sábado, 4 de setembro de 2021

A dieta vegetariana me curou da endometriose profunda





Sábado, 4 de setembro de 2021

Sou vegetariana há muito tempo. Mas houve períodos de minha vida que consumi peixe. Pior ainda: deixava de comer alimentos nutritivos e comia doces, massas, queijos e industrializados. Foi nesse contexto que descobri a endometriose, em estágio avançado.

Para vencer a doença, voltei à alimentação natural. Tornei-me, de fato, vegetariana, com uma alimentação surtida de legumes, hortaliças, feijões, oleaginosas, frutas, sem o uso de qualquer derivado de leite. Continuo consumindo ovos, mas apenas os ovos que temos no sítio, pois deixamos as galinhas soltas e fornecemos a elas milho orgânico. Os ovos orgânicos disponíveis, em geral, são provenientes de animais alimentados com ração à base de soja. E soja, embora muito usada por vegetarianos, é um alimento fitoestrógeno, ligado ao avanço da endometriose, como já escrevi neste blog (Veja aqui). Quanto aos laticínios, fui retirando gradativamente à medida que aprendia a substituí-los corretamente.

Na minha experiência, a mudança alimentar foi determinante para vencer a endometriose. Pense em algo simples: seu carro. Embora meu marido possa falar melhor sobre isso do que eu, quando o combustível está adulterado há mudanças no rendimento do carro. Além disso, um combustível errado não fará o carro se movimentar. Falta de água ou óleo também podem acabar com o motor. Nosso corpo também responde diretamente ao tipo de combustível que colocamos nele. Há, portanto, alimentos curativos e há comida lixo que provoca uma série de doenças, entre elas, a endometriose.

A endometriose não é uma doença misteriosa. Ela é resultado de nosso estilo de vida. Se você se alimenta mal, vai adoecer. Se você se alimenta adequadamente, vai melhorar. Se adotar outros aspectos de uma vida saudável – exercícios físicos regulares, exposição ao sol sem filtro solar por tempo determinado, consumo de água pura, respiração profunda e diafragmática, fitoterapia, sono regular e descanso semanal, eliminação de substâncias tóxicas, interação social saudável e saúde emocional –, você vencerá a endometriose sem a necessidade de drogas farmacêuticas.

Em minha experiência, ao fazer essas mudanças, confiando em Deus, os focos de endometriose diminuíram sem o uso de remédios sintéticos. Por fim, o presente maior: engravidei do João naturalmente. Ele já tem sete anos e está super saudável, sem nunca ter precisado de uma dose de antibiótico ou antitérmico, pois segue a dieta e o estilo de vida da mamãe e do papai.

Além de ter a evidência em minha família, recebo e-mails de leitoras que compartilham os benefícios da mudança de estilo de vida. Já são quase vinte bebês nascidos de mães portadoras de endometriose que entraram no blog e mudaram seu estilo de vida e, por fim, como eu, engravidaram naturalmente! Simples assim, mas não se engane: a mudança de estilo de vida exige tudo de nós. Eu não teria conseguido se não tivesse buscado forças em Cristo, o Médico dos médicos. A oração motiva, fortalece e transforma!

Embora o meu corpo, agora sem dor, seja a minha melhor evidência de que uma dieta vegetariana é a chave para vencer a endometriose, continuo firme no processo de me informar e me conscientizar. A informação, principalmente quando é colocada em prática, é muito importante! O que a ciência diz sobre vegetarianismo e endometriose? Há, evidentemente, poucos estudos sobre o assunto. Por quê? Não dá para vender vegetarianismo em pílula. Dieta vegetariana tem a ver com decisão pessoal e o lucro também é todo nosso.

Há, no entanto, pesquisas consistentes que nos mostram o melhor caminho para superar a endometriose via alimentação. Uma dessas pesquisas foi por Ayae Yamamoto, epidemiologista da Universidade Harvard, em conjunto com médicos de outras importantes universidades norte-americanas. Yamamoto demonstra com estatística avançada, numa pesquisa realizada com 3.800 mulheres, que o consumo de carne vermelha, especialmente as carnes processadas, está relacionado com a endometriose. “Nossa análise prospectiva entre enfermeiras americanas na pré-menopausa sugere que o consumo de carne vermelha pode ser um importante fator de risco modificável para endometriose”, afirmam os pesquisadores (1). A pesquisa também constatou aumento de risco de endometriose com o consumo de carne de frango, embora não tenha detectado riscos com o consumo de outros produtos de origem animal, como peixes e ovos.

Há muitos estudos acadêmicos interessantes sobre dieta anti-inflamatórias para combater a endometriose. Aos poucos, quero compartilhá-los. Mas a mensagem é simples: ser vegetariano e ter um estio de vida saudável não só previne, como cura, a endometriose. “Mas se meu caso é grave, há solução?”, você pode perguntar. Sim! Não perca a esperança! O meu caso era gravíssimo. Perdi um ovário com um endometrioma de 15 cm, algo incomum na literatura médica. Um record de endometriose! As dores eram horríveis e cheguei a desmaiar mais de uma vez. Havia recebido o atestado médico de infertilidade crônica que poderia ser resolvida talvez pela FIV.  Especialistas da Universidade de São Paulo com os quais fiz consultas particulares me disseram que havia apenas uma solução: tirar um segmento do meu intestino, usar hormônios, aceitar a FIV, caso quisesse ter um filho.

E aqui estou eu: sem dor e com meu filho, gerado naturalmente, alimentado naturalmente! Um milagre, sem dúvida! Mas esse milagre é resultado de seguir à risca um mapa que recebi por meio de Ellen White, uma mulher que dedicou à vida para falar dos caminhos de Deus. Por meio de seus livros, eu aprendi que só há saúde se vivermos em conformidade com as leis da saúde dadas por Deus. Sobre o consumo de carne, Ellen White diz:

Os efeitos do regime cárneo podem não ser imediatamente experimentados; isto, porém, não é nenhuma prova de que não seja nocivo. A poucas pessoas se pode fazer ver que é a carne que ingerem o que lhes tem envenenado o sangue e ocasionado os sofrimentos. Muitos morrem de doenças inteiramente devidas ao uso da carne, ao passo que a verdadeira causa não é suspeitada nem por eles nem pelos outros.

Ellen White também fala sobre o consumo de peixe que para muitos parece inofensivo ou até saudável:

"Em muitos lugares os peixes ficam tão contaminados com a sujeira de que se nutrem que se tornam causa de doenças. Isso se verifica especialmente onde o peixe está em contato com os esgotos de grandes cidades. Peixes que se alimentam dessas matérias podem passar a grandes distâncias, sendo apanhados em lugares em que as águas são puras e boas. De modo que, ao serem usados como alimento, ocasionam doença e morte naqueles que nada suspeitam do perigo."

É importante dizer que a Bíblia proíbe o consumo de carnes de porco e de aves e peixes imundos, além de proibir o consumo de gordura e sangue. Leia mais sobre o que Ellen White diz sobre as carnes e um regime vegetariano no livro A Ciência do Bom Viver, disponibilizado gratuitamente.

Que tal tomar uma decisão de abandonar as carnes e investir em uma alimentação saudável? O custo maior é dominar nosso apetite. Mas logo o paladar se transforma e percebemos que a dieta natural, baseada em plantas, é irresistivelmente saborosa e incrivelmente medicinal. “Em todos os casos, educai a consciência, aliciai a vontade, supri alimento bom, saudável, e a mudança se efetuará rapidamente, desaparecendo em breve a necessidade de carne”, afirma Ellen White.


Leia meu texto: Eu Venci a endometriose 






sábado, 21 de agosto de 2021

Livro: Do Sábado para o Domingo

 



Escrevi um texto sobre a importância do sétimo dia, o sábado, para a saúde física, mental e espiritual (Veja aqui). É uma síntese sobre o sábado na Bíblia.

Para saber mais sobre o sábado e ter certeza de que ele é o sétimo dia mencionado na Bíblia como dia de descanso e santificação, é preciso, no entanto, um estudo atento dos textos bíblicos, em oração. Sempre ore antes de estudar a Bíblia. "O Reino do Céu é como um tesouro escondido no campo", diz Jesus, em Mateus 13:44. Precisamos nos dedicar ao estudo completo da mensagem bíblica. Ao amarmos a verdade bíblica, alcançaremos a pérola de grande valor.

Como diz João (1:1-3), Jesus estava na Criação e tudo que foi feito, inclusive o sábado (Gênesis 2:3), foi feito por Ele também. Será que mesmo após ter instituído o sábado antes do pecado, Jesus teria mudado o sábado para o domingo quando esteve na Terra? Jesus mesmo responde, em Mateus 5:17, que não veio para mudar a Lei – ele está se referindo aos Dez Mandamentos –, mas veio para cumpri-la. Como Paulo diz, em Romanos 3:31, a fé jamais, de maneira alguma, anula a Lei.

O sábado é, portanto, o memorial da Criação e também da salvação (Ezequiel 20:12). Mas milhares não têm desejado entrar no “descanso” de Deus (Hebreus 4:9-13). Esta passagem se refere ao sétimo dia, que é o sábado, o santo dia do Senhor, não a uma instituição sabática que possa ser transferida de um dia para o outro de acordo com a vontade dos homens. Afinal, Êxodo 20:8-11 diz que o sábado é um dia, o sétimo dia, no qual o Senhor “descansou”. Rest, o dia do descanso.       

