domingo, 11 de abril de 2021

O que a Bíblia diz sobre a carne de porco?

 11 de abril de 2021


– Eu não como mais carne de porco – disse o sitiante de família italiana, pouco religioso, beirando seus 80 anos, preocupado com a saúde. – A Bíblia conta que Jesus enviou os espíritos imundos para os porcos – prosseguiu, surpreendendo os sobrinhos numa conversa à beira da mesa repleta de bebidas alcoólicas.

Após acalmar a tempestade e chegar em terra firme, Jesus enfrentou a fúria de outra tempestade. O choque da água contra o navio e o rimbombar dos trovões foram substituídos pelos gritos violentos de dois homens tomados de demônios que moravam entre sepulcros em Gadara, localizada na fronteira oriental do Império Romano, separada de Cafarnaum pelas águas do mar. Ninguém passava por aquele caminho ameaçador, mas Jesus enfrentara a força das ondas para desembarcar justamente ali onde ninguém queria estar, porque Ele tem algo a nos dizer sobre Gadara. Escute.

– E eis que gritaram: Que temos nós contigo, ó Filho de Deus! Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? – disseram os homens possuídos pela fonte da tormenta. – Se nos expeles, manda-nos para a manada de porcos.

– Pois ide –, ordenou-lhes Jesus. Nesse instante, os demônios saíram dos homens e entraram nos porcos que se precipitaram despenhadeiro abaixo, caindo nas águas do Mar da Galileia. Os porqueiros fugiram e contaram o que havia acontecido. Então, diz a Bíblia, “a cidade toda saiu para encontrar-se com Jesus”.

“Para agradecê-Lo?”, você pode perguntar, pois Cristo os livrara da violência dos homens. Mas não havia gratidão alguma, apenas indignação, medo, horror pela ameaça das ameaças: os porcos eram o comércio deles. Por isso, pelo amor ao dinheiro, rogaram a Jesus que se “retirasse da terra deles”. Os porcos eram deles, o comércio era deles, a terra era deles. Dinheiro, dinheiro, dinheiro. A terra é de quem?

Jesus entrou num barco e partiu.


Proibição bíblica do consumo de carne de porco

A história se repete. Recentemente, Larissa Mies Bombardi, professora e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), teve de deixar o país após perseguições, ameaças contra a vida e invasão da sua casa com o roubo de seu computador (1).

Além de publicar pesquisas sobre o uso de agrotóxicos no Brasil, Larissa fez um amplo estudo, em parceria com um pesquisador alemão, mostrando a associação entre Coronavírus e criação de porcos. “Municípios com maior densidade de porcos também são aqueles com o maior número de pessoas infectadas por covid-19”, afirma um artigo (2).

O fato não é exclusividade do Brasil, em especial nos estados do sul que respondem por 66% da criação nacional de porcos, embora sejam pouco povoados, e acende um alerta importante: a China, onde surgiu o coronavírus, é líder mundial em produção de carne de porco; no noroeste da Alemanha, foram fechados frigoríficos desse setor por causa da alta taxa de covid e, nos Estados Unidos, a processadora de carne de porco Smithfield “se tornou grande foco da doença em Dakota do Sul, um dos estados menos povoados do país” (3).

Larissa publicou a pesquisa “Hypothesising on the emergence of SARS-CoV-2 through bats: Its relation to intensive pig-factory farming and the agro-industrial complex” (Hipóteses sobre o surgimento do SARS-CoV-2 através dos morcegos: sua relação com a suinocultura intensiva e o complexo agroindustrial), em parceria com o pesquisador Immo Fiebrig, da Universidade Nottigham, e Pablo Nepomuceno, da USP (Veja aqui).

“Em dois artigos, eles mostram a correlação espacial entre o aumento de infectados pelo covid-19 e a criação intensiva de porcos no Brasil, nos Estados Unidos e na Alemanha. Levantam também a hipótese, ainda não comprovada, de que o modelo atual de agropecuária, especificamente a criação industrial de suínos, pode favorecer a propagação do vírus, tendo os porcos como vetores da contaminação. ‘Trata-se de uma hipótese, mas a correlação espacial é enorme’, diz Larissa Bombardi” (4).

A Organização Mundial de Saúde (OMS) associou o surgimento do vírus ao mercado de carnes imundas de Whuran, na China. O vírus H1N1 também está associado a suinocultura, considerado, por Larissa Bombardi, um celeiro para futuras pandemias em curto prazo de tempo.

Jesus disse, sim, que haveria pestes. Mas elas não surgem sem motivo. São resultado da transgressão da lei. Há uma lei de saúde na Bíblia que proíbe a ingestão de carnes imundas. O desrespeito ao que Deus diz acarreta consequências coletivas e individuais.

“Larissa, também autora do atlas Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia, fez a palestra ‘Vivendo Sob o Veneno’ na plataforma sobre alimentação Fru.to (Assista aqui). Na ocasião, ela citou a frase de Eduardo Galeano, escritor uruguaio: ‘A soberania começa pela boca’, levando à reflexão de que as decisões acerca da produção e consumo de alimento têm peso e consequência” (5).

Será que, como coletividade, estamos acolhendo pesquisas de ponta? “Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem” (Mateus 7:6). Poderia ter sido diferente. Nenhum pesquisador deveria ser obrigado a deixar o país por causa de seu amor à Ciência. Como recebemos as mensagens que nos desafiam a repensar a própria vida?  

A história do pecado no planeta Terra também começa pela boca. E Deus tem muito a dizer sobre o que comemos ou deixamos de comer. Pensar o alimento é pensar na própria espiritualidade. O que a Bíblia diz sobre a carne de porco? A carne de porco é considerada imunda na Bíblia? Há uma lei de saúde nas Escrituras Sagradas. Vamos conhecer um pouco dessa lei? Vamos pesquisá-la?

Começaremos por Gênesis. Como o pecado entrou na Terra? Por que há sofrimento e morte? Deus fez Adão e Eva. Deu-lhes o Jardim do Éden. Havia uma lei: eles não deveriam comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Nesse ponto, eles demostrariam obediência ou rebelião. Conhecemos a história. Eles queriam comer, comer e comer, e se fizeram surdos à Palavra de Deus. Eles comeram. Comer foi transgredir, desobedecer, desconfiar do amor, escolher outro governo – o governo de um pecado capital, o governo da gulodice, dos instintos, dos prazeres sem restrições ou lei, o governo desgovernado do mal. “Comer” parece algo inocente. Mas esse verbo está na gênese de toda miséria que se abateu sobre o mundo porque “querer comer, em desprezo à lei” se mostrou mais importante do que “querer obedecer por amor à lei”. A Lei que provém de um Deus que ama. Seu amor infinito nos deu Jesus, o bebê de Maria, o homem do deserto que passou 40 dias em jejum absoluto. O Homem que venceu o mal na Cruz.

Adão e Eva não deveriam comer uma fruta proibida. Jesus não deveria comer de um pão proibido – a pedra transformada em pão pela ordem do inimigo. A Bíblia também nos fala daquilo que não devemos comer. “Leis sobre animais limpos e imundos”, é o título do capítulo 11 do livro bíblico de Levítico. Há várias carnes de animais e peixes consideradas imundas biblicamente, entre elas está a carne de porco:

“Falou o Senhor a Moisés e Arão, dizendo-lhes: (...). Também o porco, porque tem unhas fendidas e o casco dividido, mas não rumina; este vos será imundo; da sua carne não comereis, nem tocareis no seu cadáver. Estes vos serão imundos (...). Eu sou o Senhor, que vos faço subir da terra do Egito, para que Eu seja vosso Deus; portanto, vós sereis santos, porque Eu sou santo. Esta é a lei dos animais, e das aves, e de toda alma vivente que se move nas águas, e de toda criatura que povoa a terra, para fazer diferença entre o imundo e o limpo e entre os animais que se pode comer e os animais que se não podem comer” (Levítico 11: 1, 7, 8, 45-47).

“Falou o Senhor”, é assim que começa o capítulo. Essa lei é repetida em Deuteronômio 14: 3, 8:

“Não comereis coisa alguma abominável (...). Nem o porco, porque tem unha fendida, mas não rumina; imundo vos será. Destes não comereis a carne e não tocareis no seu cadáver.”

Sobre os porcos, Ellen White dizia, já no século 19: “Porcos têm sido preparados para o mercado mesmo quando atacados de pragas, e sua carne tóxica espalhou doenças contagiosas, seguindo-se grande mortandade” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar).


A carne de porco no Novo Testamento

Certa vez, ao conversar com uma professora da Unicamp, onde fiz meu estágio docente durante meu doutorado, acabamos entrando no assunto sobre o consumo de carne suína, pois o marido dela tem ascendência judaica. Eu falei sobre o que Levítico e Deuteronômio dizem da carne de porco.

