desejado. Envie seu e-mail. Não vou publicá-lo. Gostaria de conversar com você.  


Olá! Apesar de não saber seu nome, te considero uma amiga e até confidente. Essa sensação de intimidade que se deu assim, unilateralmente, veio depois que descobri o seu blog, há cerca de 4 meses. Neste dia tão feliz, eu havia determinado para mim mesma que acharia uma outra saída. Havia saído do consultório de um médico muito bem conceituado dias antes com a palavra “cirurgia” pulsando na minha mente. Me senti deprimida e sem esperanças. Vamos por partes. Anos atrás, totalmente “por acaso”, descobri que tinha endometriose. 

Sempre tive os sintomas de fortes dores menstruais, desde sempre, mas nunca passei por um médico competente o bastante para sugerir essa doença. Assim, segui meu destino de dor, acreditando que era simplesmente uma merecedora deste infortúnio. Quando eu estava com cerca de 28 anos, me consultei com uma médica holística muito especial que me pediu, dentre muitos outros, um exame do marcador CA-125, por conta de histórico de câncer na família. No meio de tantos exames, eu não fazia ideia do que significava esse marcador até o resultado sair alterado, eu ir até o google e me desesperar achando que tinha câncer de ovário. Liguei para a médica em pânico, e ela ma acalmou: “pode ser um mioma, uma endometriose... Procure um ginecologista.” Ufa! Não sendo câncer, tudo está bem! Foi o que pensei. 

Mas o que seria endometriose? Fui numa ginecologista do meu convênio médico. Pela primeira vez na vida, alguém me pediu um ultrassom transvaginal. Eu tinha 28 anos, e mesmo indo anualmente ao ginecologista, nunca algum me fez esse pedido. Inacreditável. Fiz o exame, que deu alguma alteração não muito precisa. A médica: devem ser alguns endometriomas (oi?), tome esta pílula anticoncepcional. Não explicou mais nada, e eu saí de lá e não tomei pílula nenhuma. 

De fato, não conhecia a gravidade do meu problema, não fui devidamente alertada e não segui a recomendação médica por achar que o atendimento havia sido superficial demais. Não sou a favor de tomar remédios e hormônios sem necessidade. Sou semi-vegetariana há mais de 10 anos (como peixe eventualmente, e só). Cozinho meu próprio alimento e dou preferência para os orgânicos. Quase não como fora de casa. Construí minha rotina de forma que eu pudesse trabalhar como autônoma, e assim ter tempo para cozinhar para mim e para meu marido. Tenho consciência do que como, evito industrializados, frituras, alimentos sem vida. Minha dieta não é perfeita, mas faço o possível. Nem sempre foi assim. 

Já trabalhei em empresas e tinha um estilo de vida frenético que me fez parar e refletir. Mudei tudo, e isso aconteceu lá pelos 28 anos também, um pouco antes dessa questão da endometriose surgir. Além da minha dieta, busco me auto-conhecer. Frequento grupos de estudos de aprimoramento pessoal, e também tenho a minha fé e religião, muitíssimo presentes em minha vida. Ou seja, a endometriose foi se instalando apesar dos meus esforços e de acreditar que o que eu fazia me tornava invulnerável. Acho que talvez por isso, decidi ignorar a médica. Me recusava a aceitar. 

Segui a minha vida com as minhas dores menstruais, até que eu decidi engravidar, cerca de 1 ano atrás. Num momento bastante estável da minha vida e de meu relacionamento, ambos concordamos que era um bom momento e nos animamos com a ideia. Porém, mês após mês, a decepção. A menstruação chegava e com ela um profundo desânimo. Após 8 meses de tentativas sem êxito, caí na real: precisava me informar melhor. Logo descobri a gigantesca quantidade de informação que se acha na internet sobre endometriose, todas muito desanimadoras. Os fóruns de mulheres que se apoiam estão na verdade cheios de tristeza e impotência. Tudo o que encontrei foi “infertilidade”, “indutores de ovulação”, “FIV”, “cirurgias”. 