Mas como, por que e quando o sábado foi mudado para o domingo? Por que as igrejas protestantes de maneira geral aceitaram essa mudança? No livro “Do Sábado para o Domingo: A mudança indevida do dia da adoração”, Carlyle B. Haynes oferece o contexto histórico dessa mudança e, ao mesmo tempo, demonstra de maneira bastante didática e precisa as bases bíblicas, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, sobre a guarda do sábado.  

Para você que não é sabatista, acompanha este blog e se interessa também por conhecer a Bíblia, eu gostaria de enviar este livro gratuitamente, como um presente. Tenho apenas alguns exemplares. Se você tiver interesse, posso enviá-los pelo correio. Basta me enviar seu endereço para o seguinte e-mail: endometrioma.blog@gmail.com.

Hoje, neste momento que escrevo, é sábado, o Dia do Senhor. Eu estava justamente estudando o livro de Haynes. Senti-me motivada a compartilhar aquilo que me faz feliz, pois conhecer a vontade de Deus para nossa vida é a razão da verdadeira felicidade, a chave da vida eterna, ainda que neste mundo tenhamos aflições.

Um dia, na eternidade, todos estaremos reunidos para adorar a Deus aos sábados de maneira especial, pois o sábado é eterno (Isaías 66:23). Por que não começar a ter essa experiência de renovação e paz já neste mundo? Obedecer é melhor do que sacrificar (1 Samuel 15:22). O sábado não é um sacrifício, um esforço, mas a demonstração de obediência, de amor. Um dia para celebrar a liberdade!

O sábado não é só para uma religião ou um povo, ele é para toda a humanidade, um presente de Deus para todos nós, pois está escrito: “O sábado foi estabelecido por causa do homem” (Marcos 2:23). Por causa da humanidade e para toda a eternidade, pois "seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a Palavra de Deus permanece eternamente" (Isaías 40:8). 

O sábado é uma pausa sagrada, um vislumbre do Céu, um presente de amor. Você aceita esse presente?


sábado, 31 de julho de 2021

Jesus voltará em breve

 31 de julho de 2021

Quem acompanha este blog, sabe que eu tenho pós-doutorado em Ciência, Tecnologia e Sociedade. E sabe também que minha fé não está na ciência, mas no Autor da ciência: Deus. Não há nenhuma incoerência ou incompatibilidade. Basta voltarmos na história e encontraremos o “pai da ciência”, Isaac Newton, mais interessado nos escritos de Daniel e em suas profecias articuladas ao livro bíblico de Apocalipse do que na própria física, sua área de estudo.

Newton revolucionou a ciência, mas sua vida estava fortemente alicerçada na Bíblia. Mais do que isso: uma importante profecia de Daniel se cumpriu em Isaac Newton. “Tu, porém, Daniel, cerra as palavras e sela o livro, até o fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará” (Daniel 12:4). Com Isaac Newton e outros importantes estudiosos das profecias bíblicas sobre o fim dos tempos, o segredo de Daniel foi aberto, e a partir daí a ciência começou a se multiplicar exponencialmente.

Newton é ao mesmo tempo pesquisador e personagem nessa odisseia do tempo do fim. Mas no cenário atual, as crenças de Isaac Newton foram esquecidas ou apagadas e a ciência, em grande parte, deixou de fora seu autor, tornando-se para muitos a tábua de salvação, o deus deste século, a promessa certa de evolução, a panaceia das luzes, o iluminismo em progressão geométrica. Contudo, o mundo decai.

O mundo decai. O mapa global das doenças está alarmante. Não estou falando apenas do coronavírus. As doenças estão se alastrando a partir da ação de patógenos conhecidos, cada vez mais resistentes, e também de novos vírus, bactérias, fungos, protozoários que têm se espalhado resistentemente em diversos lugares, mesmo entre países ricos.

O corpo está doente. Câncer, doenças autoimunes, doenças raras entre crianças e adultos estão aumentando rapidamente. A endometriose é apenas mais uma epidemia, entre tantos outros transtornos físicos que acometem as mulheres. Ao mesmo tempo, há um salto no diagnóstico de doenças mentais, como a depressão, e distúrbios emocionais em crianças que são infelizmente medicadas e caladas em sua dor existencial.

O corpo está sofrendo; o meio ambiente também. A poluição provocada pela era da ciência e tecnologia – com sua química poderosa capaz de produzir plantas resistentes e prolongar artificialmente a vida de pessoas com as mais variadas doenças, capaz de nos dar conforto e ampliar a comunicação por meio de equipamentos digitais, capaz de erguer obras gigantescas e abastecer de combustível nossas fábricas modernas, capaz de nos proporcionar uma vida de consumo sem fronteiras, de embelezando e riqueza – tem sido capaz também de destruir de um momento para o outro a vida que tanto amamos. Vivemos a multiplicação de tempestades inesperadas, calor insuportável, frio destruidor, furacões, incêndios, enchentes. Não há um lugar seguro.

É difícil encontrar alguém nos dias de hoje que não esteja com o coração quebrado por um ou outro acontecimento decorrente dessa época de desastres sem precedentes. Mas talvez você não tenha sentido diretamente o efeito dessas tragédias que mencionei. Ainda assim, as tragédias sociais – desemprego, criminalidade, violência nas ruas, racismo, entre tantas – e as tragédias familiares – separação, brigas, alcoolismo, vício em drogas, abusos físicos e emocionais, difamações, falsidades – têm invadido o cotidiano de todos nós, sem pedir licença, sem que muitos sejam capazes de reagir, vendo-se presos a situações degradantes, ainda que tenham tudo, menos a paz que tanto almejam. O que está acontecendo com o mundo? 

Em Mateus 24, Jesus descreve o tempo do fim. Entre tantos sinais que precedem o fim, como guerras, pestilências e fome, Jesus menciona algo bem característico a nossa época: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mateus 24: 12). Essa profecia não precisa se cumprir em nós, ainda que estejamos vivendo os últimos momentos da vida aqui na Terra. Assim como Jesus, podemos amar até o fim. Sobre Jesus Cristo, a Bíblia diz: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (João 13;1). Que amor comovente que Jesus tem por você!

O que é amar? Estar, sobretudo, ligado à fonte do amor: Jesus. Como aprender a amar? Orando a Jesus e estudando Sua Palavra, a Bíblia. Com o amor de Cristo, podemos superar todas as coisas. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).  

A Terra teve um começo e terá um fim. Deus criou esse mundo. Ele foi invadido pelo pecado e os seres humanos escolheram pecar. Mas Cristo veio para nos salvar, entregando Sua vida na cruz por amar você. Ele ressuscitou e em breve voltará. No livro de Daniel, estão descritas as profecias do nascimento de Cristo, entre outros livros bíblicos. A Bíblia também apresenta profecias sobre o tempo do fim. Ninguém sabe o tempo nem a hora da volta de Cristo, mas segundo as profecias de Daniel, tão bem estudadas por um norte-americano chamado Guilherme Miller e outros homens e mulheres inspirados por Deus, como Ellen White, o tempo do fim começou em 1844 quando Jesus deixou o lugar santo para entrar no compartimento santíssimo do Santuário no Céu. Na Bíblia, há um mapa que nos leva a conhecer nossa origem e nosso destino. Um mapa acessível a todos nós. É um livro a ser estudado, não um manual de autoajuda. É o Livro Sagrado, a Ciência de Deus.

Cristo está voltando. Você acredita? Eu tenho pós-doutorado, e acredito. Isaac Newton é o pai da ciência. Ele acreditava. Conheço um cientista brasileiro, antes ateu, que encontrou o livro de Isaac Newton, e passou a estudar a Bíblia. Tive o prazer de entrevistá-lo. Ruy Carlos de Camargo Vieira foi professor no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), professor na Universidade de São Paulo (USP), diretor científico da Fapesp de 1979 a 1985. A exemplo de Isaac Newton, Ruy Vieira escreveu mais sobre religião do que sobre ciência, apesar de ser um cientista notável. Sobre Ruy Vieira, o site da Fapesp informa em sua linha do tempo: “Autor de livros e artigos sobre ciência e religiosidade, Vieira foi um dos fundadores da Sociedade Criacionista Brasileira, em 1972.” Após estudar atentamente a Bíblia, em oração, ele se converteu ao adventismo, passou a guardar o sábado e crê firmemente na volta de Jesus.

Gostaria muito que você acreditasse também na linha do tempo que a Bíblia apresenta. Que tal ter uma Bíblia, fazer uma oração e iniciar uma leitura atenta do livro mais importante do mundo? Você fará descobertas incríveis e encontrará também a paz de que tanto precisa.

Jesus em breve voltará. E viveremos eternamente! Há um sentido para tudo que está acontecendo. A verdade existe. Eu creio. E você? Há um convite para você.

Jesus diz: “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras [no sangue do Cordeiro], para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas” (Apocalipse 22: 12-14).