 – Ah, mas agora os porcos são criados em ambientes limpos, controlados –, disse a professora. Mas nenhuma diferença faz se os porcos estão limpos ou sujos. A carne é imunda porque Deus disse. Nossa tentativa humana de “limpar”, de “retirar” obrigações, de “reescrever gramatica ou geneticamente”, de “controlar”, de “apagar”, de fazer uma limpeza histórica na lei ao bel-prazer de nosso paladar físico ou espiritual não transforma em limpo o que Deus falou que é imundo. Em nenhum lugar da Bíblia, de capa a capa, está escrito que a carne de porco agora deixou e ser imunda para se tornar limpa. E como não podemos reescrever a Bíblia, o imundo continua sendo imundo. Os porcos continuam sendo porcos.

Mas Jesus também disse: “Ouvi entendei: não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem” (Mateus 15: 11). Jesus está, nesse momento, dizendo que podemos comer de tudo? Ele está dizendo que a própria proibição do consumo do fruto da árvore do Éden era sem cabimento? Ele está dizendo que comer ou não comer carne de porco é algo desimportante? Se levarmos essa declaração para o sentido daquilo que comemos, então poderíamos ingerir veneno, afinal “o que entra pela boca” não oferece perigo. Precisamos entender o contexto. Os judeus criticaram os discípulos por estarem comendo sem antes ter lavado as mãos, em rituais exaustivos de abluções (não por estarem comendo carne de porco, pois não há sequer uma menção de que os discípulos ou Jesus tenham comido carne de porco). Então, Jesus diz aos judeus que eles não respeitavam a Lei, pois transgrediam o quinto mandamento sobre honrar pais e mães, colocando seus interesses mercantis em primeiro lugar. A boca deles parecia limpa, pois honravam a Deus com os lábios, mas o coração estava sujo, imundo.

Lembram-se do homem de quase 80 anos, mencionado no início desse texto, que decidiu não comer carne de porco? Ele faz tudo para ter mais saúde, se ver livre das doenças e viver mais. Contudo, esse mesmo homem se recusou a dividir a herança, ainda em vida, para uma filha adotiva, dissipando os bens a fim de que ela não receba sua parte, apesar de ter pedido perdão pelos terríveis erros que cometeu contra ela na infância. Não comer carne de porco faz alguma diferença na vida desse homem? Ter pedido perdão, mas não ter mudado seu coração, faz alguma diferença na vida desse pai? Louva com os lábios e tem a boca limpa, mas o coração sujo, imundo. Ninguém vai se salvar por não comer carne de porco. Mas isso não significa que a lei está abolida.

Esse pai rejeitou a carne de porco e a filha. O que você acha de uma pessoa que não come carnes imundas, mas despreza as outras pessoas que são diferentes dela, seja uma filha, nora ou o próprio filho? O que você acha de alguém que não come carne de porco, mas tem preconceito racial?

Pedro era esse homem. O apóstolo Pedro ainda mantinha em seu coração o preconceito contra não-judeus. Mas um dia, Deus lhe deu uma visão, um pouco antes do almoço, quando a fome era maior. Do Céu, desceu três vezes um lençol com animais imundos, entre eles, certamente o porco. E Deus lhe disse para matá-los e comê-los. Pedro se recusou, dizendo: “De modo nenhum, Senhor! Porque jamais comi coisa alguma comum e imunda” (Atos 10: 14). Enquanto Pedro “estava perplexo sobre qual seria o significado da visão”, alguns homens chegaram à casa em que ele estava e o chamaram para visitar Cornélio, um romano convertido que deseja ouvir mais de Cristo. Deus manda Pedro ir até Cornélio. Pedro descobre o significado da visão, aprende uma lição. Que lição é essa? A lição de que deve comer carne de porco? Depois, da visão o que Pedro faz? Ele aparece comendo carnes imundas? Não, porque na própria visão, ele não come essas carnes. Elas são retiradas. O Senhor retira as carnes imundas, mas deixa uma ordem: “Ao que Deus purificou não consideres comum.” Onde reina o Evangelho de Cristo, não há preconceito racial. Deus é absolutamente contra qualquer forma de preconceito racial. Uma mensagem importantíssima para os tempos violentos em que estamos vivendo.

O pecado é degradante. Em Lucas 15, Jesus conta a história do Filho Pródigo, que abandona o pai, dissipa suas riquezas e acaba no fundo do poço. “Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este mandou para os seus campos a guardar os porcos” (Lucas 15: 14, 15). Estar longe do Pai é degradante. 

Pouco importa se o que eu como é salada ou carnes gordurosas, se estou longe do Pai. Não importa se eu como frutas ou pães integrais, se há ódio e mentira em meu viver e não estou disposto a obedecer. Não importa se faço uso de fitoterápicos para aplacar a consciência em vez de usar tarja preta, se pratico a mentira e a difamação. Sim, você pode viver mais se lutar por uma vida saudável. Obedecer às leis da saúde lhe dará uma proteção maior em relação a doenças e pestilências que se multiplicam rapidamente por todo o mundo devido às transgressões contra o meio ambiente, saúde animal e humana. Todas as nossas decisões têm consequências. A vida não é mágica. Deus faz o sol brilhar sobre bons e maus. Graça misericordiosa. Você pode viver mais, mas não pode alcançar a vida eterna só porque vive de maneira saudável aqui na Terra. Ninguém pode viver eternamente sem amar.

 

O território dos porcos

O amor é a palavra-chave da lei. Sem amor, a lei é morta. Mas o amor de Cristo na cruz não matou a lei. "Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam" (João 5:39).

O que Deus diz na Escrituras é muito importante. Se amamos a Jesus, estudaremos a Bíblia para aprender mais e mais. É por amor a nós que Deus nos deixou a Lei, para nos proteger. Não comer carne de porco e outras carnes imundas é uma lei bíblica, dada porque o Senhor quer o nosso bem. Ao mesmo tempo, a ordem “não coma” é o mesmo teste dado ao primeiro casal que reverbera do Éden para os dias de hoje. Quem ouviremos? O mundo tem, rapidamente, seguido em sentido contrário à Palavra de Deus.

Sobre os porcos, a norte-americana fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ellen White diz:

“[...] Deste disse Deus: ‘Imundo vos será; não comereis da carne deste e não tocareis no seu cadáver’ Deut. 14:8. Esta ordem foi dada porque a carne do porco é imprópria para alimentação. Os porcos são limpadores públicos, e é este o único emprego que lhes foi destinado. Nunca, sob nenhuma circunstância, devia sua carne ser ingerida por criaturas humanas. O porco, se bem que um dos mais comuns artigos de alimentação, é um dos mais prejudiciais. Deus não proibiu os hebreus de comerem carne de porco apenas para mostrar Sua autoridade, mas por não ser ela apropriada à alimentação do homem” (Leia o texto na íntegra aqui: Conselho sobre o Regime Alimentar).

Nem mesmo a nação judaica tem guardado a lei da saúde. Desde que se tornou um Estado, Israel proíbe a criação de porcos, mas, em 1963, aprovou uma lei que permite a criação de porcos destinados a pesquisas médicas. Assim surgiu o Kibutz Lahav, um projeto altamente lucrativo, para criação de porcos destinados à pesquisa de ponta no Instituto Lahav CRO (http://www.animalresearch.co.il/). O país se tornou um dos maiores centros de pesquisa médica do mundo, com biotecnologia e bioengenharia desenvolvidas a partir de pesquisas com suínos. As pesquisas feitas ali seguem em cuidadoso sigilo. Válvulas cardíacas, medicamentos e diversos materiais de uso cirúrgico, além de testes pré-clínicos, são feitos a partir do porco. Por quê? Os pesquisadores alegam que o porco é o animal que apresenta mais similaridades com o organismo humano. Todo seu sistema respiratório, por exemplo, é muito semelhante ao nosso o que pode explicar a maior prevalência de coronavírus em lugares de processamento da carne suína, conforme apontou a pesquisa realizada pela USP. 

Entre judeus ortodoxos e outros grupos religiosos têm surgido discussões sobre o uso de medicamentos e biotecnologia médica à base de carne suína. Seria ou não permitido? Esses líderes, em geral, têm chegado à conclusão de que, sim, o uso de estabilizante de gordura de porco em uma droga farmacêutica, por exemplo, não é a mesma coisa que ingerir a carne. Não é a mesma coisa? No que consiste o processo de digestão? A digestão transforma a carne de porco em partículas hidro ou lipossolúveis e absorvíveis que vão para o sangue. O remédio inoculado tem partículas que passaram por um processo de “digestão” em laboratório a fim de que estejam prontas para ir direto ao sangue sem ter que passar pelo sistema digestório. Não muda a natureza do que foi colocado no corpo, mas apenas altera o processamento. Processada pelo sistema digestivo ou pelo laboratório, a carne de porco continua sendo carne de porco. Como somos capazes de negar? Contudo, os judeus não apenas têm se permitido usar biotecnologia médica a partir de material suíno –  pesquisas que se destacam internacionalmente, pois a indústria médica mundial tem, predominantemente, optado por esse paradigma –, como também estão alterando seu cardápio. O consumo de carne de porco está disseminado no país.