Não era possível! Não há nada que possamos fazer? Somos assim tão impotentes perante nosso corpo? Deprimida, procurei um médico especialista. Seu currículo era um brilho só, professor da faculdade de medicina da USP e tudo o mais.

Claro que não era barato, mas eu queria respostas. Ele me examinou, pediu exames complementares. O veredito: cirurgia. Sem a cirurgia, provavelmente não engravidaria. Com a cirurgia, investimentozinho de 20 mil reais, no mês seguinte ele me daria uma "forcinha" (leia-se “indutores de ovulação”) e eu certamente engravidaria. Uau! Que médico poderoso, não? Apesar de ele ter dito tudo isso animado, eu só me sentia desprezível. Meu corpo era imperfeito, e precisava ser corrigido por um super-herói médico.

Foi neste ponto em que eu decidi agir de verdade, achar uma outra solução. Haveria de existir, dentre todas aquelas mulheres resignadas e infelizes que encontrei nos fóruns, alguma que teria um caso de sucesso. E então eu encontrei o seu blog, que veio iluminar as minhas esperanças. Em cerca de 1 semana, li todos os seus posts. Adotei quase tudo que você sugeriu.

Eliminei açúcar por completo, laticínios e cafeína. Passei a me exercitar com mais freqüência. Fiz reajustes nos meus períodos de descanso. Inseri muito alho, cebola, limão e levedo de cerveja na minha alimentação. 

Orei mais. Passei a pedir que Deus guiasse meu caminho nesse assunto. Fiz terapia, confrontei meus medos. Me abri com amigas, chorei. Procurei terapias alternativas, uma delas foi a terapia neural, que considero ter feito uma diferença positiva significativa no meu caso. Confiei que encontraria uma saída não cirúrgica, mas em paralelo fui me preparando emocionalmente para passar por ela, caso fosse necessário. Se assim fosse, ela seria feita nesse mês, Janeiro de 2014.

Mas no final de Outubro, um milagre aconteceu, e na metade de Novembro me descobri grávida naturalmente. Sem “forcinha”, sem hormônios artificiais, sem cirurgia. 

A minha alegria precisa ser compartilhada. Quero que outras mulheres que tem endometriose conheçam o meu caso e acreditem, mas além de acreditar, que ajam! Que mudem seus hábitos! Que revejam seus comportamentos anti-saúde! 

O nosso corpo nos pertence, está em nossas mãos cuidar bem dele. As doenças são sim criações nossas, não de Deus, não de fora de nós. Sim, devemos assumir a responsabilidade pela nossa cura, pois isso nos liberta! 

Querida amiga dona deste blog, gostaria de agradecer-lhe profundamente por seu trabalho de compartilhar a sua experiência e toda a sua pesquisa. O que você fez por mim, certamente faz para outras mulheres. Que Deus te abençoe muito e à sua família. Seus relatos trouxeram muita luz para minha vida. Eles fizeram o que nenhum médico conseguiu fazer. 

Finalizando, a endometriose continua aqui. Tenho um endometrioma de 6cm no ovário esquerdo. Minha luta continua. Hoje, consigo até agradecer a endometriose, pois ela me trouxe muita consciência. De onde eu estava, de como me cuidava, do quanto não honrava ou valorizava meu ser mulher. Hoje me dou mais valor e carinho. Sou mais grata ao que tenho. Tenho mais fé do que nunca. Fiquem com Deus, todas as mulheres que enfrentam a endometriose. Estamos juntas!

OBS: de forma alguma sou contra a medicina. Seus remédios e cirurgias aliviam agonias e salvam vidas todos os dias. Mas não acredito no sistema médico atual, em que a cura está inteiramente nas mãos do “doutor”. Deixamos de ser protagonistas de nossas vidas e confiamos nossa saúde a estranhos. Nos tratamos com drogas que geram outras doenças. Por isso, hoje procuro ouvir mais o meu corpo e buscar soluções mais naturais.


Veja neste blog: Meu tratamento contra a endometriose


Conheça meu novo blog: Beith Lehem, A Casa do Pão.