E se você deseja saber mais sobre a história deste mundo, seu início e seu fim, e também sobre como herdar a vida eterna, aqui está um livro disponibilizado gratuitamente para acesso on-line: O Grande Conflito, de Ellen White. 

 

sábado, 19 de junho de 2021

Orgânicos à Mesa

 19 de junho de 2021






Orgânicos à mesa




Alimentos sem agrotóxicos favorecem a saúde e resgatam tradição adventista

Mais do que produzir alimento, o cultivo de orgânicos gera saúde, trocas solidárias e preservação ambiental. A alimentação livre de agrotóxicos tem ganhado adeptos preocupados não apenas com a própria refeição, mas com as consequências da produção daquilo que chega à mesa. Os adventistas são parte dessa história.

Agricultora pioneira

Diariamente, Ellen G. White se dedicava ao cultivo da terra em sua propriedade rural na Califórnia. Para combater as pragas, ela defendia a pulverização da produção agrícola. Porém, nunca utilizou pesticidas nem fertilizantes químicos já disponíveis naquela época. Ao receber inspiração para desenvolver o manejo agroecológico do solo conhecido como “Método do Anjo”, o pomar e a horta de Ellen White eram cultivados de modo orgânico. É o que revela Herbert C. White, neto da pioneira, que ajudava a avó no cultivo da terra: “Nenhum fertilizante químico era permitido em Elmshaven [...]. Nenhuma pulverização com veneno era utilizada nos pomares e nas hortas. Ela acreditava em cooperar com a natureza em vez de lutar contra ela.”

Nutra-se

Orgânicos são mais saudáveis não apenas pela ausência de agrotóxicos, mas por oferecer uma produção diversificada, com mais nutrientes. Nessa forma de cultivo, os nutrientes brotam de um solo mantido em equilíbrio. Além disso, é comum encontrar hortifrútis de agricultores orgânicos não disponíveis nas prateleiras convencionais. Você conhece a ora-pro-nóbis? Introduzida no mercado por pequenos produtores orgânicos, a planta é uma excelente fonte de proteína, ferro, cálcio e vitamina A, ideal para uma dieta vegetariana.  

Preserve

O estilo de vida saudável está entrelaçado ao consumo consciente. Influenciada pelas condições ambientais, nossa saúde é impactada não apenas pelo alimento ingerido, mas pelo modo como ele é produzido. Além de não contaminar a água e o ar com poluentes químicos, o cultivo orgânico não depende de grande extensão de terra, sendo aliado na luta contra o desmatamento. As melhores técnicas de produção funcionam em um sistema agroflorestal, em que a agricultura é integrada à vegetação nativa. 

Compartilhe

Embora os orgânicos tenham um preço mais elevado, a ampliação da produção tem tornado os produtos mais acessíveis. Além disso, a cultura dos orgânicos incentiva o consumidor passivo a ser um produtor-consumidor, inserido em projetos de economia solidária. Até mesmo pequenos espaços em casas, empresas, bairros e igrejas podem se tornar hortas e pomares, com produtos para consumo próprio, venda direta e compartilhamento. Essa é a proposta do aplicativo Quintal.

Cultive

O cultivo orgânico do solo faz bem à saúde, nos religa à natureza, uns com os outros e ao Criador. Afinal, disse Jesus: “Meu Pai é o agricultor” (João 15:1).          

 

Fontes:

Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 329.

John Howard Weeks, The Healthiest People on Earth (Dallas, TX: BenBella Books, 2018), p. 87.

Sergio Koifman e Ana Hatagima. “Exposição aos agrotóxicos e câncer ambiental”. In: Frederico Peres e Josino Costa Moreira, É Veneno ou é Remédio: Agrotóxicos, Saúde e Ambiente, (Rio de Janeiro, FIOCRUZ, 2003), p. 75-99.

Anete Sousa et al. “Alimentos orgânicos e saúde humana: estudo sobre as controvérsias”. Rev Panam Salud Publica. 2012, 31(6), p. 513–517.


sábado, 8 de maio de 2021

Sábado ou domingo: que dia é melhor para descansar e ter saúde? O que a Bíblia diz?

 Sábado, 8 de maio de 2021


Você precisa de um dia da semana para descansar. Seu corpo pede uma pausa, um dia inteiro para se reconectar e repor as energias, estar em meio à natureza e se voltar inteiramente a Deus. Um dia de descanso. Para o meio ambiente, um lockdown por semana seria, na visão de ambientalistas, um sopro de esperança diante de tanta poluição e destruição sem precedentes.

Eu não sei se apenas um dia de pausa na semana pode mudar o planeta, mas com certeza pode redimensionar sua saúde e transformar sua vida, dando-lhe um novo significado. Vamos viver essa experiência? Se você aceitar esse convite especial, vai descobrir o incrível valor de um dia exclusivo só para você ser saudável e feliz. É uma vivência única!

Mas que dia é melhor para descansar e ter saúde? Sábado ou domingo? Provavelmente, muitos dirão que é o primeiro dia da semana, o domingo, porque trabalham no sábado, porque a igreja abre aos domingos... Mas alguns responderão que o melhor dia de descanso é o sétimo dia, o sábado. Por quê? Porque o sábado é o Dia do Senhor. Vamos ver o que a Bíblia diz sobre o sábado?


A origem do sábado

A ideia de um dia de descanso não é nova. Remonta à história da humanidade. Essa ideia está grafada no quarto mandamento, mas começa muito antes dos Dez Mandamentos. A ideia de um dia de descanso surgiu com Deus, no Éden, em um mundo perfeito, logo após Ele ter finalizado a Criação. O homem e a mulher foram criados no sexto dia. No sétimo dia, ao finalizar sua belíssima obra, Deus instituiu o sábado como dia de guarda. “Assim foram concluídos os céus e a terra, e tudo o que neles há. No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou. Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação.” (Gênesis 2:1-3).

O sábado, portanto, é o dia do nascimento da Terra! O aniversário do nosso planeta! Alguém já viu um filho olhar para os pais e dizer: “mudei a data do meu nascimento, vou comemorar o dia que eu escolhi para ser feliz”? Soa como um desprezo. Uma decisão que coloca em risco a memória mais importante: o dia do nascimento é também o dia dos pais. Se Deus nos criou e escolheu o sábado para que nos lembrássemos dEle, ao mudar esse dia sagrado para um outro dia qualquer, mudamos também a autoridade que rege nossa vida. Quem está regendo minha vida?

Se depois de você ler em Gênesis que Deus fez o sábado, santificando-o, antes mesmo de a Terra cair em pecado, você ainda tem dúvidas da santidade desse dia, vamos prosseguir estudando a Bíblia para saber por meio das Escrituras qual é, de fato, o dia de descanso, o dia sagrado.


O sábado no deserto

A vida, por vezes, é um deserto. Doença, desemprego, abandono, dores emocionais, cansaço, dia a dia exaustivo são marcas do deserto que vivemos. Mas não espere sair desse deserto para ouvir a voz de Deus. Ele fala com você antes que surja a terra prometida. Ele faz nascer um lugar de descanso, um oásis, em meio ao deserto. Que lugar é esse?

Quando o povo de Deus saiu do Egito após quatrocentos anos de escravidão teve de enfrentar o deserto antes de chegar à terra que mana leite e mel. E o que Deus fez por eles logo nos primeiros dias de uma viagem que duraria mais de 40 anos? Antes mesmo de dar os Dez Mandamentos, Deus lhes deu um pão e um dia; o maná e o sábado – alimentos do corpo e da alma.

O maná era um pão com gosto de mel que caía do céu todos os dias sobre a terra, como um orvalho branco nutritivo. Deus avisara ao povo que não guardasse o maná para o outro dia. Os que desobedeceram logo descobriram que o maná guardado para o dia seguinte estragava rapidamente. Contudo, Deus disse que o maná de sexta-feira deveria ser recolhido em dobro e guardado para o sábado. Surpreendentemente, o pão doce continuava doce no sétimo dia, o sábado do Senhor.

Eu escrevi no meu blog Beith Lehem: “[...] o maná guardado de sexta para sábado se mantinha perfeito. Aquele delicioso bolo de mel se manteve apropriado ao consumo por mais de dois mil sábados, durante 40 anos. O maná fala de sabores, nutrição e louvor. O sétimo dia de Gênesis é o sagrado sábado do Senhor.”

Foi com um pão de mel, enviado do Céu, que Deus despertou a memória de um povo para o dia do seu nascimento, o aniversário do mundo: o doce sábado do Senhor.

Conforme a viagem prosseguia, novas informações surgiam. Chegou o grande dia em que Deus chamou Moisés ao cume do monte e lhe deu duas tábuas de pedras, escritas pelas Suas próprias mãos. É importante dizer que a única lei bíblica escrita pelo próprio Deus são os Dez Mandamentos. Deus não ditou os mandamentos para Moisés, Deus escreveu com Seu próprio dedo a Lei eterna na pedra.

Naquela pedra, estava escrito o quarto mandamento: "Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais, nem os estrangeiros que morarem em tuas cidades. Pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles existe, mas no sétimo dia descansou. Portanto, o Senhor abençoou o sétimo dia e o santificou” (Êxodo 20:8-11).