“Embora o governo israelense esteja sob pressão renovada para proibir a criação de porcos desde os anos 1990, a indústria de suínos tem crescido continuamente devido ao aumento do apetite por produtos suínos em todo o país. Até o Kibutz Lahav usa seus porcos em excesso (aqueles que foram criados para fornecer órgãos apenas para pesquisa) para consumo. Carne de porco no menu para o Shabat e feriados no kibutz. Quer sejam criados, servidos ou comidos, os porcos são, sem dúvida, parte do legado deste kibutz” (6). A pesquisa médica abriu as portas para alguns porcos passarem. Agora, todos estão passando. Por que via o consumo de porcos está entrando em sua vida?


A quem ouvirei?

Não importa se é uma fruta, como foi no Éden, ou carne de porco, como está estabelecido na Bíblica no livro de Levítico, se Deus proibiu, devemos ouvir Sua voz, confiar em Sua Palavra, ter a certeza de que Ele faz isso por amor. Precisamos confiar em Seu amor, seu poder que oferece cura e salvação, porque Ele é santo e quer nossa santidade. Mas os nossos pais desconfiaram do amor divino.  

Ao falar sobre a Nova Terra, sobre Jerusalém restaurada – portanto, sobre um tempo futuro –, Isaías 66: 17 diz o que Deus acha da carne de porco. Leia.

Isaías também diz:

“Fui buscado pelos que não perguntavam por Mim; fui achado por aqueles que não Me buscavam; a um povo que não se chamava do Meu nome, Eu disse: Eis-Me aqui, eis-Me aqui. Estendi as mãos todo dia a um povo rebelde, que anda por caminho que não é bom, seguindo os seus próprios pensamentos; povo que de contínuo me irrita abertamente (...), que mora entre sepulturas e passa as noites em lugares misteriosos; come carne de porco e tem no seu prato ensopado de carne abominável; povo que diz: Fica onde estás, não te chegues a Mim, porque sou mais santo do que tu” (Isaías 65; 4, 5).

Os habitantes de Gadara mandaram Jesus embora porque preferiam os porcos. “Este o resultado que Satanás intentava obter. Lançando sobre Jesus a culpa de seu prejuízo, suscitou os temores egoístas do povo, impedindo-o de escutar Suas palavras. Satanás acusa constantemente os cristãos como causa de prejuízo, desgraça e sofrimento, em vez de consentir que a censura recaia onde compete: sobre si mesmo e seus anjos. Os propósitos de Cristo não foram, porém, subvertidos. Permitiu que os espíritos maus destruíssem a manada de porcos, como reprovação àqueles judeus que, por amor do ganho, estavam a criar tais animais imundos. Demais, foi permitido que esse acontecimento ocorresse a fim de que os discípulos pudessem testemunhar o poder cruel de Satanás, tanto sobre o homem quanto sobre os animais (O Grande Conflito. Ellen White).

Mas para aqueles dois homens, livres dos demônios e das sepulturas, se Jesus não podia ficar, eles iriam embora com seu querido Mestre. Jamais haviam sido amados como foram por Ele. “Não”, disse-lhes Jesus. Eles deveriam ficar e falar sobre a história da sua libertação. A partir daquele pedido amoroso, o relato dos porcos submergidos no mar era contado e recontado diariamente por dois homens trazidos à vida pela Palavra do Senhor. Aos poucos, as pessoas redirecionaram o seu olhar para o autor do maior acontecimento ocorrido naquela vila proscrita – o convite para a salvação eterna. Gadara deixou de ser o território dos porcos para se tornar o palco de um grande milagre operado pelo médico dos Médicos – Jesus.


8 de maio de 2021

PS.: Paulo e o consumo de carne de porco

Paulo jamais mencionou que a carne de porco é apropriada para o consumo humano. Em nenhum lugar na Bíblia, de capa a capa, há essa autorização. No entanto, há muitos versos bíblicos contrários ao consumo de carne de porco. Apesar dessa evidência, há quem diga que podemos comer carne de porco tão-somente porque Paulo disse aos coríntios: “Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência” (1 Coríntios 10:25). Precisamos entender o contexto. Naquela época e naquela localidade, sacrificavam animais aos ídolos. Paulo está falando especificamente dessas carnes sacrificadas aos ídolos. Ele disse que a carne sacrificada ao ídolo podia ser consumida, pois os ídolos não significam nada. Era uma questão local. Ao estudar a Bíblia, precisamos sempre considerar o contexto das passagens. Lembre-se: a Palavra de Deus é como um tesouro que precisa ser encontrado com dedicação e entrega. A verdade bíblica é como o Reino dos Céus. “O Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo” (Mateus 13:44).  

 

sexta-feira, 2 de abril de 2021

A Quem Temerei?

 2 de abril de 2021

Edição em inglês

Um longo inverno se abateu sobre nós. Estamos no segundo ano de uma guerra jamais experimentada pela nossa geração que repercute nas finanças, na família, no corpo. A morte de queridos, de sonhos, de realidades alcança a quase todos, somando-se a problemas antigos, tais como doenças e luta pela sobrevivência. O mundo que temos agora faz sentir saudades do mundo que desapareceu. Já não somos os mesmos.   

No transcorrer de duas guerras mundiais, seguidas por um governo comunista, o mundo de Mara se desfez, entre vários acontecimentos –  morte, perseguição, confiscação de bens, nascimento e educação dos filhos, novo casamento, novos desafios. Com descrições minuciosas que permitem observar atentos os cenários ora bucólicos, ora bélicos, de um país desconhecido e longínquo – a Sérvia na primeira metade do século 20 –, o livro “A Quem Temerei” nos fortalece para o enfrentamento de nossos próprios invernos seja aqui no Brasil ou em outro país, seja para este tempo ou qualquer época. Mara é todas nós – mulheres diferentes de um mundo só –  ou tudo que cada uma de nós pode ser ao estender as mãos na mesma direção para qual a mulher sérvia de olhos azuis olha. Para onde Mara está olhando? Para quem Mara estende as mãos?

Embora narrado em cenários de guerras, o livro é belo, capta a atenção do começo ao fim, e me fez sorrir em muitos momentos. Há uma leveza inexplicável naquela narrativa séria, penso, ao me dar conta de quanto o enredo me marcou. Quem conta a incrível história de Mara, é Ann Vitorovich, escritora premiada, nascida e criada em Nova York. O livro é envolvente, forte, verdadeiro, terapêutico – suas páginas compartilham generosamente, com narrativa primorosa, um segredo. Como vencer os medos, sem negar a realidade, e triunfar pacificamente em um mundo em guerra?

Eu queria ser Mara ou Ann, porque tanto a mulher biografada quanto sua biógrafa – as duas compartilham o mesmo sobrenome Vitorovich – têm uma característica marcante: força de luta. São mulheres delicadas, inteligentes, altruístas e, sobretudo, destemidas. Quando a mensagem é urgente, elas não temem em recebê-la ainda que a vida esteja sob ameaça. Mas ao receberem a mensagem, em vez de perderem a vida, elas recebem vida – por amor de Mim, quem perdê-la, achá-la-á (Mateus 16:25). A partir daí, o exército de estrelas que descende delas, seja por meio de laços de sangue ou pelos leitores, é a prova de que a maior riqueza de uma mulher está na sua capacidade de escolher o caminho certo, munida de coragem que não vem dela mesma. Que caminho é esse? É transcultural, é atemporal.

Mara Vitorovich pode ser eu; ela pode ser você.

A leitura do livro poderá elucidar o caminho mais do que qualquer outra explicação adicional, pois despertou meus sentidos mais do que minhas razões. Moveu minha alma para um lugar seguro, um refúgio em pedra, sustentando-me em tempos difíceis, a exemplo do que uma boa amiga pode fazer pela outra. Há livros mais chegados que irmãos. E poderá fazer isso por você também, por isso escrevo sobre minhas impressões acerca dessa obra belíssima e verdadeira.

Deixo com vocês o lema de Mara: “Sve ce proci a Gospod ce doci” (Tudo passará, e o Senhor virá”). Reproduzo a seguir um episódio pelo qual Mara passou, ao lado de suas crianças, quando soldados nazistas chegaram para destruir as casas de Glusci, a vila rural onde morava.