Acesse neste blog: Eu venci a endometriose.


sábado, 4 de janeiro de 2014

Meu tratamento contra a endometriose


4 de janeiro de 2014



Há cinco anos, recebi o diagnóstico de câncer. Era endometriose profunda, infiltrativa, grau IV, espalhada por toda cavidade abdominal. Perdi meu ovário direito, tive crises de dores terríveis, emagreci, tornei-me infértil, adoeci gravemente. A fraqueza do meu corpo, meu abatimento e dores eram visíveis. Haveria algum tratamento capaz de recuperar um organismo tão abatido pela doença? Decidi mudar meu estilo de vida. Encontrei um novo caminho. Os focos de endometriose diminuíram, a dor desapareceu, a saúde voltou, como se jamais eu tivesse ficado tão doente. Por fim, em 2013, engravidei naturalmente.

Conto minha história neste blog. Neste texto, coloquei em tópicos todo o meu tratamento, meu novo modo de viver. Há links para textos que escrevi no blog. Além desse resumo geral, há no blog inúmeros textos e experiências de outras leitoras que compõe uma história de cinco anos de lutas, desafios e recompensas. Estou curada da endometriose, mas essa cura existe tanto quanto persisto neste caminho de mudanças e novos conhecimentos. Saúde, em seus diversos aspectos, é o que desejo para todas nós diante das inúmeras lutas que precisamos enfrentar. É possível, sim, vencer a endometriose.


I
- Um dos princípios centrais de meu tratamento contra a endometriose é a nutrição (Escrevi este texto).

- Mais importante do que os alimentos que tiramos da dieta (e realmente é preciso mudar o cardápio), são os alimentos nutritivos que inserimos, pois precisamos de variedade de nutrientes para as necessidades do organismo. Mais do que se pautar pela restrição, busque conhecer e introduzir alimentos saudáveis. Busque novos sabores. Há uma variedade deles (Escrevi este texto).

- Avalio se estou ingerindo os nutrientes necessários, tais como cálcio, ferro, vitaminas do complexo B (principalmente vitamina B12), outras vitaminas e minerais. É preciso encontrar fontes alimentares saudáveis desses nutrientes.

- Evito alimentos industrializados.

- Não uso açúcar (branco, demerara, mascavo) ou adoçantes artificiais. Uso mel com moderação (Escrevi estes textos: 1, 2).

- Minha dieta é composta por variedades de frutas, legumes e alimentos integrais.

- Não como carne vermelha ou de frango, mas, às vezes, como peixe. (Doso sempre a quantidade de vitamina B12, por meio de um exame de sangue). Mas ser vegetariano não é sinônimo de ser saudável (Escrevi estes textos: 1 , 2).

- Praticamente não faço uso de laticínios. Minha fonte de cálcio é de origem vegetal.

- Faço uso de limão, alho e cebola crus, de variadas formas. São essenciais.

-Em cada refeição, faço uso de poucas variedades de alimento. Como em pouca quantidade. A variação de alimentos é de uma refeição para outra, de um dia para o outro. O ideal é variar o máximo possível no decorrer dos dias, mas ter refeições bem simples e comer com moderação.

- Não uso álcool (Escrevi este texto), cigarro, cafeína (Escrevi este texto), chocolate, soja (Escrevi este texto) e refrigerantes.

- Prefiro alimentos orgânicos e integrais, mas se não for possível consumir os orgânicos, faço uso dos que estão disponíveis.

- Faço três refeições diárias, com intervalo de 5 a 6 horas entre elas. Não como nada nos intervalos, apenas tomo água pura (30 minutos antes e duas horas depois das refeições) (Escrevi teste texto).

- Raramente, tomo suco de fruta ou uso geleias (às vezes, suco ou geleia natural. Nunca os industrializados). Prefiro a fruta.

- Procuro fazer eu mesma minha comida. Aprender a cozinhar é fundamental (Veja meu blog sobre alimentos e culinária saudável Sabor com Saúde) .