Ao descer no monte com as pedras nas mãos, Moisés as quebrou ao ver que o povo adorava um bezerro de ouro, um ídolo. Deus chamou Moisés novamente, e novamente escreveu com Sua mão os Dez Mandamentos, dizendo-nos: se a lei está quebrada em seu coração, permita que Eu a reescreva para você. Nessa reescrita, uma ordem não será substituída por outra, um dia não tomará o lugar de outro.

Deus escreveu “sábado, o sétimo dia” na primeira vez; Deus escreveu “sábado, o sétimo dia” na segunda vez. Deus escreveu o sábado no coração dos hebreus por 2.080 sábados (52 semanas multiplicadas por 40 anos), com pães de mel preservados aos sábados que refaziam as forças em meio ao deserto abrasador. O sábado é um maná que nutre e salva. Experimente-o. Tem gosto de pão do Céu. Esse pão sagrado lhe dará saúde física e espiritual.


Jesus aboliu o sábado? Quem trocou o sábado para o domingo?

Jesus guardou o sábado unindo a lei ao amor. Ele afirmou: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mateus 5:17). Em nenhuma parte da Bíblia, do começo ao fim, você vai encontrar a palavra “domingo”. Simplesmente, não existe.

A Bíblia menciona o “primeiro dia da semana”, mas nunca faz qualquer alegação de que seja um dia santo. Em Atos 20:7, os discípulos se reuniram com Paulo para comer antes que ele saísse de viagem, à noite. Não era um culto religioso, mas uma reunião de despedida no sábado à noite (para os judeus, o dia começa ao pôr-do-sol). Em 1 Coríntios 16:10, há referência a guardar dinheiro em casa, não há qualquer serviço religioso mencionado nesse verso. Em João 20:19, os discípulos estão reunidos e Jesus aparece. Não foi uma reunião de adoração, pois os discípulos estavam escondidos, com medo. Aliás, se Jesus tivesse mudado o dia de adoração, teria sido uma ocasião perfeita para realizar essa mudança, mas não houve mudança. Jesus não mudou o dia de adoração.

Alguns dizem que o “sétimo dia” é o domingo. Mas a Bíblia enfatiza que o “sétimo dia” é o sábado, basta ler os Dez Mandamentos. Também não há sequer uma referência nas Escrituras de que Jesus trocou o dia de guarda para o domingo. Jesus “descansou” no sábado e ressuscitou no domingo, mas nunca disse nada sobre ter eleito um novo dia sagrado. Não há qualquer referência bíblica sobre a troca do sábado por outro dia.

Na verdade, a mudança do sábado para o domingo foi feita pelo homem e ocorreu no início da era cristã quando a igreja se uniu ao Império Romano e passou a aceitar a adoração a divindades pagãs. Foi em 7 de março em 321 d. C que o imperador romano Constantino, ao supostamente se converter ao cristianismo, trocou o sábado pelo domingo como dia de descanso, e instituiu o culto ao “Deus sol”, uma divindade pagã que perpassa as culturas pagãs, como o deus Rá, no Egito; Marduque, na Babilônia, entre outros.

Em vez do "deus pagão sol", devemos adorar o Sol da Justiça, Jesus, e obedecê-Lo. Acho interessante que o último livro do Antigo Testamento na Bíblia, Malaquias, termine enaltecendo os Dez Mandamentos ao mesmo tempo em que se refere a um tempo futuro quando João Batista nasceria a fim de preparar o caminho para Cristo. É um elo fortíssimo de ligação entre o Primeiro e o Segundo Testamento, mostrando a conexão direta entre a Lei antes e depois do ministério de Cristo. A Lei permanece. Malaquias nos exorta: 

“Lembrai-vos da Lei de Moisés, meu servo, a qual lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a qual são os estatutos e juízos. Eis que eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor [...]” (Malaquias 4:4,5). 

Outro fato que me chama muito a atenção sobre a permanência do sábado como dia sagrado é quando Jesus diz, em Mateus 24, que deveríamos orar para que nossa fuga não ocorresse no sábado, no tempo da perseguição. Veja, Jesus disse: “Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno nem no sábado” (Mateus 24:20). Nesse verso, é interessante notar que Jesus está falando de um tempo após sua morte e ressurreição. E ao falar sobre esse futuro distante, Jesus reafirma o sábado como um dia a ser guardado e reverenciado.

Jesus não guardava o sábado só porque era judeu, mas porque sua vida era uma manifestação de amor a Deus (Veja aqui), pois Ele mesmo disse: “Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos.” (João 14:15).

“Mas precisamos guardar a lei?”, muitos dizem. Ninguém nega que precisamos guardar a lei (não matar, não adulterar, não roubar etc). Mas quando se trata do sábado, muitos indagam se a lei não foi pregada na cruz. O sábado foi pregado na cruz?

Em Colossenses 2:16, 17, ao dizer “ninguém vos julgue por causa de luas novas ou sábados”, Paulo fala de “sábados” no plural, mencionando especificamente as festividades judaicas que eram os feriados nacionais de Israel, não o sétimo dia dos Dez Mandamentos. A lei cerimonial de Moisés – com esses feriados sabáticos que podiam cair em qualquer dia da semana, como a Páscoa – é temporária e está relacionada aos sacrifícios que simbolizavam o sacrifício único de Cristo na cruz. Quando Jesus disse “está consumado”, ocorreu algo que demonstra o fim dessas cerimônias. Uma mão poderosa e invisível rasgou o véu do templo judaico de cima a baixo. Aquelas cerimônias e sua legislação ritual não têm mais sentido. Cristo, o Cordeiro de Deus, já morreu por nós e exaltou a Lei de Deus em sua vida. Portanto, precisamos fazer uma distinção entre a Lei moral (Dez Mandamentos) e as leis cerimoniais.

Se os Dez Mandamentos ou o sábado não foi pregado na cruz, anulado por Cristo, o que foi pregado na cruz? Foi o “escrito de dívida” (Colossenses 2:14), nossos delitos, a condenação pelo pecado trazida pela lei, não a lei. Quando Paulo diz que a lei foi pregada na cruz (Colossenses 2:14), ele não está se referindo aos Dez Mandamentos, que é a lei moral, eterna. Jamais ele diria que agora, depois da morte de Cristo na cruz, nós podemos matar ou adulterar ou cobiçar. A graça nos salvou, mas não anulou a Lei.

 Alguém diria que o mandamento “não matarás” não vale mais? Mas por que queremos tirar “apenas” o mandamento do sábado? Não poderíamos deixar “apenas” esse mandamento de lado? Quais as consequências? A Bíblia diz: “Pois quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente. Pois aquele que disse: ‘Não adulterarás’, também disse: ‘Não matarás’. Se você não comete adultério, mas comete assassinato, torna-se transgressor da Lei” (Tiago 2:10,11). Se eu não guardo o mandamento do sábado me torno transgressora dessa mesma lei mencionada por Tiago, a Lei de Deus, pois o sábado está incluso nos Dez Mandamentos. Não há como deslocar um único mandamento segundo nossa vontade ou autoridade humana, pois Deus não autorizou a mudança, basta ler a Bíblia de capa a capa.

Jesus morreu na cruz em nosso lugar, mas também nos deixou um exemplo de como viver. Está escrito: “Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos.” (1 Pedro 2:21).  


Como Jesus guardou o sábado?

A Bíblia não diz que Jesus guardou o domingo, mas diz muito claramente que Jesus ia à igreja aos sábados, conforme seu costume: “Ele foi a Nazaré, onde havia sido criado, e no dia de sábado entrou na sinagoga, como era seu costume. E levantou-se para ler.” (Lucas 4:16). Veja também Marcos 6:2.

Há quem acredite que Jesus desautorizou a guarda do sábado ao dizer que o sábado foi feito por causa do homem e não o homem foi feito por causa do sábado (Lucas 6). O que Jesus fez foi nos ensinar a guardar o sábado, pois o povo judeu havia transformado esse dia sagrado em um dia muito pesado de inúmeras exigências ritualísticas que tornavam o sétimo dia em um dia de tristeza em vez de um dia de alegria e comemorações, como deve ser o dia de aniversário.

O sétimo dia é o sábado - palavra que surpreendentemente tem a mesma raiz em centenas de idiomas, como shabat em hebraico ou armênio, saturday, em inglês; sabet, em árabe ou sabato, em italiano. Esse fato extraordinário da linguística mundial não ocorre com o domingo, cujo nome sequer é citado na Bíblia.   

O sábado é uma grande festa, estava ensinando Jesus. Nesse dia de festa, é permitido sorrir, andar pela natureza, pregar a Palavra de Deus, curar, ajudar os necessitados, descansar, apreciar as obras do Senhor, amparar com palavras e atos os que estão sofrendo, estar entre amigos, ir à igreja! O sábado é um dia de trabalho para Deus, não para nós. Ao trabalhar para Deus, temos mais lucro do que podemos imaginar – alegria, satisfação em ver a alegria de quem recebeu nosso amparo! O sábado é um delicioso pão doce, o maná do Senhor.