“Lá fora, o rumor aumentava, como de um trovão que precede uma tempestade. O fragor de rodas rangia na rua cascalhenta. Motores roncavam sem silenciadores, para aumentar o barulho e lançar terror no coração. No entanto, Mara não estava com medo. Seus filhos confiavam nela. Ela possuía coragem por todos eles. Ela continuou a orar [...]. Logo o terrível ruído chegou mais perto e abafou suas vozes, de modo que eles não conseguiam se ouvir acima do estrondo. As grossas paredes de tijolos da casa começaram a tremer. As portas chacoalhavam em suas dobradiças. As janelas corrediças e venezianas trepidavam num ritmo nervoso. Quando o nível do barulho indicou a chegada do primeiro blindado, Mara puxou os filhos para o chão e se deitou ao lado deles. Eles estenderam o corpo tão rente ao chão quanto possível, com o rosto para baixo, os braços juntos a cabeça e as mãos fechadas sobre os ouvidos para abafar o ruído ensurdecedor. Por um momento, ela estremeceu. O barulho foi terrível. Então, uma calma a inundou quando ela se lembrou das promessas bíblicas.” (VITOROVICH, Ann A Quem Temerei. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2016. P. 120-121.).  

Talvez, Glusci seja aqui, neste momento triste, e a resistência de Mara nos faz lembrar que há algo maior e mais seguro ao alcance de todas nós.  

 



Edição em português.




sábado, 27 de março de 2021

Um alerta

 27 de março de 2021


Muito, muito obrigada querida amiga. Suas palavras mais uma vez me trouxeram ânimo, conforto, mas também um alerta. Que Deus a abençoe cada dia em sua jornada. 25/3/2021. A Saúde colapsou. O que fazer?


Agradeço suas palavras, minha amiga. Elas me inspiram a escrever.

Parece simples, insignificante ou, até mesmo, um absurdo, afirmar que a Medicina baseada em plantas é a resposta eficaz para a crise mundial de saúde frente aos patógenos resistentes. Mas estou dizendo exatamente isso. Minha evidência inicial é o meu próprio corpo. O uso dessas plantas aliado à mudança de estilo de vida derrotou uma endometriose profunda e avançada que estava me levando à morte (o que dizer de um endometrioma de 15 cm?), diminuiu drasticamente o tamanho dos tumores (nenhuma droga farmacêutica tem esse efeito) e, por último, preparou meu corpo para uma gravidez natural que resultou em um bebê muito saudável e inteligente.

Pesquisas indicam a eficácia de anticoagulantes (heparina, aspirina) para o tratamento de endometriose e mesmo para pacientes de Covid em estado grave. Porque essas doenças estão relacionadas com trombose, engrossamento do sangue e provocam padrão inflamatório alto. Contudo, o alho cru, a cebola crua, o limão e um estilo de vida saudável combatem eficazmente, naturalmente, a trombose, afinando o sangue sem provocar efeitos colaterais significativos. Na China, por exemplo, médicos utilizam a babosa em hospitais no tratamento de pacientes com Covid. O resultado? Bem menos mortes do que nos principais países do mundo. Além do sistema médico oficial, a população asiática utiliza no seu dia a dia a fitoterapia. Estão bem melhores do que países que confiam apenas em drogas farmacêuticas e sua população vive de comer industrializados, doces, frituras, carnes mergulhadas em gordura, como nos Estados Unidos e no Brasil. Isso já começa no berço quando mães substituem o leite materno, repleto de anticorpos que os bebês levariam para sempre em seu corpo, por leite de Fórmula. É mais fácil, libera a mulher para o trabalho etc. E depois, as crianças são alimentadas com junk food, colocadas em telas e terceirizadas. O resultado é uma epidemia de obesidade e de doenças evitáveis, como diabetes e hipertensão. Perfil de grande parte dos mortos por Covid. Como não adoecer? Como não morrer? Não é uma fatalidade.

Em 14 anos de blog, com quase 500 mil acessos, nunca recebi um e-mail de um médico ou pesquisador. Eu sou pesquisadora, tenho pós-doutorado, mas meus colegas jamais vieram conversar comigo, olhar meus exames. Incredulidade. Visão paradigmática. Parece simples demais. Por outro lado, o sistema precisa lucrar. Há uma indústria que o sustenta. Não dá para vender limão por mil reais (o preço de um remédio ou consulta). Não dá para vender cebola e alho por 100 mil reais (o preço de uma cirurgia com grandes especialistas). Não dá para vender babosa que cresce tão bem no quintal pelo preço de uma FIV. Não dá para vender estilo de vida. E se desse para vendê-los tão caro, o paciente não retornaria, pois teria se curado. 

Por outro lado, quantos de nós estamos dispostos a renunciar os malefícios dos doces e industrializados? Quantos estão dispostos a ter uma vida saudável, com exercícios físicos, em contato com a natureza? Parece mais fácil remediar. Parece mais fácil terceirizar. Mas não existe pílula mágica para o mal crônico que nos assola. A realidade chegou e daqui para frente as epidemias vão se agigantar (dengue, zika, malária, super bactérias, vírus mutantes, fungos resistentes...). A nossa melhor chance é um sistema imunológico fortalecido. A dengue, por exemplo, se manifesta em “apenas” 20% dos infectados, naqueles que têm um sistema imunológico mais vulnerável. Covid mata 2%.

Os remédios que Deus oferece são simples, gratuitos, mas eles envolvem uma lei. Quem aceita a lei? Assim como há a Lei na Bíblia (Os Dez Mandamentos), em Êxodo 20, há uma lei de saúde. Mas nos abolimos parte da lei que não nos agrada. Por que aceitamos o mandamento de “não roubar” (8º mandamento) e não aceitamos ao mandamento do sábado (4º mandamento) se ele está reafirmado, inclusive, em várias passagens da Bíblia, do primeiro ao segundo Testamentos? O que dizer das leis dietéticas bíblicas que proíbem o consumo de carne de porco e animais imundos? 

A lei existe para o nosso bem. Há também a lei de funcionamento do organismo, tão bem elucidada pela própria ciência e sobre a qual Ellen White fala objetivamente aos defender o uso dos remédios naturais aliados a um estilo de vida saudável. A lei envolve obediência, disciplina, dedicação, confiança, entrega, pesquisa, conhecimento. Viver de acordo com a lei nos liberta e também protege o meio ambiente, nosso grande aliado em saúde. Isso é motivante, incrível, transformador. Porque é simplesmente maravilhoso vencer uma doença terrível de maneira tão “simples”! É acalentador, mas também nos desafia a mudar, a persistir, a ser feliz com um novo paladar, uma nova vida. Nos desafia a crer. Nós cremos?


Leia: 

Eu venci a endometriose.

sábado, 13 de março de 2021

O Poder das Plantas

 




O poder das plantas

Compatível com a fé e a ciência, o uso da fitoterapia tem ganhado reconhecimento

 

No relato bíblico, o rei Ezequias recobra a saúde ao receber a promessa de Deus e um emplastro de figos (Is 38:21). O profeta Ezequiel, na visão de um rio que saía do templo, diz que as árvores em suas margens proveem folhas como remédio (Ez 47:12). Essa imagem ecoa no Apocalipse, quando João vê o efeito benéfico das folhas da árvore da vida (Ap 22:2). Além de demonstrar que a verdadeira cura tem origem divina, esses relatos deixam uma pista do potencial terapêutico das plantas criadas por Deus. Confira abaixo.

 

Fé + Natureza

Enquanto alguns contemporâneos de Ellen White acreditavam que a cura ocorreria apenas por meio de orações e imposição das mãos, a pioneira adventista aconselhava: “O Senhor proveu antídotos para as doenças, em plantas comuns, e essas podem ser usadas [...] sem que isso implique em negação da fé” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 289).

 

Ciência

Para muitos pesquisadores, o uso de plantas medicinais também é compatível com a ciência de ponta. Um grande campo de pesquisa tem sido aberto para os estudiosos da fitoterapia. Em 2016, por exemplo, a Anvisa lançou o Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira, com indicações terapêuticas, contraindicações e possíveis interações medicamentosas, oferecendo orientação aos profissionais de saúde.

 

Alho

Embora a variedade de plantas medicinais seja maior do que a diversidade de fármacos encontrados numa drogaria, é possível começar pelo básico, com três poderosos aliados da saúde: alho, cebola e limão. Com comprovado potencial bactericida, antifúngico e antiviral, o alho é usado desde a antiguidade para o tratar diversas afecções. Hoje sabe-se que a alicina, presente no alho cru, também é responsável por reduzir a pressão arterial, a glicose no sangue e o colesterol.