- Quando possível, vou a restaurantes vegetarianos ou orgânicos. Conhecer restaurantes, fazer aulas de culinária natural, procurar receitas saudáveis ajudam a descobrir novos sabores, sem que sintamos falta da comida que prejudica a saúde (Veja no meu blog Sabor com Saúde dicas sobre site de receitas).


II
- Tomo Sol diariamente, sem protetor solar, de 15 a 30 minutos, ou mais. Doso sempre a vitamina D no sangue (fundamental). Durante o dia, procuro ficar em ambientes mais iluminados (Escrevi este texto).

- Bebo bastante água (essa deve ser a principal bebida). Procuro beber água mineral filtrada. Nunca água do encanamento filtrada (Escrevi este texto).

- Mantenho uma atividade física diária (caminhadas de 40 minutos, com intensidade, duas vezes ao dia, de manhã e à tarde. Portanto, duas vezes ao dia). Também procuro me exercitar, manter-me ativa, durante o dia (Escrevi estes textos: 1, 2).

- Valorizo a qualidade do ar e a respiração (Escrevi este texto).

- Procuro respirar profundamente e manter a postura correta, sem me dobrar sob o abdômen quando estou sentada (muito importante). O correto é a respiração diafragmática, não a torácica (Escrevi teste texto).

 - Durmo bem (Em geral, vou dormir antes das 21, 22h e acordo antes das 6h) (Escrevi teste texto).

- Valorizo o descanso. Uma vez por semana, no sábado, paro com minhas atividades habituais e dedico meu tempo para um maior o contato com amigos, pessoas que necessitam de algo, passeios na natureza e frequência na igreja.

- Passei a valorizar o contato com a natureza. Mudamo-nos para um condomínio de chácara. Se não for possível fazer uma mudança maior, valorize os passeios pela natureza. Assista a vídeos sobre a importância da natureza para a manutenção ou recuperação da saúde (Veja as excelentes reportagens feitas pelo Globo Repórter sobre a relação entre a natureza e a saúde: 1, 2, 3).


III
- Faço uso de recursos fitoterápicos, entre eles o composto de babosa (Escrevi este texto). Também uso alho e cebola crus.

- Não uso remédios, anti-inflamatórios, remédios para combater a dor, nem qualquer remédio antidepressivo, pois eles além de pouco eficazes podem desencadear dependência psíquica, entre outros efeitos colaterais.

- Não uso qualquer medicação hormonal (Escrevi este texto).

- Não uso suplementos vitamínicos.

- Não aceitei métodos artificiais de concepção, tais como hormônios para estimular ovulação, inseminação ou fertilização in vitro (FVI) (Escrevi este texto: O livro da vida).

- Evito produtos químicos de limpeza e cosméticos convencionais. Por exemplo, não guardo comida em vasilhas de plásticos, principalmente se o alimento está quente; procuro evitar produtos de limpeza e cremes estéticos com parabeno e outros componentes prejudiciais. Uso produtos de limpeza caseiros ou orgânicos.

- Faço os seguintes exames de sangue para avaliar meu estado nutricional: ferro, ferritina, 25-OH (vitamina D), vitamina B12 (Escrevi este texto), homocisteína. Exame para detectar a endometriose: Ultrassom do abdômen total com doppler colorido com preparo intestinal (Escrevi teste texto). Exames adicionais: CA-125, FAN, exames para avaliar a tireoide. Além desses, faço os exames para avaliar o fígado e os rins. Obter o diagnóstico correto é imprescindível. Acompanhar a eficácia do tratamento com exames médicos é fundamental. O tratamento que faço tem acompanhamento médico.

- Fiz todas as mudanças com acompanhamento de exames médicos periódicos. Avaliar a eficácia do tratamento, com acompanhamento especializado, é essencial (Escrevi este texto).

- Considero importante obter informações sobre a endometriose e refletir sobre o tratamento escolhido, assumindo a responsabilidade pela própria saúde. Para ter saúde, precisamos estar ativos na construção de nossa própria receita (Escrevi este texto: Pensar demais na endometriose faz mal?).