O sábado em minha vida

No texto “O sétimo dia da semana, ou da vida”, o psiquiatra Oliver Sacks rememora o sábado em sua história familiar e pessoal. O sábado ou o shabat do quarto mandamento (Êxodo 20) “era completamente diferente do resto da semana”. Sacks fala que em sua infância o sábado era um dia especial, reservado para se estar em família e na sinagoga.

“A observância do shabat é muito bela e é impossível sem ser religioso. Não se trata sequer de melhorar a sociedade – é uma questão de melhorar nossa própria qualidade de vida”, disse Robert John, um matemático ganhador do Prêmio Nobel, cuja fala Sacks reproduz, lembrando que John o visitou no hospital quando ele foi diagnosticado com câncer no olho e lhe falou que se tivesse que viajar no sábado para receber o Nobel teria recusado. “Seu compromisso com o shabat, com sua paz e distância absoluta das questões mundanas, teria pesado mais até que um Prêmio Nobel”, concluiu Sacks em suas memórias face à morte iminente. 

Há um prêmio superior aos que ouvem a voz de Cristo e ousam guardar Sua palavra ainda que familiares, amigos e o mundo inteiro sigam em outra direção. Somos e seremos provados em nossa fé. Em breve, haverá uma lei que instituirá mundialmente um outro dia para guardar e reverenciar. Ao som da música envolvente, quem não se dobrará à estátua de poder, à semelhança do que ocorreu em Babilônia (ver Daniel 3)?

O sábado é o selo de Deus. 

Ellen G. White afirma que “o sábado foi inserido no decálogo como o selo do Deus vivo, identificando o Legislador, e tornando conhecido o Seu direito de governar. Era o sinal entre Deus e Seu povo, um teste de sua obediência a Ele. Moisés foi ordenado a lhes dizer da parte do Senhor: ‘Certamente, guardareis os Meus sábados; pois é sinal entre Mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que Eu sou o Senhor, que vos santifica’ [Êxodo 31:13]. E quando alguns do povo saíram no sábado a recolher o maná, o Senhor indagou: ‘Até quando recusareis guardar os Meus mandamentos e as Minhas leis?’ [Êxodo 16:28].” (Veja aqui).

À semelhança de nossos primeiros pais, dos hebreus, dos discípulos e do próprio Cristo, eu considero o sábado um tempo sagrado de renovação do corpo e da mente. “Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidares dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares o sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, [...] eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse” (Isaías 58).

No sétimo dia da semana, eu descanso. Vou à igreja, ensino lições bíblicas para meu filho, passeio pela natureza com meu marido, encontro-me com pessoas que amam o sábado e com aqueles que desejam conhecer mais sobre a santidade desse dia, atendo a pedidos de ajuda e amparo, seguindo o exemplo do Senhor. O sábado está na minha família há quatro gerações. Mas tenho aprendido mais sobre ele a cada semana.

A guarda do sábado tem a ver com a renovação da minha saúde e com a superação da endometriose. Se uma noite de sono bem dormida tem tantos benefícios, imagine as bênçãos de santificar e guardar um dia ao qual Deus escolheu para se encontrar com cada um de seus filhos e filhas. O sábado é saúde e promessa divina de felicidade. O sábado é um dia belo e feliz. Um presente de Deus para a humanidade. Além de seus benefícios físicos e emocionais, o sábado é o dia em que me encontro com Cristo, o autor de minha fé.   

O sábado é o sinal de uma aliança eterna. Foi estabelecido no mundo perfeito criado por Deus e será celebrado durante toda a eternidade. “‘De uma lua nova a outra e de um sábado a outro, toda a humanidade virá e se inclinará diante de mim’, diz o Senhor” (Isaías 66:23).


PS.: Escrevi também sobre a Bíblia e o consumo de carne deporco. Leia o artigo aqui. Hoje, acrescentei um comentário sobre Paulo e os coríntios. Está no final do texto. 



domingo, 11 de abril de 2021

O que a Bíblia diz sobre a carne de porco?

 11 de abril de 2021


– Eu não como mais carne de porco – disse o sitiante de família italiana, pouco religioso, beirando seus 80 anos, preocupado com a saúde. – A Bíblia conta que Jesus enviou os espíritos imundos para os porcos – prosseguiu, surpreendendo os sobrinhos numa conversa à beira da mesa repleta de bebidas alcoólicas.

Após acalmar a tempestade e chegar em terra firme, Jesus enfrentou a fúria de outra tempestade. O choque da água contra o navio e o rimbombar dos trovões foram substituídos pelos gritos violentos de dois homens tomados de demônios que moravam entre sepulcros em Gadara, localizada na fronteira oriental do Império Romano, separada de Cafarnaum pelas águas do mar. Ninguém passava por aquele caminho ameaçador, mas Jesus enfrentara a força das ondas para desembarcar justamente ali onde ninguém queria estar, porque Ele tem algo a nos dizer sobre Gadara. Escute.

– E eis que gritaram: Que temos nós contigo, ó Filho de Deus! Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? – disseram os homens possuídos pela fonte da tormenta. – Se nos expeles, manda-nos para a manada de porcos.

– Pois ide –, ordenou-lhes Jesus. Nesse instante, os demônios saíram dos homens e entraram nos porcos que se precipitaram despenhadeiro abaixo, caindo nas águas do Mar da Galileia. Os porqueiros fugiram e contaram o que havia acontecido. Então, diz a Bíblia, “a cidade toda saiu para encontrar-se com Jesus”.

“Para agradecê-Lo?”, você pode perguntar, pois Cristo os livrara da violência dos homens. Mas não havia gratidão alguma, apenas indignação, medo, horror pela ameaça das ameaças: os porcos eram o comércio deles. Por isso, pelo amor ao dinheiro, rogaram a Jesus que se “retirasse da terra deles”. Os porcos eram deles, o comércio era deles, a terra era deles. Dinheiro, dinheiro, dinheiro. A terra é de quem?

Jesus entrou num barco e partiu.


Proibição bíblica do consumo de carne de porco

A história se repete. Recentemente, Larissa Mies Bombardi, professora e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), teve de deixar o país após perseguições, ameaças contra a vida e invasão da sua casa com o roubo de seu computador (1).

Além de publicar pesquisas sobre o uso de agrotóxicos no Brasil, Larissa fez um amplo estudo, em parceria com um pesquisador alemão, mostrando a associação entre Coronavírus e criação de porcos. “Municípios com maior densidade de porcos também são aqueles com o maior número de pessoas infectadas por covid-19”, afirma um artigo (2).

O fato não é exclusividade do Brasil, em especial nos estados do sul que respondem por 66% da criação nacional de porcos, embora sejam pouco povoados, e acende um alerta importante: a China, onde surgiu o coronavírus, é líder mundial em produção de carne de porco; no noroeste da Alemanha, foram fechados frigoríficos desse setor por causa da alta taxa de covid e, nos Estados Unidos, a processadora de carne de porco Smithfield “se tornou grande foco da doença em Dakota do Sul, um dos estados menos povoados do país” (3).

Larissa publicou a pesquisa “Hypothesising on the emergence of SARS-CoV-2 through bats: Its relation to intensive pig-factory farming and the agro-industrial complex” (Hipóteses sobre o surgimento do SARS-CoV-2 através dos morcegos: sua relação com a suinocultura intensiva e o complexo agroindustrial), em parceria com o pesquisador Immo Fiebrig, da Universidade Nottigham, e Pablo Nepomuceno, da USP (Veja aqui).

“Em dois artigos, eles mostram a correlação espacial entre o aumento de infectados pelo covid-19 e a criação intensiva de porcos no Brasil, nos Estados Unidos e na Alemanha. Levantam também a hipótese, ainda não comprovada, de que o modelo atual de agropecuária, especificamente a criação industrial de suínos, pode favorecer a propagação do vírus, tendo os porcos como vetores da contaminação. ‘Trata-se de uma hipótese, mas a correlação espacial é enorme’, diz Larissa Bombardi” (4).

A Organização Mundial de Saúde (OMS) associou o surgimento do vírus ao mercado de carnes imundas de Whuran, na China. O vírus H1N1 também está associado a suinocultura, considerado, por Larissa Bombardi, um celeiro para futuras pandemias em curto prazo de tempo.

Jesus disse, sim, que haveria pestes. Mas elas não surgem sem motivo. São resultado da transgressão da lei. Há uma lei de saúde na Bíblia que proíbe a ingestão de carnes imundas. O desrespeito ao que Deus diz acarreta consequências coletivas e individuais.

“Larissa, também autora do atlas Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia, fez a palestra ‘Vivendo Sob o Veneno’ na plataforma sobre alimentação Fru.to (Assista aqui). Na ocasião, ela citou a frase de Eduardo Galeano, escritor uruguaio: ‘A soberania começa pela boca’, levando à reflexão de que as decisões acerca da produção e consumo de alimento têm peso e consequência” (5).

Será que, como coletividade, estamos acolhendo pesquisas de ponta? “Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem” (Mateus 7:6). Poderia ter sido diferente. Nenhum pesquisador deveria ser obrigado a deixar o país por causa de seu amor à Ciência. Como recebemos as mensagens que nos desafiam a repensar a própria vida?  