 

Cebola

Embora arranque lágrimas até dos mais durões, a cebola traz benefícios inumeráveis. Pesquisas realizadas nas três últimas décadas apontam efeitos positivos no combate a vários tipos de tumores cancerígenos, entre eles o câncer de mama. Outro importante benefício está em sua ação como prebiótico, favorecendo o funcionamento do intestino. Seus componentes bioativos também têm grande potencial antioxidante e trazem benefícios ao sistema respiratório.

 

Limão

Ao tomá-lo puro, você pode fazer careta, mas segundo a Associação Brasileira de Nutrição, o limão é um forte aliado do sistema imunológico e produz uma poderosa ação desintoxicante. Em suas mais de 70 variedades, verifica-se que apesar da acidez, surpreendentemente ele produz um efeito alcalinizante durante a digestão, colaborando positivamente com a saúde do organismo.

 

Ação conjunta

O estilo de vida saudável e a confiança em Deus aliados aos remédios naturais são uma poderosa fonte de prevenção e tratamento de diversas doenças crônicas.


Fontes: Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira (Anvisa, 2016, 115 p.); Maryam Bahram‐Parvar e Loong-Tak Lim, “Fresh‐Cut Onion: A Review on Processing, Health Benefits, and Shelf‐Life”, Comprehensive Reviews in Food Science and Food Safety, v. 17, 2018, p. 290-308; “Limão, fruto usado na prevenção e cura de várias doenças”, disponível em: <https://www.asbran.org.br/noticias/limao-fruto-usado-na-prevencao-e-cura-de-varias-doencas>, acesso em 15/02/2021.








segunda-feira, 1 de março de 2021

Um e-mail que me deixou feliz: Ela se tornou mãe

 1 de março de 2021


Cara amiga, gostaria de agradecer seus relatos e todas as dicas que reuniu neste blog. Implementando muitas dicas, aos poucos, meu endometrioma diminuiu de tamanho e os marcadores de endometriose diminuíram também. Depois de 10 anos de tentativas, fiquei grávida no final de 2016 e tive um bebê saudável. Desculpe por demorar tanto para agradecê-la. Tenho certeza que suas palavras e sabedoria me ajudaram nesta jornada!

 

Na madrugada do domingo, eu li essa linda e emocionante mensagem anônima. Não há muitos detalhes, mas essas palavras concentram todo o poder de criar e se recriar concedido por Deus a seus filhos.

Ela engravidou depois de dez anos em meio às dores de uma endometriose que foi vencida e derrotada por meio da mudança de hábitos de saúde. Ao ler sobre o estilo de vida saudável aqui neste blog, ela mudou pouco a pouco seus hábitos, assim como eu fiz depois que aprendi sobre as leis de saúde nos livros de Ellen White (você pode ler gratuitamente todos seus livros aqui: http://ellenwhite.cpb.com.br/. Ela é a autora norte-americana mais traduzida de todos os tempos) e nos escritos bíblicos.

As dores foram vencidas, os focos de endometriose diminuíram naturalmente, assim como ocorreu com outras mulheres que me escreveram. É real. Conheça também a história de Francielle e seu bebê, Samuel (http://endometrioma.blogspot.com/2020/04/um-bebe-da-esperanca.html). Ela venceu. Você pode também. Acredite.

Sozinha, naquela madrugada, eu li com muita emoção: uma criança nasceu. Suas palavras ecoam em minha vida. Leia e se alegre por esta mulher que creu, sem deixar de sentir que para cada mulher Deus tem reservado uma bênção. Às vezes, a bênção de Maria; às vezes, a bênção de Ana, viúva e provavelmente sem filhos, que segurou Jesus em seus braços após décadas naquele templo louvando a Deus e esperando por Ele. Alegre-se sempre no Senhor, nosso Cristo. Com ou sem filhos, a maternidade é amplidão.

Alegro-me no Senhor por esta mulher que não conheço e por seu filhinho, uma criança do milagre. A Deus todo o louvor. A vida é sempre um dom de Deus.


Leia aqui sobre as mudanças que fiz para vencer a endometriose:

Eu venci a endometriose (https://endometrioma.blogspot.com/2018/)

Meu tratamento contra a endometriose (http://endometrioma.blogspot.com/2014/01/meu-tratamento-contra-endometriose.html)


Este é um hino bem antigo, mas é uma oração. Qual foi o meu primeiro passo para vencer a endometriose? O que faço para conseguir persistir neste estilo de vida saudável? Há 14 anos, eu orei. A partir daí tudo começou a mudar. Orar é conversar com Cristo como se Ele fosse seu melhor amigo e, de fato, Ele é nosso melhor amigo, nosso Pai de amor. Este hino é uma linda oração. Experimente orar. Deus está ouvindo suas palavras.



    


Não perca a esperança

 1 de março de 2021


Sei que para você 2020 foi um ano difícil. Pra mim, também foi. Sei que este ano está sendo um ano difícil. Pra mim, também está sendo. Mas se você está aqui hoje e eu estou escrevendo esta pequena mensagem é porque estamos vivos, apesar dos pesares.

Por isso, erga sua voz e cante. Louve ao Senhor, pois há um mundo além deste mundo e há esperança em meio à dor. O hino "Jerusalém" nos fala dessa nova vida perfeita e eterna. Eu creio. 

Escute a canção. Escute Deus falar ao seu coração. Renove sua fé, além do pranto. Ecoe gratidão e amor, pois a doença, a dor e a morte não mais existem. As palavras fiéis e verdadeiras da Bíblia se cumpriram. O hino é o último capítulo da História da Salvação.

Renove sua esperança. Cristo logo voltará. Que este hino seja uma oração.


"E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.

"E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.

"E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus.

"E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.

"E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis.

"E disse-me mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida.

"Quem vencer, herdará todas as coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho."

 Apocalipse 21:1-7







 

sábado, 10 de outubro de 2020

Fitoterapia e infertilidade: o uso da babosa como indutor natural de ovulação

 


10 de outubro de 2020


Para superar a endometriose, eu fiz uso da babosa (Aloe arborescens), com um tratamento aliado à mudança do estilo de vida (Veja aqui meu tratamento: Eu venci aendometriose). Após mudar meus hábitos de saúde, eu engravidei naturalmente. A babosa também pode combater a infertilidade? O que dizem as pesquisas?

Uma pesquisa publicada em 2016 usou o composto de babosa para tratar ratas inférteis, com resultados muito positivos. A babosa estimulou a ovulação. A pesquisa também analisou os efeitos do composto sobre os filhotes. Todos tiveram desenvolvimento normal até a fase adulta evidenciando que a babosa não tem ação teratogênica. Para os pesquisadores, a babosa é uma “planta adequada para o desenvolvimento de drogas antifertilidade” (1). Mas quem precisa de drogas se dá para ter a babosa no quintal de casa?

Pesquisadores também investigaram a ação fitoterápica da babosa em ratas com ovário policístico. Os animais receberam o composto por dois meses. Houve melhora no desempenho reprodutivo, regulação hormonal, aumento na viabilidade fetal, demonstrando que a babosa age “para recuperar a fertilidade” (2). Eu comprovei esse resultado em meu corpo! Outras leitoras do blog também tiveram os mesmos resultados positivos.

Ao comparar o uso de aloe com um indutor de ovulação, uma pesquisa constatou que a babosa estimula a ovulação tanto quanto drogas farmacêuticas, mas sem efeitos colaterais (3). Outro estudo demonstrou que “o tratamento de camundongos diabéticos com Aloe vera aumentou a taxa de ovulação e maturação” (4). É importante ressaltar que mulheres com diabetes têm menores chances de engravidar. A babosa tem ação antidiabética reconhecida. “Dez estudos foram localizados. Eles sugerem que a administração oral de aloe vera pode ser um complemento útil para reduzir a glicose no sangue em pacientes diabéticos, bem como para reduzir os níveis de lipídios no sangue em pacientes com hiperlipidemia”, afirma pesquisa publicada no The British Journal of General Practice (5).

E o homem, pode usar babosa? Estudos sugerem que a babosa diminui a fertilidade masculina. Meu marido não usou a babosa. Apenas eu usei. Mas há pesquisas que sugerem que a babosa também melhora a saúde sexual masculina em muitos aspectos (Veja aqui).

Mas será que a babosa ajuda mesmo na fertilidade? Para Alan B. Copperman, diretor da Divisão de Endocrinologia Reprodutiva e Infertilidade do Mount Sinai Medical Center em Nova York, “não há nenhuma evidência real de que a aloe vera ajude ou atrapalhe a fertilidade em humanos” (Veja aqui). Desconsiderando todas as evidências e centenas de estudos de referência sobre os benefícios da babosa, esse médico prefere dizer: Nem faz bem, nem faz mal. Essa opinião me faz lembrar de antigos moradores de Jerusalém que desacreditavam da existência de Deus e diziam: “O Senhor não faz bem nem faz mal” (Sofonias 1: 12). “Cala-te diante do Senhor Deus, porque o dia do Senhor está perto”, responde Sofonias (1:7).