- Levo a sério meu tratamento. Se falho em algo, não me culpo; mas renovo diariamente meu compromisso em prosseguir.


IV
- Valorizo a saúde financeira. Diminuímos nossos gastos, para não entrar em dívidas. Priorizamos um estilo de vida mais tranquilo e simples, com menos trabalho, correria e consumo desnecessário. Nossa renda diminuiu, mas não temos dívidas. A saúde melhorou (Escrevi este texto).

- Analiso meus relacionamentos. Estava empregada em trabalhos abusivos (salário, chefia etc.). Mesmo diminuindo minha renda, após fazer planos, pedi demissão. Isso foi essencial para minha recuperação. Avalie suas relações e busque um planejamento para mudanças, caso haja situações abusivas nesses relacionamentos, sejam elas no âmbito profissional, familiar ou conjugal. Nem sempre é preciso romper um relacionamento, mas deve haver uma decisão para modificá-lo. No entanto, se for necessário rompê-lo, busque formas de fazê-lo. Relações abusivas adoecem.

- O tópico acima vale também para o tratamento médico. Analiso meu tratamento médico. Se o profissional que lhe atende não lhe dá o tratamento eficaz, não permite que você expresse sua opinião ou participe das decisões de seu tratamento, não lhe respeita ou escuta, converse com ele. Se não resolver, procure outro profissional. Não desanime, há bons profissionais.

- Valorizo a realização pessoal por meio de ações criativas, oportunidades para se expressar e criar novos projetos sejam eles familiares, comunitários ou profissionais. Manter ou despertar a criatividade é essencial para a saúde.

- Procuro conciliar geração de renda com criatividade. Se não é possível, procuro inserir a criatividade mesmo que além do âmbito profissional.

- Passei a valorizar mais a interação social. Estabelecer conexões sociais sadias que nos sentimos inseridos e aceitos é muito importante para a saúde. Envolver-se em causas sociais, de ajuda ao próximo, é essencial.

- Procuro ser feliz, sem negar minhas emoções (muito importante!). Escrever é uma parte importante do meu tratamento.

- Procuro ter consciência de minhas limitações, falhas, insuficiências. Não existe perfeição. Não acredito que uma força que vem de nós mesmos seja capaz de resolver nossos dilemas, embora o exercício da força de vontade seja essencial para fazer as mudanças. Acredito na existência de uma força externa a nós mesmos. Ao contrário do que se fala, a força para renovar os propósitos e ter uma vida com significado não está dentro de mim.


V
- Além de mudanças físicas e emocionais, valorizo a espiritualidade (Escrevi este texto: 1, 2).

- Procuro estar aberta para caminhos inesperados.

- Aceitei um grau maior de vulnerabilidade. Mesmo sabendo que teria dificuldades físicas para engravidar, sentia receio de ser mãe devido a tantas implicações que fogem do meu controle. Abri mão do controle e da previsibilidade. Entreguei minha vida nas mãos de Deus. Se fosse para ser mãe, aceitaria as felicidades e riscos que essa decisão envolve; se fosse para não ter um filho gerado por mim, aceitaria as felicidades e riscos que outros caminhos, tão férteis quanto à maternidade, oferecem. Não há respostas únicas. A vida é bela. A fertilidade é amplidão.

- Hoje, é o aniversário de dez anos de meu casamento. Como disse meu marido, nosso presente ainda está embrulhado, o bebê João. O amor desse homem me deu vida (Veja o texto que ele escreveu: Endometriose, uma notícia que me fez feliz). Como diz o apóstolo Paulo, em Coríntios 13, nenhuma linguagem, nenhuma ação, nada é maior do que o amor. “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13:13).

Deus é amor. Confio em Deus. O aspecto que considero mais importante em meu tratamento é a confiança em Deus (Escrevi este texto).  



Veja meu Cardápio, com detalhes, para superação da endometriose no meu blog  Sabor com Saúde.


Conheça meu novo blog: Beith Lehem, A Casa do Pão.


Acesse neste blog: Eu venci a endometriose.