A história do pecado no planeta Terra também começa pela boca. E Deus tem muito a dizer sobre o que comemos ou deixamos de comer. Pensar o alimento é pensar na própria espiritualidade. O que a Bíblia diz sobre a carne de porco? A carne de porco é considerada imunda na Bíblia? Há uma lei de saúde nas Escrituras Sagradas. Vamos conhecer um pouco dessa lei? Vamos pesquisá-la?

Começaremos por Gênesis. Como o pecado entrou na Terra? Por que há sofrimento e morte? Deus fez Adão e Eva. Deu-lhes o Jardim do Éden. Havia uma lei: eles não deveriam comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Nesse ponto, eles demostrariam obediência ou rebelião. Conhecemos a história. Eles queriam comer, comer e comer, e se fizeram surdos à Palavra de Deus. Eles comeram. Comer foi transgredir, desobedecer, desconfiar do amor, escolher outro governo – o governo de um pecado capital, o governo da gulodice, dos instintos, dos prazeres sem restrições ou lei, o governo desgovernado do mal. “Comer” parece algo inocente. Mas esse verbo está na gênese de toda miséria que se abateu sobre o mundo porque “querer comer, em desprezo à lei” se mostrou mais importante do que “querer obedecer por amor à lei”. A Lei que provém de um Deus que ama. Seu amor infinito nos deu Jesus, o bebê de Maria, o homem do deserto que passou 40 dias em jejum absoluto. O Homem que venceu o mal na Cruz.

Adão e Eva não deveriam comer uma fruta proibida. Jesus não deveria comer de um pão proibido – a pedra transformada em pão pela ordem do inimigo. A Bíblia também nos fala daquilo que não devemos comer. “Leis sobre animais limpos e imundos”, é o título do capítulo 11 do livro bíblico de Levítico. Há várias carnes de animais e peixes consideradas imundas biblicamente, entre elas está a carne de porco:

“Falou o Senhor a Moisés e Arão, dizendo-lhes: (...). Também o porco, porque tem unhas fendidas e o casco dividido, mas não rumina; este vos será imundo; da sua carne não comereis, nem tocareis no seu cadáver. Estes vos serão imundos (...). Eu sou o Senhor, que vos faço subir da terra do Egito, para que Eu seja vosso Deus; portanto, vós sereis santos, porque Eu sou santo. Esta é a lei dos animais, e das aves, e de toda alma vivente que se move nas águas, e de toda criatura que povoa a terra, para fazer diferença entre o imundo e o limpo e entre os animais que se pode comer e os animais que se não podem comer” (Levítico 11: 1, 7, 8, 45-47).

“Falou o Senhor”, é assim que começa o capítulo. Essa lei é repetida em Deuteronômio 14: 3, 8:

“Não comereis coisa alguma abominável (...). Nem o porco, porque tem unha fendida, mas não rumina; imundo vos será. Destes não comereis a carne e não tocareis no seu cadáver.”

Sobre os porcos, Ellen White dizia, já no século 19: “Porcos têm sido preparados para o mercado mesmo quando atacados de pragas, e sua carne tóxica espalhou doenças contagiosas, seguindo-se grande mortandade” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar).


A carne de porco no Novo Testamento

Certa vez, ao conversar com uma professora da Unicamp, onde fiz meu estágio docente durante meu doutorado, acabamos entrando no assunto sobre o consumo de carne suína, pois o marido dela tem ascendência judaica. Eu falei sobre o que Levítico e Deuteronômio dizem da carne de porco.

 – Ah, mas agora os porcos são criados em ambientes limpos, controlados –, disse a professora. Mas nenhuma diferença faz se os porcos estão limpos ou sujos. A carne é imunda porque Deus disse. Nossa tentativa humana de “limpar”, de “retirar” obrigações, de “reescrever gramatica ou geneticamente”, de “controlar”, de “apagar”, de fazer uma limpeza histórica na lei ao bel-prazer de nosso paladar físico ou espiritual não transforma em limpo o que Deus falou que é imundo. Em nenhum lugar da Bíblia, de capa a capa, está escrito que a carne de porco agora deixou e ser imunda para se tornar limpa. E como não podemos reescrever a Bíblia, o imundo continua sendo imundo. Os porcos continuam sendo porcos.

Mas Jesus também disse: “Ouvi entendei: não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem” (Mateus 15: 11). Jesus está, nesse momento, dizendo que podemos comer de tudo? Ele está dizendo que a própria proibição do consumo do fruto da árvore do Éden era sem cabimento? Ele está dizendo que comer ou não comer carne de porco é algo desimportante? Se levarmos essa declaração para o sentido daquilo que comemos, então poderíamos ingerir veneno, afinal “o que entra pela boca” não oferece perigo. Precisamos entender o contexto. Os judeus criticaram os discípulos por estarem comendo sem antes ter lavado as mãos, em rituais exaustivos de abluções (não por estarem comendo carne de porco, pois não há sequer uma menção de que os discípulos ou Jesus tenham comido carne de porco). Então, Jesus diz aos judeus que eles não respeitavam a Lei, pois transgrediam o quinto mandamento sobre honrar pais e mães, colocando seus interesses mercantis em primeiro lugar. A boca deles parecia limpa, pois honravam a Deus com os lábios, mas o coração estava sujo, imundo.

Lembram-se do homem de quase 80 anos, mencionado no início desse texto, que decidiu não comer carne de porco? Ele faz tudo para ter mais saúde, se ver livre das doenças e viver mais. Contudo, esse mesmo homem se recusou a dividir a herança, ainda em vida, para uma filha adotiva, dissipando os bens a fim de que ela não receba sua parte, apesar de ter pedido perdão pelos terríveis erros que cometeu contra ela na infância. Não comer carne de porco faz alguma diferença na vida desse homem? Ter pedido perdão, mas não ter mudado seu coração, faz alguma diferença na vida desse pai? Louva com os lábios e tem a boca limpa, mas o coração sujo, imundo. Ninguém vai se salvar por não comer carne de porco. Mas isso não significa que a lei está abolida.

Esse pai rejeitou a carne de porco e a filha. O que você acha de uma pessoa que não come carnes imundas, mas despreza as outras pessoas que são diferentes dela, seja uma filha, nora ou o próprio filho? O que você acha de alguém que não come carne de porco, mas tem preconceito racial?

Pedro era esse homem. O apóstolo Pedro ainda mantinha em seu coração o preconceito contra não-judeus. Mas um dia, Deus lhe deu uma visão, um pouco antes do almoço, quando a fome era maior. Do Céu, desceu três vezes um lençol com animais imundos, entre eles, certamente o porco. E Deus lhe disse para matá-los e comê-los. Pedro se recusou, dizendo: “De modo nenhum, Senhor! Porque jamais comi coisa alguma comum e imunda” (Atos 10: 14). Enquanto Pedro “estava perplexo sobre qual seria o significado da visão”, alguns homens chegaram à casa em que ele estava e o chamaram para visitar Cornélio, um romano convertido que deseja ouvir mais de Cristo. Deus manda Pedro ir até Cornélio. Pedro descobre o significado da visão, aprende uma lição. Que lição é essa? A lição de que deve comer carne de porco? Depois, da visão o que Pedro faz? Ele aparece comendo carnes imundas? Não, porque na própria visão, ele não come essas carnes. Elas são retiradas. O Senhor retira as carnes imundas, mas deixa uma ordem: “Ao que Deus purificou não consideres comum.” Onde reina o Evangelho de Cristo, não há preconceito racial. Deus é absolutamente contra qualquer forma de preconceito racial. Uma mensagem importantíssima para os tempos violentos em que estamos vivendo.

O pecado é degradante. Em Lucas 15, Jesus conta a história do Filho Pródigo, que abandona o pai, dissipa suas riquezas e acaba no fundo do poço. “Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este mandou para os seus campos a guardar os porcos” (Lucas 15: 14, 15). Estar longe do Pai é degradante. 

Pouco importa se o que eu como é salada ou carnes gordurosas, se estou longe do Pai. Não importa se eu como frutas ou pães integrais, se há ódio e mentira em meu viver e não estou disposto a obedecer. Não importa se faço uso de fitoterápicos para aplacar a consciência em vez de usar tarja preta, se pratico a mentira e a difamação. Sim, você pode viver mais se lutar por uma vida saudável. Obedecer às leis da saúde lhe dará uma proteção maior em relação a doenças e pestilências que se multiplicam rapidamente por todo o mundo devido às transgressões contra o meio ambiente, saúde animal e humana. Todas as nossas decisões têm consequências. A vida não é mágica. Deus faz o sol brilhar sobre bons e maus. Graça misericordiosa. Você pode viver mais, mas não pode alcançar a vida eterna só porque vive de maneira saudável aqui na Terra. Ninguém pode viver eternamente sem amar.

 

O território dos porcos

O amor é a palavra-chave da lei. Sem amor, a lei é morta. Mas o amor de Cristo na cruz não matou a lei. "Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam" (João 5:39).