Há quem pense diferente. Frank Crosswhite, professor da Universidade do Arizona, e sua esposa Carol, afirmam no artigo Aloe vera, plant symbolism and the threshing floor, que há diversos relatos históricos sobre a eficácia do tratamento com babosa em mulheres inférteis. “Há um forte elo de Aloe com vida renovada!”

Deveria haver mais pesquisas sobre babosa e fertilidade. Os principais centros de pesquisa internacionais parecem não estar interessados em investigar os benefícios da babosa para a saúde reprodutiva. Contudo, as pesquisas estão avançando. Recentemente, fui publicada um estudo importante na Espanha sobre os benefícios da babosa. Se você está em dúvida sobre os benefícios dessa planta incrível, sugiro que você leia esta pesquisa realizada na Universidad Complutense de Madrid (UCM): “Propriedades de atualizaçãofarmacológica de Aloe Vera e seus principais constituintes ativos”.

Minha experiência com a babosa foi muito positiva tanto para combater a endometriose quanto para engravidar, além de excelentes resultados em minha saúde de modo geral. Durante a gravidez, não usei o composto, pois ele pode aumentar o movimento do intestino e, por causa disso, induzir a um aborto. Veja aqui o modo como eu usei a babosa: Endometriose e fitoterapia: minha experiência com a babosa (aloe arborescens). 

A babosa é uma planta medicinal com inúmeros efeitos benéficos, mas lembre-se: Para recuperar a saúde, você precisa mudar seu estilo de vida. Vamos começar? Eu sugiro que você leia meu texto Eu venci a endometriose (https://endometrioma.blogspot.com/2018/).

Aloe é uma planta poderosa mencionada na Bíblia. Ela foi usada para ungir o corpo de Jesus Cristo que após dar sua vida por nós na cruz ressurgiu vitorioso nessa intensa luta contra o mal que sobreveio à Terra (Leia meu texto sobre a Babosa na Bíblia: Aloe (babosa), infertilidade, ressurreição). A breve história da Terra está terminando. O mundo foi feito por Deus, mas nosso primeiros pais acreditaram em Lúcifer e o pecado entrou na Terra. Para nos redimir desse mal, Cristo deu a sua vida. Ele ressuscitou e virá novamente. Este dia está chegando. Jesus voltará. Mas enquanto estamos aqui neste mundo, Ele deseja o melhor para cada mulher e sua família.

Deus colocou nas plantas medicinais remédios curativos. “O Senhor proveu antídotos para as doenças em plantas comuns, e essas podem ser usadas pela fé, sem que isso implique em negação da fé; pois usando as bênçãos providas por Deus para nosso benefício, cooperamos com Ele”, afirma Ellen White. A babosa é uma planta valiosa criada pelo Médico dos médicos. Um presente simples que cada pessoa deveria ter em casa. Basta plantar, basta crer.


Referências

1. SHAH, S. K. et. al. Antifertilityactivity of ethanolic and aqueous extracts of aloe vera Mill on female wistarrats: rising approaches of herbal contraception. Acesso em: 10 out. 2020.   

2. RADHA, M. H. Role of aloe barbadensis Mill. as a possible preConceptiveherb for the management of polycystic ovarian syndrome: a rodent model study. Acesso em: 10 out. 2020.

3. SARAVANAN, R. Ovulatory effect of aloe barbadensis mill in mature new zealand rabbit does. Disponível em: <file:///C:/Users/Pessoal/Downloads/4469-Article%20Text-13037-2-10-20180105.pdf> Acesso em: 10 out. 2020.

4. AFROUG, M. et al. Protective effects of aloe vera on superovulated oocytes and folliculogenesis in diabetic mice. Disponível em:< https://sites.kowsarpub.com/zjrms/articles/7939.html> Acesso em: 10 out. 2020.

5. VOGLER, B. K., ERNEST, E. Aloe vera: a systematic review of its clinical effectiveness. Disponível em:< https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/10885091/> Acesso em: 10 out. 2020.


Conheça a história de Francielle e Samuel: Um bebê da esperança. 


Acesse meu texto Infertilidade: O que a mulher deve fazer com o profundo desejo de ter um filho? 





 

 




sábado, 3 de outubro de 2020

Infertilidade: o que uma mulher deve fazer com o profundo desejo de ter um filho?

 



A grande questão para a mulher com endometriose é se ela pode ou não ter um filho. Eu não podia ter um filho. Perdi o ovário esquerdo com um endometrioma de 15 cm em uma cirurgia de urgência. No ovário direito, havia um endometrioma de mais de 5 cm. A endometriose era profunda, infiltrativa, grau IV. As dores, insuportáveis. Havia, segundo a médica especialista em fertilização, “3%” de chance de eu engravidar naturalmente.

Decidi: quero ter um filho. Mas eu não podia ter um filho. Então, recomendaram que eu fizesse FIV (Fertilização in Vitro). Inclusive, à época, uma grande empresa de FVI entrou em contato comigo para que eu divulgasse, como colunista, o método artificial para se ter um filho. Eu gastaria, eu ganharia e, talvez, teria um filho. Eu decidi: não quero ter um filho. Ao menos, não desse jeito.

O valor de uma mulher não está em ser mãe. Eu aprenderia a ser feliz sem um filho, pois o que eu tinha era apenas uma ideia de felicidade associada à chegada de uma criança. E não é assim. Os maiores e mais difíceis desafios emocionais eu enfrentei após a gravidez. Quando um bebê chega muita coisa se desmonta. Em vez de melhor, a gente pode se tornar pior: mais nervosa, mais ansiosa, mais cansada, sem tempo, com sonhos profissionais adiados ou interrompidos para sempre. É preciso muita força para que a maternidade torne a mulher realmente uma pessoa melhor. As frustrações da mãe podem por tudo a perder. Mais uma vez, só a oração e a comunhão com Cristo podem redimensionar essa mulher, fazendo-a ser mãe no mais pleno sentido da palavra – entrega total.

Então, não ser mãe dá à mulher a oportunidade de viver muitos outros projetos e, se ela tem um propósito de abençoar o mundo, pode realizar coisas realmente incríveis e gratificantes de modo que não poderia se fosse mãe. Ellen White, escritora norte-americana e uma das fundadoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia, diz exatamente isso. Às vezes, é melhor não ser mãe, dependendo da vocação que se tem no mundo. Assim, decidi não ser mãe se não pudesse engravidar naturalmente. Poderia recorrer à adoção, conforme também orienta Ellen White, ou me empenhar em alguma outra missão, outra sugestão de Ellen. “Uma família bem ordenada, bem disciplinada, terá poderosa influência para o bem. Mas se não tendes vossos próprios filhos, pode ser que o Senhor tenha um sábio propósito em privar-vos desta bênção. Não seja isto tomado como evidência de que deveis adotar uma criança. Em alguns casos pode ser aconselhável”, diz Ellen White. Ter filhos é uma alegria. Mas você não é obrigada a ser mãe. Você não é obrigada a adotar uma criança. Para ser feliz e fazer alguém feliz, você não precisa gerar um filho.

Eu assumi o risco. Pesquisei sobre a FIV e outros métodos e decidi não expor o meu corpo aos hormônios sintéticos (Veja aqui o texto que eu escrevi sobre a FIV: O Livro da Vida).

Aceitar a realidade de que, provavelmente, eu não teria um filho não foi fácil, inicialmente. Provocações, semelhantes a enfrentadas por Ana, da Bíblia, devido a sua infertilidade, eram recorrentes. Nasceu um bebê na família e alguém que sabia que eu era infértil disse, com maldade: “Viu, vale a pena!” Também contaram para pessoas conhecidas e desconhecidas que eu não podia ter um filho e, vez por outra, me deparava com alguém me dando uma sugestão... Vi o vídeo de uma amiga tendo seu filho. As dores são muitas. Mas a despeito de todas elas, eu decidi não fazer FIV e esperar a vontade de Deus, a despeito do resultado. Um filho, um marido, um emprego podem ajudar, mas só Deus consola. Se eu não for feliz com o que tenho jamais serei feliz com qualquer outra conquista. A felicidade é Cristo, pois no mundo sempre teremos aflições.

“Infertilidade. Provavelmente cada uma de nós já pensou sobre isso ou foi atingida por sua dor. Talvez tenhamos alguma amiga querida que não possa ter filhos... ou talvez você mesma esteja tentando engravidar e ter um bebê. O tempo passa e isso não acontece. O que uma mulher deve fazer com o profundo desejo de conceber um filho na encruzilhada do desapontamento? [...] Deus não mudou. O seu espírito pode nos dar a mesma esperança que sustentou Isabel. Deus cumprirá os Seus propósitos. Nosso trabalho é crer e obedecer enquanto aguardamos com fidelidade”, afirma a conselheira cristã Bobbie Wolgemuth.   

Ao mudar meu estilo de vida, readquirindo hábitos saudáveis ligados à alimentação vegetariana, exercícios físicos, fitoterapia, natureza e amor a Deus, a endometriose regrediu, a dor aos poucos desapareceu. Fiquei tão saudável, que engravidei naturalmente. A gravidez foi muito tranquila e meu filho nasceu com saúde de ferro. Tem quase sete anos e nunca precisou tomar um antibiótico ou antitérmico.

Mas o que pode acontecer quando a gente recorre a drogas farmacêuticas para engravidar? Além de todos os efeitos colaterais que as bulas dos remédios nos informam, o organismo humano fica sujeito a alterações em sua própria estrutura, seu código genético, seus cromossomos. E isso é muito sério. Ano a ano, vem aumentando a quantidade de crianças e adultos com doenças raras. Ao explicar as causas das aberrações cromossômicas, o meu livro didático do ensino médio do Anglo, de 1994, já dizia:

“Estamos expostos a inúmeras substâncias químicas que estão no ar, na água, nos alimentos e medicamentos. Disso tudo, o que pode realmente ‘mexer’ com nosso material genético? A verdade é que estamos sujeitos a surpresas desagradáveis; a maioria desses fatores, no que diz respeito à sua atuação sobre os genes, não foi ainda suficientemente estuda. Um exemplo simples: a industrialização cada vez maior dos alimentos fez com que usasse inúmeras substâncias químicas, como conservantes, corantes, antioxidantes etc... A indústria farmacêutica também utiliza grande variedade de substâncias na composição de medicamentos” (SASSON, S. Genética. São Paulo: Anglo, 1990-1991. p. 56).

Conheci a história de uma mulher com endometriose que não engravidava. Fez a cirurgia, usou remédios e por vários meses tomou um indutor de ovulação. O marido descobriu uma doença no testículo. Fez a cirurgia, usou remédios. Então, conseguiram a gravidez. O filho nasceu com uma síndrome rara.

Ao falar sobre saúde na gestação, a médica Mírian Silveira diz neste vídeo (Veja aqui) que o uso de drogas farmacêuticas está associado com os erros inatos do metabolismo ou com as chamadas doenças raras, que hoje já atingem 15 milhões de brasileiros (Se você quer ter um filho, não deixe de assistir a esse vídeo).

Enfim, tomei a decisão de seguir o caminho de mudança de meus hábitos de saúde. As drogas não deveriam resolver aquilo que nós mesmos, com a força de Deus, somos capazes de mudar naturalmente. A pílula mágica tem efeitos inesperados. A mudança de estilo de vida exige muito da gente, muita renúncia, transformação do paladar, reeducação, mas, no final, é um trajeto leve, transformador, suave, consistentemente belo.

Um dia, uma mãe que queria ficar grávida de seu segundo filho, mas a endometriose não permitia, me escreveu, perguntando minha opinião sobre a FIV. Foi essa mulher que me ajudou a pesquisar mais sobre o assunto. Nossos diálogos, por e-mail, foram importantes para mim. Até hoje, não a conheço pessoalmente. O mais importante é que Deus agiu na vida dessa mulher que não decidiu fazer a FIV. Primeiro, ela tomou a decisão, melhorou seu estilo de vida e os resultados vieram: ela engravidou de seu segundo filho, o amigo que o primeiro filho tanto precisava. Uma história linda. O milagre de Deus.

Mas se ela não tivesse engravidado? E se eu não tivesse engravidado? E se você não fizer a FIV e não engravidar de outra maneira? Pode acontecer. Eu decidi não ter um filho, mas estar bem de saúde. Ser mulher é muito mais do que ter um filho. Isso não quer dizer que, ao ter um filho, eu deixarei de reconhecer as bênçãos de ser mãe que decorrem de Deus. É preciso louvá-Lo, pois Deus é quem dá a vida. É preciso dizer: se você quer ser mãe de verdade, lute por esse sonho. Mude seus hábitos, pesquise alimentos e atitudes que aumentam a fertilidade, ore a Deus, assim como fez Ana, mãe de Samuel, ou Isabel, mãe de João, mulheres da Bíblia. Clame. Não tenha medo de pedir, mesmo que no final a resposta seja diferente da esperada. Deus sempre sabe o que é melhor. Vivemos tempos muito difíceis para as grávidas, para as crianças e seus pais.

Ao tomarmos as decisões, depois de bem informadas, precisamos estar conscientes do preço que pagaremos. O preço de não fazer a FIV pode ser nunca ter um filho. O preço gigantesco de fazer a FIV pode impactar as finanças e o corpo de maneiras inesperadas.

O preço de ter um filho também é alto. Eu decidi ter um filho naturalmente. Mudar minha vida, meus hábitos, respeitar as leis da saúde colocadas por Deus me deram meu filho. Depois desse milagre, eu me entreguei à missão que recebi. Tornei-me mãe em tempo integral. A renúncia é grande, mas as recompensas são infinitas. A maternidade é uma escada íngreme. Para ele aprender a se alimentar de comida vegetariana, eu gastei e gasto meu tempo selecionando alimentos, cozinhando, dando o exemplo, ensinando a comer, milhares e milhares de vezes com muita paciência, com a mesma paciência que tive de ter comigo mesma ao deixar o açúcar e os lanches gordurosos e me voltar à comida de verdade. Para ele aprender a dormir, eu também durmo e acordo super cedo. Para ele aprender a se exercitar, eu faço exercícios com ele. Para ele aprender a amar a Deus, eu conto três vezes ao dia histórias da Bíblia e oramos juntos. Também aprendi a tocar hinos no teclado e cantar com ele, louvando a Deus.

O preço de ter um filho é alto. Basta pensar que Deus nos criou para sermos felizes, mas o ser humano pecou. Nos tornamos filhos desobedientes. O salário do pecado é a morte, diz a Bíblia. Deus não pode apagar sua própria Lei. Então, enviou Jesus para nos salvar. Mas ao chegar aqui, recebemos o Criador com desprezo e ódio. Jesus foi morto pelos seus próprios filhos. Para nos dar a paz e a vida eterna, Ele deu sua própria vida. Leia a mais bela e triste descrição sobre esse ato de amor em Isaías 53.

“Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? [...] Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado, e dele não fizemos caso. Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Leia o restante de Isaías 53 aqui).

A maternidade é entrega da vida, assim como fez Cristo. Se a vida é dedicada à missão de salvar, vive-se a maternidade, com ou sem filhos.

Ore, apenas. Ao dar o passo seguinte, desenvolva estratégias de saúde. Prossiga rumo ao ideal de um novo estilo de vida saudável. Espere.

Deus sempre sabe o que é melhor. Ele escreve com amor a história de cada mulher. Não há desfechos únicos. Maternidade é amplidão.



Leia meu texto: Eu venci a endometriose

 (http://endometrioma.blogspot.com/2018/07/eu-venci-endometriose.html)


Conheça a história de Francielle e Samuel: Um bebê da esperança. 







sábado, 12 de setembro de 2020

Endometriose tem cura


Hoje, neste sábado, 12 de setembro de 2020, eu desejo louvar o Senhor, meu Deus, pela vida.

Há 12 anos, eu estava adoecida, enfraquecida, com dores insuportáveis, infértil. Um quadro de endometriose profunda e infiltrativa. Mas ao mudar meu estilo de vida e buscar forças em Deus para persistir nesse novo caminho, reconquistei a saúde, venci a dor, engravidei naturalmente do João. 

Eu quero dizer que há um Deus no Céu que escuta você, ouve seu clamor e pode ajudá-la, assim como fez comigo. Eu quero dizer que Jesus Cristo morreu para me salvar e para salvar você. Seu amor é tão grande que Ele escuta nossas orações e transforma a nossa vida. Ore a Ele, como se conversa com um amigo querido. Sinta-se amada por Cristo. Seu evangelho é de graça. Ele é o Médico dos médicos.

"Com amor eterno te amei, com benignidade te atraí" (Jeremias 31:3).

Eu desejo a todas leitoras deste blog um Feliz Sábado, uma nova vida.  



sábado, 25 de julho de 2020

Endometriose e depressão: Qual o tamanho da sua tristeza?

25 de julho de 2020


Eu passei por tristezas em minha vida. Apesar das dores físicas e sociais atrozes, eu não entrei em depressão. Por quê? Eu não uso remédios de farmácia. Mas o que os medicamentos têm a ver com depressão? Tudo.