O que Deus diz na Escrituras é muito importante. Se amamos a Jesus, estudaremos a Bíblia para aprender mais e mais. É por amor a nós que Deus nos deixou a Lei, para nos proteger. Não comer carne de porco e outras carnes imundas é uma lei bíblica, dada porque o Senhor quer o nosso bem. Ao mesmo tempo, a ordem “não coma” é o mesmo teste dado ao primeiro casal que reverbera do Éden para os dias de hoje. Quem ouviremos? O mundo tem, rapidamente, seguido em sentido contrário à Palavra de Deus.

Sobre os porcos, a norte-americana fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ellen White diz:

“[...] Deste disse Deus: ‘Imundo vos será; não comereis da carne deste e não tocareis no seu cadáver’ Deut. 14:8. Esta ordem foi dada porque a carne do porco é imprópria para alimentação. Os porcos são limpadores públicos, e é este o único emprego que lhes foi destinado. Nunca, sob nenhuma circunstância, devia sua carne ser ingerida por criaturas humanas. O porco, se bem que um dos mais comuns artigos de alimentação, é um dos mais prejudiciais. Deus não proibiu os hebreus de comerem carne de porco apenas para mostrar Sua autoridade, mas por não ser ela apropriada à alimentação do homem” (Leia o texto na íntegra aqui: Conselho sobre o Regime Alimentar).

Nem mesmo a nação judaica tem guardado a lei da saúde. Desde que se tornou um Estado, Israel proíbe a criação de porcos, mas, em 1963, aprovou uma lei que permite a criação de porcos destinados a pesquisas médicas. Assim surgiu o Kibutz Lahav, um projeto altamente lucrativo, para criação de porcos destinados à pesquisa de ponta no Instituto Lahav CRO (http://www.animalresearch.co.il/). O país se tornou um dos maiores centros de pesquisa médica do mundo, com biotecnologia e bioengenharia desenvolvidas a partir de pesquisas com suínos. As pesquisas feitas ali seguem em cuidadoso sigilo. Válvulas cardíacas, medicamentos e diversos materiais de uso cirúrgico, além de testes pré-clínicos, são feitos a partir do porco. Por quê? Os pesquisadores alegam que o porco é o animal que apresenta mais similaridades com o organismo humano. Todo seu sistema respiratório, por exemplo, é muito semelhante ao nosso o que pode explicar a maior prevalência de coronavírus em lugares de processamento da carne suína, conforme apontou a pesquisa realizada pela USP. 

Entre judeus ortodoxos e outros grupos religiosos têm surgido discussões sobre o uso de medicamentos e biotecnologia médica à base de carne suína. Seria ou não permitido? Esses líderes, em geral, têm chegado à conclusão de que, sim, o uso de estabilizante de gordura de porco em uma droga farmacêutica, por exemplo, não é a mesma coisa que ingerir a carne. Não é a mesma coisa? No que consiste o processo de digestão? A digestão transforma a carne de porco em partículas hidro ou lipossolúveis e absorvíveis que vão para o sangue. O remédio inoculado tem partículas que passaram por um processo de “digestão” em laboratório a fim de que estejam prontas para ir direto ao sangue sem ter que passar pelo sistema digestório. Não muda a natureza do que foi colocado no corpo, mas apenas altera o processamento. Processada pelo sistema digestivo ou pelo laboratório, a carne de porco continua sendo carne de porco. Como somos capazes de negar? Contudo, os judeus não apenas têm se permitido usar biotecnologia médica a partir de material suíno –  pesquisas que se destacam internacionalmente, pois a indústria médica mundial tem, predominantemente, optado por esse paradigma –, como também estão alterando seu cardápio. O consumo de carne de porco está disseminado no país.

“Embora o governo israelense esteja sob pressão renovada para proibir a criação de porcos desde os anos 1990, a indústria de suínos tem crescido continuamente devido ao aumento do apetite por produtos suínos em todo o país. Até o Kibutz Lahav usa seus porcos em excesso (aqueles que foram criados para fornecer órgãos apenas para pesquisa) para consumo. Carne de porco no menu para o Shabat e feriados no kibutz. Quer sejam criados, servidos ou comidos, os porcos são, sem dúvida, parte do legado deste kibutz” (6). A pesquisa médica abriu as portas para alguns porcos passarem. Agora, todos estão passando. Por que via o consumo de porcos está entrando em sua vida?


A quem ouvirei?

Não importa se é uma fruta, como foi no Éden, ou carne de porco, como está estabelecido na Bíblica no livro de Levítico, se Deus proibiu, devemos ouvir Sua voz, confiar em Sua Palavra, ter a certeza de que Ele faz isso por amor. Precisamos confiar em Seu amor, seu poder que oferece cura e salvação, porque Ele é santo e quer nossa santidade. Mas os nossos pais desconfiaram do amor divino.  

Ao falar sobre a Nova Terra, sobre Jerusalém restaurada – portanto, sobre um tempo futuro –, Isaías 66: 17 diz o que Deus acha da carne de porco. Leia.

Isaías também diz:

“Fui buscado pelos que não perguntavam por Mim; fui achado por aqueles que não Me buscavam; a um povo que não se chamava do Meu nome, Eu disse: Eis-Me aqui, eis-Me aqui. Estendi as mãos todo dia a um povo rebelde, que anda por caminho que não é bom, seguindo os seus próprios pensamentos; povo que de contínuo me irrita abertamente (...), que mora entre sepulturas e passa as noites em lugares misteriosos; come carne de porco e tem no seu prato ensopado de carne abominável; povo que diz: Fica onde estás, não te chegues a Mim, porque sou mais santo do que tu” (Isaías 65; 4, 5).

Os habitantes de Gadara mandaram Jesus embora porque preferiam os porcos. “Este o resultado que Satanás intentava obter. Lançando sobre Jesus a culpa de seu prejuízo, suscitou os temores egoístas do povo, impedindo-o de escutar Suas palavras. Satanás acusa constantemente os cristãos como causa de prejuízo, desgraça e sofrimento, em vez de consentir que a censura recaia onde compete: sobre si mesmo e seus anjos. Os propósitos de Cristo não foram, porém, subvertidos. Permitiu que os espíritos maus destruíssem a manada de porcos, como reprovação àqueles judeus que, por amor do ganho, estavam a criar tais animais imundos. Demais, foi permitido que esse acontecimento ocorresse a fim de que os discípulos pudessem testemunhar o poder cruel de Satanás, tanto sobre o homem quanto sobre os animais (O Grande Conflito. Ellen White).

Mas para aqueles dois homens, livres dos demônios e das sepulturas, se Jesus não podia ficar, eles iriam embora com seu querido Mestre. Jamais haviam sido amados como foram por Ele. “Não”, disse-lhes Jesus. Eles deveriam ficar e falar sobre a história da sua libertação. A partir daquele pedido amoroso, o relato dos porcos submergidos no mar era contado e recontado diariamente por dois homens trazidos à vida pela Palavra do Senhor. Aos poucos, as pessoas redirecionaram o seu olhar para o autor do maior acontecimento ocorrido naquela vila proscrita – o convite para a salvação eterna. Gadara deixou de ser o território dos porcos para se tornar o palco de um grande milagre operado pelo médico dos Médicos – Jesus.


8 de maio de 2021

PS.: Paulo e o consumo de carne de porco

Paulo jamais mencionou que a carne de porco é apropriada para o consumo humano. Em nenhum lugar na Bíblia, de capa a capa, há essa autorização. No entanto, há muitos versos bíblicos contrários ao consumo de carne de porco. Apesar dessa evidência, há quem diga que podemos comer carne de porco tão-somente porque Paulo disse aos coríntios: “Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência” (1 Coríntios 10:25). Precisamos entender o contexto. Naquela época e naquela localidade, sacrificavam animais aos ídolos. Paulo está falando especificamente dessas carnes sacrificadas aos ídolos. Ele disse que a carne sacrificada ao ídolo podia ser consumida, pois os ídolos não significam nada. Era uma questão local. Ao estudar a Bíblia, precisamos sempre considerar o contexto das passagens. Lembre-se: a Palavra de Deus é como um tesouro que precisa ser encontrado com dedicação e entrega. A verdade bíblica é como o Reino dos Céus. “O Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo” (Mateus 13:44).  

 

sexta-feira, 2 de abril de 2021

A Quem Temerei?

 2 de abril de 2021

Edição em inglês

Um longo inverno se abateu sobre nós. Estamos no segundo ano de uma guerra jamais experimentada pela nossa geração que repercute nas finanças, na família, no corpo. A morte de queridos, de sonhos, de realidades alcança a quase todos, somando-se a problemas antigos, tais como doenças e luta pela sobrevivência. O mundo que temos agora faz sentir saudades do mundo que desapareceu. Já não somos os mesmos.   

No transcorrer de duas guerras mundiais, seguidas por um governo comunista, o mundo de Mara se desfez, entre vários acontecimentos –  morte, perseguição, confiscação de bens, nascimento e educação dos filhos, novo casamento, novos desafios. Com descrições minuciosas que permitem observar atentos os cenários ora bucólicos, ora bélicos, de um país desconhecido e longínquo – a Sérvia na primeira metade do século 20 –, o livro “A Quem Temerei” nos fortalece para o enfrentamento de nossos próprios invernos seja aqui no Brasil ou em outro país, seja para este tempo ou qualquer época. Mara é todas nós – mulheres diferentes de um mundo só –  ou tudo que cada uma de nós pode ser ao estender as mãos na mesma direção para qual a mulher sérvia de olhos azuis olha. Para onde Mara está olhando? Para quem Mara estende as mãos?

Embora narrado em cenários de guerras, o livro é belo, capta a atenção do começo ao fim, e me fez sorrir em muitos momentos. Há uma leveza inexplicável naquela narrativa séria, penso, ao me dar conta de quanto o enredo me marcou. Quem conta a incrível história de Mara, é Ann Vitorovich, escritora premiada, nascida e criada em Nova York. O livro é envolvente, forte, verdadeiro, terapêutico – suas páginas compartilham generosamente, com narrativa primorosa, um segredo. Como vencer os medos, sem negar a realidade, e triunfar pacificamente em um mundo em guerra?

Eu queria ser Mara ou Ann, porque tanto a mulher biografada quanto sua biógrafa – as duas compartilham o mesmo sobrenome Vitorovich – têm uma característica marcante: força de luta. São mulheres delicadas, inteligentes, altruístas e, sobretudo, destemidas. Quando a mensagem é urgente, elas não temem em recebê-la ainda que a vida esteja sob ameaça. Mas ao receberem a mensagem, em vez de perderem a vida, elas recebem vida – por amor de Mim, quem perdê-la, achá-la-á (Mateus 16:25). A partir daí, o exército de estrelas que descende delas, seja por meio de laços de sangue ou pelos leitores, é a prova de que a maior riqueza de uma mulher está na sua capacidade de escolher o caminho certo, munida de coragem que não vem dela mesma. Que caminho é esse? É transcultural, é atemporal.

Mara Vitorovich pode ser eu; ela pode ser você.

A leitura do livro poderá elucidar o caminho mais do que qualquer outra explicação adicional, pois despertou meus sentidos mais do que minhas razões. Moveu minha alma para um lugar seguro, um refúgio em pedra, sustentando-me em tempos difíceis, a exemplo do que uma boa amiga pode fazer pela outra. Há livros mais chegados que irmãos. E poderá fazer isso por você também, por isso escrevo sobre minhas impressões acerca dessa obra belíssima e verdadeira.

Deixo com vocês o lema de Mara: “Sve ce proci a Gospod ce doci” (Tudo passará, e o Senhor virá”). Reproduzo a seguir um episódio pelo qual Mara passou, ao lado de suas crianças, quando soldados nazistas chegaram para destruir as casas de Glusci, a vila rural onde morava.

“Lá fora, o rumor aumentava, como de um trovão que precede uma tempestade. O fragor de rodas rangia na rua cascalhenta. Motores roncavam sem silenciadores, para aumentar o barulho e lançar terror no coração. No entanto, Mara não estava com medo. Seus filhos confiavam nela. Ela possuía coragem por todos eles. Ela continuou a orar [...]. Logo o terrível ruído chegou mais perto e abafou suas vozes, de modo que eles não conseguiam se ouvir acima do estrondo. As grossas paredes de tijolos da casa começaram a tremer. As portas chacoalhavam em suas dobradiças. As janelas corrediças e venezianas trepidavam num ritmo nervoso. Quando o nível do barulho indicou a chegada do primeiro blindado, Mara puxou os filhos para o chão e se deitou ao lado deles. Eles estenderam o corpo tão rente ao chão quanto possível, com o rosto para baixo, os braços juntos a cabeça e as mãos fechadas sobre os ouvidos para abafar o ruído ensurdecedor. Por um momento, ela estremeceu. O barulho foi terrível. Então, uma calma a inundou quando ela se lembrou das promessas bíblicas.” (VITOROVICH, Ann A Quem Temerei. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2016. P. 120-121.).  

Talvez, Glusci seja aqui, neste momento triste, e a resistência de Mara nos faz lembrar que há algo maior e mais seguro ao alcance de todas nós.  

 



Edição em português.




sábado, 27 de março de 2021

Um alerta

 27 de março de 2021


Muito, muito obrigada querida amiga. Suas palavras mais uma vez me trouxeram ânimo, conforto, mas também um alerta. Que Deus a abençoe cada dia em sua jornada. 25/3/2021. A Saúde colapsou. O que fazer?


Agradeço suas palavras, minha amiga. Elas me inspiram a escrever.

Parece simples, insignificante ou, até mesmo, um absurdo, afirmar que a Medicina baseada em plantas é a resposta eficaz para a crise mundial de saúde frente aos patógenos resistentes. Mas estou dizendo exatamente isso. Minha evidência inicial é o meu próprio corpo. O uso dessas plantas aliado à mudança de estilo de vida derrotou uma endometriose profunda e avançada que estava me levando à morte (o que dizer de um endometrioma de 15 cm?), diminuiu drasticamente o tamanho dos tumores (nenhuma droga farmacêutica tem esse efeito) e, por último, preparou meu corpo para uma gravidez natural que resultou em um bebê muito saudável e inteligente.

Pesquisas indicam a eficácia de anticoagulantes (heparina, aspirina) para o tratamento de endometriose e mesmo para pacientes de Covid em estado grave. Porque essas doenças estão relacionadas com trombose, engrossamento do sangue e provocam padrão inflamatório alto. Contudo, o alho cru, a cebola crua, o limão e um estilo de vida saudável combatem eficazmente, naturalmente, a trombose, afinando o sangue sem provocar efeitos colaterais significativos. Na China, por exemplo, médicos utilizam a babosa em hospitais no tratamento de pacientes com Covid. O resultado? Bem menos mortes do que nos principais países do mundo. Além do sistema médico oficial, a população asiática utiliza no seu dia a dia a fitoterapia. Estão bem melhores do que países que confiam apenas em drogas farmacêuticas e sua população vive de comer industrializados, doces, frituras, carnes mergulhadas em gordura, como nos Estados Unidos e no Brasil. Isso já começa no berço quando mães substituem o leite materno, repleto de anticorpos que os bebês levariam para sempre em seu corpo, por leite de Fórmula. É mais fácil, libera a mulher para o trabalho etc. E depois, as crianças são alimentadas com junk food, colocadas em telas e terceirizadas. O resultado é uma epidemia de obesidade e de doenças evitáveis, como diabetes e hipertensão. Perfil de grande parte dos mortos por Covid. Como não adoecer? Como não morrer? Não é uma fatalidade.

Em 14 anos de blog, com quase 500 mil acessos, nunca recebi um e-mail de um médico ou pesquisador. Eu sou pesquisadora, tenho pós-doutorado, mas meus colegas jamais vieram conversar comigo, olhar meus exames. Incredulidade. Visão paradigmática. Parece simples demais. Por outro lado, o sistema precisa lucrar. Há uma indústria que o sustenta. Não dá para vender limão por mil reais (o preço de um remédio ou consulta). Não dá para vender cebola e alho por 100 mil reais (o preço de uma cirurgia com grandes especialistas). Não dá para vender babosa que cresce tão bem no quintal pelo preço de uma FIV. Não dá para vender estilo de vida. E se desse para vendê-los tão caro, o paciente não retornaria, pois teria se curado. 

Por outro lado, quantos de nós estamos dispostos a renunciar os malefícios dos doces e industrializados? Quantos estão dispostos a ter uma vida saudável, com exercícios físicos, em contato com a natureza? Parece mais fácil remediar. Parece mais fácil terceirizar. Mas não existe pílula mágica para o mal crônico que nos assola. A realidade chegou e daqui para frente as epidemias vão se agigantar (dengue, zika, malária, super bactérias, vírus mutantes, fungos resistentes...). A nossa melhor chance é um sistema imunológico fortalecido. A dengue, por exemplo, se manifesta em “apenas” 20% dos infectados, naqueles que têm um sistema imunológico mais vulnerável. Covid mata 2%.

Os remédios que Deus oferece são simples, gratuitos, mas eles envolvem uma lei. Quem aceita a lei? Assim como há a Lei na Bíblia (Os Dez Mandamentos), em Êxodo 20, há uma lei de saúde. Mas nos abolimos parte da lei que não nos agrada. Por que aceitamos o mandamento de “não roubar” (8º mandamento) e não aceitamos ao mandamento do sábado (4º mandamento) se ele está reafirmado, inclusive, em várias passagens da Bíblia, do primeiro ao segundo Testamentos? O que dizer das leis dietéticas bíblicas que proíbem o consumo de carne de porco e animais imundos? 

A lei existe para o nosso bem. Há também a lei de funcionamento do organismo, tão bem elucidada pela própria ciência e sobre a qual Ellen White fala objetivamente aos defender o uso dos remédios naturais aliados a um estilo de vida saudável. A lei envolve obediência, disciplina, dedicação, confiança, entrega, pesquisa, conhecimento. Viver de acordo com a lei nos liberta e também protege o meio ambiente, nosso grande aliado em saúde. Isso é motivante, incrível, transformador. Porque é simplesmente maravilhoso vencer uma doença terrível de maneira tão “simples”! É acalentador, mas também nos desafia a mudar, a persistir, a ser feliz com um novo paladar, uma nova vida. Nos desafia a crer. Nós cremos?


Leia: 

Eu venci a endometriose.