Para vencer a endometriose, mantenha-se longe dos remédios. Além de os hormônios sintéticos estarem relacionados com o surgimento da endometriose e da sua transformação em câncer, as drogas farmacêuticas interferem negativamente nas emoções e atrapalham sua decisão de mudar o estilo de vida.

Uma importante pesquisa publicada no The New York Times associa a depressão e até mesmo o suicídio a mais de 200 medicamentos comuns vendidos em farmácia. Analgésico, relaxante muscular, remédios hormonais (anticoncepcionais, para reposição hormonal...), antiácidos (bombas de inibidores de prótons para refluxo), remédio para controlar a pressão, convulsão, corticoide, medicamentos para doenças cardíacas e o próprio remédio para depressão causam depressão.

“Foi surpreendente e preocupante ver quantos medicamentos têm a depressão e o suicídio como um efeito colateral, pois temos uma alta prevalência de depressão e suicídio no país”, afirmou a farmacêutica Dima Mazen Qato, docente na Universidade de Illinois, Chicago, que foi a principal autora da pesquisa. A pesquisa analisou 25 mil norte-americanos de 2005 a 2014. Essa pesquisa diz respeito a eles, a mim e a você.

“Muitos podem se surpreender ao saber que seus medicamentos, apesar de não terem nada a ver com humor ou ansiedade ou qualquer outra condição normalmente associada à depressão, podem aumentar o risco de apresentar sintomas depressivos e levar a um diagnóstico de depressão”, afirmou Qato, no ScienceDaily. 

Remédio é uma cultura. Vive-se numa sociedade viciada em drogas lícitas com terríveis implicações nos relacionamentos dentro e fora de casa. O mal do século – a depressão – está ligado à indústria farmacêutica, com o consentimento de quase todos. Para se ter uma ideia dos perigos dos remédios amplamente utilizados, uma única dose de antidepressivo provoca mudanças dramáticas na arquitetura funcional do cérebro. “Não estávamos esperando que [...] tivesse um efeito tão proeminente em curto espaço de tempo ou que afetasse todo o cérebro”, disse Julia Sacher, do Instituto Max Planck de Ciências do Cérebro e Cognição Humana. 

Está gripado? Está com dores musculares? Está triste? Tem endometriose? Basta uma consulta, uma receita e uma solução mágica, vendida em pílulas. Parece uma sequência tão natural que o natural de verdade deixou de existir. Existe uma opção? Sim, existe. Mas para seguir por outro caminho é conscientização, esforço, vontade. Quem está disponível? Quem deseja salvar sua própria mente?

Quando me casei, eu escondi a “farmacinha” do meu marido e disse que havia jogado fora os remédios. Ele ficou nervoso, mas para economizar decidiu não refazer sua caixa de remédios que o afetava negativamente com apenas 24 anos. Não tinha antidepressivo ainda, mas tinha remédio para tudo. Na primeira gripe que ele teve, eu lhe dei limão. Ele sarou rapidamente. É muito simples ter uma vida plena. Mas quantos sabem disso? Aprendemos, desde crianças, a depender da farmácia e a criar dependentes. 

A situação se agrava com o uso de mais medicamentos ao mesmo tempo, a chamada polifarmácia. “As pessoas não estão apenas usando cada vez mais esses medicamentos, mas estão cada vez mais usando-os simultaneamente. Porém, pouquíssimos remédios têm rótulos de advertência. Então, até termos soluções públicas ou de sistema, cabe aos pacientes e profissionais de saúde estarem cientes dos riscos”, disse Qato. Cabe a você tomar uma decisão.

Você toma antibiótico? Uma importante pesquisa conduzida na Universidade de Tel Aviv, em Israel, constatou que apenas um tratamento com qualquer tipo de antibiótico aumenta as chances de depressão e ansiedade. As drogas de farmácia transtornam a saúde de diferentes maneiras. Depois do uso do antibiótico, a flora intestinal leva dois anos para se recompor (Veja aqui). Isso é muito grave porque as bactérias benéficas do intestino, a microbiota, estão relacionadas à imunidade e são consideradas um “segundo cérebro” devido a sua importância para o corpo e a para a mente. Mexer com microbiota causa alterações psiquiátricas por meio de vias neurológicas, imunológicas e metabólicas. Eu não uso antibióticos. 

“As drogas ministradas aos doentes não restauram, mas destroem. As drogas não curam nunca. Em vez disso, colocam no organismo sementes que trazem colheita muito amarga. [...] Nosso Salvador é o restaurador da imagem moral de Deus no homem. Ele supriu, no mundo natural, remédios para os males humanos, para que Seus seguidores tenham vida, e a tenham com abundância”, afirma Ellen White. Você acha que quando Ellen White está falando que não devemos usar drogas farmacêuticas, ela está se referindo às terríveis drogas do passado? Não apenas. Ela está falando das drogas da farmácia que fica na esquina ou dentro de sua casa.

Não há como fugir das doenças e das tristezas. Há, sim, como preveni-las por meio dos oito remédios apontados por Ellen White: 1. Atividade física, 2: Ar puro; 3. Água pura; 4. Exposição ao sol; 5. Alimentação saudável; 6. Temperança; 7. Cuidado com as emoções e 8. Confiança em Deus. O adoecimento físico e mental é próprio de um mundo que pecou. Contudo, quando a doença chega, não estamos sós. Há meios naturais de cura. Cristo ouve nossa oração.

A dor deprime. “Por que não morri ao nascer? Por que não expirei ao sair do ventre da minha mãe?”, clamou Jó, inocentemente, em sua dor atroz que ninguém entendia, mas que ele não ousou esconder (Jó 3:11). São muitas as tristezas neste mundo, eu sei. Mas as drogas farmacêuticas suprimem a dor com um riso falso. É a casa da alegria, com seu banquete de pílulas anestesiantes e venenosas. “O coração dos sábios está na casa do luto, mas dos insensatos na casa da alegria”, diz Salomão (Eclesiastes 7: 4).

A droga embaralha o caminho e desvia o usuário da cura. Suprime a palavra, o pensamento, a razão. Sem a capacidade de pensar, sentindo tristeza e os efeitos do adoecimento, como falar com Deus e ouvi-lo? “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquela se vê o fim de todas as pessoas; e que os vivos o tomem em consideração. Melhor é a mágoa do que o riso, porque com a tristeza do rosto se melhora o coração” (Eclesiastes 7: 2,3).

A droga cria uma falsa alegria, a sociedade eufórica de surdos conduz à morte de muita coisa importante em nossa vida, impede-nos de tomar consciência e fazer as mudanças necessárias, amortece a essência do ser humano – seu pensamento, seu livre-arbítrio, sua vontade de mudar e ser livre. A droga priva a mulher de uma vida plena e saudável. Liberte-se.




Leia meu texto: Eu venci a endometriose

Conheça meu blog Beith Lehem, sobre nutrição e plantas medicinais.

Conheça a história de Francielle e Samuel aqui: Um bebê da esperança.  




Depois de ver tanto dano causado pela ministração de drogas, não as posso usar, nem posso testificar em seu favor. Tenho de ser fiel à luz que me foi proporcionada pelo Senhor. O tratamento que ministrávamos quando se fundou a clínica, exigia trabalho sério para combater a doença. Não usávamos preparados de drogas; seguíamos métodos naturais. Essa obra foi abençoada por Deus. Foi um trabalho em que o instrumento humano pôde cooperar com Deus na salvação de vidas. Não deve ser introduzida no organismo humano coisa alguma que deixe atrás de si um efeito danoso. E seguir os esclarecimentos dados sobre este assunto, praticar o tratamento natural, e educar em rumos completamente diversos quanto ao tratamento dos doentes - esta foi a razão que me foi dada, pela qual devíamos fundar hospitais em várias localidades. Era-me penoso ver que muitos estudantes eram animados a ir para instruir-se no uso de drogas.

Mensagens Escolhidas. Ellen White.



 Devem, pois, os médicos continuar a recorrer às drogas, que deixam um mortífero mal no organismo, destruindo a vida que Cristo veio restaurar? Os remédios de Cristo limpam o organismo. Satanás, porém, tentou o homem a introduzir no organismo aquilo que enfraquece a máquina humana, obstruindo e destruindo as delicadas e formosas disposições de Deus. As drogas ministradas aos doentes não restauram, mas destroem. As drogas não curam nunca. Em vez disso, colocam no organismo sementes que trazem colheita muito amarga. ... Nosso Salvador é o restaurador da imagem moral de Deus no homem. Ele supriu, no mundo natural, remédios para os males humanos, para que Seus seguidores tenham vida, e a tenham com abundância.